PROCLAMANDO A VOLTA DO SENHOR JESUS!




"E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida” -Apocalipse 22:17



sábado, 25 de março de 2017

O Filho do homem




Mateus 8:20 -             “E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”.

1 – INTRODUÇÃO

Quando nós lemos na Bíblia alguma coisa daquilo que diz respeito ao Senhor Jesus, nós entendemos e descobrimos um fato importante na sua apresentação. Biblicamente a apresentação de Jesus, o aspecto mais importante desta apresentação, que é o central do projeto de Deus, o Pai, foi apresentar Jesus como homema figura do homem. Na tipologia bíblica, no Velho Testamento, Jesus está implícito, está oculto, mas a figura do rei, profeta, sacerdote, ele a integra no Velho Testamento, mas a ênfase toda é para a figura de Jesus como homem e isso é muito importante porque Deus, o Pai, quis apresentar ao mundo um Salvador, mas um homem, alguém que pudesse sentir, sofrer, viver aquilo que o homem vive para que ele fosse um suficiente Salvador.

2 – O NASCIMENTO DE JESUS

Jesus nasceu em Belém numa manjedoura. A família de Jesus veio para apresenta-lo, para se apresentar ao império romano porque o império romano fazia um censo sobre todos aqueles que eles dominavam.
Naquele ano, Maria e José desceram para fazer aquele censo e não tinha lugar em Jerusalém e Jesus  nasceu em Belém numa manjedoura. Manjedoura é um lugar onde se coloca animal de toda espécie e Jesus nasceu ali.
A figura de Jesus já iniciou na sua simplicidade e depois foi para a sua região e foi morar na Galiléia, na região de Genezaré, Mar da Galiléia, Tiberíades, Samaria... Era toda aquela região ali que era chamada a Galiléia dos Gentios porque existia uma diferença entre o Galileu e o judeu. Os judeus moravam na região da Judéia, eram uma raça pura e os galileus eram mistura gentílica, tanto que eles não se davam.
Havia um culto em Gerizim que era para os que moravam naquela região de Samaria e havia outro culto que era lá na Judéia que era no templo e eles não se entendiam muito bem por questões raciais. Mas Jesus era Galileu.

3 – JESUS: O HOMEM

A figura de Jesus era uma figura desprezível porque quando ele vinha para a região da Judéia, todo mundo sabia que ele era Galileu e ele andava com os Galileus. Ele andava com Pedro, João, André, Tiago, Filipe, Bartolomeu que eram do colégio apostólico e que eram simples homens, eram pescadores. Ele não era nada diferente daquele nível cultural, daquele povo. Mas um detalhe que é muito importante é que Jesus sabia ler e escrever. Naquela época saber ler e escrever não era para todo mundo. Ele foi criado, foi educado para aprender e em uma ocasião ele escreve na areia, em outra ele entra no templo e abre o rolo e lê uma profecia a respeito dele, em Isaías 53: “O Espírito do Senhor está sobre mim...”. Ele sabia ler, mas não era somente isso.
A figura humana de Jesus é extraordinária porque o profeta quando fala a respeito dele, 600 anos antes, fala descrevendo a sua figura: “o mais indigno dos homens, varão de dores, homem do qual os outros escondiam o rosto, ninguém fazia caso dele, era como raiz de uma terra seca, não tinha beleza nem formosura alguma para que o amássemos, experimentado em trabalhos”.
Jesus era um homem normal e as afirmações a respeito dele eram: “não é esse o carpinteiro”. Às vezes eram: “é o filho do carpinteiro”. Eram colocações da época e ele era carpinteiro.

4 – O MINISTÉRIO DE JESUS

Agora vamos falar a respeito da sua casa no tempo em que ele estava ali.
Ele se mudou. Foram as mudanças de local. Quando ele inicia o seu ministério, ele chama os discípulos, e alguns discípulos trouxeram outros e disseram: “venham cá que vocês vão ver, encontramos uma pessoa aqui, ele é o messias”. E a pergunta inicial foi assim: “escuta uma coisa, você tem casa? Você mora onde?” E a resposta foi: Vem e vê”.
Mas o tempo passou e agora, a partir daquele instante, ele já não tinha mais casa porque o ministério dele de 3 anos foi um ministério desgastante. Ele não tinha pousada, ele não tinha lugar para dormir, ele não tinha lugar para se hospedar e as caminhadas dele eram longas, ora ele vinha pela beira do mar, ora vinha pelo rio Jordão; andava pelos caminhos ínvios e ele fazia aquilo porque era um trajeto a pé, era mais de 200 quilômetros por aqueles caminhos difíceis e ele chegou a dizer, neste período, nesta fase assim: “...as raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. Mateus 8:20”
Então, Deus, o Pai, o fez homem e o fez o homem mais necessitado, sofredor e a Bíblia diz que ele foi varão de dores e a palavra diz ainda que agradou a Deus moê-lo, fazendo-o enfermar.
Quando ele foi para a cruz do Calvário ele estava doente, ele tinha transpirado sangue, ele teve um derrame capilar porque ele estava totalmente desgastado e a Bíblia diz que ele aniquilou-se a si mesmo. Os três anos de ministério foram sem comer direito, jejuns prolongados, sem dormir, fugindo das autoridades e ele dormia muitas vezes em locas de pedras.

5 – JESUS COMO UMA CRIANÇA

Há dois aspectos muito importantes que dizem respeito à criança, a maneira dele se comportar e a forma de como ele se apresenta na sua humildade e simplicidade. Jesus era humilde e diz assim: “...aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração... Mateus 11:29”, e ele era assim mesmo. Por isso que ele diz assim: “se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus” Mateus 18:3. Ele usa ali a figura da criança e, muitas vezes, se comporta como uma criança na sua simplicidade. Ele foi entregue diante de Pilatos. Pilatos fez a primeira pergunta e ele respondeu, a uma outra pergunta e, depois, não respondeu mais. Pilatos era do império romano, era um homem forte do império, e Pilatos viu um homem simples, um homem humilde, pobre... olhou para ele e disse que não via motivo nenhum dessa perseguição a ele, ele não via motivo nenhum para condena-lo porque os judeus queriam que ele fosse morto, fosse condenado. E mais ainda, a mulher de Pilatos teve um sonho e falou com Pilatos disse: Vê o que você vai fazer com este justo porque eu tive um sonho e sofri muito esta noite – “...não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” Mateus 27:19 – e Jesus ficou calado. Pilatos lavou as mãos e mandou para Herodes. Herodes que era o tetrarca, que era o chefe, era o responsável pela região ficou muito satisfeito, ficou alegre, porque ele queria ver Jesus, porque ele tinha ouvido falar de Jesus e dos milagres que ele havia feito. Ele ficou feliz e ele queria ver Jesus fazendo um milagre, mas o comportamento de Jesus foi de uma criança ali porque Jesus, quando chegou diante de Herodes, ele ficou calado, e Herodes fez algumas perguntas e ele não respondeu nada. Por certo, o pensamento de Jesus era que se ele abrisse a boca, Herodes iria mata-lo. Se ele falasse qualquer coisa ali, porque Jesus já havia sofrido ameaça: olha, Herodes quer te matar – “Naquele mesmo dia chegaram uns fariseus, dizendo-lhe: Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te” Lucas 13:31 – e ele mandou uma resposta para Herodes e disse: olha, fala para aquela raposa que ele vai me matar mas é lá em Jerusalém, eu caminho para lá porque o profeta morre em Jerusalém – “...Ide, e dizei àquela raposa: Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado. Importa, porém, caminhar hoje, amanhã, e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém” Lucas 13:32-33. Mas ele estava receoso porque agora, o tempo dele era o tempo profético e ele tinha que se comportar agora como uma criança, ele não tinha outra saída, ele não podia falar nada ali.
Em todas as ocasiões, a figura de Jesus foi a figura de uma criança. A criança tem umas coisas interessantes. Ela é humilde por natureza. O pai bate na criança e, daqui a pouco, ela vem chorar no ombro do pai. Você solta ela no meio, às vezes, e ela corre atrás e ela encontra com outra criança e elas correm, ela não quer saber se a criança é pobre, é rica, se é feia, se é bonita... ela não quer saber, ela se enturma logo e fica ali. Se ela apanha na rua, ela chega em casa e você pergunta: “o que foi meu filho?” “O vizinho ali me bateu”. Daqui a pouco o pai vai ver e ela está brincando com o mesmo que bateu nela porque ela é incapaz de guardar ódio e Jesus falou que o homem neste reino, ele tem que se tornar como uma criança.
Às vezes nós guardamos ódio, rancor e a palavra do Senhor diz assim: “...não se ponha o sol sobre a vossa ira” Efésios 4:26. É muito ruim quando nós guardamos certas coisas na nossa vida. É a luta da vida que, às vezes, nos leva a repudiar as pessoas e desejar até coisas que nós não devíamos desejar. Mas é o homem na sua dificuldade e o reino não admite isso. Aqueles que fazem parte do reino, súditos do reino, eles não podem, estão proibidos de ter esse direito.
Outro fato interessante a respeito de Jesus, da sua humildade e da criança, é como ela vê as coisas.
A criança olha para o seu pai e ela vê no seu pai tudo aquilo que é importante para ela e ela é até de nem raciocinar. Ela só sabe que a merendeira dela vai estar arrumadinha, cheinha, para que na hora em que ela for abrir-la, ela esteja cheia; ela não quer saber se o pai está desempregado, se o pai está sem dinheiro, ela não se preocupa com isso porque ela confia, ela é submissa, ela é dócil. Jesus era assim, Jesus era submisso. O que é interessante na criança é de como ela se orgulha do pai: “Meu pai é polícia, ele tem revólver...”, isso ela acha que é o máximo; “Meu pai é motorista de ônibus...”, ela se orgulha de tudo. O pai é carroceiro, não tem nada de mais: “meu pai tem um animal, tem um burrinho...”. Que coisa bonita na criança, tudo para ela é uma dádiva, tudo é bom para ela, ela não tem maldade, ela não envasilha o mal no coração e era a figura de Jesus.
Jesus nasce numa manjedoura, vai morar lá na Galiléia e depois não tem mais morada. Seu ministério apostólico, todo, ele não tinha mais lugar para morar. Ele disse: “...as raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”.

6 – A DEPENDÊNCIA DO PAI

Outro aspecto importante a respeito de Jesus era a sua dependência, a sua submissão. Tudo o que ele fala é com relação ao Pai. É como uma criança. Às vezes, há uma discussão: “O que seu pai é na igreja?” “Meu pai faz o louvor na igreja”. Outro dia estavam discutindo: “Meu tio é doutor filosofia”. “Não meu filho, seu tio se formou e é doutor em filosofia”.
A criança vive o meio dela, ela vive a simplicidade, a humildade, a dependência.
Jesus em todos os momentos usa a figura do Pai. Ele disse: Olha, na casa de meu Pai tem lugar para todo mundo; na casa de meu Pai há muitas moradas, tem lugar para todo mundo. “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: Vou preparar-vos lugar. João 14:2”.
Quando ele estava na dificuldade, ele disse: Pai, meu Pai, passa de mim esta dor; não me deixa ir para a cruz não, eu não quero sofrer mas seja feita a sua vontade. “...Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Mateus 26:39”. Era a dependência dele. A criança é assim.
Nós estamos vivendo dias muito sérios. O mundo está vivendo os momentos como sempre viveu, a crise é uma constante na história do mundo, mas o homem de hoje tem características forjadas por uma sociedade que perdeu o rumo, perdeu o equilíbrio. A religião é um negócio místico, de ritos e coisas que as pessoas fazem: “...papai fez, mamãe fez...”, e a religião é uma coisa assim, e mesmo até com o nome de cristianismo e as pessoas não sabem que Deus enviou a figura mais simples que ele podia enviar como o de uma criança. A oração dele era sempre: “Pai que estás nos céus, não deixes faltar o pão...”; “Eu e Pai somos um, nós somos parecidos”. E a pergunta: “...mostra-nos o Pai”. “Eu sou o Pai, nós somos parecidos”. Ele se orgulhava disto. Chamaram certa vez os discípulos e disse: “olha, eu vou dizer uma coisa a vocês, eu morava numa casa bonita lá na eternidade. Eu aqui não tenho lugar, mas eu tenho uma casa, uma morada eterna. Vocês vão conhecer a casa em que eu morava”. E ele ora: “Pai, glorifica-me com a glória que tu me deste antes que os mundos fossem criados”.

7 – CONCLUSÃO

Jesus é uma figura maravilhosa e o aspecto mais importante é a sua humanidade e neste aspecto da humanidade ele se coloca na sua humildade, ele se humilhou. A palavra do Senhor diz que ele se humilhou até a morte de cruz. Colocaram-no no meio dos ladrões, apanhou na rua, esbofeteado, doente. A palavra do Senhor diz: “ferido de Deus, aflito...” para que ele pudesse ser um salvador suficiente.
A criança com a sua simplicidade é uma coisa muito bonita e a igreja, a Obra, tem valorizado isto. E a palavra do Senhor diz assim: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” Provérbios 22:6.
É natural o desvio da vida, mas você mostra o rumo. Um dia, onde ele estiver, na pior situação, ele vai se lembrar.

“E disse: em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus” Mateus 18:3

Não custa nada em educar o seu filho. Não é misticismo, fanatismo, superstição, nessas coisas assim. Mas se você educa a criança no evangelho, no conhecimento de Jesus, no testemunho do reino, você vai ter os resultados, sejam eles agora ou depois; o tempo vai passar, mas a semente fica no coração.
Nós temos uma grande responsabilidade. Não adianta religião para as pessoas, tem que se ensinar a ela o temor do Senhor, tem que falar a ele que existe um Pai, que existe um Senhor, um Salvador.

A primeira palavra nossa foi: Jesus o homem, nascendo numa manjedoura, morando lá na galiléia, era Galileu, morava ali à beira do Mar de Tiberíades, na região de Samaria. Depois o seu ministério em todos os lugares. Agora uma pergunta, e essa pergunta faz-se questão que seja respondida: “Onde é que Jesus mora hoje? A morada de Jesus hoje é nos corações daqueles que crêem no seu nome, daqueles que confessam o seu nome e é a presença do Espírito Santo, este que revela, este que cuida, este que te prepara, este que te abençoa... este que é o Espírito de Jesus que te conduz para a vida eterna”.
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sexta-feira, 24 de março de 2017

Não é este o filho do carpinteiro?


Mateus 13: 54, 55


INTRODUÇÃO

            Jesus foi a mais pura e clara expressão da Pessoa de Deus revelada ao homem. Ele foi o verbo que se fez carne e habitou entre nós. Tudo na vida de Jesus estava profetizado, suas obras, suas palavras; até mesmo o seu ofício de carpinteiro tinha um significado e um sentido muito profundo para nós hoje em dia.

DESENVOLVIMENTO


            Ao voltar à sua pátria, Nazaré, de onde havia saído a algum tempo, Jesus foi reconhecido como “Filho do Carpinteiro”. No tempo do Velho Testamento, o pai era o responsável pela educação e ensino dos filhos homens, e geralmente eles herdavam as qualidades e habilidades de seus pais. Desde criança, através da convivência na carpintaria de José, seu pai adotivo, Jesus aprendeu e exerceu o ofício de carpinteiro. Ele se tornou o melhor carpinteiro de Nazaré. Quem quisesse móveis bem executados, a preços justos e com entrega no prazo prometido, era só encomendá-los ao Filho do Carpinteiro.
           
            Por causa de suas qualidades, Jesus tornou-se conhecido em toda Nazaré como o Filho do Carpinteiro. Naquele tempo o trabalho do carpinteiro exigia muita força, paciência e habilidade, pois não existiam as ferramentas e equipamentos de hoje, com os quais podemos trabalhar a madeira com facilidade e rapidez. Jesus tinha que usar ferramentas rudimentares e as próprias mãos para tratar a madeira. Ele iniciava o trabalho cortando os troncos no bosque e os transportando para a carpintaria, muitas vezes sobre seus ombros, pois em Nazaré não havia madeireiras para se comprar a madeira já pronta. Jesus também conhecia bem os diversos tipos de madeiras e o seu uso, pois havia aprendido com José. Na carpintaria, os troncos eram preparados com a retirada da casca, dos nós e das saliências, a fim de serem usados para a confecção dos móveis que adornariam as casas de Nazaré, e Jesus realizava esse trabalho com muito cuidado, paciência e habilidade, e isso levava algum tempo para ser feito. Por todo esse trabalho aprendido com seu pai, Jesus era conhecido como o “Filho do Carpinteiro”, e esse ofício o identificava com José.

            A madeira tipifica o homem. Os troncos de árvores retirados do bosque e levados para a carpintaria, são os homens e mulheres “cortados” do mundo e levados para a igreja para serem tratados pelo Bom Carpinteiro. É na na igreja que a Obra é realizada nas nossas vidas, é nela que a casca da religião é retirada, os nós deixados pelos traumas da vida são removidos e toda a nossa natureza mudada e transformada pelo Senhor Jesus, através do seu Espírito Santo. Nós não podemos ser usados pelo Senhor do jeito que fomos trazidos; assim como a madeira, nós também temos os nossos defeitos naturais, a nossa personalidade com suas saliências que machucam os outros, os defeitos internos que aparecem quando somos “serrados”, e assim por diante. Em todos os casos o Senhor Jesus tem a maneira certa e a ferramenta ideal para tratar de cada um de nós. A igreja é o lugar para onde o Senhor nos transporta, muitas vezes nos ombros, para sermos tratados, a fim de servirmos ao seu propósito na sua Obra. Com muita paciência e habilidade, o Senhor trabalha na nossa vida, usando sua Palavra que penetra no nosso interior, separando o que serve daquilo que não serve, conduzindo-nos cada dia no seu caminho, com provações e situações adversas que muitas vezes geram sofrimento, com o propósito de nos libertar de tudo que não tem utilidade na sua Obra.

            Quando Jesus voltou a Nazaré, um outro detalhe chamou a atenção de todos os que o reconheceram como  “Filho do Carpinteiro”: a sua sabedoria e as maravilhas que operava. Muitos se escandalizavam nele, ao invés de reconhecê-lo como “Filho de Deus”. Bastava às pessoas usarem o mesmo princípio que usaram para identificá-lo como  “Filho do Carpinteiro” - as habilidades de José na sua vida - e elas iriam perceber que Jesus também era o “Filho de Deus”, pois a sua sabedoria e maravilhas haviam sido aprendidas com o seu Pai Celeste e o identificavam com Ele. Jesus queria ser reconhecido como “Filho de Deus” por seus compatriotas, pois isso lhes daria salvação e vida eterna.

            A salvação de alguém só é possível se a pessoa aceitar o fato e crer que Jesus é o “Unigênito Filho de Deus” (Jo 3: 36). As obras e milagres que Jesus realizou, eram o testemunho vivo de que Ele era “Filho de Deus”, e que tudo aquilo que operava procedia de Deus. No entanto, os nazarenos falharam em reconhecer isso, e terminaram rejeitando o Senhor da Vida, expulsando-o dos seus termos.

CONCLUSÃO

            Muitos hoje em dia têm agido como os nazarenos. Reconhecem Jesus como um “grande homem”, como um “revolucionário”, como o maior “assistente social” que já existiu, como “alguém que mudou a história”, etc., mas falham em reconhecer que Ele é o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Aqueles que olham para Jesus e não O vêem como única Esperança para suas vidas, poderão até se aproximar dele e se admirar por um tempo, mas logo o rejeitarão, pois a única forma de conhecer Jesus e ter uma experiência com Ele, é reconhecê-lo como o “Cristo, o Filho do Deus Vivo”.         


            Pr. Roberto Vasconcelos – Curitiba - PR 



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quinta-feira, 23 de março de 2017

O Filho da Viúva de Naim


Lucas 7: 11-16


INTRODUÇÃO

            O homem no seu estado natural de pecador, vive debaixo de um juízo de condenação e morte. Nesta situação ele não produz nenhum fruto que permaneça para a eternidade, pois, somente Deus pode fazer isso por ele, e isso não acontece também, porque o homem vive como se Deus estivesse morto.

·       Viúva – Tipo da igreja desamparada, desprotegida, que não gera mais, pois seu marido está morto;

·       Filho morto – Obra morta, fruto morto, sem razão de existir, religião.


DESENVOLVIMENTO


Quando Jesus entrou na aldeia de Naim, podemos observar duas multidões que se encontram na porta da aldeia:

·       A primeira multidão estava jubilosa, pois tinha Jesus, o Senhor da Vida;

·       A segunda multidão estava chorando de tristeza, pois conduzia um defunto e a morte se evidenciava.

Jesus moveu-se de íntima compaixão ao ver aquela situação, pois o salário do pecado ocupava lugar de destaque no coração de todos ali. Naquele momento o amor do Senhor pelo homem perdido começa a se manifestar poderosamente, pois Ele não tem prazer na morte do homem nem no juízo que vem sobre ele.

Não chores - Foi a palavra que Jesus falou para a viúva e mãe do jovem que seguia para o cemitério. A palavra de Jesus foi dita com segurança, e não simplesmente para consolar por algum tempo. Foi uma palavra que deu certeza de que a solução daquela grande dificuldade seria alcançada, pois o Senhor era a solução.

Jesus tocou o esquife - O esquife que mantinha e conduzia o jovem morto, representava o poder da morte sobre o homem, Mas o Senhor Jesus tocou a morte, isto é, Ele tomou a morte sobre si, e impediu o seu avanço contra nós, e nos deu a vida eterna.

Mancebo, a ti te digo, levanta-te – A Palavra do Senhor Jesus foi imperativa, foi uma ordem dada com autoridade sobre a morte, devolvendo a vida ao jovem. A Palavra de Jesus põe o homem morto pelo pecado, de pé na sua presença, capacitando-o para uma nova vida e uma nova caminhada, agora, para a vida eterna.

E o entregou à sua mãe – A mãe tipifica a igreja que foi agraciada pelo poder vivificador do Senhor. Ela não é chamada mais de viúva, pois recebeu o filho vivo para cuidar – no corpo. Sua esperança foi renovada, pois recebeu uma herança – o filho vivo.

CONCLUSÃO


Jesus nos encontra na nossa caminhada de morte, e nos intercepta antes do sepultamento – condenação. Ele nos devolve a vida e nos revela o Projeto de Deus que nos conduz à eternidade.

Naquele dia todos disseram: “Deus visitou seu povo”. Isso aconteceu quando Jesus se revelou às nossas vidas, para nos devolver a alegria e a razão de viver, pois Ele é o Senhor da Vida.
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quarta-feira, 22 de março de 2017

O exilado cativo depressa será solto


Isaías 51:14


 “O exilado cativo depressa será solto, e não morrerá na caverna, o seu pão lhe não faltará...”

INTRODUÇÃO


Isaías foi conhecido como o profeta messiânico, que profetizou a respeito da trajetória do Messias, o  Senhor Jesus. Ele falou a respeito de tudo aquilo que aconteceria, isto é, daquilo que Deus iria operar na vida do homem, através da Obra que o Senhor Jesus iria realizar. Naquele tempo, a situação do povo era de extrema carência e escravidão espiritual e todos precisavam de libertação.

DESENVOLVIMENTO

·        O exilado cativo depressa será solto...

O exilado é o homem sem pátria, sem lar, sem família, sem amigos e sem identidade. Essa é a situação espiritual do homem; ele está distante da Pátria Celestial, para a qual Deus o criou. Por causa do pecado, o homem foi exilado e perdeu a sua identidade com o Pai. Passou a viver sem rumo, afastando-se cada vez mais da Pátria Eterna, e nesta situação, o homem tornou-se cativo no mundo, vivendo preso ao pecado e cativo pelo adversário, sem liberdade e sem esperança, um mero escravo. Sua condição era a mais triste possível, mas a Obra que Jesus realizou na cruz do Calvário, depressa o libertou. O que significa depressa será solto? Significa que o processo de salvação é realizado com dinamismo, sem complicações para o homem, sem a exigência de boas obras, de justiça própria ou merecimento, sem o cumprimento de sacrifícios vãos, sem a intervenção de terceiros, mas pela GRAÇA – Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. - Ef 2: 8, 9.

·        E não morrerá na caverna...

O destino final do homem na condição de exilado e cativo, seria simplesmente a morte na escuridão e na frieza da caverna eterna. Deus não quer que o homem morra na caverna, na escuridão do pecado, na frieza espiritual, por isso enviou o Senhor Jesus para vencer a morte através da sua ressurreição, e nos livrar da condenação eterna. A ressurreição de Lázaro, que estava morto e sepultado numa caverna, tipifica a Obra de resgate do poder da morte que o Senhor Jesus veio operar em nosso favor. Hoje a perspectiva do homem é outra; Ele não está mais destinado a morrer na caverna, mas certamente a Vida Eterna lhe está garantida, pela fé no nome no Filho de Deus.

·        O seu pão lhe não faltará.

Depois que Jesus cumpriu o Projeto de Salvação, tornou-se Ele mesmo o Pão Vivo que dá vida ao homem e a mantém todos os dias, sem faltar. Na Casa do Senhor há fartura de Pão, Jesus é o Pão Vivo que desceu do céu para nos alimentar espiritualmente; Ele é a manifestação do amor de Deus para com o homem; Ele é o Grande Projeto de Salvação para as nossas vidas.

CONCLUSÃO


O profeta Isaías viu tudo isso projetado para o futuro. Hoje nós temos tudo isso como uma realidade para as nossas vidas. Através da fé em Jesus, não somos mais exilados, mas temos uma Pátria Celestial, para onde seguiremos em breve, quando a trombeta do arrebatamento soar. Não somos mais cativos pelo mundo, pelo adversário e pelo pecado, pois o Senhor já nos libertou pelo poder do seu Sangue. Não tememos mais a morte, pois Jesus venceu a morte e nos deu a Vida Eterna. Por fim, enquanto o dia da nossa partida não chega, estamos na sua Igreja, nos alimentando cada dia do Pão Vivo - Jesus revelado na Palavra - o qual não tem faltado um dia sequer.
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terça-feira, 21 de março de 2017

O Enigma de Sansão


Juízes 14:12-18


“Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola: decifrarei o meu enigma na harpa”.   Sal. 49:4.

Em Juízes 14: 12, está escrito: “Disse-lhes pois Sansão: dar-vos-ei um enigma a adivinhar: Se nos sete dias das bodas mo declarardes e descobrirdes, vos darei trinta lençóis e trinta mudas de vestidos”.



Todo mundo conhece o Senhor Jesus. O mundo inteiro conhece o Senhor Jesus. O nome do Senhor Jesus é mencionado por quase todas as bocas do mundo, até aqueles que não professam, que não dizem professar seu nome, quando o Senhor Jesus está sendo mencionado em todos os lugares. Nós vivemos na era da cristandade. Nós vivemos no ano de mil novecentos e setenta e seis, depois do nascimento do Senhor Jesus. Então, existe uma era, existe uma época marcada, existe uma história que conta o tempo, e ninguém pode sair fora deste fato real, que é o Senhor Jesus. Então todos conhecem o Senhor Jesus. Certa vez, ELE estava reunido com os seus companheiros, e o Senhor estava com eles, e lhes fez uma pergunta: “que dizem os homens que eu sou?” e eles disseram: “uns, João Batista; outros Elias e outros Jeremias, ou um dos profetas”.  Mat. 16:13-14. Tudo isso eram respostas que agradavam, agradavam. Eram respostas sábias; eram respostas de quem conhecia a respeito do Senhor Jesus. Existe pois uma história a respeito do Senhor Jesus mas a missão deles era com o seu ministério, a respeito a sua Obra, e tantas coisas assim. Mas ELE perguntou de modo mais profundo. ELE não queria saber o que o mundo dizia a respeito DELE. ELE, agora, não queria saber mais o que as pessoas, a história contava a seu respeito. ELE agora queria saber o que os discípulos achavam a respeito DELE. E então Pedro respondeu de modo enfático, e profundo: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Aí está uma resposta profunda, porque naquela resposta, Pedro tinha descoberto muitos mistérios do Senhor Jesus: não era um simples homem! E quando nós abrimos a palavra de Deus  no Livro de Cantares, há um diálogo, uma pergunta: “o que é o meu amado mais do que qualquer outro?” Ct. 5:9. O mundo pergunta à igreja, pergunta àqueles que se dizem cristãos: qual é a diferença que existe neste Cristo, neste Cristo que vocês pregam nesta igreja, aqui, que prega; naquela outra; que prega? Todos pregam o mesmo Cristo? Qual a diferença que existe nisto? Mas a igreja fiel dá a resposta certa: “o meu Amado é cândido e rubicundo, é alvo e rosado”. Ct. 5:10. ELE é como o lírio dos vales: é alvo e é rosado. ELE é a rosa de Saron - Ct. 2:1. “O meu Amado carrega a bandeira entre dez mil” Ct. 5:10. Nós sabemos que o Senhor Jesus está aqui, ou se o Senhor Jesus não está aqui! Não é pelo que nós estamos dizendo, mas é pelo poder que está sendo manifesto na operação do poder de Deus. Existe um mundo falando de Jesus em todos os lugares, até nos estabelecimentos: “Jesus, a única esperança”  -  “Cristo salva...”  As camisas aí, aos montes, com o nome de Cristo: Cristo liberta, Cristo isto... Cristo aquilo... mas ninguém está vendo nada! Mas a grande realidade está em que o Senhor Jesus Cristo é um mistério. É um mistério. ELE diz: “casamento, isto casamento, isto é um mistério, “estou falando de Cristo e a Igreja”  -  Ef. 5:32. Porque entre Cristo e a igreja existe um mistério. Existe um mistério insondável, e maravilhoso, mas revelado aos servos que estão na presença do Senhor “que lavram com a novilha...” Interessante que o verso 1:8, “disseram-lhe, pois os homens daquela cidade, ao sétimo dia, antes de se pôr o sol: que coisa há mais doce que o mel? E que coisa há mais forte do que o leão? E ele lhes disse: se vós não lavrásseis com a minha novilha, nunca teríeis descoberto o meu enigma”.
A novilha é a igreja.  É o serviço dos santos. É o trabalho executado, de cada dia, na presença do Senhor. Não é simplesmente alguém que teve uma experiência, ou de quem ouviu falar de um Cristo que morreu e ao terceiro dia ressuscitou. Interessante que no começo (vs. 12), assim, Sansão fala desse enigma dizendo:  “eu vos darei um enigma a adivinhar; e se nos sete dias das bodas mo declarardes e descobrirdes, vos darei trinta lençóis e trinta mudas de vestidos”. Sessenta é o número da igreja. vs. 13  -  “E se não puderdes declarar, vós me dareis  a mim os trinta lençóis e as trinta mudas de vestidos. E eles lhe disseram: dá-nos o teu enigma a adivinhar, para que o ouçamos”.  vs. 14  -  “Então lhes disse: do comedouro saiu comida, e doçura saiu do forte.  Em três dias não puderam declarar o enigma”.


O homem simplesmente não pode conhecer a história do Senhor Jesus, de conhecer a Bíblia, de conhecer os evangelhos, de conhecer o relato bíblico, de conhecer a teologia, de conhecer a filosofia; ele, simplesmente, não conhece o mistério do Senhor Jesus. Há uma diferença muito grande, entre conhecer ao Senhor Jesus, a sua Palavra, penetrar na profundeza dessa Palavra maravilhosa. Mas há uma grande diferença.

Para Sansão, não havia dificuldade nenhuma em decifrar aquele enigma, porque ele tinha participado daquele enigma . Sansão saía para o casamento, para as bodas, e no meio do caminho, ele ia para Timnata, encontrou-se com o leão, filho de leão. E o filhote do leão veio bramando para cima de Sansão, e ele, diz a Palavra do Senhor, e ele, cheio do Espírito Santo. Deus tinha colocado, naquele moço, uma bênção especial: estava cheiro do Espírito. Apossou-se do Espírito de Deus sobre ele, e foi sobre o leão e o fendeu de alto a baixo. E saiu Sansão na sua caminhada e foi-se embora. Voltou, e agora, dias depois, encontrou a caveira do leão, e na caveira do leão encontrou mel a pegou, e a abriu ali e saiu chupando mel. E chegando lá na festa, ele diz: “vamos dar o enigma”. Sete dias para adivinhar o enigma. Sete é o número da perfeição. Sete é a Obra do Senhor. Sete é o período da Igreja: sete igrejas descritas lá no Apocalipse, o período histórico, profético da igreja, desde o seu primeiro dia, até o seu último dia. Mas ninguém pôde declarar o enigma ao terceiro dia, e ficaram, começaram a ficar perturbados, porque estavam na festa, e diz qual é o enigma: “do comedouro saiu comida, e do forte saiu doçura”... e eles não puderam declarar. Ao terceiro dia não deram, não disseram nada a respeito do enigma.

Muitas pessoas conhecem a Jesus. Muita gente está dentro das igrejas; existe muita movimentação dentro das igrejas, todos os domingos. Hoje mesmo é carnaval, nós descemos lá e muitas pessoas estão dentro das igrejas, entrando e saindo, mas não conhecem o mistério de Jesus.





A grande bênção, a grande bênção  do Evangelho, a grande bênção da morte do “Leão”, a grande bênção  está no interior. Quem pode imaginar, quem pode entender o “Leão” fendido pelo meio, ao meio pelo Espírito? E lá no Gólgota, lá na cruz do Calvário, ELE diz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito”. Lc. 23:46. ELE entregou-se totalmente. Diz a Palavra do Senhor, que agradou a Deus moê-lo, fazendo-o enfermar. “ELE foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre ELE, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. Is. 53:5. ELE se entregou! O “Leão” parece que estava morto. O leão foi morto, foi fendido. Quem pode entender isto? Este mistério de Deus? Quem pode entender o mistério  Deus, o Filho de Deus descer. Deus fez descer ao mundo, o seu Filho, para ter aqui as agonias que passou; os instantes de angústias e aflições de dor terrível! Quem pode imaginar isto? E, Pedro, escapou a todos os instantes pela própria revelação do Senhor. Muitos chegavam e diziam: “Você sobe à festa? “Eu não subo à festa agora não, o meu tempo não é chegado, não está cumprido (João 7:8). O meu Pai trabalha a toda a hora, e Eu trabalho também. Não é o meu tempo, não é o meu tempo, ainda. Não vou para esta festa!” E ELE caminhava os caminhos difíceis, longos em sua caminhada; cansado, extenuado, e Deus permitiu que ELE fosse assim. Nasceu lá, de Maria, daquela mulherzinha pobre. José não possuía nada e ela foi para uma manjedoura... Deus permitiu! Era o “Leão” morto. Era o “Leão” fendido ao meio. E, ELE, orava e dizia: “Pai, se é possível, passa de mim este cálice, mas não seja feita a minha vontade, mas seja feita a tua vontade” Lc. 22:42. Naquela madrugada, naquela manhã fria, ELE estava doente, estava enfermo. Os seus três anos de ministério lhe tinham esgotado. ELE disse a todas as pessoas que “O Filho do homem não tinha onde reclinar a cabeça”... Ele não podia falar. As autoridades estavam ao seu encalço. Os fariseus, as autoridades ali: eclesiásticas e políticas, estavam ao seu encalço para prendê-lo. E Deus o libertava em momentos especiais. ELE  fugia de um lado para outro; não parava na cidade. ELE não tinha lugar para ficar. ELE não podia estacionar. ELE tinha que caminhar todos os dias. Os jejuns, as vigílias, das noites mal dormidas. A falta de conforto, as caminhadas longas, dos últimos dias, e ELE estava cansado. Não era mais aquele carpinteiro lá da Galiléia, não era mais aquele homem que carregava toras nas costas, para seu pai trabalhar lá na carpintaria. e a Bíblia faz referência a ELE: “homem de trabalho, varão de dores, homem experimentado no trabalho!” Is. 53:3. O Senhor Jesus era assim, e nós entendemos porque isto. E Deus o traz agora, e o liga nos algozes, mas há um momento em que ELE diz assim: “o que tendes de fazer, faze-o depressa”  João 13:27. ELE agora no poder das trevas. Quando o prenderam, e o levaram a Herodes, Herodes lhe diz: “diga uma palavra ”e ELE não abriu a sua boca. Não dizia nada, porque o poder das trevas estava sobre ELE. Ele não podia falar nada. ELE sabia de que tudo o que ELE falasse ali era para o apanhar, era para o achincalhar. ELE tinha uma Obra a realizar, para realizar. Naquela madrugada, ELE havia de descer doente. Aquela madrugada, era a madrugada final dos seus últimos dias do seu ministério. As traições, as incompreensões. ELE foi procurar os seus discípulos. Conhecer  Jesus, e saber que o Senhor Jesus é o Deus dos enigmas, e dos mistérios. Fora disso, o Evangelho é somente uma religião. É aquilo que nós estamos acostumados a ver, a fazer, a caminhar. Isto todo o mundo tem. Como disse Daniel: “ELE revela os enigmas, e os mistérios”. Não há notícia nenhuma, não há novidade nenhuma nisso se o Espírito do Senhor não estiver operando nos corações.  Aceita Jesus!  Aceito! Você quer Jesus ... eu também quero... e daí... o mundo está precisando de uma experiência com Deus o Deus dos mistérios. Deus quer revelar os mistérios ao seu povo. Quer falar alguma coisa especial, estranha, maravilhosa ao coração do homem. “Do comedouro saiu comida, e do forte saiu doçura. Dou-vos um enigma a adivinhar”.

Quem podia imaginar tudo aquilo? O drama do Gólgota, a despedida do Senhor Jesus: “Pai, se possível, passa de mim este cálice, mas não seja feita a minha vontade, mas a tua. Deus meu, Deus meu. Porque me desamparaste...”

O filhote do leão desceu bramando para pegar Sansão, mas o Espírito se apossou dele, e ele fendeu o leão de cima a baixo. O Senhor Jesus é o ”Leão da tribo de Judá”. Ap. 5:3. ELE foi fendido, e na sua morte está a nossa vida.

Quando Sansão descia, voltava daquela caminhada, cansado, com fome, ele agora  se encontra com o leão morto. Ele abre o leão e tira o mel, ele começa a chupar o mel e a doçura dos favos, e lá adiante ele diz assim: “dou-vos um enigma para adivinhar”. Aí está o enigma. Poucos podem adivinhar este enigma. Poucos podem decifrar este enigma, e lá em baixo, o texto que nós lemos, lá no capítulo 14:18: “disseram aos homens daquela cidade; ao sétimo dia, antes do pôr-do-sol”.



Esta hora é uma hora especial. Deus quer se revelar antes do pôr do sol; antes da “meia-noite”, no sétimo dia, na última hora, quer revelar tudo a respeito do Senhor Jesus. Por que estais esperando alguma outra coisa? Por que estais esperando algum outro sinal? O Espírito do Senhor está sendo derramado! Sansão deu o enigma àquela mulher que estava chorando. Ela chorou. Ela pediu. Os homens vieram a ela, e pediram: “olha, persuade, persuade a ele, para que ele conte, para que ele diga o que está acontecendo, nós não estamos entendendo nada”... E ela chorou, ela chamou, ela pediu! Esta hora, é a hora da igreja ficar aos pés do Senhor. É a hora da igreja chorar aos pés do Senhor. Esta é a hora diferente, é a hora do “pôr do sol”. O Senhor quer revelar todo o seu enigma, e ELE disse aqui: “e no sétimo dia, ao pôr do sol”, a última hora da noite, a hora das trevas, da praga das trevas. O grito da “meia-noite”, na parábola das virgens (Mat. 25). No texto de I João 2:18 - “é já a ÚLTIMA HORA”. Na saída do povo da terra do Egito, quando o povo estava saindo para a meia-noite, o anjo tocava onde não havia sangue nas vergas das portas, e feria os primogênitos. Naquele instante, Deus tinha dado uma orientação ao povo para se livrar: era uma hora especial. Era “meia-noite”! É o momento preciso, e que Deus está levantando uma Obra para realizar, para revelar este mistério, e para que seu nome seja vitorioso nesta hora. Deus está chamando um povo para decifrar este enigma. E ele só pode decifrar este enigma depois que ele participar com a novilha, depois que ele ao sétimo dia, diz assim o texto: “no sétimo dia, ao pôr do sol, Sansão falou à mulher, e ele disse: do comedouro saiu comida, e do forte saiu doçura”. Que é isto? “Que coisa há mais doce que o mel e mais forte que o leão?”

A obra do Espírito nesta hora, revela a profundidade deste enigma, mostrando-nos: há coisa mais doce que a Palavra de Deus nesta hora? Nós consultamos a Palavra de Deus, nós abrimos a Palavra de Deus, nós perguntamos, e o Senhor Jesus fala pelo seu Espírito maravilhoso, pelo seu Espírito de revelação, pelo seu Espírito revelador de mistérios e enigmas. Nós abrimos a Palavra de Deus e Deus fala diretamente ao nosso coração. Que coisa há mais doce que o mel? Abençoa, Senhor! Perdoa as minhas faltas, Senhor! Senhor, Tu sabes o meu problema, o meu pecado... nesta hora, Senhor fala-me na Tua Palavra!  E o Senhor responde: “... ainda que os vossos pecados sejam como a escarlate, estes se tornarão brancos como a neve, ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã! Is. 1:18. Não é que nós tenhamos decorado, não, mas é que nos fala a qualquer hora que nós abrimos a Palavra do Senhor em qualquer lugar, porque a palavra de Deus é vida, é o mesmo Deus que falou no passado. A “letra” aqui está, mas nós ouvimos a boca deste Deus poderoso. “Que coisa há mais doce que o mel?” Que coisa mais maravilhosa há a sua palavra revelada pelo Espírito Santo? Que coisa há melhor do que isto? Que coisa é mais forte que o “Leão”?

Nesta hora  nós temos sentido o poder de Deus ser derramado sobre nós! Nesta hora, temos sentido a graça de Jesus derramada sobre os nossos corações. “que coisa há mais doce que o mel e mais forte que o leão?”



Esta hora é a hora de decifrar os enigmas. O texto da palavra do Senhor diz: “se vós não tivésseis lavrado com a minha novilha, nunca teríeis descoberto o meu enigma (vs. 18); “Então o Espírito do Senhor tão possantemente se apossou dele, que desceu aos asquelonitas, e matou deles trinta homens, e tomou os seus vestidos, e deu as mudas de vestidos aos que declaram, o enigma, porém, acendeu-se a sua ira, e subiu à casa de seu pai” (vs. 19).



Os que não tem decifrado o enigma, os que não estão aos pés do Senhor, vão perder a bênção! Sessenta aqui, as trinta mudas de uma roupa, e as trinta outras, são símbolos da igreja. Seis é o número do homem, o homem vai até lá, mas a igreja anda muito mais: sessenta! E, lá em Cantares, diz: “Sessenta valentes estão ao redor da liteira de Salomão, todos com espadas na cinta, por causa dos temores noturnos” (Ct. 3:7-8). A igreja nesta hora, está com a Palavra, tendo-a manuseado de um modo maravilhoso. “Espada de dois gumes” penetrante, no Espírito, por causa desta última hora, por causa dos temores noturnos. E nesta hora, o Senhor quer revelar tudo a seu respeito. E quando nós lemos lá, no Êxodo 12:7-8: “e tomarás do sangue, e pô-lo-ás nos umbrais, nas ombreiras, e nas vergas das portas, nas casas em que o comerão. E naquela noite, comerão a carne assada no fogo”. Tinha que ser assim. Era uma hora especial. O sangue, o sangue, era necessário na entrada, e na saída do povo. Por isso, nós temos clamado pelo Sangue do Senhor Jesus. Nesta Obra, Deus tem nos ensinado a clamar constantemente: quando entramos para o mundo; quando saímos em todos os instantes. O Sangue na verga dos corações, na porta dos corações! “E naquela noite, comerão a carne assada no fogo, com pães asmos, com ervas amargosas, a comerão”. Não comerão do cordeiro nada cru: não comerão de JESUS nada cru. Ninguém vai só conhecer a história. O “cordeiro cru” é só história. Muitos conhecem a história do Senhor Jesus. Nesta hora, não vão conseguir caminhar para Canaã celestial, porque estão comendo o “cordeiro cru”... só um churrasquinho... Diz assim o texto: “nem cozido n’água”: nem aqueles que estão escolhendo as partes boas da Bíblia ... vamos escolher só esta aqui... vamos escolher aquela... vamos escolher só esta aqui... a nossa religião tem esta parte, esta página, a nossa aceita aquela... Mas diz o texto, aqui: “não comereis dele nada cru, nem cozido em água, senão assado no fogo”. Nesta hora, a Obra do Espírito, é uma experiência com o Senhor Jesus, no calor do Espírito, no calor do fogo, porque o fogo destrói todo o germe, todo o pecado, todo o embaraço e prepara o homem para encontro maravilhoso com Deus. É um alimento especial para esta última hora. “E nada deixareis dele até amanhã; mas o que dele ficar até amanhã, queimareis no fogo” Êx. 12:10. A igreja não vai deixar nada do Senhor Jesus. Todas as revelações ao seu respeito são mencionadas. O Apocalipse está sendo desvendado aí. Deus está renovando o Apocalipse, revelando o Apocalipse, digo. O Livro de Cantares está sendo aberto. O Livro de Gênesis, aberto. O Êxodo, aberto. Também o de Levítico, de Ester. Até muitos daqueles livros que alguns dizem não terem inspiração de Deus.



Aqui está o enigma: “que coisa há mais doce que o mel  e mais forte que o leão?” Não existe coisa mais doce que a Palavra de Deus e mais forte que o poder de Deus. Deus está operando, Deus está derramando o poder. Deus está enviando bênçãos. Deus está salvando. Deus está curando. Deus, é Deus de poder porque é Deus dos enigmas. E lá no passado, quando Daniel estava diante dos adúlteros, diante dos idólatras, ele decifrou o mistério. Havia um mistério. Ninguém o podia decifrar. Ninguém o podia entender. Mas Daniel decifrou o mistério, e disse: “Deus é o Deus revelado de mistérios”. Se Deus não tem revelado mistérios na sua vida, se o Senhor Jesus Cristo não é um mistério na sua vida, então Ele é um Deus histórico. Existe na sua vida história de Jesus, a respeito de Jesus. Você não tem experiências com ELE. Se ELE não lhe tem falado ao coração, se o Senhor Jesus não lhe tem dado uma experiência nova, você está longe de decifrar o enigma do Senhor Jesus. “Que dizem os homens que eu sou?”  Tu és João Batista, Tu és Elias... isto Roberto Carlos está dizendo aí, ele está escrevendo músicas (letras e músicas) e estão cantando aí, como se fosse coisa de Deus, para se cumprir a Palavra de Deus que diz assim: “... sou a canção dos bebedores de bebida forte” Sal. 69:12. Dos que se embriagam: o Salmo profético. E muitos estão cantando a música dos efeminados, dos sodomitas, aqueles que estão entregues à prostituição, aos vícios, a toda sorte de maledicências e pecados e maldades. Mas Deus tem levantado uma Igreja para falar do seu nome! “Quem dizem que eu sou?” “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Aí está o decifrar do enigma. “Que coisa há mais doce do que o mel e mais forte do que o leão?” Aleluias ao Senhor! “Do comedouro saiu comida. Diz o texto aqui: “Vos darei um enigma a adivinhar. Se em sete dias das bodas mo declarardes e descobrirdes, vos darei trinta lençóis e trinta mudas de vestidos”... É libertação: vos darei arrebatamento! Vos darei salvação! Roupas novas, vestidos novos. Alguma coisa que possa cobrir a sua nudez. “E se vós não mo declarardes, vós me dareis a mim os trinta lençóis e as trinta mudas de vestidos”... você devolve... você não sabe nada a respeito do Senhor Jesus... você está a tanto tempo na igreja... aprendeu muita coisa e vai lá no Colégio e você dá um testemunho... mordomia! Isto não tem nada a ver com o Evangelho. Evangelho é experiência! É o Senhor revelando a sua vida, no seu coração, na sua vontade toda, como o Senhor Jesus revelou em Nazaré: para fazer o bem. ELE tem ouvido a sua igreja para nesta última hora, para preparar para este encontro maravilhoso com ELE. E esta é uma hora especial: é a última hora. Aqui, diz o texto: se você não pode decifrar, você vai devolver os vestidos. Vai entregar a sua roupa. Vai entregar aquela vestimenta que um dia ELE te ofereceu, para você fazer parte lá nas Bodas, e há de chegar diante de muitos e dizer: “amarrai-o de pés e mãos, e levai-o e lançai-o nas trevas exteriores...” Mat. 22:13. “De que maneira você entrou aqui...” Era um servo também. Servo inútil... e ele ainda disse: “Meu Senhor...” Ele chamava de “Meu Senhor”  -  “Tarde virá” e começará a espancar os seus servos, os seus companheiros que estavam buscando a bênção, e a comer com os temulentos, com os incrédulos, com os profanos, com os ímpios, com os abomináveis, que estão dentro das igrejas também, e que não querem nada com o Evangelho, e que ávidos pelo pecado, por tudo aquilo que o mundo está oferecendo, estão experimentando as “juntas de bois” ... estão  ficando presos ao chão, e deixando de aceitar o convite das BODAS! Presos ao chão: as juntas de bois, o poder político, o poder econômico, o poder social, o poder religioso. Há tanta gente assim, presa ao poder  religioso!  “Da minha  igreja eu não saio“...  E vai ficar!  Estão  presos a um livro de atas ... às juntas de bois ... vão ficar!  Juntas de bois estão prendendo ao chão, no chão!  E não vai poder ir”.  “E muitos se casaram”.  Casem-me, e não posso ir. Totalmente na carne!

Nesta hora há um enigma para ser decifrado: este enigma tem que ser decifrado ao som da harpa, na glorificação ao nome do Senhor. Aqueles que crêem, naqueles que estão buscando a face do Senhor, o Deus de Jacó, em Aleluias ao Senhor!



O texto diz: “Dá-me o teu enigma a adivinhar para que o adivinhemos”. Ouvi o enigma! Adivinhai agora! “Do comedouro saiu comida e do forte saiu doçura”  e diz o texto aqui: “e ao sétimo dia, disseram à mulher: persuade ao seu marido, para que nos declare o enigma, para que porventura não ateemos fogo à casa de teu pai. Chamaste-o aqui para possuir o que é nosso? Não é assim? a igreja, nesta hora, está disposta a tudo. Ela vai pôr fogo em tudo o que aparecer, mas ela quer saber das bênçãos do Senhor, onde está o poder de Deus! Ninguém quer saber de nada: se isto não acontecer, nós vamos queimar o templo, queimar religião, queimar livros, queimar tudo: livros de chamada, relatórios, tudo isso...mas nós temos que conhecer o enigma! Nós temos de saber onde está o Senhor Jesus! Se o Senhor Jesus está aqui, ou não está, porque Deus é Deus de poder, é Deus das maravilhas, Deus dos sinais, é o Deus das revelações, é o Deus dos enigmas, Aleluia! Louvado seja o nome do Senhor! E diz aqui: “e sucedeu que ao sétimo dia, persuado o seu marido”... Nesta hora a igreja está pedindo ao Senhor: “Senhor, revela, revela! Manda poder, Senhor, manda bênção! Senhor, manda fogo! Senhor, opera!” E Deus está mandando o seu poder. E as revelações, elas estão vindo. É muito simples as revelações, que dificuldade tem isto? Qual a dificuldade em entender este enigma? Para eles era difícil... “mas somente ao pôr do sol, ao sétimo dia. Ao terceiro dia”. Ninguém entende nada, mas só uma igreja aos pés do Senhor, nesta última hora, é que vai revelar todas as revelações do Senhor. Diz aqui o texto: “que a mulher de Sansão chorou diante dele, e disse: tão somente me aborreces, e não me amas, pois destes aos filhos do meu povo um enigma a adivinhar e ainda não mo declaraste a mim. E ele disse assim a ela: eis que nem à minha mãe o declarei, e to declararia a ti”?



Um homem certa vez, lá na China orou assim: “Senhor, dai-me a China senão eu morro!” Deus atendeu àquela súplica. Deus mandou fogo, Deus mandou uma bênção especial, porque aquele homem queria pagar com as lágrimas, com a sua própria vida, uma bênção que Deus podia dar àqueles corações, e Deus abençoou daquela maneira que lhe foi pedida! A igreja está clamando aos pés do Senhor, nesta última hora, por sinais e prodígios maravilhosos, e Deus vai completar isto, para glória do seu nome! Diz aqui: chorou diante dele sete dias, em que se celebravam as bodas” estamos nas bodas, nas bodas. Por isso, o Senhor Jesus disse nas bodas de Caná: “ao terceiro dia...” e ninguém entendia nada, ninguém conhecia ao Senhor Jesus. Ao terceiro dia, iniciaram-se as bodas. As bodas iniciaram-se com a ressurreição do Senhor Jesus. A igreja está vivendo as bodas, a igreja primitiva, só “água”. Água! ... salvação pela água e “água” está aí, a água está aí. Na última hora, o Senhor Jesus disse: “enchei as talhas de água”. “Vocês querem água... podem ‘botar‘ água nas telhas, enche tudo de água aí, enche de água...” E depois que as talhas estavam cheias de água, não tinha mais lugar, aí: água transformada em vinho! Agora, não é só a bênção do batismo com a água; agora é hora do Batismo com o Espírito Santo! É  água transformada em vinho, porque nesta hora, Deus quer completar a sua Obra, Deus quer realizar a sua Obra, quer embriagar o seu povo! Uma festa só com água , deixa todo mundo “doido”, mas uma festa só com vinho, o povo embriaga-se e pode cair nos braços do Senhor! O Senhor está querendo que a igreja se embriague! Beba deste vinho: mais e mais e mais! Diz a Palavra do Senhor: “... as obras que eu faço e as fará maiores do que estas”  -  João 14:12.

Agora o Senhor está multiplicando, porque agora, agora é só vinho! Muitos só querem água, só batismo com água, mas muitos vão ficar, mas a Igreja, quer, não é mais água! Todas as talhas foram cheias de água, aí o Senhor Jesus fez a transformação de água em vinho. Agora, nesta festa, só vinho, porque o Senhor quer arrebatar o seu povo, embriagado nos seus braços, para a glória do seu nome!

E assim terminando: “e chorou diante dele sete dias em que se celebravam as bodas, sucedeu pois que ao sétimo dia lhe declarou porquanto ela o importunava. Então ela declarou o enigma aos filhos do seu povo, e disseram aos homens daquela cidade: ao sétimo dia, antes do pôr do sol: que coisa há mais doce que o mel e mais forte que o leão”?

Só quem, só quem prove isto! Só quem prove! Sansão provou o mel, ele experimentou o mel, era mel na sua boca: os seus olhos brilharam. Ele viu uma coisa diferente. Nós temos ouvido nesta hora: “abre a Palavra de Deus, mas que bênção pastor! A Palavra de Deus, agora, vista dessa maneira: que coisa maravilhosa! Ela é nova para mim, ela é nova... É o mel que veio ao seu coração, para o seu fortalecimento. “E que coisa há mais forte que o leão”? Porque Sansão falou a respeito da doçura, e da fortaleza! A doçura ele experimentou, e a fortaleza ele também viu que o leão era forte, e ele teve que lutar para fendê-lo de alto a baixo.



Só quem tem experiências com o Senhor Jesus, só aquelas vidas que o Senhor tem batizado com o fogo, com o poder de Deus, tem experimentado esta hora maravilhosa. E muitos têm decifrado  o enigma de maneira aqui: “ao sétimo dia, antes do pôr do sol”. Diz o texto, disseram-lhe: “que coisa há mais doce que o mel, que coisa há mais forte que o leão?” e ele disse: “se vós não tivésseis lavrado com minha novilha, nunca descobriríeis o meu enigma.

Só na Obra do Espírito, só na Obra do Espírito que o homem descobre os mistérios de Deus, e ele pode participar destes mistérios, ele pode continuar nestes mistérios. No mais, ele vai ficar dentro de uma religião, dentro de uma denominação, dentro de uma Igreja, dentro de um grupo: o homem satisfazendo a vontade do homem, mas sem as experiências profundas com os mistérios de Deus. “Deus, é Deus revelador dos enigmas, e dos mistérios”!

Ainda terminando, aqui, diz assim: “então o Espírito do Senhor tão possantemente se apossou dele que avançou sobre os asquelonitas, e matou trinta homens, e tomou os seus vestidos e deu as mudas dos vestidos àqueles que decifraram o enigma. Porém, acendeu-se a sua ira e subiu à casa de seu pai”.

Desta maneira o Espírito quer realizar a Obra! Vai tirar muitas roupas de muitos asquelonitas que estão vestidos com as roupas que não são, que não pertencem à Obra de Deus. Que receberam um dia uma bênção, mas que estão fora dela. O Espírito Santo, na hora em que a igreja começar a clamar, os asquelonitas vão perder as roupas, vão ficar despidos, e a igreja vai ser vestida com vestes, porque ela está aos pés do Senhor. Ela quer descobrir  o enigma! E a este povo,  o Senhor vai dar vestes novas, vestes nupciais. E lembramos daquele texto: “ide às encruzilhadas das tuas; chamai os cegos, os pobres, os aleijados e os mancos, força-os a entrar para a minha festa, porque muitos foram chamados” Lc. 14:23. Muitos asquelonitas foram chamados, muitos receberam a roupa, mas poucos são os escolhidos. Diz o texto: ”veio a ira” Lc. 14:21. É hora da ira. É hora do poder de Deus se manifestar. “Ele subiu para a casa do meu pai”.  É HORA DO ARREBATAMENTO!

Nesta hora da ira, muitos vão entrar na tribulação, muitos vão entrar no sofrimento, muitos vão entrar em dificuldades, porque não quiseram lavrar com a novilha. “Se vós nunca tivésseis lavrado com a minha novilha, nunca descobriríeis o meu enigma. Que coisa há mais doce do que o mel e mais forte do que o leão. Decifrarei o meu enigma na harpa”. Louvado seja o nome do Senhor!.



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