O Filho do homem

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Mateus 8:20 -             “E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”.

1 – INTRODUÇÃO

Quando nós lemos na Bíblia alguma coisa daquilo que diz respeito ao Senhor Jesus, nós entendemos e descobrimos um fato importante na sua apresentação. Biblicamente a apresentação de Jesus, o aspecto mais importante desta apresentação, que é o central do projeto de Deus, o Pai, foi apresentar Jesus como homema figura do homem. Na tipologia bíblica, no Velho Testamento, Jesus está implícito, está oculto, mas a figura do rei, profeta, sacerdote, ele a integra no Velho Testamento, mas a ênfase toda é para a figura de Jesus como homem e isso é muito importante porque Deus, o Pai, quis apresentar ao mundo um Salvador, mas um homem, alguém que pudesse sentir, sofrer, viver aquilo que o homem vive para que ele fosse um suficiente Salvador.

2 – O NASCIMENTO DE JESUS

Jesus nasceu em Belém numa manjedoura. A família de Jesus veio para apresenta-lo, para se apresentar ao império romano porque o império romano fazia um censo sobre todos aqueles que eles dominavam.
Naquele ano, Maria e José desceram para fazer aquele censo e não tinha lugar em Jerusalém e Jesus  nasceu em Belém numa manjedoura. Manjedoura é um lugar onde se coloca animal de toda espécie e Jesus nasceu ali.
A figura de Jesus já iniciou na sua simplicidade e depois foi para a sua região e foi morar na Galiléia, na região de Genezaré, Mar da Galiléia, Tiberíades, Samaria... Era toda aquela região ali que era chamada a Galiléia dos Gentios porque existia uma diferença entre o Galileu e o judeu. Os judeus moravam na região da Judéia, eram uma raça pura e os galileus eram mistura gentílica, tanto que eles não se davam.
Havia um culto em Gerizim que era para os que moravam naquela região de Samaria e havia outro culto que era lá na Judéia que era no templo e eles não se entendiam muito bem por questões raciais. Mas Jesus era Galileu.

3 – JESUS: O HOMEM

A figura de Jesus era uma figura desprezível porque quando ele vinha para a região da Judéia, todo mundo sabia que ele era Galileu e ele andava com os Galileus. Ele andava com Pedro, João, André, Tiago, Filipe, Bartolomeu que eram do colégio apostólico e que eram simples homens, eram pescadores. Ele não era nada diferente daquele nível cultural, daquele povo. Mas um detalhe que é muito importante é que Jesus sabia ler e escrever. Naquela época saber ler e escrever não era para todo mundo. Ele foi criado, foi educado para aprender e em uma ocasião ele escreve na areia, em outra ele entra no templo e abre o rolo e lê uma profecia a respeito dele, em Isaías 53: “O Espírito do Senhor está sobre mim...”. Ele sabia ler, mas não era somente isso.
A figura humana de Jesus é extraordinária porque o profeta quando fala a respeito dele, 600 anos antes, fala descrevendo a sua figura: “o mais indigno dos homens, varão de dores, homem do qual os outros escondiam o rosto, ninguém fazia caso dele, era como raiz de uma terra seca, não tinha beleza nem formosura alguma para que o amássemos, experimentado em trabalhos”.
Jesus era um homem normal e as afirmações a respeito dele eram: “não é esse o carpinteiro”. Às vezes eram: “é o filho do carpinteiro”. Eram colocações da época e ele era carpinteiro.

4 – O MINISTÉRIO DE JESUS

Agora vamos falar a respeito da sua casa no tempo em que ele estava ali.
Ele se mudou. Foram as mudanças de local. Quando ele inicia o seu ministério, ele chama os discípulos, e alguns discípulos trouxeram outros e disseram: “venham cá que vocês vão ver, encontramos uma pessoa aqui, ele é o messias”. E a pergunta inicial foi assim: “escuta uma coisa, você tem casa? Você mora onde?” E a resposta foi: Vem e vê”.
Mas o tempo passou e agora, a partir daquele instante, ele já não tinha mais casa porque o ministério dele de 3 anos foi um ministério desgastante. Ele não tinha pousada, ele não tinha lugar para dormir, ele não tinha lugar para se hospedar e as caminhadas dele eram longas, ora ele vinha pela beira do mar, ora vinha pelo rio Jordão; andava pelos caminhos ínvios e ele fazia aquilo porque era um trajeto a pé, era mais de 200 quilômetros por aqueles caminhos difíceis e ele chegou a dizer, neste período, nesta fase assim: “...as raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. Mateus 8:20”
Então, Deus, o Pai, o fez homem e o fez o homem mais necessitado, sofredor e a Bíblia diz que ele foi varão de dores e a palavra diz ainda que agradou a Deus moê-lo, fazendo-o enfermar.
Quando ele foi para a cruz do Calvário ele estava doente, ele tinha transpirado sangue, ele teve um derrame capilar porque ele estava totalmente desgastado e a Bíblia diz que ele aniquilou-se a si mesmo. Os três anos de ministério foram sem comer direito, jejuns prolongados, sem dormir, fugindo das autoridades e ele dormia muitas vezes em locas de pedras.

5 – JESUS COMO UMA CRIANÇA

Há dois aspectos muito importantes que dizem respeito à criança, a maneira dele se comportar e a forma de como ele se apresenta na sua humildade e simplicidade. Jesus era humilde e diz assim: “...aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração... Mateus 11:29”, e ele era assim mesmo. Por isso que ele diz assim: “se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus” Mateus 18:3. Ele usa ali a figura da criança e, muitas vezes, se comporta como uma criança na sua simplicidade. Ele foi entregue diante de Pilatos. Pilatos fez a primeira pergunta e ele respondeu, a uma outra pergunta e, depois, não respondeu mais. Pilatos era do império romano, era um homem forte do império, e Pilatos viu um homem simples, um homem humilde, pobre... olhou para ele e disse que não via motivo nenhum dessa perseguição a ele, ele não via motivo nenhum para condena-lo porque os judeus queriam que ele fosse morto, fosse condenado. E mais ainda, a mulher de Pilatos teve um sonho e falou com Pilatos disse: Vê o que você vai fazer com este justo porque eu tive um sonho e sofri muito esta noite – “...não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” Mateus 27:19 – e Jesus ficou calado. Pilatos lavou as mãos e mandou para Herodes. Herodes que era o tetrarca, que era o chefe, era o responsável pela região ficou muito satisfeito, ficou alegre, porque ele queria ver Jesus, porque ele tinha ouvido falar de Jesus e dos milagres que ele havia feito. Ele ficou feliz e ele queria ver Jesus fazendo um milagre, mas o comportamento de Jesus foi de uma criança ali porque Jesus, quando chegou diante de Herodes, ele ficou calado, e Herodes fez algumas perguntas e ele não respondeu nada. Por certo, o pensamento de Jesus era que se ele abrisse a boca, Herodes iria mata-lo. Se ele falasse qualquer coisa ali, porque Jesus já havia sofrido ameaça: olha, Herodes quer te matar – “Naquele mesmo dia chegaram uns fariseus, dizendo-lhe: Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te” Lucas 13:31 – e ele mandou uma resposta para Herodes e disse: olha, fala para aquela raposa que ele vai me matar mas é lá em Jerusalém, eu caminho para lá porque o profeta morre em Jerusalém – “...Ide, e dizei àquela raposa: Eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia sou consumado. Importa, porém, caminhar hoje, amanhã, e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém” Lucas 13:32-33. Mas ele estava receoso porque agora, o tempo dele era o tempo profético e ele tinha que se comportar agora como uma criança, ele não tinha outra saída, ele não podia falar nada ali.
Em todas as ocasiões, a figura de Jesus foi a figura de uma criança. A criança tem umas coisas interessantes. Ela é humilde por natureza. O pai bate na criança e, daqui a pouco, ela vem chorar no ombro do pai. Você solta ela no meio, às vezes, e ela corre atrás e ela encontra com outra criança e elas correm, ela não quer saber se a criança é pobre, é rica, se é feia, se é bonita... ela não quer saber, ela se enturma logo e fica ali. Se ela apanha na rua, ela chega em casa e você pergunta: “o que foi meu filho?” “O vizinho ali me bateu”. Daqui a pouco o pai vai ver e ela está brincando com o mesmo que bateu nela porque ela é incapaz de guardar ódio e Jesus falou que o homem neste reino, ele tem que se tornar como uma criança.
Às vezes nós guardamos ódio, rancor e a palavra do Senhor diz assim: “...não se ponha o sol sobre a vossa ira” Efésios 4:26. É muito ruim quando nós guardamos certas coisas na nossa vida. É a luta da vida que, às vezes, nos leva a repudiar as pessoas e desejar até coisas que nós não devíamos desejar. Mas é o homem na sua dificuldade e o reino não admite isso. Aqueles que fazem parte do reino, súditos do reino, eles não podem, estão proibidos de ter esse direito.
Outro fato interessante a respeito de Jesus, da sua humildade e da criança, é como ela vê as coisas.
A criança olha para o seu pai e ela vê no seu pai tudo aquilo que é importante para ela e ela é até de nem raciocinar. Ela só sabe que a merendeira dela vai estar arrumadinha, cheinha, para que na hora em que ela for abrir-la, ela esteja cheia; ela não quer saber se o pai está desempregado, se o pai está sem dinheiro, ela não se preocupa com isso porque ela confia, ela é submissa, ela é dócil. Jesus era assim, Jesus era submisso. O que é interessante na criança é de como ela se orgulha do pai: “Meu pai é polícia, ele tem revólver...”, isso ela acha que é o máximo; “Meu pai é motorista de ônibus...”, ela se orgulha de tudo. O pai é carroceiro, não tem nada de mais: “meu pai tem um animal, tem um burrinho...”. Que coisa bonita na criança, tudo para ela é uma dádiva, tudo é bom para ela, ela não tem maldade, ela não envasilha o mal no coração e era a figura de Jesus.
Jesus nasce numa manjedoura, vai morar lá na Galiléia e depois não tem mais morada. Seu ministério apostólico, todo, ele não tinha mais lugar para morar. Ele disse: “...as raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”.

6 – A DEPENDÊNCIA DO PAI

Outro aspecto importante a respeito de Jesus era a sua dependência, a sua submissão. Tudo o que ele fala é com relação ao Pai. É como uma criança. Às vezes, há uma discussão: “O que seu pai é na igreja?” “Meu pai faz o louvor na igreja”. Outro dia estavam discutindo: “Meu tio é doutor filosofia”. “Não meu filho, seu tio se formou e é doutor em filosofia”.
A criança vive o meio dela, ela vive a simplicidade, a humildade, a dependência.
Jesus em todos os momentos usa a figura do Pai. Ele disse: Olha, na casa de meu Pai tem lugar para todo mundo; na casa de meu Pai há muitas moradas, tem lugar para todo mundo. “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito: Vou preparar-vos lugar. João 14:2”.
Quando ele estava na dificuldade, ele disse: Pai, meu Pai, passa de mim esta dor; não me deixa ir para a cruz não, eu não quero sofrer mas seja feita a sua vontade. “...Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Mateus 26:39”. Era a dependência dele. A criança é assim.
Nós estamos vivendo dias muito sérios. O mundo está vivendo os momentos como sempre viveu, a crise é uma constante na história do mundo, mas o homem de hoje tem características forjadas por uma sociedade que perdeu o rumo, perdeu o equilíbrio. A religião é um negócio místico, de ritos e coisas que as pessoas fazem: “...papai fez, mamãe fez...”, e a religião é uma coisa assim, e mesmo até com o nome de cristianismo e as pessoas não sabem que Deus enviou a figura mais simples que ele podia enviar como o de uma criança. A oração dele era sempre: “Pai que estás nos céus, não deixes faltar o pão...”; “Eu e Pai somos um, nós somos parecidos”. E a pergunta: “...mostra-nos o Pai”. “Eu sou o Pai, nós somos parecidos”. Ele se orgulhava disto. Chamaram certa vez os discípulos e disse: “olha, eu vou dizer uma coisa a vocês, eu morava numa casa bonita lá na eternidade. Eu aqui não tenho lugar, mas eu tenho uma casa, uma morada eterna. Vocês vão conhecer a casa em que eu morava”. E ele ora: “Pai, glorifica-me com a glória que tu me deste antes que os mundos fossem criados”.

7 – CONCLUSÃO

Jesus é uma figura maravilhosa e o aspecto mais importante é a sua humanidade e neste aspecto da humanidade ele se coloca na sua humildade, ele se humilhou. A palavra do Senhor diz que ele se humilhou até a morte de cruz. Colocaram-no no meio dos ladrões, apanhou na rua, esbofeteado, doente. A palavra do Senhor diz: “ferido de Deus, aflito...” para que ele pudesse ser um salvador suficiente.
A criança com a sua simplicidade é uma coisa muito bonita e a igreja, a Obra, tem valorizado isto. E a palavra do Senhor diz assim: “Instrui ao menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” Provérbios 22:6.
É natural o desvio da vida, mas você mostra o rumo. Um dia, onde ele estiver, na pior situação, ele vai se lembrar.

“E disse: em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus” Mateus 18:3

Não custa nada em educar o seu filho. Não é misticismo, fanatismo, superstição, nessas coisas assim. Mas se você educa a criança no evangelho, no conhecimento de Jesus, no testemunho do reino, você vai ter os resultados, sejam eles agora ou depois; o tempo vai passar, mas a semente fica no coração.
Nós temos uma grande responsabilidade. Não adianta religião para as pessoas, tem que se ensinar a ela o temor do Senhor, tem que falar a ele que existe um Pai, que existe um Senhor, um Salvador.

A primeira palavra nossa foi: Jesus o homem, nascendo numa manjedoura, morando lá na galiléia, era Galileu, morava ali à beira do Mar de Tiberíades, na região de Samaria. Depois o seu ministério em todos os lugares. Agora uma pergunta, e essa pergunta faz-se questão que seja respondida: “Onde é que Jesus mora hoje? A morada de Jesus hoje é nos corações daqueles que crêem no seu nome, daqueles que confessam o seu nome e é a presença do Espírito Santo, este que revela, este que cuida, este que te prepara, este que te abençoa... este que é o Espírito de Jesus que te conduz para a vida eterna”.

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