PROCLAMANDO A VOLTA DO SENHOR JESUS

▬▬► "E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida. Apocalipse 22:17"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

HÁ UMA VERDADE ABSOLUTA?




Nenhuma Verdade Significa que Tudo é Verdade, não é mesmo?
Para alguns de nós, pode parecer ridículo dizer que verdade não existe, porque temos simplesmente suposto a realidade e existência da ‘verdade’ desde que éramos muito pequenos. Mas outros por ai têm lutado com a ideia de que possa haver verdade singular e exclusiva em todas as áreas da vida e, se você pedir a seus amigos para conversar sobre questões de fé, você descobrirá rapidamente que poucos deles são capazes de concordar em uma verdade singular e absoluta. De fato, muitos de nós chegamos à conclusão de que não há uma só verdade sobre qualquer coisa. E se dissermos que nada é absolutamente ‘certo’ ou ‘verdade’, na verdade estamos dizendo que TUDO é ‘certo’ e ‘verdade’! Se nenhuma ideia particular ou realidade for verdade à exclusão das demais que NÃO forem verdade, então temos que admitir que toda ideia, noção ou realidade é igualmente válida e ‘verdadeira’.
Agora, podemos discordar acerca da natureza da verdade no nível espiritual, mas é difícil negar verdades absolutas no nível físico. Ao passo que eu sair para a rua, ou é verdade ou não verdade que há carros indo e vindo à minha frente. Tomo a decisão de ir para fora baseado na verdade que eu observo e reconheço. Se a rua estiver ocupado com carros indo e vindo rapidamente, não é ambos verdade e não verdade que eu posso ir ao trânsito com segurança. Se eu for para fora, não estarei ambos morto e ‘não-morto’ como resultado da verdade da situação. A rua ou está cheia de carros ou não está. Ou é seguro atravessar ou não é. AMBAS realidades não podem existir ao mesmo tempo. Uma verdade deve existir com a exclusão da outra.
Vamos ver isso de outra forma. Ao passo que sair do restaurante hoje à noite e entrar no estacionamento, precisarei encontrar o meu carro. Embora possa haver outros veículos semelhantes no estacionamento, somente um deles é o meu; somente um deles pertence a mim. A minha chave só encaixará em uma porta. Se eu for pego tentando abrir um carro semelhante, não poderei dizer à polícia que este outro veículo é ambos meu e não meu. Há uma verdade singular exclusiva sobre o carro envolvido aqui. Ou é meu, ou não é!
Esta Exclusividade se Aplica às Coisas de Deus?
Mas enquanto a verdade exclusiva pareça racional e aceitável no mundo material, algumas pessoas têm muito mais dificuldade em aceitar a possibilidade da verdade objetiva e exclusiva em relação a assuntos espirituais. Para estás pessoas, existe qualquer número de verdades diversas e divergentes sobre Deus e ainda mais caminhos possíveis á este Deus, dos quais é dito ser verdade ao mesmo tempo! Mas é importante para nós olharmos profundamente a esta afirmação de diversidade e pluralismo religioso. Precisamos lembrar de que as religiões maiores (e até as não tão grandes) não fazem as mesmas afirmações sobre Deus e a natureza da realidade espiritual. E não é uma questão de cada religião adicionar alguma coisa à questão maior. Cada um dos sistemas religiosos do mundo fazem afirmações sobre a natureza de Deus (e vida após a morte) que são diametricamente OPOSTAS  As religiões do mundo simplesmente não concordam entre si! O budismo afirma que não há Deus pessoal, enquanto o Cristianismo argumenta que há um Deus pessoal. O judaísmo afirma que Jesus foi simplesmente um homem, enquanto o Cristianismo afirma que ele foi o próprio Deus! O Islã encoraja os seus seguidores a eliminarem e destruírem todos os infiéis, enquanto o Cristianismo bíblico encoraja os seus seguidores a amarem os seus inimigos. Essas noções são muito diferentes e muito opostas e estas são somente alguns exemplos dos literalmente milhares de pontos em que as religiões do mundo discordam. É justo dizer que TODAS estas religiões do mundo podem estar erradas acerca do que acreditam (cada sistema deve apresentar o seu próprio caso), mas é simplesmente loucura dizer que todas as religiões do mundo estão corretas ao mesmo tempo; suas afirmações sobre a verdade são opostas umas das outras! A pesar deste conflito óbvio sobre verdades espirituais (ou talvez por causa deste conflito), o mundo ao nosso redor está fazendo algumas afirmações sobre a natureza da verdade.
·         A Verdade Não Existe: Primeiro, o mundo tenta nos dizer que a verdade objetiva e absoluta simplesmente não existe. Isto é uma questão ‘ontológica’. ‘Ontologia’ está relacionada à natureza ou essência do ‘ser’. A afirmação aqui é que TODA verdade é, por natureza, uma ‘perspectiva’. Em outras palavras, toda verdade depende da sua perspectiva! O que possa ser verdade para uma pessoa pode não ser verdade para outra; isto realmente e simplesmente depende do seu ponto de vista.
·         A Verdade Não Pode Ser Conhecida: Segundo, o mundo ao nosso redor também está fazendo a afirmação de que mesmo se a verdade objetiva e absoluta não existir, nunca poderemos saber com certeza o que esta verdade é. Isto é uma questão ‘epistemológica’. Epistemologia está relacionada com a natureza de ‘saber’ ou poder saber sobre qualquer coisa. A afirmação aqui é que não podemos simplesmente confiar nas nossas faculdades mentais humanas para nos dizer o que precisamos saber para chegar a uma conclusão acerca de qualquer verdade que estamos examinando.
Para muitos grandes pensadores filosóficos na história, entender a verdade é um objetivo elusivo baseado em ambos sua natureza e nossa habilidade de compreendê-lo em primeiro lugar. Mas vamos examinar de perto ambas estas questões sobre a verdade. Dizer que a verdade não existe é simplesmente fazer ainda outra afirmação verdadeira e isto nulifica qualquer afirmação contra a existência da verdade, não é mesmo? E afirmar que toda verdade por natureza é uma ‘perspectiva’, é novamente fazer uma afirmação que você quer que os outros acreditem NÃO está simplesmente vindo de sua própria perspectiva. Quando alguém diz que toda verdade depende do seu ponto de vista, eles querem que acreditemos que está afirmação é verdade e não simplesmente o ponto de vista deles! Viu o problema? E dizer que nós simplesmente não podemos conhecer a verdade, mesmo se está existir objetivamente, é novamente fazer uma afirmação auto-refutante. Como podemos saber que não podemos saber? Se a certeza for impossível, então como podemos estar certos de que a certeza és impossível? Você está começando a entender a bobagem de tudo isto?
A verdade é bruta na maneira que impõe-se em nossas vidas. É como um cofre caindo de um edifício de dez andares; ou saiamos de baixo ou seremos esmagados. Enquanto venhamos não saber tudo que pode ser conhecido sobre algo, e enquanto podemos todos ter uma perspectiva distinta sobre uma questão, negar a existência da verdade ou a suficiência de nosso próprio conhecimento da verdade é começar uma série de experimentos mentais bobos. No final do dia, se olharmos para cima e vermos o cofre caindo, provavelmente encontraremos a nós mesmos saindo do caminho deste.
Agora, nem todos entendem esta abordagem do senso comum como verdade. Grandes filósofos através dos tempos têm, em certos momentos, sido grandes céticos:
Andre Gide
“Acredite naqueles que estão buscando a verdade; duvidem daqueles que a encontrarem”.
Molly Ivins
“Acredito que a ignorância é a raiz de todo mal. E que ninguém conhece a verdade”.
Albert Einstein
“A verdade é aquilo que sobrevive o teste da experiência”.
Buddha
“Não acredite só porque uma pessoa chamada de sábia disse-o. Não acredite só porque uma crença é geralmente aceita. Não acredite só porque é dito em livros antigos. Não acredite só porque é dito ser de origem divina. Não acredite só porque outra pessoa acredita. Acredite só o que você mesmo testar e julgar ser verdade”.

Como chegamos aqui?
Então como que chegamos neste lugar em nosso mundo onde tantos grandes pensadores desconfiam qualquer coisa que seja afirmada como sendo verdade? Como que chegamos ao ponto onde não confiamos em nada e, ao mesmo tempo, abraçamos tudo? Deixe-me falar-lhe sobre a minha avó. Ela nunca teve qualquer dúvida de que houvesse uma verdade singular. Ela cresceu em Nápoles, Itália, e viveu sua juventude em um mundo de sonhos comuns, valores comuns, fé comum, inimigos comuns, feriados comuns, e vidas comuns. Em um lugar como este, todos concordam acerca do que é verdade e o que é mentira, pelo menos em relação às principais questões de cosmovisão. Mas a minha avó eventualmente migrou para o maior experimento do mundo em multiculturalismo: os Estados Unidos. Não há outro país na história da humanidade que tem tentado misturar tantas pessoas diferentes com tantas origens diferentes. Aqui, a minha avó que confrontar a realização de que há mais de um caminho para considerar o mundo. Ela encontrou-se em um lugar onde poucas pessoas concordaram sobre QUALQUER COISA. Mas ela aprendeu rapidamente que discordar sobre a verdade não é a mesma coisa que acreditar que simplesmente não há verdade a ser discutida; discordar da verdade não significa que a verdade não pode ser conhecida.
Então, Como Sabemos Se Algo É Verdade?
Como podemos, como indivíduos, ter certeza de que o conhecimento que temos é realmente verdade? O que é ‘conhecimento’ em primeiro lugar e como o ‘conhecimento’ é relacionado à ‘crença’? Bem, os filósofos têm pensado sobre isso por algum tempo e a análise tradicional do conhecimento é geralmente descrito da seguinte forma:
Conhecimento = Crença de Verdade Justificada Propriamente
Agora, o que exatamente isso significa? É importante para você e eu conhecer esta pequena simples equação porque o nosso conhecimento de TODAS as coisas (incluindo nosso conhecimento de questões espirituais) se resumem em se ou não nós asseguramos crenças verdadeiras justificadas propriamente. Portanto, vamos examinar a definição mais precisamente, começando de trás para frente[1] com ‘Crenças’ à definição de ‘Conhecimento’:

‘Crença’
Vamos encarar; você não pode ‘conhecer’ algo a menos que você ‘creia’ nisto. Não posso ‘saber’ que há um Deus a menos que eu creia que Deus existe. Mas a minha crença simplesmente não é o suficiente; este é insuficiente. Você e eu podemos ambos crer em coisas que simplesmente não são verdadeiras. É impossível para nós termos falsas crenças. E pessoas que acreditam em algo que seja falso frequentemente pensam que SABEM disto. Mas há uma diferença entre ‘crer’ e ‘saber[ou conhecer]’ neste contexto. Você pode ‘crer’ em algo que seja falso, mas você não pode ‘conhecer’ genuinamente algo que seja falso. Agora, pense sobre isto por um minuto. Podemos ‘saber’ DE algo que seja falso, mas o que ‘sabemos’ é que isto É falso. Para realmente ‘saber’ algo significa ‘saber’ que isto é VERDADE. E você e eu não podemos ‘saber’ de que algo seja verdade a menos que isto realmente É verdade. Em outras palavras, não podemos ‘conhecer’ algo a menos que isto NÃO seja falso.
‘Verdade’
A maioria de nós gostamos de pensar que temos a verdade, mas quando alguém nos pressiona para definir o que verdade é, poderemos ter dificuldade em tentar defini-lo. Como podemos determinar quando algo é verdade? Ao longo dos séculos muitas teorias surgiram relacionadas à avaliação, apreendimento e entendimento da verdade:
·         A Teoria Pragmática da Verdade: Um conceito da verdade é chamado de a teoria pragmática da verdade. Este argumenta que a verdade é simplesmente aquilo que ‘funciona’. Quantas vezes você já escutou alguém dizer: “O seu Cristianismo poderá funcionar muito bem para você, mas não funciona para mim”? Esta abordagem à verdade é bastante prática, para não dizer mais! Se uma afirmação não funcionar, esta simplesmente não é verdade. Mas o que dizer sobre realidades como a ‘morte’? A morte não é prática (esta não ‘funciona’ para mim), mas inda é definitivamente verdade! E o que dizer das coisas que definitivamente não são verdade, mas são práticas e úteis como, por exemplo, uma ‘mentira bem-sucedida’? Enquanto uma mentirinha possa ‘funcionar’ para mim e me salvar de um problema, esta não faz da mentira uma VERDADE, ou faz? Embora a Teoria Pragmática possa ser prática e útil certas vezes, esta não nos levará à verdade.

·         A Teoria Empirista da Verdade: A teoria empirista da verdade afirma que a verdade é qualquer coisa que possa ser sentida usando-se os cinco sentidos. A experiência é o principal fator em entender e apreender a verdade. Quantas vezes você escutou alguém dizer: “Eu sei que é verdade porque eu mesmo experimentei isto!”? Embora isto possa parecer convincente em princípio, esta teoria da verdade também fica aquém do objetivo. Penso acerca disto: alguns de nós provaremos uma laranja e diremos que está doce, enquanto outros provarão a mesma laranja e dirão que está amarga. Quem está dizendo a verdade? A experiência sensorial é muito subjetiva para ser confiável!

·         A Teoria Emotivista da Verdade: A teoria emotivista da verdade afirma que a verdade está baseada naquilo em que sentimos! Quantas vezes você se inclinou em sentimentos para descobrir se algo era verdade? Ao mesmo tempo, entretanto, quantas vezes você lutou para convencer a si mesmo de que o que você está sentido não é realmente verdade, somente a maneira que você se sente naquele dia em particular?  Todos nós conhecemos pessoas que têm medos irracionais, e estes sentimentos não são o melhor indicador do que é verdade! E se eu te mostrar uma mão cheia de clips de papel e fizer a afirmação: “Isto é uma mão cheia de clips de papel”? Como os seus sentimentos te ajudarão em determinar se a minha afirmação é verdade? Você não se sentirá de uma forma ou de outra em relação aos clips de papel, mas ainda será verdade que eu estarei segurando os clips de papel! E as pessoas têm contado com as suas emoções para seguir Jim Jones, para dormir com um parceiro sexual que mais tarde abandonou-as, fazer uma compra impulsiva. Em cada e todo caso, os sentimentos falham em providenciar uma medida objetiva para a verdade! Como as duas primeiras teorias, esta teoria não é uma boa forma de avaliar afirmações sobre a verdade!

·         A Teoria de Correspondência da Verdade: Essa definição clássica da verdade é a teoria que você e eu usamos diariamente, quer saibamos ou não. Deixe-me descrevê-lo em idioma Aristotélico: Se você disser “Algo é”, e isto for, ou “Não é”, e isto não for, então você fala a verdade. Se você disser “Isto é”, e isto não for, ou “Não é”, e isto for, então você não fala a verdade. Isto é chamado de correspondência, em outras palavras, alguma coisa é verdade se, e somente se, realmente corresponder àquilo que realmente está lá. Por exemplo, se eu afirmar que há uma cadeira no quarto ao lado, esta afirmação é verdadeira se, e somente se, eu entrar no quarto e encontrar a cadeira no quarto! A afirmação corresponde à realidade da situação.
Assim como a crença somente é insuficiente para determinar se o que eu creio é verdade, crença e verdade são insuficientes em determinar quer ou não eu verdadeiramente ‘conheço’ algo. Em outras palavras, posso crer em algo e a minha crença ser verdade, mas ainda posso não ‘conhecer’ a coisa acreditada. Você está coçando a sua cabeça? Deixe-me explicar. Vamos dizer que eu estou imaginando agora que a Paris Hilton está jogando golfe. Tento arduamente convencer a mim mesmo que isto, de fato, é o caso, e como resultado, agora eu ‘creio’ nisto. Agora imagine que por pura coincidência a Paris Hilton está realmente jogando golfe nesse exato minuto. Tenho uma crença, não tenho? E a minha crença por acaso é verdade, não é? Mas há um problema; Não tenho EVIDÊNCIA de que a minha crença seja verdade. Não tenho confirmação da minha crença seja fisicamente ou até mesmo psiquicamente, quanto a isto! Fui sortudo; isto foi totalmente coincidência.
A partir de uma perspectiva filosófica clássica, eu não possuo ‘conhecimento’ real. Os filósofos requerem mais do que sorte ou coincidência aqui. De acordo com os filósofos, o conhecimento real requer que haja uma conexão evidencial entre a minha ‘afirmação’ de que algo seja verdade, e a ‘realidade’ de se isto realmente É verdade. Isto faz sentido? Conhecimento não é somente crença verdadeira; isto é uma crença de verdade ‘justificada propriamente’. Se eu estivesse assistindo a Paris Hilton jogar golfe ao vivo na televisão, minhas crenças sobre ela estariam justificadas propriamente. Entendeu?
‘Justificado propriamente’
OK, então que tipo de justificação é suficiente para estabelecer uma verdade como ‘justificado propriamente’? O que exatamente precisamos? Todos nós queremos ser pessoas razoáveis e racionais que possuem crenças razoáveis e racionais. E todos nós reconhecemos que a razão pode nos levar e nos ligar à verdade. Então, a questão real é: “O que é necessário para termos ‘justificação razoável’”? Bem, a nossa vida diária e a nossa experiência com o sistema tribunal criminal no nosso país pode nos ajudar a entender a resposta aqui. É algo que eu chamo de “suficiência evidencial”:
Suficiência Evidencial
Comece por entender que toda vez que você aceitar uma nova crença, você terá que abandonar quaisquer velhas crenças que contradizem a nova posição. Então aqui está o padrão de “suficiência evidencial” em poucas palavras:
·         Somente aceite uma nova crença se a evidência para apoiar esta verdade supera em muito a evidência que existe para apoiar a crença anterior.
É realmente simples assim. Este é o padrão que existe no tribunal. Começamos com a suposição de que o acusado é INOCENTE. Esta é a primeira crença que devemos assegurar até que haja evidência suficiente para descartar aquela crença e julgar o acusado CULPADO do crime.
A suficiência da evidência não tem realmente muito a ver com a QUANTIDADE da evidência oferecida, mas ao invés está mais preocupada com a QUALIDADE da evidência. Então, por exemplo, posso assegurar a crença de verdade justificada propriamente (‘PJTB’) que a Paris Hilton jogou golfe hoje baseado em um único pedaço de evidência: Eu joguei golfe com ela! Este único pedaço de evidência (minha experiência como testemunha ocular) seria o suficiente para assegurar o PJTB. Por outro lado, eu ainda posso assegurar o PJTB mesmo se eu não vi com os meus próprios olhos. Se ela saísse por três horas, voltasse carregando um conjunto de tacos de golfe, recebesse um telefonema do clube dizendo que ela esqueceu os óculos de sol dela no buraco número quatro, e me apresentasse com o cartão de pontuação dela, eu teria evidência circunstancial e suficiente para assegurar que o PJTB que ela estava jogando golfe hoje. Às vezes, uma pedaço de evidência física direta é suficiente (como a minha observação ocular) e às vezes um caso circunstancial cumulativo é necessário.
Então, agora que definimos os elementos da nossa equação, vamos visitá-los uma última vez. O conhecimento é crença de verdade justificada propriamente. Em outras palavras, o conhecimento é a crença que corresponde à realidade de uma maneira que seja evidencialmente suficiente. Com base na nossa discussão até agora, deveria ser claro que (1) a verdade existe, e (2) a verdade pode ser conhecida suficientemente.
A Verdade Bíblica Sobre a Verdade
Lembre-se de que ao menos que a verdade exista e possa ser conhecida, nenhuma afirmação sobre a verdade tem algum valor. Fizemos um bom caso filosófico da verdade, e acontece que o próprio Jesus afirmou que a verdade existe e que a verdade pode ser encontrada. Vamos dar uma olhada em alguns exemplos da escritura:
João 17:15-19
Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.
Deus quer que você reconheça que pessoas estão inclinadas a questionar a verdade, e até mesmo a verdade sobre a verdade! Deus não está surpreso que fazemos isto, mas ele se regozija quando finalmente entendemos que há uma verdade absoluta sobre todas as coisas, incluindo as questões espirituais:
2 Timóteo 4:2-5
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.
3 João 1-4
O presbítero ao amado Gaio, a quem em verdade eu amo. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade. Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade.
Como Devemos Nós Enfrentar Um Mundo Que Nega A Verdade?
Eu posso lembrar-me de quando estava na faculdade e observei um professor desafiar um Cristão solzinho na nossa sala de aula. A discussão sobre filosofia e sistemas de fé voltou-se para a questão do Cristianismo e verdade absoluta e o professor começou a questionar o Cristão sobre as crenças dele. Ele acusou o jovem de ser um intolerante arrogante que julga. Como pode este jovem afirmar que a verdade DELE era a única verdade? O professor afirmou que a verdade era pessoal e muda de acordo com a pessoa que a possui.
Mas é claro que fazer esta afirmação é uma completa contradição. Quando você diz não haver uma verdade absoluta singular, você está fazendo uma afirmação de verdade absoluta. Você está, em essência, dizendo “Eu afirmo absolutamente que não existe verdade absoluta!” É óbvio que este professor está vivendo em um mundo de verdades absolutas, quer ele queira admitir ou não! Ele requereu de nós para estarmos lá, sentados na sala dele, no horário todo dia! Para ele, havia definitivamente uma verdade absoluta sobre o horário de início, e se você estivesse somente um pouco atrasado, você pagaria por isto!  E este mesmo professor requeria de nós a leitura de um livro. Não qualquer livro, mas o livro de verdade que ele verdadeiramente designou! E tínhamos que fazer provas. Muitos destes eram provas de marcar verdadeiro ou falso! Como que você pode fazer estas provas se não há resposta absolutamente verdadeira? Finalmente, a própria existência deste professor foi o resultado de uma série de verdades absolutas que podem ser encontradas na cadeia de DNA dele! A cor dos olhos dele, a cor do cabelo dele, o sexo [masculino] dele e um número incrível de outras verdades absolutas eram (e ainda são) baseadas em verdades absolutas sobre o sequenciamento do DNA dele! Se você fosse perguntar este sujeito se ele já cometeu um erro durante toda a vida dele, aposto que ele diria: “é claro!”. Mas isto presume que há uma vara de medida verdadeira que pode ser comparada ao comportamento dele! Não há verdade, então ninguém pode errar!
Este professor nos diria que era impossível encontrar e conhecer a verdade, mas isso foi só porque ele realmente não queria se aprofundar tão duramente. Veja, a verdade nem sempre é tão fácil quanto 2 +2 = 4. Às vezes, tem que ser desvendado e considerado e descobertos como o e=mc2. Isto leva tempo. É preciso vontade, mas acima de tudo, é preciso um entendimento de que há uma verdade e esta pode ser encontrada. Se Einstein não acreditou verdadeiramente nisto, ele teria parado de pensar sobre a teoria da relatividade muito antes de jamais ter começado.
A Importância de Fazer as Perguntas Certas
Às vezes, o problema real é que estamos fazendo a pergunta errada para começar. É por isso que não somos capazes de perceber e demonstrar a verdade absoluta. Um velho professor meu me contou sobre uma disputa que ele foi chamado para resolver entre um amigo professor e um aluno. Em um exame, o professor fez uma pergunta simples. “Se eu te levasse a uma alta torre, e pedisse-lhe para levar um barómetro ao o topo da torre, como você usaria o barómetro para me dizer a altura da torre?” O professor estava procurando por uma resposta específica que utilizaria o barómetro para medir a pressão atmosférica ao nível do solo e a parte superior da torre e, então, medir a distância entre estes dois pontos. Mas o estudante foi um pouco criativo (e obstinado) e ele deu uma variedade de respostas que não utilizou o barômetro como ele esperava. Em cada solução, o aluno usou o barômetro criativamente como um pêndulo, e objeto para medir a gravidade, como uma ferramenta para comparar proporções de sombra, e como um suborno simples para alguém que realmente conhece a altura do prédio! Todas estas formas levaram à verdade da altura do prédio, mas ninguém descobriu a verdade que o professor estava procurando. Por quê? Primeiramente porque o professor estava fazendo a pergunta certa da maneira errada! Ele não foi suficientemente ESPECÍFICO na sua busca pela verdade de seu aluno, e, como resultado, ele recebeu um número de respostas à questão, sem nunca obter a resposta que ele estava procurando.
De forma semelhante, às vezes somos não específicos em nossa busca por respostas; às vezes fazemos as perguntas espirituais erradas! Se a questão for simplesmente como eu posso encontrar a felicidade, ou satisfação, ou propósito, bem, há uma série de maneiras que eu posso fazer isto (embora a maioria destas são muito temporárias). Pode haver muitas maneiras (muitos caminhos espirituais) que eu posso tomar na tentativa de ser feliz ou satisfeito, mas estes objetivos não são específicos o suficiente. Estou fazendo algumas perguntas boas (assim como o professor), mas estas não são específicas o suficiente. Felicidade e satisfação são questões secundárias a uma questão muito mais importante; o que é a verdade sobre a existência e a natureza de Deus? Pessoalmente, eu não estou interessado em simples felicidade e satisfação. Estou interessado na verdade absoluta e objetiva sobre Deus, porque só esta verdade tem significado a longo prazo.
Um amigo meu recentemente comprou um novo telescópio em preparação para a localização recente de Marte no hemisfério norte. Houve uma quarta-feira específica quando Marte estava mais perto da Terra do que tinha sido (ou será mais uma vez) por outros 550 anos. Naquele dia único de oportunidade, ele armou o telescópio dele, mas descobriu que NÃO podia ver Marte mais de perto do que ele podia um mês atrás com o telescópio velho dele! Por quê? Porque ele estava errado sobre a data de avistar e estava incorreto por exatamente um ANO! Assegurando a verdade à informação errada com sinceridade, ele se esforçou sinceramente para ver o planeta vermelho, mas estava sinceramente errado sobre o tempo. Todas as verdades não são iguais. Somente uma quarta-feira verdadeira poderia revelar Marte em sua proximidade mais próxima. De forma semelhante, a natureza da verdade é tal que somente uma verdadeira noção de Deus irá revelá-lo a você e a mim hoje.
Pode Haver Realmente Somente Um Caminho de VERDADE?
A realidade é que a verdade não é uma questão de escolha pessoal, e é confortante saber que o que você descobre que é verdade hoje, ainda será verdade amanhã. Mas, há uma razão pela qual as pessoas querem negar que há uma verdade absoluta…
João 3:19-21
E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.
Jesus teve que lidar com pessoas que não acreditavam que havia uma verdade absoluta. Esses tipos de pessoas têm existido desde o início dos tempos, embora haja definitivamente mais de nós que adotam o relativismo hoje do que em gerações passadas! Como devemos responder aqueles entre nós que estão questionando a natureza amorosa de Deus? Como ele pode ser amoroso e ao mesmo tempo ter a mente tão fechada ao ponto de nos limitar à somente um caminho de conhecê-lo? Não é isto desamor e injustiça?
Mas se você olhar para a história do nosso relacionamento com Deus, você verá que ele realmente tem nos dado um grande número de oportunidades! Apenas relembre da história. Rejeitamos a Sua graciosa oferta no Jardim, o seu Pacto de acordo através de Abraão, sua orientação através das leis de Moisés, suas mensagens conforme entregues pelos profetas e, finalmente, o seu próprio filho. À luz de todas as maneiras que o rejeitamos, a pergunta não deveria ser: “Por que há somente um caminho?”, mas ao invés, “Por que há QUALQUER forma?”.
Muitos de vocês ainda estão lutando com a ideia de que somente pode haver um Deus verdadeiro e um caminho para chegar até ele. Por que você pense que é assim? É porque não é justo para nós, apesar da verdade da nossa história com Deus? Ou é porque ainda queremos controle? Vamos orar sobre estas coisas e pedir a Deus que nos ajudo a entender a misericórdia dEle e o fato de que Ele é tão paciente conosco, e pedir a Deus para nos ajudar a aprender a confiar nEle para a verdade.
Vivendo Acima das Mentiras
Agora, vamos sair e viver nossas vidas diferentemente. Vamos aceitar a realidade de que HÁ uma verdade singular sobre a natureza de Deus, para que possamos começar verdadeiramente a procurar por isto. Então, vamos seriamente começar a busca. Se estivermos indispostos a até mesmo começar a aceitar a premissa de que HÁ uma verdade absoluta, nunca começaremos a busca que irá eventualmente nos levar a Deus. Vamos viver acima das mentiras de que a verdade não existe ou não pode ser conhecida.

 http://www.napec.org/apologetica/ha-uma-verdade-absoluta/#more-3990
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O DESTINO DA ALMA APÓS A MORTE

cemiterioooo

A- DESTINOS DA ALMA:
No Velho Testamento: Judeus tinham ideias vagas sobre o destino da alma após a morte.
 SHEOL  – Palavra hebraica de sentido obscuro;  ocorre 65 vezes no Velho Testamento e é traduzida em muitas passagens por “inferno, sepultura ou abismo”. Não denota a morada final dos ímpios, nem o lugar onde se enterram os cadáveres, mas o reino dos espíritos que se separaram dos seus corpos. Para os judeus, tinha o significado de “mundo dos mortos”  ou  “abismo subterrâneo”, para onde iam as almas dos bons e maus.
O SHEOL fazia parte do Reino de Jeová. Veja Salmo 139:8.
Os judeus esperavam que suas almas saíssem de lá de alguma forma, pela vontade e misericórdia de Deus. Alguns criam na ressurreição da alma, como os fariseus. Outros não criam, como os saduceus.  Veja Atos 23: 6-8.
Outros versículos em que a palavra “sheol” foi usada no VT:
-Gênesis  37:35 – “sepultura” – o lamento de Jacó quando da perda de José;
-Salmo 16:10 – “sepultura”- a esperança profética de Davi;
-Salmo   9:17 – “inferno” –  só para os maus.
No Novo Testamento: Graças à revelação, por meio de Jesus Cristo, temos bem definidos os destinos da alma: céu  e  inferno,  bênção e maldição.
HADES- Palavra grega que significa “o invisível”. É a tradução de SHEOL em grande parte dos versículos. Outras palavras gregas usadas: “gehenna” e “tártaro”. Aparece em Lucas 16:23, significando “inferno”. HADES também foi traduzido por “sepultura, morte”.
INFERNUS (Inferno) – Palavra latina que quer dizer “inferior”, “que está em baixo”, indicando também o mundo dos mortos, conforme a acepção judaica “reino subterrâneo”. Foi o termo utilizado para traduzir “HADES” na maior parte das passagens.
PARAÍSO – Provém do avéstico “PAIRI DAEZA”, através do persa “PARI DAEZA”, que significa “lugar cercado de  muro, parque de caça, formoso parque, jardim ou horto, lugar de delícias”. Essa palavra originou em hebraico “PARDES”, passou para o grego “PARADEISOS”, em latim “PARADISUS”, em italiano “PARADISO”, chegando até o português. (Em inglês, por exemplo, é  PARADISE).  Foi a palavra usada por Jesus em Lucas 23:43.  Significa o mesmo que “céu” ou “seio de Abraão”.
SEIO DE ABRAÃO – Linguagem figurada. Era uma expressão usada pelos judeus para significar “PARAÍSO”. Denotava a comunhão com o pai Abraão no banquete celestial. É nesse sentido que Jesus usou a palavra em Lucas 16:22.  Na  Nova Versão Internacional o texto foi traduzido assim : “ ….o mendigo morreu e os anjos o levaram para junto de Abraão”.
CÉU Do latim “CAELUM”, significando “lugar de felicidade, o auge da bem-aventurança”. Na Bíblia, o termo tem três significados, ou seja, existem 3 céus:
PRIMEIRO CÉU – a atmosfera – Gênesis 1: 6-8;
SEGUNDO CÉU – o firmamento das estrelas – II Pedro 3:10;
TERCEIRO CÉU – o lugar onde está Deus, o paraíso – II Cor. 12: 2 – 4.
B- Opiniões de alguns teólogos batistas quanto ao destino da alma do crente.
A ALMA DOS SALVOS VAI PARA O CÉU APÓS A MORTE? Ou há um lugar (ou estado) intermediário ?  Há também um lugar intermediário para os perdidos?
1)  M.F.EWTON – “Verdades Fundamentais” – pg. 139 :
“Quando vamos para o céu? As almas redimidas vão para a presença de Deus imediatamente depois que cessam sua vida aqui na terra. Veja Lucas 23:43. Não há estado intermediário, nem sono da alma. Paulo disse:“mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo para habitar com o Senhor “ (II Cor. 5:8).  Não há demora. Lemos também em Lucas 16:22 “e aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão ”. Estas escrituras claramente ensinam a entrada imediata na glória.”
2) WILLIAM CAREY TAYLOR: “ Doutrinas” – pg. 239:
“ P- O crente está no céu entre a morte e ressurreição?
R- Sem possibilidade de dúvida. Leia II Cor. 5: 1-8 e outras passagens (que serão mencionadas a seguir).
P- Não há um lugar intermediário para os espíritos?
R- Não. “Ausentes do corpo, presentes com o Senhor” é o resumo de toda a doutrina do NT. O espírito do crente “tem vida eterna”, “nunca morrerá”, já está “em Cristo” em união indissolúvel. Seu novo tabernáculo está no céu; nem a morte nos separará do amor de Deus que está em Cristo, nosso Senhor”.
P- Há falsas doutrinas que se opõem?
R- Muitas. Os sabatistas (adventistas) crêem que a alma dorme com o corpo no túmulo. É a negação da imortalidade, realmente, pois uma inconsciência de milênios não é sono.
O católico inventou o limbo para as criancinhas não batizadas (pagãs) e o purgatório para os cristãos. Ambos são fábulas pagãs.
Outros pregam a imortalidade condicional, outros, ainda, o universalismo, outros o aniquilamento.
Os espíritas e teosofistas, a reencarnação.
O liberal protestante vacila entre a verdade e o purgatório modificado.
 Alguns só admitem o crente no céu quando ressuscitado. Mas a Bíblia não apóia tais idéias. O ensino é claro, abundante e insofismável, e seu principal autor é Jesus Cristo”.
3) HERSCHEL HOBBS – “Os fundamentos da nossa fé” – pg. 176
“…Concluímos que todos os que morrem vão imediatamente para o HADES – o lugar dos mortos – onde permanecem em estado perfeitamente consciente. (…)  Na morte o cristão vai para o HADES, mas também imediatamente para presença de Cristo e de Deus (LUC. 16:22; LUC. 23:43 e FIL. 1:23). Permanecem em estado consciente de comunhão ininterrupta com Cristo. Estão em estado de felicidade e descanso (Apoc. 14:13). (…) O estado intermediário não é um estado final para os crentes. O NT não o encara como o estado final ou perfeito (II COR. 5:2-4). O apóstolo Paulo suspirava pela ressurreição dentre os mortos (Fil. 3:11). Mas o estado imediato é mais abençoado na comunhão com Cristo do que esta vida terrena. Mesmo assim, é apenas uma prelibação da glória final dos redimidos (Isaías 64:4, I COR. 2:9). “
4) THOMAS PAUL SIMMONS – “Estudo sistemático de Doutrinas Bíblicas” pg. 515, 519
“ …o fato de os mortos bem-aventurados não terem atingido o seu mais alto estado de beatitude e deverem ainda passar pela ressurreição,  não prova que eles sejam agora inexistentes “
São mencionados os versículos: Tito 2:13 e I João 3:2-3  que tratam da união do espírito com o corpo glorificado após a ressurreição.
Também: FIL. 1:23 e II COR 5:8 – estado desencarnado não é o ideal, todavia é melhor que estar na carne.
“Pode ser que (como crêem alguns) até a morte/ressurreição de Cristo, os justos não foram à presença de Deus, senão a um lugar intermediário de felicidade. Conquanto isso possa ser correto, as passagens mencionadas mostram que os justos agora vão imediatamente à presença do Senhor através da morte física.”
5) THOMAS ICE / TIMOTHY DEMY –  “O Céu e a Eternidade” ,  pg. 42 a 45
“A Bíblia ensina que, quando um crente morre, seu espírito é levado imediatamente para o céu e para a presença eterna de Deus. Ele se acha instantaneamente junto a Deus. (Ver Filip. 1:23)  Note que não há indicação de qualquer passagem de tempo em sua observação. Isso é afirmado com mais ênfase em II Cor. 5:6-8 : “Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé e não pelo que vemos. Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor
Hebreus 12:23 também sugere que os crentes que morreram estão no céu agora, sem seus corpos ressurretos, aguardando a hora em que o corpo e a alma serão reunidos num estado final glorificado.
Jesus prometeu claramente para o ladrão crucificado ao seu lado que eles estariam juntos no paraíso, no mesmo momento e no mesmo dia (Lucas 23:43).
A morte resulta na separação entre corpo e alma. Nossos corpos vão para o túmulo e nossos espíritos vão para o Senhor. A separação continua até a ressurreição: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28,29).  Agora as almas dos crentes que já morreram estão no céu. Mas um dia seus corpos serão ressurretos e unidos aos seus espíritos e desfrutarão da eterna perfeição em corpo e alma.
Os descrentes não estão e não estarão no céu, Na hora da morte, seus corpos vão para o túmulo e suas almas vão para o Hades, onde aguardarão o julgamento final…Como os crentes, seus corpos um dia unir-se-ão às suas almas, mas será para o julgamento final (eles não receberão corpos glorificados).
E o conceito do sono da alma?
Existem alguns grupos, como os Adventistas e Testemunhas de Jeová, que ensinam um conceito de sono da alma. Essa teoria afirma que, no intervalo entre a morte e a ressurreição, as pessoas ficam inconscientes ou “dormindo”. O conceito é baseado em várias passagens da Bíblia (Daniel 12:2; Mat. 9:24;  João 11:11;   I Tes. 4:13-16  e  5:10). Há objeções bíblicas e teológicas a essa doutrina e à interpretação dessas passagens.
  • Várias passagens (Lucas 23:43; 1:23  e  II Cor. 5:1-10), ensinam que a morte para o crente é uma transição imediata à alegria consciente da presença de Cristo. Isso não seria possível se estivesse dormindo.
  • Algumas dessas passagens referem-se à morte como lucro, já que os mortos passam a estar imediatamente com Cristo. Se os crentes estivessem dormindo, não seria lucro.
  • Em I Tes. 5:10, Paulo escreve: “[Cristo] morreu por nós para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele”. Se aqui a palavra “durmamos” significa sono da alma, o versículo não faz sentido. Então não viveríamos “em união com Ele”.
  • Já que dormir é uma atividade do corpo, a alma dorme agora só porque está no corpo. Quando o corpo e a alma se separam na morte, não fica claro como uma alma sem corpo poderia ou precisaria dormir.
  • A existência de anjos é prova de que espíritos podem existir, existem e têm vidas conscientes sem corpo. Então. não há problema com o conceito de um estado intermediário consciente e sem corpo para os seres humanos.
  • A história e o uso da palavra “dormir” nas culturas orientais, egípcias e gregas dificulta o argumento a favor do sono da alma, já que a palavra descrevia usualmente a aparência e postura do corpo em repouso, e não o estado da alma. O sono da alma não é uma doutrina bíblica e o conceito acrescenta confusão aos ensinamentos proféticos da Bíblia. Se o sono da alma for verdadeiro, então a Bíblia deve ser deixada de lado, pois não poderíamos, como Paulo ensina “deixar o corpo e habitar com o Senhor” (II Coríntios 5:8). ”
6) WAYNE GRUDEM – TEOLOGIA SISTEMÁTICA – Páginas 685/686 –
“ O QUE ACONTECE DEPOIS DA MORTE? 1- A alma dos cristãos vai imediatamente para a presença de Deus. A morte é a interrupção temporária da vida no corpo e a separação da alma do corpo. Quando o cristão morre, embora o corpo permaneça na terra e seja sepultado, no momento da morte a alma (ou o espírito) vai imediatamente para a presença de Deus, cheia de alegria. Quando Paulo pensa em morte, ele afirma: “Preferindo deixar o corpo, e habitar com o Senhor” (II Cor. 5:8). Deixar o corpo é estar com o Senhor no lar. Ele também diz que seu desejo é “partir e estar com Cristo” (Fil. 1:23). Jesus também disse ao ladrão que estava morrendo ao lado dele na cruz: “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43). O autor de Hebreus diz que, quando os cristãos se reúnem para o culto, eles não estão apenas na presença de Deus no céu, mas também na presença dos “espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hebreus 12:23). Todavia, como veremos mais detalhadamente…..Deus não deixará nosso corpo sem vida na terra para sempre, pois, quando Cristo voltar, a alma do cristão será reunida ao corpo. O corpo dos cristãos será levantado dentre os mortos, e eles viverão eternamente com Cristo.”

C- OUTROS VERSÍCULOS QUE TRATAM DO ASSUNTO
Gên. 5:24 – Andou Enoque com Deus…Deus o tomou para si”
Salmo 23:6 –“E habitarei na casa do Senhor para todo o sempre”
Eclesiastes 12: 7 – “e o pó volte à terra como o era, e o espírito volte a Deus”
Mateus 17: 3 – “Moisés e Elias falando com  Jesus”  (suas almas dormiam ?)
Lucas 16: 22-25 – Parábola do Rico e Lázaro (não estavam dormindo)
João 11: 11 – 14  – Lázaro dorme … está morto (Jesus explica o verbo dormir)
João  14: 2 , 3 – Promessa de Jesus  “voltarei e vos levarei para mim…”
João  17:24  – Jesus dizendo: “que estejam comigo…”
Atos  7:55,56-60 – A visão que Estêvão teve do céu ao morrer:  “vejo o céu aberto…”
No verso 7:60 lemos que “…… E tendo disso isso adormeceu” (isto é, morreu).
Romanos 8: 38 – Nem a morte nos separará do amor de Cristo
I Cor.  2:9 – “as coisas que os olhos não viram…”
I Cor. 11:30 – “ Por isso… vários já dormiram” (tradução: morreram)
I Cor. 15:6, 18, 20 – “alguns tenham adormecido” ou “já dormiram” (isto é, já morreram)
I Cor.  15:50-57 –  arrebatamento/ ressurreição dos salvos
II Cor.  5: 1-8 – “ausentes do corpo e presentes com o Senhor…”
Fil.  1: 23  – “ partir e estar com Cristo…”
Fil.  3:21 – “nosso corpo será igual ao de Cristo”
I Tes. 4:13-15 – “dormem, dormiram, dormem” (3 vezes o verbo dormir significando “morrer”)
I Tes.  4: 16, 17 – “ a segunda vinda de Cristo e o arrebatamento dos salvos”
I João 3:2-3 – Seremos como Ele (Cristo) é
Apoc.  2:7 – “ a árvore da vida está no paraíso de Deus…”
Apoc. 6: 9-11 – a visão das almas dos mártires que clamavam  (elas  dormiam ? )
Apoc.  22: 1-7 – o paraíso é o céu  pois  “de cada lado do rio estava a árvore da vida…”
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