O Poço de Harã

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Gênesis 29: 7, 8 

7  E ele disse: Eis que ainda é pleno dia, não é tempo de ajuntar o gado; dai de beber às ovelhas, e ide apascentá-las.
8  E disseram: Não podemos, até que todos os rebanhos se ajuntem, e removam a pedra de sobre a boca do poço, para que demos de beber às ovelhas. 


            INTRODUÇÃO

            Quando Jacó chegou à Harã, em busca de seus parentes, encontrou um grupo de pastores com três rebanhos deitados em torno de um poço, aguardando a chegada dos demais rebanhos, para que a pedra que havia na boca do poço fosse retirada e a água distribuída a todas as ovelhas de uma só vez. Apesar de ser ainda dia e os rebanhos que ali esperavam estarem sedentos, eles tinham que esperar os outros chegarem à tarde, para que o poço fosse aberto e a água dada a todos. Este comportamento dos pastores de Harã, que havia sido ensinado pelos mais antigos e se transformado numa tradição e num costume, era cômodo para eles, mas trazia sofrimento para as ovelhas. Para eles a pedra que cobria a boca do poço era muito pesada, e eles não queriam ter o trabalho de removê-la todas as vezes que chegava um rabanho para beber. Para facilitar o nosso entendimento, observemos o seguinte:

O Poço - Aponta para o Senhor Jesus, a fonte das águas que saciam a sede das ovelhas;

O Campo - Representa este mundo, onde o Poço (Jesus e sua Obra) foi colocado;

Pastores de Harã - Religiosos que fazem o rebanho sofrer por causa do seu comodismo;

O Rebanho deitado - Representam as pessoas que estão sujeitas às religiões, e por isso sofrem de sede e fome, e se acomodam nesta situação.

A Pedra na boca do poço - Fala dos obstáculos e dificuldades que impedem que as ovelhas tenham acesso à bênção do Senhor: a mentalidade da religião, a tradição, a razão e tudo aquilo que se coloca entre a ovelha e a Obra do Senhor.

            DESENVOLVIMENTO

            As religiões têm, hoje em dia, um comportamento semelhante ao dos pastores de Harã. Elas relutam em remover a mentalidade comodista, envelhecida e tradicional, herdada dos antigos, e se preocupam em realizar o seu trabalho de forma mais fácil e racional, deixando em segundo plano as reais necessidades das ovelhas. As religiões se preocupam em ajuntar multidões (ecumenismo) em estádios de futebol e em seus templos cada vez maiores, e depois distribuem a água (Palavra de Deus) aos seus adeptos. Nesta situação, geralmente, a maioria fica sem receber o suficiente ou quase nada, permanecendo com sede e sofrendo.
            A atitude da religião é diferente daquela que foi tomada pelo Senhor Jesus quando alimentou cinco mil pessoas com cinco pães e dois peixes. Naquela ocasião, o Senhor mandou dividir a multidão em grupos de cinquenta, e depois disso multiplicou os pães e os peixes, de modo que todos comeram e se saciaram.
            As religiões buscam o que é mais vantajoso para os seus líderes e aquilo que é do seu interesse; elas não atentam para as necessidades das ovelhas. São como mercenários que não têm cuidado das ovelhas.

            Quando Jacó viu aquela situação, disse:

Eis que ainda é muito dia... - Jacó fala do tempo profético que estamos vivendo hoje. O tempo de trabalhar, de servir ao Senhor na revelação(a luz do dia), conforme disse Jesus: “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo” - João 9: 4, 5.

Não é tempo de ajuntar o gado... - A hora do arrebatamento está próxima, mas ainda não é chegada. Enquanto essa hora não chega, não podemos ficar de braços cruzados numa vida contemplativa, mas precisamos estar trabalhando e servindo ao Senhor, pois o momento e de sede espiritual e as ovelhas precisam ser ajudadas e preparadas para o encontro com os Senhor nos ares - I Tessalonicenses 4: 17.

Dai de beber às ovelhas e apascentai-as... - Esta foi a orientação de Jacó para aqueles pastores, e ela ia de encontro às suas tradições, que não levavam em conta as necessidades das ovelhas. A mentalidade da Obra coloca como prioridade o bem estar das ovelhas, pois o objetivo do Senhor é a sua salvação. Por isso o Senhor nos tem feito entender que a igreja é um “ninho de amor”, onde a ovelha é assistida e apascentada, para que se sinta amada e satisfeita em todas as suas necessidades, e essas necessidades são atendidas com a Palavra Revelada e tudo aquilo que vem do Espírito Santo.

            CONCLUSÃO

            As orientações de Jacó apontam para a Obra que o Espírito Santo tem feito no nosso meio e nas nossas vidas; elas apontam para uma mentalidade diferente daquela existente nas religiões. Enquanto na Obra o que se leva em conta é a necessidade individual de cada ovelha, nas religiões o que importa é a razão e os interesses da instituição. Essa mentalidade é a pedra na boca do poço; é o obstáculo que priva as ovelhas da bênção do Senhor, e da água que jorra para a vida eterna - João 4: 13, 14.      

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