Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; João 5:39

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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

JESUS PAGA O TRIBUTO

Mateus 17: 24-27

24  E, chegando eles a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as dracmas, e disseram: O vosso mestre não paga as dracmas?
25  Disse ele: Sim. E, entrando em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios?
26  Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos.

27  Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por mim e por ti.


Significado de Tributo.

Tributo é um substantivo masculino que significa imposto, taxa ou contribuição. Em alguns contextos também pode significar o ato de prestar homenagem ou culto a alguém.Com origem no termo em latim tributum, a palavra tributo remete para alguma coisa que é concedida ou rendida por obrigação, hábito ou necessidade. Em alguns casos, tributo era o nome dado ao valor pago por um estado a outro, como sinal da sua dependência.

O tributo é uma obrigação de pagar, criada por lei, impondo aos indivíduos o dever de entregar parte de suas rendas e patrimônio para a manutenção e desenvolvimento do Estado, afinal vivemos em sociedade e o Estado deve representá-la se fazendo presente nas áreas de interesse desta, sobretudo saúde, educação, segurança, política econômica, entre outras.Na prática, todavia, não é bem assim ou como disse John Garland Pollard “O imposto é a arte de pelar o ganso fazendo-o gritar o menos possível e obtendo a maior quantidade de penas.”O tributo deve ser pago em dinheiro, não sendo possível que a dívida seja liquidada com outros bens, tais como móveis, veículos, sacos de cereais, etc. Havendo autorização legal, todavia, é possível o pagamento de tributo com imóveis.

INTRODUÇÃO  


            Os fariseus, doutores da lei e os sacerdotes de Israel, viviam sempre seguindo a Jesus com o objetivo de apanhá-lo em alguma palavra ou ato que pudesse servir de motivo de acusação e condenação ao Senhor. No entanto, eles nunca alcançaram o seu intento, pois Jesus era íntegro em palavras e atitudes perante Deus e os homens.

            Uma vez Jesus estava ensinando no templo, e os sacerdotes mandaram os guardas mais fortes que tinham para prendê-lo, mas os guardas não conseguiram chegar até onde Jesus estava por causa da multidão que o cercava. Enquanto esperavam uma oportunidade, os guardas puderam ouvir as palavras e ensinos do Senhor Jesus, e seus corações foram sendo quebrantados e amolecidos; eles então voltaram para seus chefes, que lhes perguntaram por que não cumpriram sua ordem, e  responderam eles: “Jamais alguém falou como este homem”.

DESENVOLVIMENTO


            Certo dia, quando se encontrava em Cafarnaum (aldeia da consolação), a casa onde Jesus estava recebeu a visita de alguns cobradores de impostos. Eles haviam sido enviados pelos sacerdotes para perguntarem se Jesus pagava as didracmas cobradas pelo império romano, com a intenção de incriminá-lo caso fosse devedor. Naquela ocasião, Pedro os atendeu e diante da sua pergunta, respondeu (sem consultar Jesus) que o Senhor pagava as didracmas. Os publicanos, então, foram embora para cientificar seus mandantes do que haviam apurado, mas o que eles não sabiam é que Pedro havia dado uma resposta precipitada, pois Jesus nunca havia pago imposto algum aos romanos.

            Quando Pedro entrou em casa, foi interpelado pelo Senhor Jesus com uma pergunta: “Que te parece Simão? de quem cobram os reis da terra os tributos ou o censo? dos seus filhos ou dos alheios?”. Pedro então respondeu: “Dos alheios”. Jesus lhe disse: “Logo, estão livres os filhos; Mas para que não se escandalizem, vai e lança teu anzol ao mar e o primeiro peixe que subir, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o e dá-o por mim e por ti”.

            Desta forma, Jesus mostrou a Pedro que Ele como Filho de Deus (O Rei de todo o Universo), não devia impostos nem tributos ou qualquer outra coisa a ninguém. Mas por causa da resposta comprometedora de Pedro aos publicanos, Ele agora seria obrigado a pagar as didracmas relativas ao imposto cobrado a todos os judeus sob o governo romano. Deus proveu uma forma para que isso acontecesse, através do dinheiro na boca do peixe pescado por Pedro. O estáter vale duas didracmas, o valor necessário para o pagamento da dívida de duas pessoas. Jesus de fato pagou a dívida com a sua morte na cruz, e nós que não tivemos trabalho algum, fomos beneficiados.
                                                                                                                     
            Este fato profético aponta para uma realidade espiritual profundamente abrangente, e que está relacionada ao Projeto de Salvação do homem. Jesus foi enviado a este mundo, como homem, e durante toda a sua vida nunca deveu nada a ninguém. Ele nunca cometeu pecado ou falta alguma diante dos homens nem diante de Deus. Mas por causa do homem que pecou contra o Pai, desobedecendo sua Palavra, Jesus teve que assumir uma dívida que não era sua. Por causa da atitude do homem, que agiu por conta própria, transgredindo contra Deus, é que o Senhor Jesus teve que pagar o alto preço da dívida que na verdade era nossa. Na qualidade de pecadores, nos tornamos “alheios” e devedores, e não filhos “isentos”. Jesus tomou sobre si toda a nossa culpa e enfrentou sozinho a condenação, como único meio de nos libertar do “escândalo” do pecado por nós cometido. Foi a forma de pagamento provida por Deus em nosso favor.

            As humilhações sofridas, as perseguições, as privações, o desprezo, a violência dos bofetões e cusparadas, a fronte rasgada pelos espinhos da coroa, as mão e os pés dilacerados pelos cravos e tantas outras formas de sofrimento e dor, foram experimentados pelo Senhor Jesus, por causa de nossas atitudes, palavras e pensamentos. Deus permitiu que seu Filho Unigênito sofresse tudo isso; Ele só não permitiu que seus ossos, a estrutura de seu corpo, fossem quebrados, pois ela representa a estrutura da Igreja como Corpo de Cristo. A igreja pode até ser perseguida e afligida, mas nunca desestruturada. Ela não pode caminhar manquejando ou coxeando, mas ereta e firme.


CONCLUSÃO

            Esse foi o preço que Jesus pagou por nós. Ele como Senhor e Príncipe, como Filho de Deus, nunca deveu nada e nunca se achou engano na sua boca, mas por nossos pecados Ele morreu, para nos livrar da dívida por nós mesmos contraída. Jesus pagou aquilo que era de nossa responsabilidade, e agora, para estarmos realmente livres da dívida, precisamos atentar para o Projeto de Salvação estabelecido por Deus e revelado por Jesus quando mandou Pedro lançar seu anzol ao mar e tomar a moeda da boca do peixe. Quando Pedro obedeceu a orientação de Jesus, pela fé na sua Palavra, obteve o valor necessário para pagar sua parte da dívida. Jesus providenciou o meio para isso.  

            Nós somos como aquele peixe que foi pescado do mar. Nós fomos resgatados do mundo de perdição em que vivíamos, e agora precisamos atentar para o que diz a Palavra em Romanos 10:9, que diz: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.

            A moeda retirada do interior do peixe através da sua boca, suficiente para o pagamento da dívida de Pedro, aponta para a confissão procedente do nosso coração, de que Jesus Cristo é o nosso Senhor e Salvador. Se mantivermos essa confissão até o fim, seremos salvos e eternamente livres da dívida.   

                                                                                             
Maranata O Senhor Jesus Vem!!!



Bibliografia:

BÍBLIA, Estudo Arqueológica NVI, Edição Brasileira – São Paulo: Editora Vida 2013.

BÍBLIA, Português. Bíblia de Estudo da Profecia. Antigo e Novo Testamento. Edição Revista Atualizada. Belo Horizonte e Barueri. Editora Atos e Sociedade Bíblia do Brasil, 2001.

HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

AURÉLIO, Mini, 8ª edição – dezembro 2010.

Bíblia a Palavra de Deus, http://bibliaapalavradedeus.blogspot.com.br/2014/10/por-um-tropeco-apenas.html


Wallace Oliveira Cruz
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