Eu, todavia, me não esquecerei de ti...

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Isaías 49: 15, 16


INTRODUÇÃO

Depois do cativeiro babilônico, que durou 70 anos, o povo de Israel mergulhou num período conhecido como “silêncio profético”, pois nele o Senhor não falou com seu povo por aproximadamente 400 anos. Muitas coisas aconteceram em Israel nesta época; impérios se levantaram e caíram, o judaísmo se dividiu em várias facções, e diversas revoltas aconteceram na Terra Santa. Israel mergulhou nas trevas nestes quatro séculos, principalmente nos anos em que  o Império Romano dominou com mão de ferro o povo eleito.

Isaías profetizou a respeito deste período, principalmente com relação ao seu fim, pois o povo dizia: “Já me desamparou o Senhor, e o Senhor se esqueceu de mim”. Quando todos pensavam assim, o Senhor proclamou através da profecia de Isaías: “Exultai, ó céus, e alegra-te tu, terra, e vós, montes, estalai de júbilo, porque o Senhor consolou o seu povo, e dos seus aflitos se compadecerá”.


DESENVOLVIMENTO

Esta palavra foi proclamada em decorrência de outra profecia de Isaías 9:2, que diz: “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz”.

Deus estava mostrando com isso, que não havia se esquecido do seu povo. De fato, suas palavras a seguir, mostram claramente isso: “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti. Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado; os teus muros estão continuamente perante mim”.

Nestas palavras Deus apresenta profeticamente a razão da sua eterna lembrança do seu povo. Ele mostra também a profundidade do seu amor, mostrando que ele é muito maior do que o amor de uma mãe por seu filho. Humanamente, não se conhece outra forma de expressão de amor maior do que o amor de uma mãe por seu filho que gerou, mas o Senhor diz que, ainda que uma mãe esqueça seu filho e deixe de amá-lo, Ele jamais faria isso. Deus nunca esquece o homem a quem ama.

Por que o Senhor diz isso? Por que Ele nunca esquece do homem que criou, mesmo sendo ele pecador? Ele mesmo responde: “Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado...”

Quando não queremos esquecer algo importante, escrevemos aquilo na palma da nossa mão, para que esteja sempre ao alcance e nos facilite a lembrança. Quando Deus determinou nunca esquecer do homem, Ele enviou o Senhor Jesus para morrer por ele na cruz. Nela o Senhor foi cravado, suas mãos foram feridas pelos cravos e marcadas por causa de cada um de nós. Ali, nas mãos do Senhor Jesus estavam os nossos nomes, pois foi por todos nós que Ele morreu. Os nomes de todos os homens e mulheres de todos os tempos foram gravados nas mãos de Jesus, pois Ele morreu por todos – II Co 4: 14.

CONCLUSÃO

Atualmente muitos vivem neste mundo na opressão, na angústia, sem esperança, pensando que Deus se esqueceu deles. No entanto, a profecia de Isaías serve para todos hoje em dia. Neste fim de tempos, mais do que nunca, o Senhor proclama que todos devem buscar seu lugar no Projeto de Salvação que Ele revelou quando enviou o seu Filho Unigênito para morrer na cruz.

Ali Deus deixou claro o seu amor e a sua eterna lembrança do homem que vive sofrendo neste mundo. Ele aponta para as mãos do Senhor Jesus, afirmando que estamos gravados nelas para a salvação e a vida eterna, bastando para isso o nosso reconhecimento pela fé e a nossa entrega. Quando alguém percebe tudo isso e crê em Jesus, os céus exultam, e os montes eternos estalam de júbilo, por um pecador que se arrepende.


O Senhor também menciona o muros de Jerusalém, que estão continuamente perante Ele. Esta Jerusalém é a Celestial, pois no seu amor e na sua lembrança, o Senhor preparou um Tabernáculo para nele habitar eternamente com os homem – Ap 21: 3.

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