Não é este o filho do carpinteiro?

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Mateus 13: 54, 55


INTRODUÇÃO

            Jesus foi a mais pura e clara expressão da Pessoa de Deus revelada ao homem. Ele foi o verbo que se fez carne e habitou entre nós. Tudo na vida de Jesus estava profetizado, suas obras, suas palavras; até mesmo o seu ofício de carpinteiro tinha um significado e um sentido muito profundo para nós hoje em dia.

DESENVOLVIMENTO


            Ao voltar à sua pátria, Nazaré, de onde havia saído a algum tempo, Jesus foi reconhecido como “Filho do Carpinteiro”. No tempo do Velho Testamento, o pai era o responsável pela educação e ensino dos filhos homens, e geralmente eles herdavam as qualidades e habilidades de seus pais. Desde criança, através da convivência na carpintaria de José, seu pai adotivo, Jesus aprendeu e exerceu o ofício de carpinteiro. Ele se tornou o melhor carpinteiro de Nazaré. Quem quisesse móveis bem executados, a preços justos e com entrega no prazo prometido, era só encomendá-los ao Filho do Carpinteiro.
           
            Por causa de suas qualidades, Jesus tornou-se conhecido em toda Nazaré como o Filho do Carpinteiro. Naquele tempo o trabalho do carpinteiro exigia muita força, paciência e habilidade, pois não existiam as ferramentas e equipamentos de hoje, com os quais podemos trabalhar a madeira com facilidade e rapidez. Jesus tinha que usar ferramentas rudimentares e as próprias mãos para tratar a madeira. Ele iniciava o trabalho cortando os troncos no bosque e os transportando para a carpintaria, muitas vezes sobre seus ombros, pois em Nazaré não havia madeireiras para se comprar a madeira já pronta. Jesus também conhecia bem os diversos tipos de madeiras e o seu uso, pois havia aprendido com José. Na carpintaria, os troncos eram preparados com a retirada da casca, dos nós e das saliências, a fim de serem usados para a confecção dos móveis que adornariam as casas de Nazaré, e Jesus realizava esse trabalho com muito cuidado, paciência e habilidade, e isso levava algum tempo para ser feito. Por todo esse trabalho aprendido com seu pai, Jesus era conhecido como o “Filho do Carpinteiro”, e esse ofício o identificava com José.

            A madeira tipifica o homem. Os troncos de árvores retirados do bosque e levados para a carpintaria, são os homens e mulheres “cortados” do mundo e levados para a igreja para serem tratados pelo Bom Carpinteiro. É na na igreja que a Obra é realizada nas nossas vidas, é nela que a casca da religião é retirada, os nós deixados pelos traumas da vida são removidos e toda a nossa natureza mudada e transformada pelo Senhor Jesus, através do seu Espírito Santo. Nós não podemos ser usados pelo Senhor do jeito que fomos trazidos; assim como a madeira, nós também temos os nossos defeitos naturais, a nossa personalidade com suas saliências que machucam os outros, os defeitos internos que aparecem quando somos “serrados”, e assim por diante. Em todos os casos o Senhor Jesus tem a maneira certa e a ferramenta ideal para tratar de cada um de nós. A igreja é o lugar para onde o Senhor nos transporta, muitas vezes nos ombros, para sermos tratados, a fim de servirmos ao seu propósito na sua Obra. Com muita paciência e habilidade, o Senhor trabalha na nossa vida, usando sua Palavra que penetra no nosso interior, separando o que serve daquilo que não serve, conduzindo-nos cada dia no seu caminho, com provações e situações adversas que muitas vezes geram sofrimento, com o propósito de nos libertar de tudo que não tem utilidade na sua Obra.

            Quando Jesus voltou a Nazaré, um outro detalhe chamou a atenção de todos os que o reconheceram como  “Filho do Carpinteiro”: a sua sabedoria e as maravilhas que operava. Muitos se escandalizavam nele, ao invés de reconhecê-lo como “Filho de Deus”. Bastava às pessoas usarem o mesmo princípio que usaram para identificá-lo como  “Filho do Carpinteiro” - as habilidades de José na sua vida - e elas iriam perceber que Jesus também era o “Filho de Deus”, pois a sua sabedoria e maravilhas haviam sido aprendidas com o seu Pai Celeste e o identificavam com Ele. Jesus queria ser reconhecido como “Filho de Deus” por seus compatriotas, pois isso lhes daria salvação e vida eterna.

            A salvação de alguém só é possível se a pessoa aceitar o fato e crer que Jesus é o “Unigênito Filho de Deus” (Jo 3: 36). As obras e milagres que Jesus realizou, eram o testemunho vivo de que Ele era “Filho de Deus”, e que tudo aquilo que operava procedia de Deus. No entanto, os nazarenos falharam em reconhecer isso, e terminaram rejeitando o Senhor da Vida, expulsando-o dos seus termos.

CONCLUSÃO

            Muitos hoje em dia têm agido como os nazarenos. Reconhecem Jesus como um “grande homem”, como um “revolucionário”, como o maior “assistente social” que já existiu, como “alguém que mudou a história”, etc., mas falham em reconhecer que Ele é o Filho de Deus e o Salvador do mundo. Aqueles que olham para Jesus e não O vêem como única Esperança para suas vidas, poderão até se aproximar dele e se admirar por um tempo, mas logo o rejeitarão, pois a única forma de conhecer Jesus e ter uma experiência com Ele, é reconhecê-lo como o “Cristo, o Filho do Deus Vivo”.         


            Pr. Roberto Vasconcelos – Curitiba - PR 



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