PROCLAMANDO A VOLTA DO SENHOR JESUS!




"E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida” -Apocalipse 22:17



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Jesus trás fogo e dissensão à terra



Lucas 12: 49-53 

INTRODUÇÃO


Quando o Senhor Jesus foi enviado pelo Pai para realizar a Obra de Salvação, teve que assumir a forma humana e ser um de nós. Além disso Jesus teve de se submeter às limitações e necessidades de qualquer homem, e assim, toda a sua glória e poder foram tolhidos no seu corpo físico.

Quanta angústia e sofrimento isso trouxe ao Senhor Jesus. No texto acima, Ele exprime seu profundo desejo de se libertar da “casca” na qual estava envolvido, e fala também das consequências que essa libertação traria sobre o mundo.


DESENVOLVIMENTO


Quando o Senhor falou do batismo com que seria batizado, não se referiu ao Jordão, mas à sua própria morte na cruz. Através dela, Ele seria liberto de todas as limitações e angústias humanas, para assumir e retomar novamente toda a sua glória, majestade e poder no céu e na terra – Mt 28: 18.

Sua libertação do corpo físico, através de sua morte, traria um fogo sobre a terra, isto é, seu Espírito Santo, que seria derramado para “queimar” os pecados de todo o mundo, transformando a muitos e separando-os para uma vida de santificação.

A Obra do Espírito no coração do homem causa uma divisão entre aquilo que ele era antes, seu modo de viver, seu mundo, e a vida nova que é criada no seu interior – II Co 5: 17. Por essa razão lares se dividem, os que crêem entram em conflito com os incrédulos, aqueles que têm vida lutam com os que não têm; tudo porque o espiritual não pode ser entendido pelo natural – Rm 2: 14, 15.

Quando o Espírito de Deus opera na vida de alguém, quebrando-a, a vida interior e espiritual, passa a fluir levando vida a outros, como o grão de trigo que, caindo na terra e morrendo, libera a vida interior  de maneira gloriosa e abundante – Jo 12: 24.

CONCLUSÃO


Logo que esta vida flui, a terra perde sua paz e começa a luta. Muitos serão divididos por causa daqueles que entenderam a Obra do Espírito, porque a diferença entre os que servem ao Senhor e aqueles que não servem é muito grande. Muitas dificuldades surgirão entre os que têm o Senhor e os que não têm, entre os que conhecem o Senhor e os que não conhecem, entre os que pagam um preço e aqueles que não pagam, entre aqueles que são fiéis e aqueles que são infiéis, entre os que aceitam as provações e os que as recusam.

Dessa forma se entende porque pessoas que se amam, como pais e filhos, de repente se tornam como inimigos. Esposas se levantam contra seus maridos, sogras contra suas noras e assim por diante. Tudo porque o Espírito Santo nos leva a uma nova vida, que muitas vezes não é entendida nem compartilhada pelas outras pessoas – I Pe 4: 3, 4.



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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Jesus ressuscita Lázaro

JOÃO 11:39 A 44

“JESUS RESSUSCITA LÁZARO”

1.  INTRODUÇÃO

·      Marta, Maria e Lázaro - uma família que amava o Senhor
·      Moravam na Judéia - lugar que queriam matar Jesus

2.  DESENVOLVIMENTO

·     Lázaro morre - muitos conhecem ao Senhor, o adoram, mas depois, por muitos motivos, saem da sua presença  e perdem a VIDA ETERNA
·     Marta e Maria - a igreja que está viva
·     Chamam a Jesus para salvar o seu irmão - o clamor da igreja pela salvação dos seus familiares
·     O sepulcro onde jazia Lázaro
·     uma caverna
·     escuridão, solidão, frieza
·     o mundo
·     com uma pedra na entrada - tudo aquilo que impede o homem de ver a LUZ (religião, dinheiro e bens, deleites deste mundo, etc.)
·     Jesus manda  tirar a pedra - a ordem de Jesus para sua igreja é que, neste tempo do fim, ela esteja orando pêlos seus familiares, para que eles vejam a Luz e tenham vida!
·     Lázaro
·     Morto há 4 dias - morto para o evangelho
·     cheirava mal - o aroma da igreja é agradável e suave para o Senhor, mas o cheiro deste mundo é cheiro de podridão e morte
·     O chamado de Jesus
·     “Lázaro...” - Jesus chama pelo nome, pois conhece a cada um naquilo que mais o identifica. Ele conhece cada pessoa
·     “Vem para fora!”
·     libertação da morte
·     contra todas as possibilidades humanas, pois estava morto há 4 dias: a salvação é um milagre!
·     “Desligai-o e deixai-o ir...” - a igreja está pronta para oferecer toda a assistência a todos aqueles que atenderem ao chamado do Senhor.
·     A família, então, pode adorar unida novamente.

3.  CONCLUSÃO 

             A igreja tem pago um preço pêlos seus familiares, para que eles ouçam o chamado do Senhor, tenham vida e possam, junto conosco, adorar ao nosso Deus.
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Jesus perante Pilatos



Mateus 27: 11-24

INTRODUÇÃO

            Os quatro Evangelhos foram escritos e destinados a povos específicos, e apresentam o Senhor Jesus com quatro características diferentes:

1.O Evangelho de Mateus foi escrito aos Judeus e apresenta Jesus como Rei;
2.O Evangelho de Marcos foi escrito aos Romanos e apresenta Jesus como Servo;
3.O Evangelho de Lucas foi escrito aos Gregos e apresenta Jesus como Homem Perfeito; e
4.O evangelho de João foi escrito a todo o mundo e apresenta Jesus como Filho de Deus.

DESENVOLVIMENTO

            Pilatos foi um homem que teve um dos maiores privilégios, e a maior oportunidade que alguém poderia ter de conhecer o Senhor Jesus com profundidade. No entanto, ele não soube aproveitar esta oportunidade. Sua mulher até falou-lhe de um sonho que tivera com o Senhor Jesus, dizendo que tivesse cuidado com o que iria fazer com Ele, mas nem isso ajudou Pilatos a receber uma bênção para sua vida.

            Na conversa que teve com Jesus, Pilatos reconheceu que Ele era:
           
1. Rei – Mateus 27: 11
2. Servo – Mateus 27: 14                                         
3. Homem Perfeito – Mateus 27: 24

            Pilatos só não reconheceu que Jesus era Filho de Deus, por isso o entregou para ser torturado e depois crucificado pelos soldados romanos. Pilatos não fez caso do Senhor Jesus; ele o ignorou e o rejeitou, e depois lavou as mãos diante da multidão, querendo dizer com isso que estava inocente do sangue e do destino que ele mesmo deu ao Salvador da humanidade. No entanto ele foi conivente e culpado pela morte do Senhor, juntamente com os religiosos de Jerusalém e a multidão que pediu a sua crucificação e mandou que Barrabás fosse posto em liberdade.

            Quando o homem tem a oportunidade de conhecer Jesus, e não o reconhece como Filho de Deus, enviado para dar sua vida em sacrifício pelos nossos pecados, mesmo que o veja como Rei, Servo de Deus ou alguém que nunca pecou, ele termina por rejeita-lo, não o recebendo em seu coração como Salvador.

CONCLUSÃO

            Um dia Jesus perguntou aos discípulos o que eles diziam a respeito dele, e Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Depois deste reconhecimento, Jesus disse que Pedro era bem-aventurado, pois ele havia alcançado a revelação de que Jesus era o Filho de Deus.
            Muitos hoje em dia têm tido a oportunidade de conhecer o Senhor Jesus, mas continuam agindo como Pilatos, que viu nele apenas uma pessoa majestosa, humilde e inocente, mas não o viu como Filho de Deus; e para alcançar a salvação e a vida eterna o homem precisa crer e abrir o coração para o Filho de Deus, como fizeram Natanael, Tomé e um dos ladrões que foram crucificados com Jesus.


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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Jesus, Rei dos Reis-Salmo 24,7 –10

INTRODUÇÃO

Davi conhecia o lugar devido que o Senhor deveria ocupar. Como Deus do universo, criador de todas as coisas.

DESENVOLVIMENTO

As nações tiveram grandes reis :
-Ogue – rei de Basã
-Seon – rei dos amorreus
-Faraó – rei do Egito
-Nabucodonozor – rei de mar a mar
-Alexandre o Grande
-Roma teve os seus grandes imperadores : Nero, Tito, Vespasiano, etc
Hoje nomes de grandes líderes :
Foram reis que estiveram em grande evidencia em suas épocas, e que deixaram para a historia da humanidade suas marcas. Alguns deixaram grandes obras arquitetônicos, outros foram conhecidos pelas suas conquistas, e outros ainda, deixaram como sinais a dureza de seus governos e a tirania.
Davi também foi um grande rei. Teve um grande importância na historia da formação e estabelecimento da nação de Israel.
Ele não deixou grandes obras arquitetônicas, mas teve como característica sua experiência com Deus (salmo 42-2   “A minha alma vem sede de Deus, do Deus vivo”).
No Salmo 24, Davi fala de um rei, que é conhecido como o Rei da Glória. Ele pergunta : - Quem é este Rei da Glória ?. Muitos poderiam responder que o rei da glória seria o próprio Davi.
O mundo também poderia eleger os seus melhores reis, mas Davi falava de um Rei, para o qual as portas se levantariam. Não falava de um simples rei, mas do Rei dos Reis, o Rei da Glória, que é o Senhor Jesus!
a-     “levantai ó portas as vossas cabeças”
Jesus entrou em  Jerusalém, montado em um jumentinho, aclamado pela multidão, que dizia : - Hosana ao que vem em nome do Senhor. Porém, Ele entrou para dar a sua própria vida.
b-     “levantai-vos ó entradas eternas”
Jesus será aclamado como Rei dos Reis, mas agora , na Jerusalém Celestial, não mais como homem que veio ao mundo para morrer, mas como Senhor dos Senhores, Reis dos Reis.
c-     “quem é este Rei da Glória?”
A resposta é : porque Ele é forte e poderoso. Forte, porque venceu a morte, ressuscitou. Poderoso, porque Ele voltará para buscar a sua igreja, com poder e grande glória. Poderoso na guerra, virá para buscar Israel.

CONCLUSÃO

“quem é este Rei da Glória, o senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da Glória”
Todo o joelho se dobrará, toda a língua confessará que Cristo é o Senhor.(Filipenses, 2,10-11).


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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Jesus paga o tributo


Mateus 17: 24-27

INTRODUÇÃO


            Os fariseus, doutores da lei e os sacerdotes de Israel, viviam sempre seguindo a Jesus com o objetivo de apanhá-lo em alguma palavra ou ato que pudesse servir de motivo de acusação e condenação ao Senhor. No entanto, eles nunca alcançaram o seu intento, pois Jesus era íntegro em palavras e atitudes perante Deus e os homens.
            Uma vez Jesus estava ensinando no templo, e os sacerdotes mandaram os guardas mais fortes que tinham para prendê-lo, mas os guardas não conseguiram chegar até onde Jesus estava por causa da multidão que o cercava. Enquanto esperavam uma oportunidade, os guardas puderam ouvir as palavras e ensinos do Senhor Jesus, e seus corações foram sendo quebrantados e amolecidos; eles então voltaram para seus chefes, que lhes perguntaram por que não cumpriram sua ordem, e  responderam eles: “Jamais alguém falou como este homem”.

DESENVOLVIMENTO


            Certo dia, quando se encontrava em Cafarnaum (aldeia da consolação), a casa onde Jesus estava recebeu a visita de alguns cobradores de impostos. Eles haviam sido enviados pelos sacerdotes para perguntarem se Jesus pagava as didracmas cobradas pelo império romano, com a intenção de incriminá-lo caso fosse devedor. Naquela ocasião, Pedro os atendeu e diante da sua pergunta, respondeu (sem consultar Jesus) que o Senhor pagava as didracmas. Os publicanos, então, foram embora para cientificar seus mandantes do que haviam apurado, mas o que eles não sabiam é que Pedro havia dado uma resposta precipitada, pois Jesus nunca havia pago imposto algum aos romanos.

            Quando Pedro entrou em casa, foi interpelado pelo Senhor Jesus com uma pergunta: “Que te parece Simão? de quem cobram os reis da terra os tributos ou o censo? dos seus filhos ou dos alheios?”. Pedro então respondeu: “Dos alheios”. Jesus lhe disse: “Logo, estão livres os filhos; Mas para que não se escandalizem, vai e lança teu anzol ao mar e o primeiro peixe que subir, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o e dá-o por mim e por ti”.

            Desta forma, Jesus mostrou a Pedro que Ele como Filho de Deus (O Rei de todo o Universo), não devia impostos nem tributos ou qualquer outra coisa a ninguém. Mas por causa da resposta comprometedora de Pedro aos publicanos, Ele agora seria obrigado a pagar as didracmas relativas ao imposto cobrado a todos os judeus sob o governo romano. Deus proveu uma forma para que isso acontecesse, através do dinheiro na boca do peixe pescado por Pedro. O estáter vale duas didracmas, o valor necessário para o pagamento da dívida de duas pessoas. Jesus de fato pagou a dívida com a sua morte na cruz, e nós que não tivemos trabalho algum, fomos beneficiados.
                                                                                                                     
            Este fato profético aponta para uma realidade espiritual profundamente abrangente, e que está relacionada ao Projeto de Salvação do homem. Jesus foi enviado a este mundo, como homem, e durante toda a sua vida nunca deveu nada a ninguém. Ele nunca cometeu pecado ou falta alguma diante dos homens nem diante de Deus. Mas por causa do homem que pecou contra o Pai, desobedecendo sua Palavra, Jesus teve que assumir uma dívida que não era sua. Por causa da atitude do homem, que agiu por conta própria, transgredindo contra Deus, é que o Senhor Jesus teve que pagar o alto preço da dívida que na verdade era nossa. Na qualidade de pecadores, nos tornamos “alheios” e devedores, e não filhos “isentos”. Jesus tomou sobre si toda a nossa culpa e enfrentou sozinho a condenação, como único meio de nos libertar do “escândalo” do pecado por nós cometido. Foi a forma de pagamento provida por Deus em nosso favor.

            As humilhações sofridas, as perseguições, as privações, o desprezo, a violência dos bofetões e cusparadas, a fronte rasgada pelos espinhos da coroa, as mão e os pés dilacerados pelos cravos e tantas outras formas de sofrimento e dor, foram experimentados pelo Senhor Jesus, por causa de nossas atitudes, palavras e pensamentos. Deus permitiu que seu Filho Unigênito sofresse tudo isso; Ele só não permitiu que seus ossos, a estrutura de seu corpo, fossem quebrados, pois ela representa a estrutura da Igreja como Corpo de Cristo. A igreja pode até ser perseguida e afligida, mas nunca desestruturada. Ela não pode caminhar manquejando ou coxeando, mas ereta e firme.

CONCLUSÃO


            Esse foi o preço que Jesus pagou por nós. Ele como Senhor e Príncipe, como Filho de Deus, nunca deveu nada e nunca se achou engano na sua boca, mas por nossos pecados Ele morreu, para nos livrar da dívida por nós mesmos contraída. Jesus pagou aquilo que era de nossa responsabilidade, e agora, para estarmos realmente livres da dívida, precisamos atentar para o Projeto de Salvação estabelecido por Deus e revelado por Jesus quando mandou Pedro lançar seu anzol ao mar e tomar a moeda da boca do peixe. Quando Pedro obedeceu a orientação de Jesus, pela fé na sua Palavra, obteve o valor necessário para pagar sua parte da dívida. Jesus providenciou o meio para isso. 

            Nós somos como aquele peixe que foi pescado do mar. Nós fomos resgatados do mundo de perdição em que vivíamos, e agora precisamos atentar para o que diz a Palavra em Romanos 10:9, que diz: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.

            A moeda retirada do interior do peixe através da sua boca, suficiente para o pagamento da dívida de Pedro, aponta para a confissão procedente do nosso coração, de que Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador. Se mantivermos essa confissão até o fim, seremos salvos e eternamente livres da dívida.                                                                                                                 
           
           
                                                                                             
                                                                                             

                                              


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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Jesus, o Lírio dos vales



Mateus 6:28-29  e  Cantares 2:1


O Senhor, de uma maneira tão gloriosa, tem se revelado em nosso meio. Muitas daquelas palavras que o Senhor Jesus disse aos seus discípulos, à igreja primitiva, hoje, o Senhor nos traz também o simbolismo profético e maravilhoso para as nossas vidas.

O Senhor nos chamava a atenção  para a beleza da comparação, em Cantares, que o Espírito Santo faz do lírio com a Obra, com o Senhor Jesus. O Senhor Jesus é o Lírio dos Vales. O Senhor, aqui se compara com o seu Espírito ao lírio. E aqui, o próprio Senhor Jesus faz referência à igreja, a respeito desta flor: o lírio. Ele disse: “olhai para os lírios do campo”. Ele chamou a atenção da Igreja e dos discípulos para o crescimento do lírio, e faz referência à beleza, à forma, ao crescimento, a beleza do lírio em todos os seus aspectos a respeito daquela flor, que Ele mesmo, pelo Espírito do Senhor, se compara. Ele disse: “olhai os lírios do campo”. Ele disse que nem mesmo Salomão se vestiu como qualquer um deles. Aqui o Senhor mostra a figura de Salomão, cheio de poder da sabedoria; cheio da graça, do Espírito Santo, quando ele foi adornado pela sabedoria do Espírito Santo.

Salomão, na sua riqueza, na sua majestade, coroado de toda a glória, uma vez que Deus fez com que ele prosperasse em tudo quanto ele quisesse, porquanto ele servia com sabedoria ao Senhor. Ele tinha um propósito, em seu coração, de fazer tudo aquilo que Deus desejava para o seu povo. E assim ele foi um servo abençoado. Mas o Senhor Jesus aqui, dizendo a respeito de Salomão, Ele disse que apesar de Salomão ter sido o homem mais sábio sobre a terra, porque ele recebeu de Deus a sabedoria, revestido de riquezas, de majestade e glória, Ele disse, o lírio, ser em muito superior em sua glória, em sua beleza. Assim, o homem se admira ao ver a glória em Salomão, e a sua riqueza, as toneladas de outro que ele tinha, as suas vestes suntuosas, magnificentes; o Senhor compara-o ao lírio, na sua beleza espiritual. É a sua comparação eterna, e profética.

O Senhor revelou que SETE características fundamentais estão inseridas dentro do lírio, e quis que o Espírito Santo o comparasse com a igreja. O Senhor comparado com o lírio, com a Obra e a igreja. O Senhor nos chamava a atenção para estas características, e a primeira delas, é o tipo, a forma do lírio.


Uma planta, de maneira sobrenatural comparada especialmente poderosamente, com aquilo que Deus está realizando em nossos dias. Nós sabemos que o lírio é uma planta tuberculada, ou seja, nasce de batatas. As suas raízes são formadas de várias batatas subterrâneas, internas, cobertas por terra. As suas raízes se aprofundam, espalham em várias batatas, e assim, ninguém as vê; ninguém sabe a sua aparência. Sem aparência, sem forma alguma, ela se enraíza, ela se aprofunda em forma de batatas, com base, elas, então ao morrer, elas germinam a flor belíssima, que é comparada a Obra, e ao Senhor Jesus. Assim, sem beleza, sem parecer nem formosura, algo mais profundo nasce daquela planta tubércula: o Lírio dos Vales. Olhando para aquela planta, ninguém pode imaginar que dela, sairá algo tão profundo e tão belo. Na verdade que, sem parecer e formosura, em sua forma, e todos os seus aspectos , como veremos, àquilo que Deus está realizando nos últimos dias, preparando a Igreja para o arrebatamento.
O Senhor nos chamou a atenção, e nos chamava a atenção por vários aspectos, a base, aonde saem os lírios, de onde provem os lírios, as batatas que estão ligadas a todas as proliferações subterrâneas, das raízes - ELE compara, isso, a base desta Obra. A Obra do Senhor, a Obra que o Espírito Santo está realizando no mundo, no seio da Igreja -é sem parecer, sem promoção humana. É o Senhor ordenando o mundo ao coração dos homens. É o Senhor Jesus orando para o Pai, quando disse: “Graças te dou, ó Pai, porque ocultastes estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos Mt. 11:25. A Igreja está vendo aquilo que o mundo não está vendo. É o tesouro escondido no campo. É o ornamento da planta no subterrâneo, no oculto dos olhos. As batatas, lá , germinam ao morrer. Germinam e produzem o seu efeito, o seu produto final, que é a beleza do Espírito Santo. Assim, as batatas são símbolo profético da doutrina dos apóstolos.


A planta, a flor, é dividida em seu bojo único, é dividida em CINCO partes - o lírio se abrir como a boca de uma corneta. Esta flor, tem cinco aberturas, como se fossem pétalas - a flor em si, ela é única, mas no abrir da flor, ela tem cinco ramificações, cinco aberturas - simbolizando os CINCO ministérios do Espírito Santo na vida da Igreja. É a doutrina perfeita dos apóstolos - CINCO ministérios na vida da Igreja, a base da doutrina, a base da palavra que vai originar, no seio da Igreja, a presença do Espírito Santo. O lírio tendo cinco pontas, simbolizando os cinco ministérios. Esta é a característica do corpo - e a Palavra do Senhor, a profecia compara o Senhor Jesus, e diz: “olhai os lírios do campo” - aí a expressão “lírios”, no plural - exatamente o corpo. A idéia de Corpo e que o Senhor Jesus mostrava, é a Igreja comparada, também adornada pelo Espírito Santo, é o Corpo de Cristo. Cristo é comparado ao lírio. Ele disse que mesmo a formosura, e todo o esplendor de Salomão, não podem comparar-se com ela, a Igreja. Assim, Deus vê a Igreja diante de seus olhos - assim, para o Senhor Jesus, a igreja é imaculada. O Senhor Jesus aqui, compara a sua igreja como sendo o lírio. Portanto, a igreja tem, sobre si, a graça, o batismo com o Espírito Santo, os dons espirituais, adornada pelas vestes de santidade, ela é vista, pelo Senhor, com a beleza que, nem mesmo Salomão, com a sua glória, com a sua riqueza, ela é comparada com a perfeição da obra de Deus, a qual, o Espírito tem realizado em nosso meio: a beleza da igreja, na perfeição do Espírito Santo. Não firmada sobre coisas do coração, dos pensamentos do coração humano, mas firmada sobre a palavra da verdade, sobre uma doutrina viva: é a “boca de Deus, falando ao coração da igreja. É o servo orando: Deus falando, dando revelações, visões, profecias, seminários, etc. Reunimo-nos o Senhor fala conosco: a presença do Espírito Santo. Deus vê a igreja como lírio, porque, assim como o lírio tipifica o Senhor Jesus, a igreja, sendo Corpo, também é comparada por Deus a olhar para  nós, como sendo o lírio dos vales. Assim, ainda, a importância também da forma, é a beleza que está no Corpo. O Senhor vê, então, a beleza, um conjunto, e é exatamente, a igreja reunida na oração, no jejum, no contexto da Palavra do Senhor. É a beleza que o Senhor vê, a harmonia da igreja, na sua espiritualidade.


A outra característica, depois da forma, é exatamente para o terreno que esta planta nasce. O Senhor nos chama a atenção em sua Palavra, para tudo isso que estamos falando e que o Senhor Jesus nasceu em nossos corações da mesma maneira em que o lírio nasce no campo. Há uma palavra na Bíblia que nos informa de que, mesmo em terrenos espinhosos, cheios de espinhos, o lírio, ali, também floresce. Existem duas características do terreno. O lírio nasceu em Israel. O Senhor Jesus compara-se ao lírio, em Israel. Como o lírio era uma planta, e que não era muito comum lá, em Israel, uma vez que o terreno lá, não era muito fértil: muita pedra, muita areia, áreas não férteis para o plantio, muito impróprias para o cultivo desta planta, desta flor, assim, não era comum de ser vista. Assim, como a rosa de Saron, como o próprio nome diz, nasce na terra de Saron, assim, lá em Israel não era lugar, ou um lugar muito apropriado para se nascer lírios, mas esporadicamente, se poderia ver em determinadas regiões, e algumas vezes, até em grandes quantidades, em determinados específicos, essas quantidades de lírios. Mas o lírio, ele necessita de uma terra fértil para o seu crescimento, e para a sua formosura apenas, é necessário uma terra fértil, de uma terra úmida, uma vez que o lírio necessita de muita água para o seu crescimento. E assim como disse: Israel não é uma terra apropriada para o cultivo de lírios. Assim aconteceu na igreja e no mundo. O Senhor Jesus deixou, profeticamente, lá, sua Obra, lá em Israel, não foi uma terra fértil para o “Lírio dos Vales” nascer. Não é uma terra fértil, uma vez que Israel rejeitou o Senhor Jesus, mas àqueles que se converteram - os judeus - os primeiros discípulos, a Igreja primitiva, lá ficou florescendo a glória de Deus. Ele permitiu que o Lírio nascesse, é a Igreja que lá nasceu, numa terra pedregosa, cheia de areia, de terra não férteis, mas o Senhor permitiu que lá nascesse. Não é uma terra própria, apropriada para o cultivo desta flor, mas o Senhor permitiu que, onde estava toda a imundície, no meio dos espinhos, no meio dos gentios, nascesse. A terra fértil é a terra cheia de matéria orgânica, coisa apodrecida de todo o material orgânico. Assim, também, a Palavra de Deus diz que “onde abundou o pecado, superabundou a graça de Deus”. No meio do pecado, no meio de um mundo que está no pecado, em meio a tanta imundície, o Senhor fez florescer em abundância o “Lírio”. E nós gentios, somos comparados com o lírio do Vale. Louvado seja o Senhor! É a Igreja gentílica que o Senhor está adornando pelo Espírito Santo. O Senhor, quando olha para a face da terra, ele vê que superabundou sobre a terra imunda, o poder do seu Espírito Santo numa Igreja adornada pelo Espírito, e que será arrebatada no dia do Senhor. Israel não era uma terra fértil, mas a terra fértil foi encontrada no meio da imundície, no meio do pecado, no meio da matéria orgânica, no meio dos ímpios, o Senhor tem florescido. Chamo a atenção para esta característica; o período seco de Israel, o terreno não próprio para este cultivo desta planta, mas em meio aos gentios, o Senhor realizou a sua Obra. Assim , o Senhor Jesus tem realizado a sua Obra, no meio da Igreja.


Outra característica muito importante, são as flores do lírio: três cores características do lírio, o Senhor nos chamou a atenção, em revelações maravilhosas, também, a este respeito. Revelações estas, também contidas na Palavra do Senhor. O lírio possui três cores, em uma delas é o VERDE. O talo da planta é totalmente verde. O “verde” é símbolo da salvação no corpo, o símbolo da “Nova Aliança” que o Senhor fez com a Obra. Assim, a presença do “selo” - do sangue do Senhor Jesus na vida da Igreja, a salvação. A própria Igreja, são as três cores que caracterizam, aos “olhos” de Deus, a sua Igreja amada: VERDE - simbolizando o selo, da salvação no corpo  - a “Nova Aliança” feita com o homem; o BRANCO - é o que reveste todo o exterior da flor, mostrando a presença do Espírito Santo - que adorna a Igreja; o Senhor Jesus, pelo seu Espírito, envolvendo a Igreja com o seu Espírito maravilhoso, é o símbolo da santidade. É um povo santo, é uma Igreja levada e remida no poder do sangue do Senhor Jesus. A palavra nos diz: “sem santificação, ninguém verá o Senhor” , a Deus. A Igreja do Senhor Jesus é vista assim - uma Igreja imaculada, sem mancha, SANTIFICADA pelo Espírito Santo. No interior, de dentro do bojo, desta flor - o pólen da flor, dentro da corola, dentro da flor a cor fundamental - que é o AMARELO: símbolo do poder do Espírito Santo. Assim, o poder do Espírito Santo no interior, não no EXTERIOR. Não são com palavras, apenas, mas um coração totalmente entregue ao Senhor, é a profundidade espiritual, é a presença do Espírito Santo na profundidade dos corações; é o Espírito Santo no íntimo da Igreja, é o poder do Espírito Santo se manifestando se manifestando no interior, isto é, no meio da Igreja. Assim, o VERDE: a salvação no Corpo; a Igreja com o “selo” do Senhor Jesus na “Nova Aliança”. O BRANCO: a santidade - a beleza do Espírito, beleza esta, caracterizada pelo branco. O Senhor Jesus disse que: “nem a glória de Salomão era comparada à formosura desta flor”. E, a Igreja em Cantares, quando o Senhor diz: “Vem, minha amada, querida minha”. É a beleza do Espírito Santo na vida da Igreja. É a Igreja bela, pois a beleza que está nascendo debaixo do poder do Espírito Santo, a santidade do Senhor Jesus em nossas vidas. Por isso, a Igreja ao lado do Senhor Jesus, torna-se bela.


Ainda, outra característica muito importante, também é a respeito do crescimento, desta flor. O Senhor nos chamava a atenção para o crescimento desta flor. Esta planta, tanto cresce para baixo, como para cima. A planta, por ser tubércula, as suas raízes, em elos, em batatas se aprofundam, mostrando, assim, o Senhor Jesus, o seu crescimento, sem nenhuma aparência, como vimos tipificado, inicialmente. A Obra do Senhor aprofunda-se nas bases. A Igreja firmada sobre a “Rocha”, sobre a doutrina do Espírito Santo. O crescimento para cima, é o resultado de morrer. A semente, se vai morrer, não vem a germinar; mas se a semente morre, ela germina e produz as suas flores. É exatamente, o homem crucificando a sua carne, o seu “eu”, a sua vaidade, o seu ser, é a Igreja crucificada com Cristo. E, assim, podemos dizer como o Apóstolo: “não mais vivo eu, mas Cristo vive em mim”; “Cristo em nós, esperança na glória”. É a Igreja crescendo para cima - florescendo. Ela é alimentada nas bases. Ela floresce e, então, mostra o esplendor da sua glória - a glória do Senhor Jesus Cristo resplandecendo na Igreja. Assim, a Igreja é o espelho refletor da glória de Deus. Moisés, quando desceu do Monte, depois de estar com Deus, o seu rosto brilhava. Deus fez resplandecer no rosto da Igreja, a glória maravilhosa do seu Espírito. É o nascer das bases, é o resplandecer para cima a formosura da flor. Então, a flor, o lírio, cresce tanto para baixo, como para cima, também. É o resultado do poder, diz a Palavra de Deus, assim: “olhai os lírios do vale, como eles crescem”, é a expressão que nós lemos - “antes crescei na graça e no conhecimento do Senhor” é a expressão da Palavra. É o crescer na graça do Senhor, é a igreja firmada, enraizada na “Rocha”, no poder da doutrina, no poder da Palavra, resplandecendo a sua glória: a glória do Espírito Santo. E o Senhor disse: “olhai para os lírios do campo, como eles crescem ...” É a igreja crescendo: é a Obra do Senhor crescendo para todos os continentes. O Senhor realizando a Obra em Portugal, aqui na América do Sul, no Brasil, na Bolívia, no Paraguai... O Espírito Santo realizando a Obra por todos os lados:  “olhai os lírios do campo, como eles crescem em terra fértil ...” Onde abundou o pecado, o Senhor está fazendo com que a sua graça seja derramada sem medida. Ele disse que “nos últimos dias derramarei do meu Espírito sobre toda a carne”.


Finalmente, a última característica, ou seja, a sétima característica, que é o alimento que provém desta flor. Numa visão, o Senhor mostrou uma quantidade muito grande de enxames de abelhas, aqui, no Maanaim, com uma grande plantação de lírios. Estes enxames iam lá e tomava o néctar do pólen dos lírios, para a fabricação de mel e levavam para sua colméia. E esta colméia, era enchida, era cheia de azeite. As abelhas fabricavam dos lírios, do néctar, produto do pólen e então, colocavam dentro daquele hexágono regular, de dentro das colméias, então, a produção do mel. A produção do mel era tão grande, que se derramava, caía, transbordando-se dentro dos favos o mel da colméia, uma vez que superabundava a quantidade de fabricação do mel. Assim, o Senhor nos chamava a atenção para este fato tão extraordinário: as abelhas colhendo do lírio, o néctar para a fabricação do sabor delicioso do mel. “Que coisa há mais doce que o mel ... ? (Juizes 14:18). É exatamente, o alimento que o Senhor está dando à sua igreja. A igreja comparada, pelo Senhor Jesus como as delícias, como os favos de mel. A presença do Senhor Jesus é o alimento que a igreja produz. O Senhor se faz presente, dentro da igreja, para recolher o mel, para, ali, se deliciar, com a glorificação da igreja, do nosso louvor, da nossa fidelidade, do nosso testemunho, da nossa vida espiritual em sua presença. O Senhor nos chamava atenção para a produção em abundância, do mel. Que coisa maravilhosa, quando o Senhor, olha para nós, pode então, assim nos ver produzindo mel. Foi exatamente o que o Senhor tem retirado da igreja, é exatamente o produto final de toda esta dinâmica, e que o Senhor Jesus está operando, pelo seu espírito, na vida da igreja, hoje. O produto final é, exatamente, o esplendor de sua beleza, é a produção, em abundância, de mel.

Finalizando esta palavra, e que nos chamou mais a atenção, é exatamente, a formação da colméia: o hexágono regular. O hexágono é a figura que os arquitetos chegaram à conclusão que era a figura mas perfeita para a construção de uma colméia. E as abelhas sabiam disso, porque não havia perda de nenhum espaço. Na formação de um outro hexágono, era, exatamente, encostando uns aos outros, e assim sucessivamente, encostando um ao outro. É exatamente a perfeição do Espírito na vida da igreja. É a produção de mel. Se ela fosse redonda, perder-se-ia muito espaço. Estes espaços, por estes espaços, por exemplo, como a formação das abelhas no seio da igreja, era perfeito, sem perda de nada: é exatamente a perfeição do Espírito Santo na vida da igreja. Superabundando o mel, é exatamente o derramar do Espírito sobre a igreja. “Olhai para os lírios do campo, como eles crescem, e Salomão, em toda a sua glória, não se vestiu como qualquer deles”!   ... Bem aventurados sois vós, que estais sendo adornados, pela formosura do Espírito Santo.

Amém!




Maanaim/ES  -  03.03.1984
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Jesus - O Carpinteiro


 Marcos 6:1-6


            A Palavra do Senhor nesta noite nos fala de uma cena acontecida nas cercanias de Nazaré, no ministério de Jesus. Durante o seu ministério de três anos e meio de duração, o Senhor Jesus estava sempre em deslocamento constante dentro da terra de Israel. Israel é um país, até nos dias de hoje, muito pequeno, muito limitado geograficamente, e o Senhor Jesus jamais saiu da terra de Israel, sempre esteve por ali mesmo, com duas pequenas exceções, quando era pequeno, criança ainda de colo, saiu em fuga com seus pais e foi até o Egito, para ali permanecer por um curto período de tempo, para em seguida voltar. Esta foi a primeira vez que Jesus saiu de Israel. A segunda vez foi quando Ele se dirigiu às cidades de Tiro e Sidom, que ficam ao norte de Israel, sendo estas as únicas vezes em que Jesus saiu de sua pátria natal.

            Até nos dias de hoje Israel continua  com os seus limites geográficos também  pequenos e estreitos. O Senhor Jesus no seu  ministério portanto ele ocorre, nós podemos nos guiar por preferência bíblica, o Senhor Jesus, ele passou os trinta primeiros anos  da sua vida como um ilustre desconhecido, ninguém conhecia Jesus, porque ele não fez nada extraordinário, nem nada excepcional, nenhum milagre , não viveu extraordinariamente, a sua vida foi uma vida modesta, simples. Ele era galileu. O aspecto de Jesus era de Galileu, uma vez que aquele que lhe foi dado por Pai aqui na terra, na verdade era apenas um tutor, porque o Senhor Jesus foi gerado por obra e graça do Espírito Santo, portanto as características  físicas dele, eram de Maria, que era galiléia. Maria era da Galiléia e José era da Judéia e o Senhor Jesus tinha aspecto físico  de galileu. Ele não tinha nada a ver com o aspecto físico dos judeus, aqueles que habitavam na região da Judéia.

            Tudo isso nos trás muita informação nestes 30 anos em que Jesus viveu como um carpinteiro galileu. Uma pergunta que é revestida de muita importância para nós que estudamos à Palavra de Deus, é o fato da vida de Jesus ter sido totalmente revelada, isto é, ele não deu um passo sequer sem a aprovação  do Pai que estava no céu. Certa vez, chamado para ir à festa em Jerusalém, ele disse: “Vocês podem ir, porque o vosso tempo sempre é chegado, mas o meu nem sempre. Podeis ir”. E depois ele foi encontrado lá na festa porque ele foi na hora  revelada para ir a Jerusalém. E nas suas andanças nesses 30 anos, ou seja, nas suas andanças nesses 3 anos, porque nos trinta anos iniciais  ele esteve apenas  habitando em Israel, ele nasceu em Belém, passou a sua infância até a sua fase adulta em Nazaré e depois a sua residência transferiu-se para Cafarnaum, que é uma cidade que fica bem ao lado do mar da Galiléia, e existe até hoje.

            Mas durante o período que ele esteve morando em Nazaré, um fato que marcou muito foi a profissão que Deus Pai lhe concedeu aqui na terra – e vem a nossa pergunta: Qual seria o motivo pelo qual Deus Pai escolheu esta profissão para o seu Filho Jesus. Jesus poderia ter sido em Israel muitas outras coisas. Poderia ter sido médico ou engenheiro, ou um doutor da lei, talvez ele pudesse ser ourives, ou oleiro, ou especialista em outras  coisas diversas, mas a profissão dele foi carpinteiro e ele era conhecido como tal. Muito embora  ele tivesse  vivido  ao oculto, ou seja, desconhecido totalmente durante 30 anos, ele tinha a sua profissão e o Jesus que as  páginas  do evangelho nos revelam , ou os profetas  do Velho Testamento falam a respeito, não tem nada a ver com o  Jesus que é apresentado hoje pelos artistas, o Jesus das telas , o Jesus das imagens , das estátuas, o Jesus dos afrescos, o Jesus que está estampado em todos os  lugares . O Jesus revelado pela boca dos profetas inspirados por Deus Pai, é um Jesus completamente diferente do que está retratado por muitas paredes e em diversos lugares. É o Jesus Galileu que não é o galã de cabelos loiros  e olhos azuis, nem tinha 1,95 de altura, nem tinha essa aparência  frágil que é apresentada hoje. O Jesus que a escritura revela é o  Jesus carpinteiro, ele era conhecido como  tal. Depois que ele começou  o seu ministério público, ou seja, depois que ele começou a ser conhecido, em  todas as cercanias de Israel e até nos países vizinhos , quem olhava para ele dizia: Não é este  o carpinteiro? Esse foi o adjetivo de que qualificaram. Jesus quando ele entrou em Nazaré, a cidade onde, ele havia sido criado, ele era bem conhecido ali. É por isso que quando as pessoas olharam e viram que ele ensinava... o ensino dele era incontestável, as perguntas que eram feitas  a ele, eram as perguntas mais difíceis, capciosas, complexas, verdadeiras armadilhas feitas pelos religiosos. Certa vez perguntaram a ele: “Mestre, é lícito pagar tributo a César?” ele estava na nossa expressão: um beco sem saída, porque se ele dissesse que era lícito ele estava contra os judeus e a favor dos romanos, era uma brecha.  E se ele dissesse que não era lícito, ele estava contra os romanos. Era o adversário contra ele, e ele disse: “alguém tem uma moeda? Temos sim . Me dá lá essa moeda. De quem é essa cara aqui? César. Então dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, o meu reino não é deste mundo. As perguntas e respostas eram assim, e eles ficaram impressionados de como ele ensinava com tanta autoridade e com tanto poder. É por isso que perguntaram: “Não é esse o carpinteiro? Donde pois lhe vem esta sabedoria? E onde foi que ele aprendeu letras?” Sabendo que um carpinteiro é iletrado.

            A carpintaria funcionava  lá em Nazaré , cidade pequena , e quem quisesse encomendas para fazer para este trabalho artesanal, quem quisesse uma encomenda  feita de maneira  correta, podia ir lá na carpintaria de Nazaré de José e depois dirigida por Jesus, o carpinteiro. Quem quisesse um preço certo era lá, quem quisesse encomenda entregue na hora marcada era lá, quem quisesse ver um olhar extraordinário era lá. Olhar do carpinteiro de Nazaré. Ali ele aprendeu muita coisa . Jesus aprendeu como todos nós aprendemos. Desde menino indo à sinagoga, aprendeu a ler, aprendeu a escrever, aprendeu a conhecer gente. Há pessoas que não gostam de rotina , acham enfadonha a vida de rotina, e alguém pode dizer: Eu estou enjoado desse tipo de vida , eu só faço isso! Acordo de manhã, vou pra Faculdade, volto da Faculdade, venho para casa e de casa vou a tal lugar e volto e de manhã cedo café da manhã, Faculdade ... que rotina! Jesus também tinha uma rotina  e ele nunca reclamou dela , porque nessa rotina ele aprendeu muita coisa, ele aprendeu a conhecer gente. Nós podemos imaginá-lo menino, ainda na carpintaria, aprendendo com José e passar um homem com a espada do lado e dizer: Papai! Que homem é aquele?  E o Pai diz: Meu filho, aquele é um oficial do exército romano, o povo que invadiu Israel e porque ele comanda 100 soldados, ele é chamado de centurião , porque comanda 100. Aprendeu uma coisa. Papai, o que é aquele homem ali que anda com roupas  todas cheias de versículos da Torá, o livro Sagrado? Meu filho, aquele  é um fariseu. E aquele outro Pai? Aquele é um saduceu. E esse aqui? Esse é um zelote. Que é zelote papai? Zeloti, meu filho, é um homem que pertence a um partido político aqui em Israel. E aquele ali? Olha, bom! Aquele ali tome cuidado porque ele é um assaltante, pertence a um bando cujo comandante é um homem perigosíssimo , chamado Barrabás. E Jesus aprendeu assim  a conhecer gente , a conhecer pessoas, a conhecer classes e sobretudo ele aprendeu a conhecer madeira, ele aprendeu no ofício, ele aprendeu a ser um bom carpinteiro, era na verdade uma profissão muito modesta , muito simples e humilde , mas ela é cheia de ensinamento para nós, graças a Deus que a profissão de Jesus  foi ser carpinteiro.

            Um dia a carpintaria de Nazaré cerrou as suas portas . E alguém podia procurar e perguntar: Mas onde é que está o carpinteiro? Desapareceu? Mas a Bíblia mostra que  ele havia deixado o alto de Nazaré  e foi para a Judéia, porque ele sabia que estava na hora de começar o seu ministério público. A carpintaria de Nazaré fechou as suas portas  e ele desceu para a Judéia para encontrar com um outro homem, um profeta extraordinário chamado João Batista, que estava às margens do Rio Jordão, nas cercanias de Jerusalém , e ali João Batista pregava , exortava, ensinava, doutrinava a respeito do reino, quando muitos escribas e fariseus, saduceus, desciam para ser batizados nas águas e eles que de repente apareceu Jesus, o carpinteiro de Nazaré, desceu  lá do alto da Galiléia e encostou ali às margens  do Rio Jordão, e João Batista estende as suas mãos por revelação e diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. A carpintaria de Nazaré fechou as suas portas, mas estava sendo inaugurada naquela hora  a maior  de todas as carpintarias do Universo, porque Jesus deixou  de trabalhar com madeira para trabalhar com o homem. É por isso que a bíblia mostra que a madeira  é um símbolo perfeito do homem. Foi por isso que Jesus foi carpinteiro, porque da mesma maneira que ele conhecia madeira , ele conhecia também o nosso coração. Do mesmo modo que existem madeiras diferentes, também existem homens diferentes. Nós somos diferentes. Como existe peroba, jacarandá, imbuia, mogno, pinho, farinha seca, pau ferro, jequitibá, ipê roxo, ipê amarelo, madeira de todo o tipo, nós também somos classificados  assim diante de Jesus. E a coisa impressionante é que Jesus como carpinteiro ele é o único poderoso para transformar a madeira natural em  madeira especial. Jesus é o único capaz de transformar o homem natural em homem espiritual. Tem que passar na mão dele. Se nós quisermos ser naturais a vida inteira podemos, é só evitar Jesus. E ninguém aqui está  proibido de evitar Jesus. Pode evitá-lo. Há pessoas que evitam. A história conta com um número extraordinário de pessoas que evitaram Jesus. Há muitas  maneiras de fugir  dele, de ignorá-lo, de criticá-lo, de voltar as costas para ele. Você pode fazer isso. Pilatos achou cômodo ignorá-lo, porque Pilatos achava que ele não tinha crime algum, na hora do julgamento ele olhou para Jesus e disse: “Eu não vejo nesse homem crime algum”. Mas o povo está dizendo que ele é rei dos judeus e se eu apoiá-lo, eu estarei contra o meu patrão César, lá em Roma e eu vou perder o meu emprego. Eu sou empregado de César, sou procurador de César – então embora eu saiba que ele não tem crime algum, eu prefiro ignorá-lo. Me dá cá uma bacia d’água que eu  vou lavar as minhas mãos. Ignorou o Senhor.

            É impressionante, quando Jesus vai trabalhar no coração de alguém, de um jovem, de uma jovem, uma moça, um senhor, uma senhora, um ancião, um menino, uma menina, seja quem for, de qualquer classe social, de qualquer idade ou em qualquer  região geográfica da terra, quando Deus vai trabalhar no coração do homem simbolicamente, como uma árvore natural. Porque a madeira que forma esses bancos não nasceu assim, essa madeira veio de árvores. Ela foi trabalhada por  carpinteiros e tomou esse aspecto. O homem natural que não teve uma experiência com Deus, é como uma árvore  natural, com suas raízes fincadas  nesta terra, porque a sua mentalidade está fincada nas coisas  desta terra, desta vida, nas coisa que são próprias deste mundo e ninguém é proibido de viver assim não, mas o carpinteiro quando planeja trabalhar  no coração de uma árvore dessa, ele se aproxima  dela e tem na sua mão uma serra para jogar essa árvore no chão e cortar essas  as suas raízes. É a primeira experiência que nós temos  quando encontramos com o Senhor Jesus e quando ele vai trabalhar na nossa vida. A árvore tão vaidosa, tão cheia de pompa, tão cheia de ostentação, não há muita gente assim? E o carpinteiro chega e joga a árvore pela raízes  e joga por terra. Aconteceu isso com um homem muito vaidoso, altamente religioso, chamado Saulo de Tarso. Um homem de uma cultura invejável , que ninguém aqui nesta congregação  tinha tanta. E o Senhor o serrou pelas raízes e ele tombou por terra , bendito seja o nome do Senhor! Que tombo bonito que ele tomou! E ali  Deus começou a trabalhar  no coração daquele homem culto, inteligente, famoso, de posição social, eloquente, sábio ... , mas era diante do Senhor, apenas uma árvore tombada. E o carpinteiro de Nazaré disse pra ele! “Saulo, Saulo, porque me persegues?” Dura coisa é para ti recalcitrar, contra os aguilhões”. E a tora caiu lá no chão e disse: “Senhor, que queres que te faça?” e ele diz: Nada, agora vou começar a trabalhar  na sua vida. Você está cheio de galhos, cheio de pontas, de nós, de casca, eu vou arrancar isso tudo. Deixou Saulo de Tarso 3 dias sem comer e sem beber. É assim que Deus faz  conosco. Você é uma árvore que se julga muito frondosa? Bonita? Você quer ter um encontro com o carpinteiro de Nazaré? Prepare-se para o tombo, bendito seja o Senhor! Que começa a trabalhar no coração de alguém. No encontro com o Senhor, as coisa que agarravam suas raízes, elas vão ser arrancadas, para o teu próprio bem. A casca vai sair, os galhos que são as nossas opiniões: Eu acho, eu penso, comigo é assim, o negócio é diferente , o carpinteiro de Nazaré vai começar a arrancar  tudo isso logo. E aquela coisa grossa que nós adquirimos  durante muito tempo, hoje o que aprendemos  com nossos pais, nossas religiões, e casca, o carpinteiro vai arrancar isso tudo. Vai deixar a madeira limpa e depois entra num processo mais longo, serrar, tirar as tábuas, acertar direitinho..., depois vem a enchó, vem a plaina , vem a lixa ..., tem nó dentro? Vamos arrancar o nó. É assim que Deus faz. O carpinteiro de Nazaré, e ele sabe exatamente o tipo  de madeira que você é. E alguém poderia dizer assim: Não, eu modéstia parte sou peroba . E outro humilde  diz: Não, eu sou farinha seca mesmo, mas todos nós somos úteis nas mãos do carpinteiro. Você pode ser uma madeira muito mole, Jesus vai trabalhar na sua vida e vai te colocar numa posição onde você vai ser útil. E se você é pinho, eu farinha seca, também vai ter  um lugar pra você. Vai ser cabo de vassoura. Se tem uma coisa de alta utilidade ..., uma vez tentei varrer com uma vassoura sem cabo e foi  uma dificuldade tremenda. Todos nós somos úteis na presença de Deus, desde que nós deixemos que o carpinteiro de Nazaré transforme nossas vidas. Certa vez estava viajando por um certo lugar e de  dentro do carro estava meditando e eu vi numa baixada muito grande no norte do estado e estava ali uma planície enorme, aquela região ali, outrora, tinha sido uma floresta provavelmente, mas as árvores foram derrubadas  com o passar do tempo, e ficou ali uma árvore sozinha. Pela altura da árvore , parecia até mesmo um poste, de tão ereta que era . No momento em que a vi, era a penas um tronco seco, morto, sem vida, sem galho, sem nada. Sabia-se que era uma árvore porque dava para ver ainda as catanas das raízes em baixo. E ali , o Senhor me falou uma coisa que eu nunca mais esqueci. Uma coisa simples, o Senhor disse: “Aquela árvore nunca viu as mãos de um carpinteiro. E eu disse: é  verdade mesmo, e o Senhor disse: O que ela é aí? Um pedaço de madeira estragada, podre, sem vida, que o vento mais forte que der vai jogar no chão. E não vai aparecer em nenhum jornal, que no Km 45 do estado da Bahia, caiu um toco de árvore de trinta metros de altura, não vai ser notícia de jornal. Simplesmente o vento forte vai dar, vai jogar no chão, caiu, acabou, apodreceu, virou terra e desapareceu, e ali o Senhor estava dando uma lição importantíssima para nós, mostrando que naquela árvore, desde o seu período de nascer, crescer, ficar frondosa, bonita, provavelmente com frutos ou com flores, ou galhos, ou uma folhagem com copa bonita..., o tempo passou, as folhas caíram, ela se acabou por um motivo qualquer  e estava ali, um tronco seco, desgalhado, sem vida e morto, esperando o momento de cair por terra, e isso nos trás a imagem, à nossa mente, quantos homens  se comportam desta maneira? É apenas um exemplo. Quantos? Na nossa sociedade, não só no Brasil, mas no estrangeiro, os homens que são árvores eretas, são árvores frondosas, bonitas, de pompa, de fama, conhecidos internacionalmente, capa da revista Time ou da Manchete, ou seja lá do que for, notícias diárias a respeito dele. Apenas uma árvore que está destinada a morrer, as suas folhas caírem, os seus galhos  despencarem por ali e ficar um tronco de madeira podre. Vai cair, vai se misturar com o pó da terra e ninguém mais vai ter memória dele.

            Estive no museu do Cairo e ali eu pude ver as múmias dos Faraós, um monte de carne ressequida, que tem formato e cara de gente, e quando se olha nos afrescos, nas paredes, nas pinturas, que se conservam até hoje, pode se ver a diferença da glória do império egípcio e o que resta lá dentro do museu, a glória de um Faraó dentro de um sarcófago carcomido, ressequido, um pedaço de carne morta e sem vida. Houve um irmão nosso que poderia estar lá no museu do Cairo também. Ele foi educado para ser Faraó, ele se chamava  Moisés. Mas o carpinteiro trabalhou nele. Graças a Deus ele não está no museu do Cairo não, está no céu, na presença do Deus três vezes poderoso.


              Árvores que não são  tocadas pelo carpinteiro. Cabe a você decidir. “Não é esse o carpinteiro?” ou fica-se um pedaço de árvore seca, destinada a cair e a apodrecer mais tarde, ou  se deixa ser moldado e trabalhado pelo Espírito de Deus, para sermos objetos úteis nas mãos de Deus. Há um filósofo na Inglaterra que disse que: Nesse mundo, a vitória é daquele que apodrece por último, e é isso mesmo. Deixa o carpinteiro trabalhar na sua vida , ele te conhece. E alguém pode dizer assim: Senhor, cuidado comigo. O Senhor não vai colocar esse prego aqui, esse parafuso? Calma, o Senhor conhece madeira. Se a madeira é muito dura mesmo, vai ter a furadeira, que vai fazer o buraco e depois vem o parafuso no lugar certo. Se é uma madeira muito revirada, vem uma tachinha, mas vem tudo na hora certa, e as peças vão se encaixar e nós vamos ser um corpo só e um só espírito, preparado pelo Senhor Jesus.
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Wallace Oliveira Cruz

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