O chamado de Hobabe

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Números 10: 29-33


INTRODUÇÃO 


Depois de três meses da saída do Egito (Êxodo 19:1), o povo de Israel chegou ao deserto do Sinai e se acampou defronte do monte, onde o Senhor revelou a sua Lei a Moisés e fez um concerto com todo o povo. Depois que o tabernáculo foi construído e as primeiras ordenanças da Lei postas em prática, o Senhor ordenou a partida de toda a congregação dos filhos de Israel daquele lugar (Números 10: 11) em direção à Terra Prometida. Israel havia permanecido acampado ao pé do Sinai, um ano e nove meses.


DESENVOLVIMENTO



No momento da saída, quando uma nova etapa da caminhada estava para começar, Moisés convidou seu cunhado Hobabe para seguir com o povo para a terra que fora prometida a Israel pelo Senhor, oferecendo a ele uma herança em Canaã, conforme todo o bem que o Senhor falou faria a Israel.
Hobabe, que significa querido, amado, habitava no deserto, um lugar inóspito e cheio de dificuldades. Ele era midianita, e não judeu, por isso estava fora do concerto que o Senhor havia feito com Israel, mesmo assim Moisés o chamou, e se Hobabe aceitasse o convite, seria incluído no concerto do Senhor com o seu povo.
A atitude de Moisés ao chamar Hobabe, aponta profeticamente para aquilo que o Senhor Jesus, pelo seu Santo Espírito, está fazendo hoje com o homem que vive neste mundo sem salvação e sem esperança alguma. O homem, mesmo pecador, é querido e amado por Deus, por isso Ele enviou o Seu Filho para resgatá-lo e chamá-lo para uma caminhada em direção à Terra Prometida, em direção à eternidade.
Diante do chamado de Moisés, a primeira atitude de Hobabe foi dizer não. Ele disse que preferia ir à sua terra e à sua parentela. Instintivamente, essa sempre é a resposta que o homem dá quando ouve o chamado do Senhor Jesus para segui-lo. Ele sempre lembra de sua terra - a religião em que foi criado, a respeito da qual ele imagina ser obrigado a permanecer nela até sua morte. Ele não considera que estando numa religião nunca chegará a lugar algum. Também pensa na sua parentela – a família, a sociedade, o meio em que vive, os amigos e tudo que afetivamente está ligado à sua vida. Ele teme romper com tudo isso, pois essas coisas lhe transmitem uma aparente segurança. Jesus disse que para segui-lo o homem teria que aborrecer seu pai, sua mãe, seus irmãos, etc. (Lucas 14: 26).
Moisés insiste com Hobabe, mostrando-lhe que ele terá uma função e será útil na caminhada. Ele como habitante e conhecedor do deserto, seria uma espécie de batedor, um instrumento do Senhor para orientar o povo naquelas regiões desconhecidas. Isso mostra que quando o Senhor chama alguém para sua Obra, o faz com o propósito de torná-lo útil à sua causa. O homem não é chamado para ser um espectador passivo dentro do Projeto de Deus, mas um instrumento útil à disposição do Senhor, para cumprir todo o seu propósito. Os anjos quiseram realizar essa obra, mas Deus a destinou àquele a quem Ele chama para dela cuidar.


CONCLUSÃO 


Quando o homem entende que Deus não o está chamando para mais uma religião, mas para uma caminhada em direção à vida eterna, ele então larga tudo, e o pensamento inicial e negativo é superado pela fé que o impulsiona a dar um passo à frente, e depois muitos outros, iniciando-se assim uma caminhada junto com o povo de Deus em direção à herança eterna na Nova Jerusalém. Hobabe entendeu isso e se engajou à multidão que seguia a nuvem. Agora o que lhe interessava era o serviço do Senhor e a esperança de tomar posse de uma porção da terra que mana leite e mel. O desejo de voltar para sua terra e sua parentela tornou-se coisa do passado, e o importante agora era seguir a arca do Senhor caminho de três dias (tempo de Deus, eternidade) para alcançar um lugar de descanso.

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