Como o ferro com o ferro se aguça...

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Provérbios 27: 17

INTRODUÇÃO


A Palavra diz que, assim como o ferro se afia com o ferro, quando um é esfregado ao outro, fazendo com que a dureza de um remova as arestas do outro, e vice-versa, da mesma forma o homem afia o rosto do seu amigo. O ferro mais duro irá marcar o mais mole, e a pessoa de personalidade mais forte irá influenciar a de personalidade mais fraca.

A amizade com alguém pode ser negativa ou positiva, ela pode ser boa ou má, benéfica ou prejudicial. Por isso precisamos escolher bem as nossas amizades, pois elas irão nos influenciar ou receber nossa influência.

O rosto, a nossa face, é aquilo que nos identifica, é a nossa identidade, a nossa personalidade e a nossa maneira de ser e de viver. Aquilo que somos, geralmente é o resultado da influência que recebemos das pessoas com quem convivemos e do ambiente onde vivemos.

Quando mantemos amizade com uma pessoa boa (um servo fiel, por exemplo), a tendência é recebermos uma influência positiva e benéfica desta pessoa, pois os amigos sempre compartilham de suas experiências, dos seus planos, dos seus sentimentos, etc., com o seu companheiro. Mas, se ao invés disso, começamos a travar amizade com pessoas mundanas e sem o temor do Senhor, aos poucos começamos a andar segundo os seus conselhos, a nos deter nos seus caminhos e a nos assentar na sua roda, onde o escárnio é o fator preponderante (Salmo 1: 1). 

DESENVOLVIMENTO


A Bíblia fala de algumas pessoas que sofreram uma má influência de seus amigos, e cita as consequências desta amizade para sua vidas. Eram pessoa que estavam dentro do Projeto de Deus, que tinham sobre suas vidas uma Palavra Profética, mas que sofreram grandes prejuízos por causa das amizades que escolheram para si.

1. Vamos analisar o que aconteceu com Judá e com Diná, filho e filha de Jacó.

Gênesis 38: 1, 2“E aconteceu, no mesmo tempo, que Judá desceu de entre seus irmãos, e entrou na casa dum varão de Adulão, cujo nome era Hira. E viu Judá ali a filha de um varão cananeu, cujo nome era Sua; e tomou-a por mulher”.

Judá saiu do meio dos seus irmãos, da sua família – Jacó e seus filhos eram as raízes do povo de Israel naquele tempo – e desceu e entrou na casa de um homem estranho à aliança de Deus com seu Povo, que era oriunda da cidade de Adulão – que quer dizer lugar da antiguidade.

É importante nós observarmos os verbos usados para mostrar a atitude de Judá – os verbos descer e entrar – pois eles falam da decadência espiritual de Judá quando saiu do meio dos seus irmãos, e da intimidade que ele tinha com seu amigo Hira, pois só se entra na casa de alguém quando se goza de uma certa afinidade com essa pessoa. 

O próximo passo de Judá, após entrar na casa de Hira, foi conhecer ali uma moça, filha de um cananeu de nome Sua – que significa boa vida – , com a qual veio a se casar, comprometendo-se assim, através da aliança do casamento, com pessoas idólatras que não conheciam o Senhor de Abraão, de Isaque e de Jacó.

A partir daí, os problemas foram se amontoando na vida de Judá. Tudo porque ele saiu do meio de seus irmãos e fez amizade com um mau amigo.

Todas as vezes que o servo deixa o convívio com os irmãos, com a igreja; quando ele se afasta do meio de sua família na fé, e começa a trilhar a trajetória da decadência espiritual provocada pela influência dos maus amigos do colégio, da universidade, do trabalho e do mundo de forma geral, ele desce da sua posição em Cristo Jesus, para se identificar com aqueles, cujo modo de vida, é contrário à Palavra de Deus. As coisas vão acontecendo passo a passo, e o seu envolvimento vai progredindo, até que uma aliança – o casamento – é travada, como aconteceu com Judá.

Quantos servos do Senhor não tiveram essa triste experiência? Começaram a se afastar aos poucos, a envolver-se com maus amigos, que o influenciaram a ponto de perder  totalmente a identidade de servo. Quantos hoje não estão casados com pessoas do mundo, que conheceram ali, no ambiente onde resolveram permanecer? Muitos choram as tristezas e amarguras como resultado de amizades que nunca deveriam escolher.

2. A Bíblia menciona também a triste experiência da irmã de Judá, de nome Diná.

Gênesis 34: 1-3“E saiu Diná, filha de Leia, que esta dera a Jacó, a ver as filhas da terra. E Siquém, filho de Hamor, heveu, príncipe daquela terra, viu-a, e tomou-a, e deitou-se com ela, e humilhou-ª E apegou-se a sua alma com Diná, filha de Jacó, e amou a moça, e falou-lhe afetuosamente à moça”.

Quando Jacó saiu de Padã-Arã, estabeleceu-se diante da cidade de Siquém, em um campo que comprou dos filhos de Hamor. Após tomar assento naquela terra, um certo dia, sua filha Diná resolveu dar uma saidinha de casa, para conhecer as moças daquele lugar. Ela buscou travar amizade com outras moças da sua idade, sem perceber o perigo que corria. Aparentemente não havia nenhum mal naquela atitude, pois é natural buscar fazer amigos, o problema estava no lugar onde ela buscou essas amizades.

Siquém era uma cidade pagã e seus habitantes eram imorais. Foi com esse tipo de gente que Diná procurou convivência, e o resultado foi trágico e vergonhoso para ela e sua família. O filho de Hamor, chamado Siquém – que significa ombro – viu-a e tomou-a e humilhou-a. E apegou-se a sua alma com Diná e falou afetuosamente à moça. Depois falou a seu pai que a tomasse por mulher, e Hamor falou com Jacó sobre o acontecido, e sugeriu que Jacó e sua família se aparentassem com ele e seu povo, e que habitassem e negociassem com ele e tomassem possessão naquele lugar.

Quando os filhos de Jacó chegaram do campo e souberam do que Siquém fez à sua irmã, entristeceram-se e iraram-se muito. Eles então planejaram uma vingança, propondo a circuncisão de todos os varões de Siquém, como condição para aceitar o  pedido de Hamor.

Ao terceiro dia, após a circuncisão dos siquemitas, quando estes estavam sentindo a mais violenta dor, Simeão e Levi mataram à espada todos os varões da cidade, inclusive Hamor e Siquém, e tomaram Diná de sua casa e a levaram de volta. Depois saquearam a cidade e tomaram as ovelhas, as vacas, os jumentos e tudo que havia no campo e os levaram. Tudo isso trouxe mais perturbações e angústias ao seu pai Jacó, que teve que fugir daquela terra com medo de seus habitantes.

Esse foi o resultado final da atitude de Diná, em buscar fazer amizade com as filhas da terra de Siquém.

Quão perigoso é deixar a segurança do lar, da igreja, a orientação dos pais, a revelação do Senhor, trocando-os pelas incertezas de uma amizade com pessoas que nem conhecem ao Senhor.

Quando nos aproximamos demais de pessoas assim, sempre encontramos laços e armadilhas preparadas para nos pegar e prender. Sempre vai aparecer o ombro de alguém a nos oferecer “apoio, compreensão, conselhos, etc.”, que muitas vezes geram uma falsa ilusão dentro de nós que não sentimos antes.

Sempre aparece alguém para nos falar afetuosamente, com palavras doces que revelam os sentimentos de sua alma – o sentimento da alma aqui, é a paixão, que é tão explosiva quanto passageira – levando o servo para um campo fora dos limites seguros da comunhão com Deus.

Ao cruzar a fronteira entre a segurança da presença do Senhor e o ambiente das “filhas da terra”, tudo se torna possível, e o exemplo do que aconteceu a Diná nos serve de advertência.

O resultado do passo errado que Diná deu, foi a vergonha, a dor e a ira de sua família, a união por meio de um casamento forçado com pessoas estranhas e idólatras e a morte de muitos no final.

CONCLUSÃO 

Quando um servo deixa a orientação e o Caminho do Senhor, o resultado final é o sofrimento e a morte.

O livro de Provérbios diz em Provérbios 3: 1-4“Filho meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarda os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz. Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço, escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens”.

Como maçãs de ouro em salvas de prata...

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Provérbios 25: 11

Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.


INTRODUÇÃO 

Uma das características do ministério do Senhor Jesus, a qual foi revelada ao profeta Isaías em uma visão, mostrava que Ele “não esmagaria a cana quebrada, nem pisaria no tição que fumegasse...” Isso queria dizer que o ministério do Senhor Jesus era de misericórdia e não de juízo, de recuperação e não de destruição, era um ministério de vida e não de morte.

DESENVOLVIMENTO

O ministério do Senhor Jesus, hoje em dia, está presente na vida da Igreja, que é o seu Corpo. Ela deve apresentar essas mesmas características, caso contrário, o seu ministério não será o de Jesus. Se aquilo que está ocorrendo no meio da igreja não está identificado com o ministério do Senhor Jesus, então essa igreja não é a sua igreja. A Igreja Fiel deve zelar pelas características do ministério do Senhor Jesus em seu meio, através da obediência à revelação do Espírito Santo, principalmente no que diz respeito à assistência ao necessitado.

Toda pessoa em dificuldade espiritual, deve ser vista como um doente que está no leito de um hospital. Ela precisa ser tratada de maneira que se recupere e vença sua dificuldade para continuar caminhando. Nós não podemos tratar uma pessoa que está doente num hospital com rispidez, grosseria ou insensibilidade, pois isso só irá dificultar mais ainda sua situação, podendo levá-lo até à morte. Da mesma forma, a pessoa com lutas espirituais e enfraquecida na fé, precisa de uma palavra de ânimo e fortalecimento, e não de acusações e críticas sobre suas falhas e desacertos. Isso só irá acrescentar mais abatimento e desânimo à sua vida. A pessoa neste estado precisa de alimento suave, para que possa ir se fortalecendo aos poucos, até a recuperação total.

É interessante observarmos que sempre há uma maçã na cabeceira da cama de um doente que está internado em um hospital. Isso acontece porque a maçã é um tipo de alimento muito apropriado para as pessoas doentes; a maçã é uma comida leve e de fácil digestão, além de ter propriedades medicinais. Não se deve dar alimentos pesados a uma pessoa doente, e sim alimentos que a ajudem a se recuperar, como a maçã.

A palavra branda dita àquele que está doente espiritualmente, é como maçã de ouro em salvas de prata. A maçã de ouro fala da palavra de fortalecimento, de ânimo e de fé, que vai trazer a disposição necessária para a pessoa superar sua dificuldade. A salva de prata é a salvação e o livramento que acompanha esta palavra de socorro e ajuda. A pessoa que está doente no hospital, assim como aquele que passa por lutas e aflições em sua vida espiritual, precisa da ajuda e da compreensão de alguém que seja sensível à sua situação, e não de palavras duras de juízo e crítica, pois isso não provocará outra coisa senão mais enfermidade e peso, podendo levar à queda total.

CONCLUSÃO

A igreja precisa entender que o seu trabalho é o mesmo do Senhor Jesus. Observemos como Ele tratou a mulher samaritana, a mulher adúltera, os leprosos que pediram para ser purificados, o gadareno, a mulher cananéia e tantos outros. Em nenhum caso o Senhor agrediu quem quer que fosse, e nunca lançou no rosto os pecados de alguém; pelo contrário, Ele perdoou, curou e libertou a todos, sem nenhuma crítica ou reprovação, pois valorizava cada uma daquelas vidas com quem tratou - a todos Ele deu maçãs em salvas de prata. A Obra não abandona um soldado ferido, mas procura recuperá-lo para que possa continuar lutando por ela. 

O Deus Onipotente

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TEXTO BIBLÍCO:   Êxodo 6:1-2 “... agora verás o que hei de fazer...”

INTRODUÇÃO

O Senhor quando chamou Moisés a sua presença o chamou para viver uma vida de experiências com o seu poder. Havia um propósito já estabelecido por Deus que era usá-lo como um instrumento em suas mãos para libertar o seu povo que estava vivendo escravizado no Egito por Faraó há 430 anos.Deus então dar a Moisés uma incumbência: ir e falar em seu nome a Faraó, Dizendo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: deixa ir o meu povo para que me celebre uma festa no deserto. Faraó não o atendeu e ainda mandou que apertassem ainda mais o jugo que já havia sobre o povo de Israel. O povo queixou-se de Moisés de que a sua situação piorou, visto que nos tornamos mal vistos por Faraó e por seus servos.

Então, Moisés foi ao Senhor e lançou algumas indagações, por havia no seu coração uma inquietude diante daquele quadro tão desfavorável: “... por que fizeste mal a este povo? Por que me enviaste? Porque desde que me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele maltratou a este povo; e de modo algum livraste o teu povo. Meus irmãos quantas vezes nos deparamos com situações que a nossos olhos são difíceis de resolver e que parecem aumentar a cada dia: é a enfermidade, o desemprego, a luta no lar, etc. Moisés não entendia o porquê daquela situação, afinal o Senhor o havia enviado, ele havia falado em nome do Senhor a Faraó, ele obedeceu à orientação do Senhor... como entender aquela dificuldade, o agravamento do sofrimento do povo? Moisés não entendia e o povo muito menos. Toda aquela situação o remetia a uma dessas duas posições: descrer de tudo ou crer no impossível.

DESENVOLVIMENTO

Diante desse quadro tão adverso o Senhor faz uma Promessa a Moisés e dar a ele todas as garantias de que a mesma se cumpriria: Então disse o Senhor a Moisés: agora verás o que hei de fazer a Faraó; porque por uma Mão Poderosa os deixara ir, sim, por uma Mão Poderosa os lançará fora de sua terra. Falou mais o Senhor a Moisés, e disse: Eu Sou o Senhor.”

A Igreja Fiel se vale desta mesma promessa e todas as garantias que lhes são asseguradas, porque sobre a Igreja está o Sangue de Jesus como penhor (o Espírito Santo):

Então disse o Senhor a Moisés

– A voz do Senhor acalma a nossa alma, nos anima e conforta diante das dificuldades que surgem. Somente a voz do Senhor pode proporcionar a paz ao nosso coração, em meio aos infortúnios e dissabores da vida. Servimos a um Senhor que está vivo e que fala conosco a cada dia.

Agora verás o que hei de fazer

– O Senhor iria agir não na hora ou tempo em que Moisés entendesse ou achasse que o Senhor deveria agir, mas o Senhor agiria no seu tempo (profético) porque o nosso Deus é soberano. Meus irmãos o Senhor tem o tempo certo para agir em nosso favor. Quando se finda os nossos recursos, as nossas forças se esvaem; aí entra em ação o poder de Deus para nos socorrer e para nos abençoar.

Verás

 – Moisés seria testemunha do poder do Senhor, veria sinais e maravilhas que seriam realizadas por um Deus Onipotente que tem poder sobre todas as coisas.

 Aquilo que parecia impossível, Deus as tornaria Possível.

A igreja Fiel é testemunha do poder do Senhor; testemunhamos daquilo que o Senhor tem realizado em nossas vidas: das curas, das libertações; dos livramentos; das portas abertas; das vitórias alcançadas na presença do Senhor e da preservação da salvação em nossas vidas.

O que hei de fazer

– Não seria Moisés que iria realizar ou fazer tamanho feito, mas seria uma operação do Senhor, uma ação do Deus Onipotente.
 Ex: Isaías 64:4 “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera.”

A Faraó

 – Tipifica o rei deste mundo que tem tentado impedir a caminhada do povo do Senhor, todavia o Senhor nosso Deus é o Senhor poderoso nas batalhas cujo poder está acima de todo e qualquer poder humano, ao nosso Deus Faraó não tem como resistir muito menos tem como prevalecer.

Porque por uma mão poderosa os deixará ir, sim, por uma mão poderosa os lançará de sua terra.

– A Mão do Senhor está sobre a vida do seu povo, foi o Senhor quem nos tirou das garras de Faraó, com Mão de poder.

- A Mão do Senhor é poderosa porque é a única que pode resgatar o homem do mundo e trazê-lo a sua presença.

Falou mais o Senhor a Moisés e disse

– O Senhor tem sempre algo a mais para falar ao homem, para isso, basta que estejamos com os nossos ouvidos atentos e voltados a voz do seu Espírito Santo.

 Meus irmãos nós entendemos que a muito mais coisas referentes aos mistérios da eternidade que o Senhor deseja compartilhar com o seu povo.

Eu sou o Senhor

– O desejo do nosso Deus é que o homem reconheça seu Senhorio, o seu poder.

 Quando reconhecemos o Nosso Deus como o Senhor das nossas vidas, então nos colocamos na posição de Servos, ou seja, a disposição do Deus onipotente para o realiza da obra.

CONCLUSÃO

Quais são as barreiras que tem se levantado sobre a sua vida?

Quais os obstáculos? Você os enxerga como sendo barreiras intransponíveis ou obstáculos invencíveis, visto que até hoje não conseguiu transpô-los ou vencê-los?

Saiba que a um Deus Onipotente, que tudo pode. É ele quem irá transpor essas barreiras por você, é o Senhor quem irá vencer os obstáculos por Você.

 É a Palavra do Senhor para Moisés é a mesma Palavra que o Senhor nos dar nesta noite:

“... agora verás o que hei de Fazer...”,

Deus irá manifestar o poder dele na sua vida, irá agir em teu favor, para que eu e você entendamos que ele é o Deus Onipotente, saibamos que ele é o Senhor que vence por nós.


Josenilson Félix

Chibolete ou Sibolete?

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Juízes 12: 1-7


INTRODUÇÃO


Os filhos de Amon, certo dia, tentaram recuperar a região de Gileade que foi tomada pelos israelitas quando Canaã foi conquistada. Os anciãos de Gileade, então, buscaram ajuda de Jefté (Deus abre) para que os amonitas não conseguissem seu intento.

DESENVOLVIMENTO

Jefté, que tempos atrás havia sido rejeitado e deserdado pelos seus irmãos, agora é colocado como cabeça sobre os homens de Gileade para enfrentar os amonitas.

Depois de tentar uma solução pacífica para o problema, sem obter sucesso, Jefté parte para a peleja e derrota os inimigos em vinte cidades, tomando posse delas.

Depois da vitória, os efraimitas se organizaram e seguiram contra Jefté, revoltados pelo fato de não haverem sido convocados para a peleja, reclamando o direito às terras conquistadas e ameaçando colocar fogo na casa de Jefté e também nas casas dos gileaditas.

Jefté argumentou com eles que os havia convocado, mas eles não atenderam à convocação. Em seguida houve uma batalha entre os gileaditas e os efraimitas, e estes foram derrotados. Alguns sobreviventes fugiram em direção ao vau do Jordão, mas foram interceptados e capturados.

Os efraimitas que foram capturados no vau do Jordão, tentaram escapar dizendo que não eram da tribo de Efraim, então foram submetidos a um teste para comprovar se falavam a verdade ou não. O teste consistia em pronunciar corretamente a palavra Chibolete.

Esta palavra não era bem pronunciada pelos efraimitas, de modo que quando eles tentavam, logo eram denunciados, pois sua pronúncia era Sibolete. Todos eles então, foram identificados como efraimitas e executados ali mesmo.

CONCLUSÃO

Jefté tipifica o Senhor Jesus, que foi rejeitado pelos judeus, mas colocado como cabeça da igreja, que é formada pelos gentios. Nós não tínhamos direito à herança alguma, mas o Senhor se fez nosso comandante e nos convocou para combater contra o inimigo que deseja dominar aquilo que não lhe pertence.

A igreja fiel tem lutado na força do Espírito Santo e tem vencido o inimigo, conquistando “novas terras” para o seu reino. Para esta luta, o Senhor tem convocado todo o seu povo, mas há aqueles que não atendem ao chamado do Senhor, há aqueles que nunca se dispõem para ajudar e só aparecem para receber a bênção. Na hora da luta não se pode contar com eles, mas quando é para gozar os frutos (subir ao Maanaim, participar de seminários, fazer parte de grupos, cear, etc.), eles logo aparecem reclamando com todo ímpeto os “seus direitos”.

Estas pessoas são como os efraimitas, que foram comparados pelo Senhor como um “bolo que não foi virado”, e só assou de um lado. São pessoas indefinidos, que não entenderam a Obra do Senhor, não entenderam a revelação e não participam daquilo que o Senhor está fazendo na igreja nesta hora. Elas também não têm intimidade com o nome de Jesus nem com a sua Palavra, e no momento de maior necessidade não conseguirão ser identificadas como servos do Senhor.

Chibolete quer dizer “Rio caudaloso, enchente”, representando a bênção do Espírito Santo, o transbordar do Rio de Águas Vivas no nosso coração. A Bíblia diz: Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. É preciso, portanto estar identificado com todo o projeto de Deus, para sua segurança e entrada na Eternidade.



Como a Igreja vê Jesus

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Hebreus 2: 9

1. Como o mundo vê Jesus:

O mundo tem uma visão distorcida e errônea a respeito do Senhor Jesus. O mundo muitas vezes o vê com desprezo e rejeição, não valorizando nem reverenciando o nosso Senhor, e ele faz isso porque não tem o seu Santo Espírito.
           
O mundo não sabe realmente quem é Jesus, por isso muitos dizem e escrevem coisas que não são verdadeiras a seu respeito, comparando-o a um homem qualquer, a um pecador como os demais. Existem aqueles que transformam Jesus em um ídolo de madeira, metal ou outro material qualquer. Outros dizem que Ele foi o maior “Assistente Social” que existiu, um filósofo, um revolucionário e um agitador da ordem no seu tempo. Fizeram filmes, escreveram livros e peças teatrais sobre sua vida, mas em todos os casos, essas pessoas não o conheceram, nem conseguiram fazer com que alguém o conhecesse através de suas obras.
           
Para o mundo Jesus está morto, e por isso vive como se isso fosse uma realidade. O mundo zomba do Senhor Jesus, e não crê na sua Palavra, não conhece a vida eterna que Ele tem para dar, nem leva isso em consideração.


2. Como a Igreja vê Jesus:

“Vemos porém coroado de glória e de honra...” – A igreja “vê”, isto é, ela crê, ela tem a revelação de um Jesus vivo, que possui um reino, por isso está coroado de glória e de honra. Esta visão que a igreja tem do Senhor Jesus é revelada pelo Espírito Santo, através da comunhão que tem com Ele todos os dias. É uma visão firmada na fé e na experiência vivida com o Senhor Jesus.

“Aquele Jesus que fora feito um pouco menor do que os anjos...” – Jesus deixou a glória que tinha na eternidade junto ao Pai para se tornar homem como nós, para que pudesse se tornar o nosso Salvador, o Autor da nossa fé. Ele não se tornou homem para pecar, e sim para cumprir toda a Lei de Deus e tomar sobre si os nossos próprios pecados e cravá-los na cruz. Por isso Ele se tornou homem, um pouco menor que os anjos. Somente um Deus amoroso e misericordioso poderia suportar tal coisa.

“Para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todos” – Jesus é a manifestação da Graça de Deus derramada sobre todo o mundo. A sua morte foi a decretação da nossa vitória contra a morte e a condenação eterna. A igreja tem reconhecido todo o sacrifício de Jesus e não o tem desprezado, pois ela sabe que nele está a revelação do grande amor de Deus e por isso Jesus é adorado como Senhor e Rei. Jesus é digno de toda a glória e honra porque tornou-se homem, deu sua vida imaculada e pura, em favor de todos nós. Por isso o vemos e o reconhecemos como nosso Senhor e Salvador.

Calebe toma Hebrom

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Josué 14: 6-12

INTRODUÇÃO


 O Senhor Jesus declarou certo dia, que o Reino dos Céus seria tomado à força (Lc 16: 16) e o apóstolo Paulo, animando os crentes de Listra, Icônio e Antioquia, disse que por muitas tribulações importava entrar no Reino de Deus (At 14: 22). Na verdade, tudo que Deus planejou para o homem já está preparado. Jesus afirmou que na Casa do Pai haviam muitas moradas, no entanto há muitos inimigos que precisam ser vencidos ao longo do caminho.
As provações, as tribulações e as tentações, são elementos que se levantam como barreiras para impedir a vitória, mas que fazem parte da caminhada. Diante de tudo que precisamos enfrentar, o exemplo de Calebe, quando conquistou Hebrom, precisa ser seguido, para que possamos tomar posse da herança.

DESENVOLVIMENTO

Ainda no Deserto de Parã, quando saia do Egito, Moisés enviou doze homens para espiar a terra de Canaã, com o propósito de colher informações a respeito das cidades, de seus habitantes, da geografia, do clima, etc. e depois de 40 dias eles voltaram com o relatório. Dez destes homens entregaram um relatório que “derreteu” o coração do povo, provocando uma revolta. Apenas Josué e Calebe perseveraram em seguir ao Senhor e confiar na vitória, apesar das dificuldades.
Naquele dia Moisés jurou a Calebe, dizendo: “Certamente a terra que pisou teu pé será tua, e de teus filhos, em herança perpetuamente; pois perseveraste em seguir ao Senhor teu Deus”.

Quarenta e cinco anos depois, coma idade de oitenta e cinco anos, Calebe lembra a Josué a palavra dita por Moisés, e demonstra a mesma força, ânimo e disposição que tinha naquela ocasião, e ele pede a Josué que lhe dê o monte onde estava a fortificada cidade de Hebrom, para que suba a ela e a tome como herança. Ë impressionante o fato de Calebe, depois de tudo que passou no deserto, depois das lutas e contrariedades que enfrentou na vida e já avançado em idade, ainda manter o mesmo vigor que tinha na juventude para continuar lutando pela causa do Senhor. Ele confessa que a sua força naquele dia é a mesma que tinha quarenta e cinco anos atrás, e que a sua disposição para a guerra, para sair e para entrar não mudaram com o passar do tempo. O segredo desta disposição de Calebe, estava na perseverança em seguir ao Senhor.

O monte que Calebe almejava, não estava desocupado, esperando por ele e seus filhos, mas estava povoado por homens gigantescos, por guerreiros valentes, e as cidades eram fortificadas por altas muralhas de pedra. Mas Calebe não atentou para nada disso, antes, como sempre fez, confiou no Senhor para lhe dar vitória contra seus inimigos e seguiu para a peleja, conquistando depois dela, a fortaleza de Hebrom.

Nossa luta para tomar posse da Terra Prometida é semelhante, só que é uma luta espiritual. Os mesmos problemas com todos os seus detalhes, a igreja enfrenta hoje em dia, caminhando neste deserto, que é o mundo. Deus prova a nossa fé e procura aperfeiçoá-la através dos desafios, lutas e circunstâncias do nosso dia a dia. As nossas reações são as mais diversas, diante de tudo que acontece conosco, e assim também aconteceu com o povo de Israel nas provações do deserto. Diante das provas, uns reagem com indignação, murmurando por causa de sua situação, outros desejam e voltam para o mundo, desistindo da caminhada. Outros enfraquecem e perdem tempo precioso nas suas vidas, e muitos se acovardam diante das lutas e retrocedem sem nenhuma resistência.

Apesar de tudo isso, há aqueles que, como fez Calebe, olham para o invisível e se apossam pela fé, daquilo que ainda não está nas suas mãos, perseverando em avançar, firmes e confiando nas palavras do Senhor Jesus, que disse: “Aquele que perseverar até o fim, será salvo”. Esses são os Calebes de hoje em dia, os quais não esmorecem diante das opressões dos parentes, da decepção com alguns irmãos, de alguma palavra de exortação ou diante de enfermidades e problemas repentinos desta vida. Nada consegue abater seu ânimo, pois estão com os olhos voltados para o Senhor e não para os homens. Até mesmo o tempo consegue fazê-los enfraquecer, pois vivem no tempo de Deus, que é a eternidade. O segredo da sua vitória é o mesmo de Calebe: A perseverança em seguir ao Senhor.

CONCLUSÃO

Somente aqueles que entenderam que a Obra do Senhor não é uma religião ou uma denominação, conseguem manter o vigor do Espírito em todas as situações de suas vidas, não se deixando abater pela aparência das coisas que os cercam.   
           
Existem muitos servos que no início da sua vida espiritual, eram vigorosos e entusiasmados na realização da Obra. Faziam tudo com alegria e disposição, mas depois de algum tempo mudaram de atitude e se tornaram indispostos e desanimados, se acomodaram  e passaram a murmurar contra sua própria sorte. As lutas o fizeram perder o primeiro amor, e como Barzilai rejeitou o convite de Davi para morar com ele em Jerusalém, estes também têm parado à beira do Rio Jordão (momento do arrebatamento), preferindo muitas vezes o mundo, a religião e a aprovação dos parentes e familiares, deixando para trás a Obra do Senhor e a Vida Eterna com o Senhor Jesus.          


Bem-aventurado aquele quem tu escolher...

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Salmo 65: 4 

INTRODUÇÃO 

Há um ponto muito importante a ser considerado no nosso relacionamento com o Senhor: Não fomos nós quem o escolhemos, mas Ele foi quem nos escolheu a nós, e nos fez chegar à sua presença por intermédio do seu Espírito Santo.

Este fato glorioso mostra claramente a misericórdia do Senhor para conosco, e nos leva a constatar a razão da nossa bem-aventurança, pois no meio de tantas pessoas o Senhor nos escolheu e chamou para a sua presença, para que pudéssemos habitar nos seus átrios.
  

DESENVOLVIMENTO 

Quando optamos por alguma coisa na nossa vida, temos o direito e a liberdade de também rejeitar aquilo que escolhemos, a partir da perda do interesse. Podemos escolher uma profissão e trocá-la por outra depois, podemos escolher uma casa, um carro, e depois trocá-los sem problemas.

Mas no caso da nossa vida para com o Senhor não é assim. Nós não podemos rejeitar o Senhor nem trocá-lo por outro, pois não fomos nós quem o escolhemos, mas fomos escolhidos por Ele. A partir de então, somos propriedade d’Ele e não podemos fugir desta posição.

Se alguém é chamado, não pode dizer que não quer ser d’Ele, e se alguém lhe pertence, não pode dizer que não quer mais lhe pertencer, e sair dos seus átrios. Só o Senhor tem o direito de nos rejeitar, e Ele não deseja fazer isso, pois nos ama e nos quer na sua presença.

Quando o Senhor escolhe alguém e o chama, Ele então o conduz à igreja. A igreja é como o átrio do templo. O átrio era exterior ao santuário, era a parte imediatamente anterior a ele, o santuário nos fala da eternidade. Esta é a posição da igreja em relação à eternidade. Aqui na terra ainda estamos “fora” do Tabernáculo Eterno, mas estamos juntos a ele, separados apenas pelo arrebatamento. Quando acontecer o arrebatamento, seremos introduzidos diretamente na eternidade, e lá iremos nos satisfazer na bondade da Casa do Senhor e no seu Santo Templo.  

CONCLUSÃO 

A bondade procede do Pai, pois só Ele é bom, e n’Ele nos satisfaremos. O Santo Templo é o Senhor Jesus, no qual adoraremos ao Pai por toda a eternidade. Antes de tudo isso é preciso habitar nos átrios, é preciso estar na igreja cada dia, florescendo nela, aprendendo através da Palavra, crescendo na fé e servindo àquele que nos escolheu para fazer parte da sua natureza e do seu reino eterno.


O átrio é um lugar de serviço, de trabalho, de realização da Obra do Senhor, e é neste lugar que Ele quer que permaneçamos até que chegue a hora da nossa subida para a eternidade.