PROCLAMANDO A VOLTA DO SENHOR JESUS!




"E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida” -Apocalipse 22:17



sábado, 7 de janeiro de 2017

E sete mulheres naquele dia...


Isaías 4: 1


            INTRODUÇÃO

            O Senhor revelou ao profeta Joel que nos últimos dias derramaria do seu Espírito sobre toda carne, com o propósito de realizar uma Obra Maravilhosa, preparando todo aquele que cresse para a eternidade. Esta Obra está ao alcance de todos, pois todos estão vocacionados para a salvação, pelo fato de Deus amar a todos e não fazer acepção de pessoas.

            O Espírito Santo foi enviado desde o dia de Pentecostes para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo, através da revelação da Obra que Jesus realizou no Calvário. No entanto, muitos não querem aceitar o Projeto de Deus, segundo a revelação do Espírito Santo, preferindo seguir seus próprios conceitos a respeito de Deus, e vivendo segundo a sua razão e seus interesses. Muitos que têm andado nos seus próprios  caminhos, afirmam estar realizando a vontade de Deus e se auto-intitulam defensores da causa divina. Essa atitude tem sido adotada pelas religiões existentes hoje em dia, e foi a respeito disso que o profeta Isaías profetizou setecentos anos antes do Senhor Jesus.

            DESENVOLVIMENTO

E sete mulheres naquele dia lançarão mão dum homem dizendo... - O número sete na Bíblia representa “totalidade”. As mulheres representam as “religiões” que lançam mão de um homem, isto é, o escolhem. Este homem é Jesus, o único Filho de Deus. As religiões chamadas “cristãs” têm laçado mão do “Nome de Cristo”, para serem chamadas pelo nome de “igrejas cristãs”. Aparentemente, essa atitude das religiões, significa que elas têm ligação e intimidade com o Senhor, mas não é isso que se vê na prática.

Nós mesmas do nosso próprio pão nos sustentaremos e do que é nosso nos vestiremos... - As religiões que hoje em dia recebem o nome de “cristãs”, não querem um verdadeiro compromisso com o Senhor Jesus. As expressões “nós mesmas do nosso próprio pão nos sustentaremos e do que é nosso nos vestiremos”, demonstram isso claramente. As “religiões cristãs” e o “cristianismo moderno” lançam mão do nome de Cristo - mas Jesus disse que seus servos foram escolhidos por Ele mesmo - mas não se submetem nem dependem d'Ele. Jesus é o “Pão da Vida”, é a Palavra Revelada, mas as religiões não se alimentam d'Ele, preferem o pão bolorento da razão e da letra morta. Quando alguém é salvo por Jesus, recebe d'Ele vestes novas de salvação, que falam de uma nova vida e de um novo testemunho diante do mundo - Apoc 22: 14 e Ecl 9: 8 - nossas obras mortas são trocadas pelas obras da fé - Ef 2: 10 - e passamos a viver em santificação. Mas as religiões não pensam assim, elas rejeitam essa salvação e estes vestidos, pois preferem sua justiça própria e o seu modo de viver. Enquanto o Senhor tem o Evangelho do Reino para seus servos, as religiões estão preocupadas com o “evangelho social”. No arrebatamento, os que não estiverem vestidos com vestes de salvação, ficarão de fora da eternidade - Mt 22: 11-14.

CONCLUSÃO



Tão somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio - O que interessa às religiões nestes últimos dias é serem chamadas de “cristãs”, como se isso bastasse para resolver o seu grave problema e tirar o seu opróbrio (vergonha). No dia do arrebatamento sua reação será a mesma das “virgens néscias”, que disseram: “Senhor, Senhor, abre-nos a porta! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço” - Mt 25: 11, 12.
Leia Mais ››

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

#PornografiaDestrói: O que diz a Bíblia sobre a pornografia? Olhar pornografia é pecado?


Pergunta: "O que diz a Bíblia sobre a pornografia? Olhar pornografia é pecado?"

Resposta: De longe, a maioria das buscas na internet são relacionadas à pornografia. A pornografia é desenfreada no mundo de hoje. Talvez mais do que qualquer outra coisa, Satanás tem obtido sucesso em torcer e perverter o sexo. Ele tomou o que é bom e justo (sexo com amor entre esposo e esposa) e o substituiu com prazer desenfreado, pornografia, adultério, estupro e homossexualidade. A pornografia é simplesmente o primeiro passo em uma escorregadia ladeira de iniqüidade e imoralidade (Romanos 6:19). Assim como um usuário de drogas é levado a consumir quantidades maiores e mais poderosas de drogas, a pornografia arrasta o ser humano, levando-o a pesados vícios sexuais e desejos ímpios.

As três categorias principais de pecado são: a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida (I João 2:16). A pornografia definitivamente nos causa a luxúria (iniqüidade) da carne, e isto inegavelmente é a luxúria (iniqüidade) dos olhos. A pornografia, definitivamente, não se qualifica como uma das coisas nas quais devamos pensar: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8). A pornografia é viciante (I Coríntios 6:12; II Pedro 2:19), destrutiva (Provérbios 6:25-28; Ezequiel 20:30; Efésios 4:19), e leva à iniqüidade sempre crescente (Romanos 6:19). Desejar outras pessoas em nossa mente (a essência da pornografia) é ofensivo a Deus (Mateus 5:28). Quando a habitual devoção à pornografia caracteriza a existência, isto demonstra que esta pessoa não é salva (I Coríntios 6:9).

Se há alguma coisa que pudesse mudar em minha vida antes de me tornar um cristão, isto seria meu envolvimento com a pornografia. Graças sejam dadas a Deus – Ele pode e Ele dará a vitória. Você está envolvido com pornografia e deseja libertação? A seguir, alguns passos para a vitória: (1) Confesse seu pecado a Deus (I João 1:9). (2) Ore para que Deus limpe, renove e transforme sua mente (Romanos 12:2). (3) Peça a Deus que encha sua mente com Filipenses 4:8. (4) Aprenda a possuir seu corpo em santidade (I Tessalonicenses 4:3-4). (5) Compreenda o real significado do sexo e dependa apenas de seu cônjuge para satisfazer suas necessidades (I Coríntios 7:1-5). (6) Compreenda que, se você andar em Espírito, você não satisfará os desejos da carne (Gálatas 5:16). (7) Dê passos práticos para reduzir sua exposição a imagens gráficas (por exemplo, instale em seu computador bloqueadores de pornografia, limite o tempo para televisão e vídeos, encontre um outro cristão que possa orar e ajudar você, e a quem possa “prestar contas”: sua esposa ou esposo, se você for casado ou casada).

Fonte: https://www.gotquestions.org/Portugues/pornografia-pecado.html
Leia Mais ››

#PornografiaDestrói: Deputado quer proibir masturbação e pornografia entre os jovens

Em projeto de lei, Marcelo Aguiar (DEM-SP) quer que as operadoras criem sistema que filtre e interrompa todos os conteúdos de sexo virtual



Sob a justificativa de que os jovens estão mais propensos a se viciarem em pornografia, o deputado federal Marcelo Aguiar (DEM-SP) apresentou um projeto de lei que pretende inibir que essa faixa etária acesse qualquer assunto relacionado a sexo na internet.

Leia também: O que diz a Bíblia sobre a pornografia? Olhar pornografia é pecado?

De acordo com o texto, as “empresas operadoras que disponibilizam o acesso à rede mundial de computadores, (sic) ficam obrigadas por esta lei, a criarem sistema que filtra e interrompe automaticamente na internet todos os conteúdos de sexo virtual, prostituição, sites pornográficos.” Na justificativa, o deputado cita estudos que apontam os jovens como “mais suscetíveis a desenvolver dependência” e indicam um aumento de “viciados em conteúdo pornô e na masturbação devido ao fácil acesso pela internet.”
Além disso, o projeto garante que “a pornografia veio substituir a prática sexual com outra pessoa, porque mesmo uma garota de programa tem um custo, e o encontro não pode ser a qualquer hora.” E continua, frisando que “a facilidade de acesso à pornografia e o tabu que ainda envolve a sexualidade está transformando o pornô na base da educação sexual dos jovens de hoje.”
Marcelo Aguiar é músico e tem uma carreira construída no sertanejo e no gospel. O PL 6449/2016 foi apresentado em novembro do ano passado e sua íntegra pode ser lida aqui.
Fonte: Metropoles
Leia Mais ››

Itai segue a Davi



II Samuel 15: 19-22


            INTRODUÇÃO

            Uma das experiências mais amargas e duras de suportar, vividas por Davi, foi quando seu próprio filho Absalão se rebelou contra ele, para tomar-lhe o trono de Israel. Diante da situação, Davi preferiu sair de  Jerusalém e exilar-se no deserto, deixando tudo para trás. Ele não queria enfrentar seu filho, pois o amava, apesar de tudo, e não queria seu mal.

            A Palavra narra de forma profundamente triste, como Davi, completamente humilhado, deixa para trás sua casa, seu trono, seus servos e suas mulheres, juntamente com alguns de seus valentes. Toda a terra chorava a grandes vozes, enquanto Davi e seus homens passavam o ribeiro de Cedron a caminho do deserto - II Sm 15: 23.


            DESENVOLVIMENTO

            No meio daqueles que seguiam a Davi e demonstravam fidelidade, estava um homem que não era judeu, mas um geteu de Gate, cidade dos filisteus, chamado Itai. Este homem que não pertencia ao povo de Davi, a nenhuma das tribos de Israel, voltou seu coração para o rei e o seguiu, juntamente com todos os seus  homens, mulheres e crianças; numa hora em que a maioria das pessoas haviam abandonado o rei na sua humilhação.

            Quando Davi o viu, interrogou-o acerca dos motivos que o levaram a tomar aquela atitude de segui-lo, e o exortou a retroceder e voltar para sua cidade e para seu povo. Davi também chamou a atenção de Itai para a dureza da sua caminhada e para os riscos que correria qualquer homem que quisesse segui-lo, pois Absalão não pouparia os que se aliassem a ele. No entanto, Itai respondeu ao rei Davi: “Vive o Senhor, e vive o rei meu senhor, que no lugar em que estiver o rei meu senhor, seja para morte seja para vida, aí certamente estará também o teu servidor”. Diante disso, Davi entendeu a posição definida de Itai, e o convidou a passar adiante, para que tomasse parte daquele grupo de servos fiéis que, de coração sincero e voluntário, permaneceram juntos com o rei, compartilhando dos sofrimentos, desprezo e humilhações que ele estava passando e vivendo.

            Itai, cujo nome significa “Arador”, representa o homem, o estrangeiro indigno, que olha para o Senhor Jesus e sente, entende e se constrange com tudo que Ele tem sofrido por parte deste mundo. Mesmo sendo Rei, Jesus foi humilhado e rejeitado pelos que amou e por quem deu a sua vida. Itai é tipo do homem que se coloca diante do Senhor, com o coração aberto e pronto para servi-lo, disposto a enfrentar as provas e as consequências da aliança que fez com Ele, sem se importar com o que vão pensar e dizer seus parentes e amigos, pronto a sofrer os perigos e ataques do inimigo, e suportando as humilhações que sofrem todos aqueles que se identificam com o Senhor Jesus.

            Existe uma série de barreiras que tentam impedir que nos aproximemos do Senhor, mas quando elas são superadas e nós confessamos que realmente queremos estar onde o Senhor estiver, para serví-lo e amá-lo, então Ele nos recebe e aos que conosco estão - nossa família - para que passemos adiante e nos acheguemos a Ele - Josué 24: 15. Muitos nesta hora têm abandonado ao Senhor, porque não suportam as provas enfrentadas por aqueles que o seguem. Não suportam o desprezo da família e dos amigos, não querem se comprometer com alguém que tem sido tão rejeitado e criticado e não querem perder seu “precioso tempo” ocupando-o com aquilo que é do interesse do Senhor e da sua Obra.

            CONCLUSÃO
           
            Davi era um homem que estava praticamente sendo enxotado de Jerusalém, rejeitado pelo povo por quem lutou por muitos anos, de modo que era necessário muita coragem para seguir um homem nestas circunstâncias. Era preciso disposição para sofrer as mesmas lutas que ele, e Itai deixou sua gente, sua terra  e seus próprios interesses, além de rejeitar servir a Absalão, para estar ao lado de Davi, o verdadeiro rei.

            O Senhor Jesus busca servos fiéis, que estejam ao seu lado em todas as situações, mesmo que esses servos sejam indignos e estrangeiros. Da mesma forma que aconteceu com Itai, que foi colocado como comandante de um terço dos homens de Davi e juntamente com os outros valentes, conduziu o rei à vitória, lutando como bom “arador”, sem olhar para trás, assim acontecerá com todos aqueles que enfrentarem a luta e se colocarem ao lado do Senhor, quando Ele voltar vitorioso e glorificado, para destruir todos os seus inimigos que o desprezaram e o maltrataram, pois reinarão com Ele por toda a eternidade.



Leia Mais ››

E será aquele varão...



Isaías 32: 2

“E será aquele varão um abrigo contra o vento, e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos, e como a sombra duma grande penha em terra sedenta.”


INTRODUÇÃO


            O profeta Isaías alcançou as mais profundas revelações a respeito do Messias. O seu ministério teve como principal objetivo, apresentar de forma profética o Salvador do mundo, o Senhor Jesus, que se manifestaria para vencer todas as ameaças e inimigos do homem, e prover através de sua morte na cruz, tudo aquilo que supriria suas necessidades.


DESENVOLVIMENTO


            Contra o ...

·       VENTO – Os rumores deste mundo, as opiniões das pessoas, as novidades, as informações, as expectações, a frieza espiritual, as doutrinas – Deixa o Senhor falar.

Jesus é ...

·       UM ABRIGO – Aquele que oferece proteção contra a exposição, dano físico, ataque, observação, perigo etc. para o homem não ser atingido, abatido, oprimido e derrotado. Jesus é o abrigo (Sl 91: 1).

Contra a ...

·       A TEMPESTADE – As lutas, as investidas, o homem não pode ficar exposto e sozinho, pois não tem estrutura para prevalecer. Ele precisa de....

Jesus é ...

·       UM REFÚGIO – Onde o homem se abriga para estar em segurança, para estar  amparado e protegido.

·       JESUS É O RIBEIRO (Não um copo d’água) – Ele é abundância, mesmo num lugar seco (terra seca) como este mundo.

·       JESUS É SOMBRA – Que refresca no meio do calor. Ele é refrigério em meio ao calor das provas, até que venha o arrebatamento.


CONCLUSÃO


            Em Jesus estão todas as coisas de que a alma humana necessita, pois Ele é a Rocha, o Projeto de Deus para a Salvação e Vida Eterna de todo aquele que crê.
Leia Mais ››

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Quem é o meu próximo?


 

 Lucas 10: 25 – 29 


INTRODUÇÃO


Certa ocasião, o Senhor Jesus foi interpelado por um doutor da lei, que o perguntou o que uma pessoa deveria fazer para herdar a vida eterna. Aquele homem era muito religioso, mestre das Escrituras, conhecedor das profecias, mas não sabia como herdar a vida eterna, pois só conhecia a letra da Palavra. Além do mais, sua pergunta não foi sincera, pois ele a fez com o propósito de tentar Jesus. Todo religioso tem esse problema, ele pode até conhecer muitas coisas da Bíblia, mas não conhece a vida eterna.

1.    Jesus lhe perguntou o que estava escrito na lei, como ele lia a Escritura, e a resposta foi dada na ponta da língua: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo”.
Este é o primeiro mandamento e a base de toda a Escritura Sagrada. Jesus então concordou com a resposta do fariseu e lhe disse: “Faze isso, e viverás”.
O que o Senhor quis mostrar àquele homem foi que, o fato de alguém conhecer a Bíblia e decorá-la de capa a capa, não lhe garante a vida eterna, pois o principal é viver a Palavra, é praticá-la e cumpri-la em sua própria vida, e isso era o que estava faltando àquele doutor da lei. Ele “amava” a Deus mas não amava o seu “próximo”. Ele nem ao menos conhecia quem era o seu próximo, por isso, para se justificar, ele perguntou: “E quem é o meu próximo?”.

2.    Jesus então, para mostrar claramente àquele religioso quem era o seu próximo, contou-lhe a parábola do “Bom Samaritano”.
Nela o Senhor mostrou o que aconteceu com um homem que descia de Jerusalém para Jericó, e como ele caiu nas mãos dos salteadores que, após o espancarem e roubarem, o deixaram meio morto à beira do caminho. Depois veio um sacerdote, que também descia por aquele mesmo caminho, e vendo-o, passou de largo. Veio também um levita que procedeu de modo semelhante ao seu antecessor, não prestando socorro ao homem ferido e abandonado meio morto. Nós podemos notar que Jesus procurou mostrar àquele doutor da lei, que ele era quem estava na situação do homem na sarjeta. Ele fazia parte do imenso grupo de pessoas que desciam, que regrediam na vida espiritual, se afastavam de Deus, caindo nas mãos do adversário, que veio para matar, roubar e destruir, e que o sacerdote e o levita, amigos tão achegados a ele, nunca puderam fazer nada para ajudá-lo na sua situação de miséria espiritual.
Mas um samaritano, continuou Jesus, vindo de viagem pelo seu caminho, vendo-o, parou e prestou-lhe socorro, deitando-lhe vinho e azeite para curar suas chagas e reanimá-lo. Depois o colocou sobre sua cavalgadura e o levou a uma hospedagem, orientando o seu proprietário que cuidasse dele, adiantando-lhe o pagamento de dois dinheiros e prometendo pagar o restante da conta na sua volta.
É importante lembrar que os samaritanos eram desprezados e hostilizados pelos judeus, por causa de antigos preconceitos raciais e religiosos. Eles não se comunicavam e não se davam bem, mesmo assim o samaritano acudiu ao judeu caído em desgraça.

3.    Ao concluir a parábola, o Senhor Jesus perguntou ao doutor da lei qual dos três foi o próximo daquele homem moribundo, e ele prontamente respondeu que achava que foi o que o socorreu. Jesus então ordenou: “Vai, e faze da mesma maneira”.
A partir da identificação de quem era o próximo do homem necessitado, Jesus se apresentou como sendo este Próximo, a quem aquele religioso não conhecia e a quem ele deveria amar como a si mesmo. Jesus também se identificou com o samaritano em todos os sentidos, naquilo que sofria no meio dos judeus, sendo perseguido e rejeitado, e naquilo que ele veio fazer por toda a humanidade, detendo-se para ver sua situação, descendo da sua posição gloriosa e se humilhando ao tomar a forma humana, derramando seu sangue (vinho) e seu Espírito (azeite) para curar as nossas chagas e nos livrar da morte eterna, através da sua própria morte.

CONCLUSÃO



Hoje em dia muitos não conhecem quem é o seu próximo; aquele a quem precisam amar como a si mesmos, por isso não sabem como herdar a vida eterna. O homem pode ser religioso, conhecer os mandamentos e toda a Bíblia, mas se não conhecer que o seu próximo, a quem deve amar de todo o coração, é o Senhor Jesus, não herdará a vida eterna.
Leia Mais ››

Issacar é jumento de fortes ossos


Gênesis 49: 14, 15

“Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos. Viu ele que o descanso era bom, e que a terra era agradável. Sujeitou os seus ombros à carga e entregou-se ao serviço forçado de um escravo.”

INTRODUÇÃO

Quando o patriarca Jacó estava prestes a partir desta vida, chamou cada um dos seus doze filhos e lhes impôs as mãos, proferindo uma bênção para cada um deles. Podemos perceber que cada um recebeu sobre sua vida uma palavra profética.

Os filhos de Jacó representam, profeticamente, os filhos de Deus que ao longo do tempo, têm caminhado com a igreja. Cada um deles têm características que se identificam com os filhos de Jacó, e a palavra profética proferida para cada um deles está, de alguma forma, sobre a vida de cada um desses servos.

DESENVOLVIMENTO

v Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos – Essa era a principal característica de Issacar, cujo nome significa “galardão”. O jumento é um animal sem beleza ou aparência exterior, mas possui uma estrutura interior de muita resistência, capaz de suportar o peso de grandes cargas. Assim é o servo do Senhor que às vezes não apresenta nenhuma aparência de que é forte; exteriormente até parece frágil. Mas a sua estrutura interior, a sua estrutura espiritual, é capaz de suportar as responsabilidades da Obra e o peso das provações desta vida (os dois fardos). São servos e servas que humanamente falando não possuem nenhum recurso exterior, mas que quando oram e clamam ao Senhor, são capazes de realizar coisas admiráveis, que tornam a sua estrutura interior notória. Isto só é possível àquele que aprendeu a confiar e a descansar no Senhor; àquele que aprendeu a estar deitado entre os dois fardos, o fardo do Senhor (que é leve) e o fardo desta vida (que é pesado).

v Viu ele que o descanso era bom, e que a terra era agradável - Para conduzir ambos os fardos, precisamos aprender quão bom é descansar no Senhor. Nenhum servo, por mais forte que pareça ser, pode realizar a Obra ou se conduzir nesta vida apoiado nos seus próprios meios. Se o fizer, logo vai fracassar. Mas se ele confiar no poder do Senhor e descansar na sua força, vencerá todas as batalhas e saltará sobre todas as barreiras que surgirem na sua frente. O servo que aprende a descansar no Senhor, também percebe quão agradável é a terra. Que terra? A Terra Prometida, a Jerusalém Celestial, a Eternidade, onde está o nosso verdadeiro descanso e paz.

CONCLUSÃO


v Sujeitou os seus ombros à carga e entregou-se ao serviço forçado de um escravo – Todas as experiências que temos na Obra do Senhor, nos levam a abrir mão de nós mesmos, isto é, nós aprendemos a lição de Jó, que disse: “Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos. Pelo que me abomino, e me arrependo no pó e na cinza.” A experiência de Jó o levou a perceber a sua fragilidade humana e a entender quão Grandioso é o Senhor. Ao alcançar esse entendimento, ele se tornou forte, e adquiriu uma estrutura espiritual interior capaz de resistir aos embates da vida. O servo que se conscientiza da sua fraqueza, e aprende a descansar no Senhor, também passa a enxergar a eternidade. A partir daí, ele passa a entender também, que esta vida só vale a pena ser vivida se for no serviço do Senhor. Então ele sujeita os seus ombros à carga, e passa a realizar a Obra do Senhor como um escravo que não tem vontade própria, totalmente subordinado ao seu Senhor, que o comprou por alto preço. Ele pagou o elevado preço do nosso resgate e nos livrou da cruel escravidão do mundo e do pecado, por isso nós o servimos por amor, porque somos seus eternos devedores.
Leia Mais ››

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

E quebrando ela o vaso


Marcos 14: 3

            INTRODUÇÃO

Certo dia, quando Jesus se encontrava em Betânia, reclinado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o vaso, derramou o bálsamo sobre a cabeça de Jesus. Aquela atitude, levou muitas pessoas presentes a indignarem-se contra aquela mulher, mas Jesus disse: “Deixai-a; por que a molestais? Ela praticou boa ação para comigo”.
Na verdade, aquilo que foi feito pela mulher - a Bíblia não cita seu nome - se reveste de grande importância para a Obra de Deus e para a pregação do Evangelho, pelo seu significado.

            DESENVOLVIMENTO

O vaso de alabastro, que naquela época era usado para se guardar líquidos preciosos e caros, tipifica a nossa vida exterior - tudo aquilo que está ligado à vida biológica. O nardo puro aponta para a nossa vida interior - a vida espiritual. Esta vida interior está presa e envolvida pela vida exterior, que a impede de se expandir e espalhar seu perfume ao redor. Esta situação mantém a vida interior e espiritual, como que mortificada, pois as suas virtudes não são percebidas nem experimentadas. O vaso de alabastro não era tão precioso e valioso quanto o nardo puro que estava dentro dele.

Quando uma pessoa, qualquer que seja ela, chega diante do Senhor Jesus, precisa quebrar o vaso de alabastro, que é a sua vida exterior, seus interesses, seus sentimentos, sua vontade própria, etc., derramando, pela fé, sobre a pessoa do Senhor Jesus, sua vida interior, sua alma e seu espírito, para que Ele, que é a cabeça do corpo, possa governar toda a sua vida.

A vida exterior não é tão preciosa quanto a vida interior, pois é passageira e temporal, enquanto que a vida espiritual é eterna. A Bíblia pergunta: “De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro (a vida exterior), e perder a sua alma? (a vida interior)”.

Muitos têm dado mais valor ao vaso de alabastro, do que ao nardo puro, pois não entendem nem percebem o seu valor. Por isso lutam para preservar o vaso intacto, não admitindo que ninguém o toque, nem mesmo o Senhor Jesus. Lutam pela sua sobrevivência, preservam a sua religiosidade, se preocupam em demasia com sua saúde, seu emprego, sua família e seus estudos, mas não se importam com o principal, que é a vida espiritual e a sua relação com o Senhor Jesus - o Cabeça da Igreja.

            CONCLUSÃO

Quebrar o vaso implica em enfrentar a indignação de muitos, implica em ser criticado e menosprezado e por isso, talvez, muitos não se disponham a tal. Mas quebrar o vaso implica também em liberar a vida espiritual e interior, em gozar a verdadeira vida que Deus planejou, em viver em comunhão com Ele e ouvir do Senhor Jesus: “Ela praticou boa ação para comigo...”, implica em exalar o bom perfume de Jesus Cristo e testemunhar das suas maravilhas operadas em nossas vidas. 

O Evangelho só é verdadeiramente anunciado por aqueles que tiveram sua vida exterior, sua natureza, sua vontade e suas paixões quebrantadas, pois só assim o Espírito Santo terá prioridade e liberdade para usar o nardo interior, perfumando este mundo infectado pelo pecado, e trazendo salvação a muitos, pela instrumentalidade dos vasos quebrados. A boa obra que agrada ao Senhor e chama a sua atenção, não se alcança através de práticas religiosas, mas ao quebrar-se o vaso.            
Leia Mais ››

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

... e que se sela com o anel do rei não é para revogar...

Ester 8:8

“Escrevei, pois, aos judeus, como parecer bem aos vossos olhos, em nome do Rei, e selai-o com o anel do Rei; porque a escritura que se escreve em nome do Rei, e que se sela com o anel do Rei não é para revogar”. 

INTRODUÇÃO 


Havia sobre os judeus naqueles dias um juízo de morte, mas o Senhor levantou a rainha Ester, que intercedeu ao rei Assuero pelo povo de Israel, sendo ela parte deste povo, e o rei lhe deu seu anel, o seu selo, para em seu nome, escrever cartas revogando aquele juízo. 

DESENVOLVIMENTO 


Hoje em dia há um juízo de morte sobre o mundo, e este juízo afeta a todos os homens indistintamente. No entanto, o Espírito Santo tem levantado uma igreja nesta última hora, que tem intercedido a Deus em favor do mundo perdido, para que, pela sua misericórdia, o mundo seja salvo deste juízo. O Senhor tem atendido ao clamor da igreja e tem lhe dado autoridade para proclamar as boas novas de Salvação, através do Senhor Jesus e do poder do seu precioso Sangue, o selo que anula o poder do inimigo e da morte.

Desta forma, a igreja tipificada por Ester, tem anunciado em nome do Rei, que há um escape do juízo que está sobre o mundo, pois em nome do Rei Jesus a igreja tem anunciado a salvação para todos os que crerem. Esta igreja também tem uma marca, um selo – assim como Ester tinha a marca do anel e o selo do rei Assuero – a igreja tem uma aliança através do Sangue de Jesus, e esta é uma marca e um selo irrevogável, pois não há poder maior do que o poder do Sangue de Jesus. Este poder é suficiente para desfazer qualquer juízo de morte e dar livramento a todo aquele que crer. 

CONCLUSÃO 


A nossa mensagem e o nosso testemunho, aquilo que anunciamos ao mundo, a Palavra de Vida Eterna, não voltará vazia e não passará, porque tem a marca do Rei, o seu Selo eterno que não se pode revogar.

O Sangue de Jesus é a marca e o selo com o qual a igreja fiel tem realizado a Obra de Salvação do mundo. Ela realiza esta Obra e proclama este decreto de livramento do poder da morte, porque tem a autoridade dada pelo Senhor Jesus para isso.

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” – Mateus 28: 19, 20.
Leia Mais ››

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Menno Simons






Menno Simons (Witmarsum, 1496 — 23 ou 31 de Janeiro de 1561 em Wüstenfelde em Bad Oldesloe) foi um teólogo originário da Frísia ordenado padre católico em março de 1524. É considerado um dos reformadores radicais ligado aos anabatistas. Simons era um padre católico holandês que se converteu ao Anabatismo em 1536. Sua influência sobre o grupo anabatista foi tão forte que o grupo anabatista no norte da Europa foi chamado de menonita.

MENNO SIMONS E O DETERMINISMO

As declarações a seguir foram proferidas por Menno Simons, um dos maiores líderes do movimento Anabatista ligado à Reforma Radical.

1 – Zwinglio ensinou que a vontade de Deus movia o ladrão a roubar e ao criminoso a matar, e que seu castigo seria também executado pela vontade de Deus, coisa que, no meu conceito é uma abominação superior a todas as abominações.

2 – O que eu devo dizer, amado Senhor?
Deverei dizer que Tu tens ordenado ao perverso delinquir como alguns tem dito?
Longe esteja de mim tal coisa.
Eu sei, oh Senhor, que Tu és bom e nada de mal pode achar-se em Ti [Sl 5:4].
Nós somos a obra da Tua mão, criados em Cristo Jesus para boas obras e para que andemos nelas [Ef 2:10].
Deixou a vida e a morte para a nossa escolha [Dt 30:19].
Tu não quer a morte do pecador, mas que se arrependa e viva [Ez 18:23; 33:11].
Tu és a luz eterna e portanto odeia toda a treva.
Tu não quer que ninguém pereça, mas que todos se arrependam, venham ao conhecimento da Tua verdade e sejam salvos [1° Tm 2:1-7].
Oh querido Senhor, blasfemaram tão gravemente do Teu grande e inefável amor, da Tua misericórdia e majestade, que fizeram de Ti, o Deus de toda graça e Criador de todas as coisas, um verdadeiro demônio, afirmando que Tu é a causa de todo mal, TU, que é chamado de o Pai das luzes [Tg 1:17].
Evidentemente nada mal pode ser proveniente do bom, nem luz das trevas, nem vida da morte [Tg 3:12]; no entanto, seus teimosos corações e mentes carnais são atribuídos a Tua vontade, de modo que podem continuar no caminho largo e ter uma desculpa para os seus pecados!

Fonte: Menno Simons – sua vida e escritos, p. 94

Leia Mais ››

A Aliança Davídica - a Fidelidade Eterna de Deus com Israel


Salmo 89 fala da aliança eterna entre Deus e Davi. Esse é o terceiro salmo mais longo da Bíblia (depois dos Salmos 78 e 119), e é um dos salmos messiânicos porque a aliança de Davi, descrita nesse texto, somente encontra sua validade e seu cumprimento definitivo em Jesus Cristo.
Vamos ler o Salmo 89 inteiro: “Salmo didático de Etã, ezraíta. Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó Senhor; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade. Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus, dizendo: Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração. Celebram os céus as tuas maravilhas, óSenhor, e, na assembléia dos santos, a tua fidelidade. Pois quem nos céus é comparável aoSenhor? Entre os seres celestiais, quem é semelhante ao Senhor? Deus é sobremodo tremendo na assembléia dos santos e temível sobre todos os que o rodeiam. Ó Senhor, Deus dos Exércitos, quem é poderoso como tu és, Senhor, com a tua fidelidade ao redor de ti?! Dominas a fúria do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as amainas. Calcaste a Raabe, como um ferido de morte; com o teu poderoso braço dispersaste os teus inimigos. Teus são os céus, tua, a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste. O Norte e o Sul, tu os criaste; o Tabor e o Hermom exultam em teu nome. O teu braço é armado de poder, forte é a tua mão, e elevada, a tua destra. Justiça e direito são o fundamento do teu trono; graça e verdade te precedem. Bem-aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó Senhor, na luz da tua presença. Em teu nome, de contínuo se alegra e na tua justiça se exalta, porquanto tu és a glória de sua força; no teu favor avulta o nosso poder. Pois ao Senhor pertence o nosso escudo, e ao Santo de Israel, o nosso rei. Outrora, falaste em visão aos teus santos e disseste: A um herói concedi o poder de socorrer; do meio do povo, exaltei um escolhido. Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi. A minha mão será firme com ele, o meu braço o fortalecerá. O inimigo jamais o surpreenderá, nem o há de afligir o filho da perversidade. Esmagarei diante dele os seus adversários e ferirei os que o odeiam. A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder. Porei a sua mão sobre o mar e a sua direita, sobre os rios. Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus e a rocha da minha salvação. Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra. Conservar-lhe-ei para sempre a minha graça e, firme com ele, a minha aliança. Farei durar para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu. Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniquidade. Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade. Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que os meus lábios proferiram. Uma vez jurei por minha santidade (e serei eu falso a Davi?): A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono, como o sol perante mim. Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha no espaço. Tu, porém, o repudiaste e o rejeitaste; e te indignaste com o teu ungido. Aborreceste a aliança com o teu servo; profanaste-lhe a coroa, arrojando-a para a terra. Arrasaste os seus muros todos; reduziste a ruínas as suas fortificações. Despojam-no todos os que passam pelo caminho; e os vizinhos o escarnecem. Exaltaste a destra dos seus adversários e deste regozijo a todos os seus inimigos. Também viraste o fio da sua espada e não o sustentaste na batalha. Fizeste cessar o seu esplendor e deitaste por terra o seu trono. Abreviaste os dias da sua mocidade e o cobriste de ignomínia. Até quando, Senhor? Esconder-te-ás para sempre? Arderá a tua ira como fogo? Lembra-te de como é breve a minha existência! Pois criarias em vão todos os filhos dos homens! Que homem há, que viva e não veja a morte? Ou que livre a sua alma das garras do sepulcro? Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade? Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos e de como trago no peito a injúria de muitos povos, com que, Senhor, os teus inimigos têm vilipendiado, sim, vilipendiado os passos do teu ungido. Bendito seja o Senhor para sempre! Amém e amém!”
Teus são os céus, tua, a terra; o mundo e a sua plenitude, tu os fundaste.


A aliança que Deus fez com Davi só encontrou seu cumprimento e sua validade definitiva em Jesus Cristo, o que vemos no anúncio do nascimento de Jesus do anjo Gabriel a Maria:“Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lc 1.31-33).
Depois da ressurreição e da ascensão de Jesus, Paulo diz aos judeus em relação à aliança de Davi: “E, que Deus o ressuscitou dentre os mortos para que jamais voltasse à corrupção, desta maneira o disse: E cumprirei a vosso favor as santas e fiéis promessas feitas a Davi” (At 13.34).
E a Timóteo, seu filho espiritual, Paulo escreve: “Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos, descendente de Davi, segundo o meu evangelho” (2 Tm 2.8).
O autor do Salmo 89 chama-se Etã. De acordo com Abraham Meister, esse nome significa: “(Deus é) constância, persistência”. Não foi por acaso que esse Salmo, que fala da aliança eterna de Deus com Davi, foi escrito por um homem com esse nome.

As promessas da aliança

No Salmo 89.1-4 lemos: “Cantarei para sempre as tuas misericórdias, ó Senhor; os meus lábios proclamarão a todas as gerações a tua fidelidade. Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus, dizendo: Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração” (veja também vv. 21-35).
Ao consultarmos o termo “aliança” em enciclopédias, encontraremos uma grande quantidade de informações. Essas fontes mencionam tratados entre países, alianças militares, pactos sociais e acordos de paz. Como exemplos, tivemos em passado recente o Pacto de Varsóvia, o Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a União Européia. As enciclopédias também citam órgãos governamentais das mais diversas áreas, como meio ambiente, economia e navegação. Há ainda alianças de exilados, de contribuintes, de tendências políticas, de empregadores, de empregados, de inquilinos, de fornecedores e de proteção ambiental. Não faltam alianças ecumênicas, eclesiásticas e teológicas. A aliança mais importante de todas talvez seja o casamento.
Todas essas alianças são caracterizadas pelo fato de serem frágeis e passageiras e não terem durabilidade, pois muitas vezes as partes entram em conflito. Os termos dos pactos quase nunca são cumpridos integralmente, e na maior parte das vezes já de antemão estão condenados ao fracasso. Por isso, a História tem tantos relatos de alianças rompidas e pactos quebrados.
Os pactos e alianças que Deus celebra são totalmente diferentes. Sua garantia é indiscutível e não poderia ser mais segura. No Salmo 89.35-37 o Eterno promete: “Uma vez jurei por minha santidade (e serei eu falso a Davi?): A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono, como o sol perante mim. Ele será estabelecido para sempre como a lua e fiel como a testemunha no espaço”. Tentemos responder quatro perguntas:

1. Por que a aliança de Deus é imutável e pode ser mantida para sempre?

Porque está baseada na graça, e não na lei. Tem sua existência eterna na fidelidade e santidade de Deus. Nem mesmo a infidelidade da geração descendente de Davi invalidou a aliança com Deus (cf. Sl 89.30-33). Naturalmente isso teve conseqüências para aquela geração mas não interferiu na própria aliança. Quando Salomão andou por seus próprios caminhos, Deus respondeu dividindo o reino e anunciando o reinado de Jeroboão sobre as dez tribos. O Senhor disse: “Por isso, afligirei a descendência de Davi; todavia, não para sempre” (1 Rs 11.39).
O Salmo 89 cita oito vezes a palavra graça ou suas correlacionadas (v.1, “misericórdias”; v.2, “benignidade”; v.14, “graça”; v.17, “favor”; v.24, “bondade”; v.28, “graça”; v.33, “bondade”; v.49, “benignidade”).
Há quatro menções à aliança nesse Salmo (vv.3, 28, 34 e 39).
O conceito da eternidade (“para sempre”) aparece seis vezes (vv.2, 4, 28, 29, 36, 37).
A fidelidade de Deus é referida sete vezes (vv.1, 2, 5, 8, 24, 33, 49).
E há cinco menções ao trono (vv.4, 14, 29, 36, 44).
Os pactos e alianças que Deus celebra são totalmente diferentes das humanas. Sua garantia é indiscutível e não poderia ser mais segura.

Deus também falou da Sua aliança eterna com Davi pela boca do profeta Jeremias: “Assim diz o Senhor: Se a minha aliança com o dia e com a noite não permanecer, e eu não mantiver as leis fixas dos céus e da terra, também rejeitarei a descendência de Jacó e de Davi, meu servo, de modo que não tome da sua descendência quem domine sobre a descendência de Abraão, Isaque e Jacó; porque lhes restaurarei a sorte e deles me apiedarei” (Jr 33.25-26; cf. também Gn 15.18-21; 17; Êx 33.1-2; Lv 26.41-42,44-45; Dt 4.30-31; 2 Sm 23.5; 2 Rs 13.23; Sl 105.8-11; Sl 132.11ss.).
Essa profusão de menções à aliança também é uma clara indicação de que todas as doze tribos de Israel serão preservadas, retornando no final, mesmo que hoje sua identificação ainda seja difícil.

2. Quando teve início a aliança de Deus com Davi?

Já na escolha de Davi como rei de Israel. Basta atentar para a palavra “poder”, “óleo” ou “ungir”: “...no teu favor avulta o nosso poder...” (Sl 89.17)“...com o meu santo óleo o ungi” (v.20)“...e em meu nome crescerá o seu poder” (v. 24).
Deus mandou o profeta Natã dizer a Davi: “Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre” (2 Sm 7.15-16).
Há uma diferença profética muito significativa entre a unção de Saul e a unção de Davi para serem reis. No caso de Saul lemos: “Tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: Não te ungiu, porventura, o Senhor por príncipe sobre a sua herança, o povo de Israel?” (1 Sm 10.1). Quando Davi foi ungido rei, o relato diz: “Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apossou de Davi...” (1 Sm 16.13). O vaso de azeite é quebrável, já o chifre de azeite não é. Essa é uma indicação profética da fragilidade do reinado de Saul e da durabilidade do reinado de Davi.
Saul foi instituído rei por Deus, mas não havia sido Seu eleito; ele era um rei mais de acordo com a vontade do povo (1 Sm 12.13). Já Davi era homem segundo o coração de Deus e eleito pelo Senhor (2 Cr 6.5-6).
Quando Saul foi morto pelos filisteus, Davi lamentou sua morte: “Montes de Gilboa, não caia sobre vós nem orvalho, nem chuva, nem haja aí campos que produzam ofertas, pois neles foi profanado(quebrado) o escudo dos valentes, o escudo de Saul, que jamais será ungido com óleo” (2 Sm 1.21). Já sobre Davi está escrito: “A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder” (Sl 89.24).

3. A que se relaciona a aliança?

a) Às pessoas de Davi, Salomão e seus descendentes: “...também o Senhor te faz saber que ele, oSenhor, te fará casa. Quando teus dias se cumprirem e descansares com teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; se vier a transgredir, castigá-lo-ei com varas de homens e com açoites de filhos de homens. Mas a minha misericórdia se não apartará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre” (2 Sm 7.11-16).
b) Além das pessoas, diz respeito ao trono: “Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino... Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre” (2 Sm 7.13,16).
O Salmo 89 fala do trono de modo muito especial: “Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração” (v.4). “Farei durar para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu” (v. 29). “A sua posteridade durará para sempre, e o seu trono, como o sol perante mim” (v.36).
Se a promessa dependesse de quem se assenta no trono, ela já teria se tornado ultrapassada e inválida com Salomão. Mas como a promessa está baseada, por um lado, em Deus, em Sua graça, fidelidade e santidade, e, por outro lado, no trono, ela não tem como ser invalidada.

O vaso de azeite é quebrável, já o chifre de azeite não é. Essa é uma indicação profética da fragilidade do reinado de Saul e da durabilidade do reinado de Davi.

c) Jesus, o Messias. Davi aparentemente percebeu isso e disse a respeito da aliança que Deus tinha feito com ele: “Foi isso ainda pouco aos teus olhos, Senhor Deus, de maneira que também falaste a respeito da casa de teu servo para tempos distantes; e isto é instrução para todos os homens, óSenhor Deus” (2 Sm 7.19).
Uma passagem paralela no livro das Crônicas, apesar de ter outras ênfases, certamente tem algum significado profético: “...e também te fiz saber que o Senhor te edificaria uma casa. Há de ser que, quando teus dias se cumprirem, e tiveres de ir para junto de teus pais, então, farei levantar depois de ti o teu descendente, que será dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. Esse me edificará casa; e eu estabelecerei o seu trono para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; a minha misericórdia não apartarei dele, como a retirei daquele que foi antes de ti. Mas o confirmarei na minha casa e no meu reino para sempre, e o seu trono será estabelecido para sempre” (1 Cr 17.10-14).
• Aqui Salomão não é mencionado como descendente direto de Davi, que subiria ao trono, mas como o “descendente depois de ti, que será dos teus filhos”. Essa indicação não se refere nem a Salomão nem a outro filho seu, mas a um descendente futuro da linhagem de Davi.
• A possibilidade de pecado não é mencionada nesse texto, pois pelo visto esse descendente não pecará.
• Ele próprio, Seu trono e Seu reinado durarão para sempre. Não é só o trono que permanecerá para sempre, mas também a pessoa que se assenta no trono.
Essa profecia não pode estar relacionada a ninguém mais além de Jesus Cristo, que o anjo Gabriel anunciou da seguinte forma a Maria: “Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim” (Lc 1.32-33). E por referir-se a Jesus, o Salmo 89.24 também diz: “A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder”.

4. Qual é a conseqüência dessa aliança?

1. Israel precisa ser preservado como povo.
2. Israel como nação deve possuir a terra. Portanto, os judeus devem retornar a ela. A existência do Estado judeu é uma premissa básica para isso.
3. Jesus tem de retornar literalmente como Messias.
4. É preciso existir um reino literal. Quando Natã, incumbido por Deus, disse a Davi que o seu “reino”seria “estabelecido para sempre” e que seu “trono” existiria “para sempre”, Davi respondeu ao Senhor:“Quem há como o teu povo, como Israel, gente única na terra, a quem tu, ó Deus, foste resgatar para ser teu povo? E para fazer a ti mesmo um nome e fazer a teu povo estas grandes e tremendas coisas, para a tua terra, diante do teu povo, que tu resgataste do Egito, desterrando as nações e seus deuses? Estabeleceste teu povo Israel por teu povo para sempre e tu, ó Senhor, te fizeste o seu Deus. Agora, pois, ó Senhor Deus, quanto a esta palavra que disseste acerca de teu servo e acerca da sua casa, confirma-a para sempre e faze como falaste. Seja para sempre engrandecido o teu nome, e diga-se: O Senhor dos Exércitos é Deus sobre Israel; e a casa de Davi, teu servo, será estabelecida diante de ti” (2 Sm 7.23-26).
Israel como nação deve possuir a terra. Portanto, os judeus devem retornar a ela. A existência do Estado judeu é uma premissa básica para isso.

A interrupção da aliança

No Salmo 89.38-49 parece que Etã não entende mais a promessa que Deus fez a Davi. Antes Etã lembrava as promessas eternamente válidas de Deus a Davi e louvava ao Senhor por isso. Mas ele não conseguia conectá-las com a realidade que estava diante de seus olhos. O que via era totalmente diferente do que Deus tinha prometido. O que via em seus dias não combinava em nada com as promessas dadas por Deus. Parece haver uma enorme diferença entre a teoria e a prática. O que estava acontecendo? Será que Deus estava quebrando Sua palavra? Seria possível que Ele tivesse rompido a aliança feita com Davi? Será que já não era possível continuar confiando nEle?
Etã está debaixo de uma insuportável tensão entre a fé na palavra de Deus e a realidade histórica. Por isso, ele questiona consternado:“Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade?” (Sl 89.49).
A coroa de Israel caiu (aparentemente não há mais dinastia real). O trono ruiu, os muros foram derrubados, o templo destruído, os inimigos estão dominando. O reino de Israel foi dividido. Então vieram os inimigos – assírios, babilônios, gregos, Antíoco Epifânio, os romanos – e os judeus foram espalhados entre todas as nações. Além de tudo, ainda aconteceu o Holocausto... Isso realmente pode despertar dúvidas como as de Etã: “Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade?”
Mas Etã não pára por aí; ele suplica: “Lembra-te, Senhor, do opróbrio dos teus servos e de como trago no peito a injúria de muitos povos, com que, Senhor, os teus inimigos têm vilipendiado, sim, vilipendiado os passos do teu ungido” (Sl 89.50-51).
Por que esse afastamento de Israel, essa separação entre a aliança com Davi e a realidade histórica vivenciada? – Porque Deus suspendeu temporariamente a aliança prometida a Davi para que as nações também fossem incluídas na salvação de Jesus, tornando-se participantes da Nova Aliança. No século VIII a.C. o Senhor tinha anunciado por meio de Isaías: “Por breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias torno a acolher-te; num ímpeto de indignação, escondi de ti a minha face por um momento; mas com misericórdia eterna me compadeço de ti, diz o Senhor, o teu Redentor... Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o Senhor, que se compadece de ti” (Is 54.7-8,10).
Israel tirado do meio das nações e reunido como povo é premissa indispensável para a volta de Jesus. Na verdade, será como desenrolar o tapete vermelho para o Rei que vem chegando.
No capítulo seguinte de Isaías Deus continua o raciocínio e deixa claro que (1) a aliança com Davi é válida e que (2) a aliança serve às nações. Desde Pentecostes as nações usufruem dessa verdade salvadora. No reino vindouro de Jesus Cristo a aliança terá sido cumprida, tanto para Israel quanto para as nações. O Senhor convida por meio do profeta Isaías: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi (veja At 13.34). Eis que eu o dei por testemunho aos povos, como príncipe e governador dos povos. Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para junto de ti, por amor do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, porque este te glorificou” (Is 55.3-5).
O apóstolo Paulo explica a quebra da aliança aos cristãos de Roma: “Pergunto, pois: porventura, tropeçaram para que caíssem? De modo nenhum! Mas, pela sua transgressão, veio a salvação aos gentios, para pô-los em ciúmes... assim também estes, agora, foram desobedientes, para que, igualmente, eles alcancem misericórdia, à vista da que vos foi concedida” (Rm 11.11,31). Ele esclarece esse mistério, dizendo: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados. Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (vv.25-29). A aliança de Davi foi interrompida para oferecer a possibilidade de salvação às nações.

A doxologia da aliança

A palavra grega doxologia pode ser traduzida como forma de louvor litúrgico. No final, Etã deve ter alcançado uma libertadora convicção interior, mas ela não é revelada a nós. Ele não mais se expressa sobre isso, mas irrompe em maravilhosa adoração: “Bendito seja o Senhor para sempre! Amém e amém!” (Sl 89.52).
Agora ele tinha certeza absoluta: o Senhor não quebra Sua palavra, Ele permanece fiel! Às vezes, o caminho é diferente daquele que desejamos, mas no final tudo fica bem e todos se unirão no louvor a Deus: “Bendito seja o Senhor para sempre!” Ele transformará tudo em final feliz e concluirá perfeitamente Seu plano de salvação!
Paulo também reconheceu essa realidade e por isso jubila de forma semelhante (no capítulo 11 da Carta aos Romanos): “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém” (Rm 11.33-36).
Ninguém terá sucesso em se opor ao Senhor, ao Seu Ungido ou ao Seu povo. É o que também expressa o Salmo 89.22: “O inimigo jamais o surpreenderá, nem o há de afligir o filho da perversidade(Anticristo?)”. O versículo 9 também fala da insuperável grandeza e do poder de Deus: “Dominas a fúria do mar; quando as suas ondas se levantam, tu as amainas”. Muitas vezes, água, mares e rios simbolizam as nações (cf. Is 8.7-8; 17.12-13; 28.15; 57.20; Sl 65.7-8; 93.3-4; 124.2-5; Ap 12.15; 13.1). Que o Senhor Jesus um dia reinará sobre as nações também está escrito no Salmo 89.25:“Porei a sua mão sobre o mar e a sua direita, sobre os rios”.

Pensamentos finais de exortação

No Salmo 89.20 lemos: “Encontrei Davi, meu servo; com o meu santo óleo o ungi”. Saul era o rei que o povo desejava; os israelitas viam somente o que estava diante de seus olhos. Mas Deus estava à procura de um coração que lhe fosse totalmente consagrado e encontrou-o em Davi. O que o Senhor encontra em nós?
Em Atos 13.22 está escrito: “E, tendo tirado a este, levantou-lhes o rei Davi, do qual também, dando testemunho, disse: Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade”. Davi serviu ao Senhor de todo coração até sua morte: “Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu, foi para junto de seus pais...” (At 13.36). Se o Senhor Jesus demorar com o Arrebatamento, quando estivermos perto da morte será que também poderemos dizer que servimos à vontade do Senhor até o fim?
O Senhor conduz tanto a Igreja quanto nossa vida pessoal ao seu alvo (Fp 1.6). Mesmo que muitos descendentes de Davi tenham falhado completamente, Deus conduzirá Israel ao alvo que propôs.

Encorajamento

Freqüentemente nós também não entendemos os caminhos de Deus e vivemos nessa tensão entre fé e experiência. Muitas coisas são totalmente diferentes do que imaginamos ou pensamos compreender a partir da Escritura. Às vezes sentimo-nos como Etã quando orou: “Que é feito, Senhor, das tuas benignidades de outrora, juradas a Davi por tua fidelidade?” (Sl 89.49). Muitos que esperam ansiosamente pelo Arrebatamento talvez já tenham dito a Jesus: “Senhor, afinal, quando virás? Já estou esperando há tanto tempo. Tua palavra não vai se cumprir nunca?”.
Os filhos de Deus são duramente provados, não somente sob o regime comunista na Coréia do Norte, na China, no Vietnã ou em países islâmicos. Também nos países cristãos há muito sofrimento e dor. E quando olhamos para Israel vemos que lá também há inúmeras dificuldades e que aparentemente não há solução para os problemas.
Como cristãos renascidos, preferimos receber novas vestes do que ser despidos delas. Muitos cristãos sinceros já pregaram sobre a vinda de Jesus para buscar Sua Igreja, ansiaram pelo Arrebatamento e contaram com ele durante seu tempo de vida. Mas ficaram doentes, ficaram idosos e o Senhor não os buscou. Pedro tem palavras de consolo para nós: “...que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória” (1 Pe 1.5-8).
Sejamos confiantes! Um dia os membros da Igreja de Jesus colocarão suas coroas aos pés de seu Senhor (veja Ap 4.10-11) e entoarão o louvor: “Bendito seja o Senhor para sempre! Amém, amém!”(Sl 89.52). Portanto, guarde o que você tem para que ninguém tome sua coroa (Ap 3.11). Afinal, só assim você terá algo para colocar aos pés do Senhor, para honrá-lO na eternidade! (Norbert Lieth -http://www.beth-shalom.com.br)
Leia Mais ››

SOCIAL MEDIA


Wallace Oliveira Cruz

MARCADORES