Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam. João 5:39

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Cantares de Salomão Análise Parte III

ANÁLISE SOBRE O ASPECTO ECOLÓGICO




Uma análise ecológica do livro de Cantares, ainda que sucinta, leva-nos a descobrir as belezas que há na terra e que são aí descritas, de maneira a nos mostrar lições tão proveitosas para nossa vida espiritual.

As rosas de Saron, às quais o próprio Senhor se compara, quando diz: “Eu sou a Rosa de Saron”. Quem da região desconhecia o vale de Saron e as rosas próprias daquela região?.

Eu sou o Lírio dos vales” - Quem desconhecia o lírio dos vales? Assim se identifica o Senhor com algo simples, comum, de sorte que não há como se desculpar por não o conhecer.
Cantares 2:11 e 12 - “Eis que o inverno passou, a chuva cessou e aparecem as flores da terra”.
Em algumas regiões da Palestina, logo após o inverno, com a chegada do verão, uma planta rasteira com flores vermelhas, cobria a terra e formava um tapete vermelho e toda a terra gozava a alegria do verão ao contemplá-lo; era o Nitzanin, a expressão usada para descrever isto.

Nesta mesma época um pássaro chamado Zamir, aparecia com um canto melodioso, brilhante, audível porque era hora do seu acasalamento e toda a terra  participava desta alegria.

Durante todo o inverno ele se mantinha com um canto sem expressão, apagado, mas no verão, época do seu acasalamento, era diferente.

Estas duas figuras falam-nos de algo maravilhoso: a igreja que sente o inverno espiritual passar e o verão, o calor do Espírito a se derramar pela terra, na figura das flores vermelhas, o sangue de Jesus que cobre a igreja visitando-a e ela passa a glorificar e a sentir o calor do Espírito a aquecê-la.

O Zamir, simbolizando a voz do Senhor, brilhante, melodiosa, audível que se faz ouvir, completando esta alegria do inverno que passa e uma nova fase se aproxima, que é a esperança do acasalamento, Cristo e sua noiva.

“Aí vem o esposo”.

Cantares 2:12b - “A voz da rola ouve-se em toda a terra”.

A rola oferece outro aspecto ecológico para sentirmos aquilo a que o livro se dedica: Cristo e a Igreja.

A referência é à voz da rola. Esta voz a que se refere o livro era o Tórr, uma voz que sai de dentro, do seu peito inchado e indicava seu acasalamento.
Vemos então, a voz brilhante do Zamir, Cristo e a voz da igreja, uma voz que sai de dentro, ela não fala de fora, mas do seu interior, o Tórr, que indica o casamento da igreja com o Senhor.



Quadro perfeito de Israel.

- Tudo isto representa um momento, o dia do Senhor.
- Derramar do Espírito - Nitzanin.
- O encontro de Jesus com a igreja - Tórr
- A partir daí cessam as flores.

Cantares 2:3 - “A figueira já deu seus figuinhos”.
Fala de Israel político, que como nação que se tornou desde 1948, é vista com seus figuinhos.

A igreja é vista na videira - “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai o viticultor”. João 15:1. 

A videira dá primeiro as flores, são os dons, é o preparo para dar seus frutos.

Cantares 2:14 - “Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face”.

Fala das pombas selvagens, estas para fazerem seu ninho para o acasalamento, desciam rápidas para apanhar o material e elas aparecem quando está findando o inverno, elas simbolizam uma igreja que virá na última hora, saem do inverno, símbolo da frieza espiritual. Pombas selvagens, representam aquelas vidas que virão das “moradas dos dragões, dos leopardos”,  como se refere Cantares 4:8; são vistos no convite do Senhor para as bodas em Lucas 14:21 - “Sai pelos caminhos valados, pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres e aleijados, mancos e cegos”. Finalizando esta ligeira análise, citaremos ainda:

Cantares 2:15 - “Apanhai-me as raposas, as raposinhas que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor”.

As raposas que apareciam naquela hora em que as vides estavam em flor, também são símbolos das lutas da igreja, contra o adversário a querer destruir as flores, os dons, que surgem para beleza da igreja - A igreja em flor, as vides em flor. As raposas destroem os vinhedos, é necessário a vigilância.


Continua...




por Wallace Oliveira Cruz

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