A Serva de Naamã

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II Reis 5: 2, 3

INTRODUÇÃO

O Senhor Jesus disse, certa vez, em uma sinagoga, que muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Elias, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro - Lucas 4: 27.

DESENVOLVIMENTO

 Naamã era general e comandante do exército da Síria. Ele era muito estimado e respeitado pelo rei, porque através dele o Senhor havia dado muitas vitórias e livramentos aos sírios. Naamã era um homem valoroso, era um herói no seu país, no entanto, era leproso, e essa enfermidade causava muitas dores e angústias a Naamã.

Havia na casa de Naamã uma menina judia, serva de sua esposa, a qual havia sido capturada numa guerra entre os sírios e os israelitas. Certo dia esta menina disse à sua senhora: “Quem dera que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria: ele o restauraria da sua lepra”. Ao ouvir estas palavras, a mulher de  Naamã poderia muito bem desprezá-las; afinal, quem se importa com o que diz uma insignificante escrava? mas ao invés disso, ela atentou para as palavras da sua pequena serva israelita, porque havia nela algo mais, além de palavras, que a tornava digna de crédito: era o seu testemunho, seu comportamento e seu modo de vida naquela casa.

Analisando as condições de uma menina como aquela, poderíamos concluir que ela tinha tudo para ser uma menina rebelde, desobediente, murmuradora e insatisfeita, pois estava longe de sua casa, vivendo como escrava, longe dos seus pais, que talvez nem existissem mais, longe de seus parentes e amigos, em meio a um povo que não era o seu povo e em um país que não era o seu. Quem pode avaliar as saudades que sentia do seu lar, dos seus brinquedos e de tudo que fazia parte de sua vida? Mas a esposa de Naamã não encontrava nada disso na sua serva, pelo contrário, havia nela um testemunho vivo e uma fé inabalável no Poder do Deus de Israel, manifestado na vida do profeta Eliseu.

O Senhor Jesus disse que muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Elias, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro. Isto significa que aquela menina nunca havia visto nem ouvido falar a respeito de algum leproso que tivesse sido purificado na terra de Israel. Ela não conhecia nenhum fato real a respeito de cura de leprosos, em que pudesse se basear para dizer o que disse à sua senhora. Sua palavras foram ditas por pura fé, e foram aceitas porque a sua fé era viva, e não fingida, evidenciada pela sua vida e pelo seu testemunho na casa de seus senhores.

As palavras da menina foram consideradas e cridas por Naamã e pelo rei da Síria também, que o enviou com grande comitiva e muitos presentes, a encontrar-se com o homem de Deus em Samaria. Quando Naamã chegou em Israel, dirigiu-se ao lugar errado, e o rei de Israel o despediu da mesma maneira que chegou. Mas o profeta Eliseu mandou chamá-lo e o orientou a mergulhar no rio Jordão sete vezes para ser purificado. Naamã ficou muito desapontado, pois esperava outro tipo de recepção, afinal ele era um honrado general de um país estrangeiro, e por isso deu meia volta e voltou para a Síria. Podemos imaginar o que subiu ao coração de Naamã naquele momento, principalmente em relação à menina judia... Mas no meio do caminho, um dos seus servos o aconselhou a tentar fazer o que o profeta havia mandado, e Naamã resolveu acatar a sugestão. Quando ele mergulhou no rio Jordão pela sétima vez, sua pele se tornou e ele ficou como um menino, totalmente purificado de sua lepra.

CONCLUSÃO

A Obra do Senhor foi realizada na vida de Naamã, graças ao testemunho de uma pequena menina que, mas condições mais adversas, manteve o coração firme no Senhor - e isto se aprende em casa com os pais. O Senhor permitiu que ela fosse levada para a Síria, para testemunhar do seu Poder naquele lugar. Quando Naamã retornou para sua terra curado, o Senhor certamente realizou uma grande Obra na vida de tantos outros também. Que honra foi para aquela pequena serva, ter sido usada para que o Nome do Senhor fosse glorificado e exaltado na Síria!

Tiago escreveu mais tarde: “Mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras... - Tiago 2: 18.
O Senhor precisa de servos que tenham vida espiritual, cujo testemunho fale mais alto do sua palavras.            

A segurança na realização da Obra

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João 8: 29


            INTRODUÇÃO

As palavras do Senhor Jesus neste texto, mostram com clareza o que lhe dava segurança na realização da sua Obra. O que Ele disse mostra também porque Ele se posicionou de forma tão firme e inabalável, diante da oposição de todos os seus inimigos.


            DESENVOLVIMENTO
           
Aquele que me enviou... - Essa palavra mostra que Jesus não estava realizando a Obra e o seu Ministério, por sua própria conta ou por sua iniciativa. Ele havia sido enviado e conhecia perfeitamente a vontade do Pai para sua vida. Conhecer a vontade de Deus é imprescindível na realização de qualquer trabalho espiritual. Nós precisamos alcançar a revelação para cada momento da nossa vida e da nossa caminhada. Não podemos andar como cegos que não sabem onde estão pisando nem para onde vão. Precisamos ter a certeza sobre a vontade de Deus, ou estaremos entregues a nós mesmos e à nossa vontade.

O Pai não tem me deixado só... - A presença de Deus na vida de Jesus, era a garantia da sua vitória, pois nos momentos de perigo, o Pai o livrava. Nesta hora de tantos perigos e escuridão, precisamos urgentemente da presença de Deus na nossa vida, pois somos parte do Corpo de Cristo - a igreja. Quando o Pai envia alguém, nunca o deixa só, mas vai com ele para garantir a vitória. Para contar com a presença do Pai nas nossas vidas, precisamos andar pela fé e em espírito.

Porque eu faço sempre o que lhe agrada... - O Senhor esvaziou-se totalmente de si mesmo, para agradar unicamente ao Pai. Sua vontade, suas necessidades humanas, seus interesses, tudo foi deixado de lado para que o Projeto de Deus se cumprisse na sua vida. Este é o princípio da vida agradável a Deus. O Senhor tem buscado servos preocupados em agrada-lo em primeiro lugar. Servos que vivam na revelação, e que realizem a sua Obra com diligência, fazendo dela a sua própria vida.


            CONCLUSÃO

Estas são as três maiores necessidades de cada servo do Senhor, na realização da sua Obra:

Conhecer a vontade do Pai - Aquele que me enviou - O PAI

Viver em comunhão com o Pai - O Pai não me deixa só - O ESPÍRITO SANTO


Agradar somente ao Pai - Porque faço sempre o que lhe agrada - O FILHO

A sarça ardente

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Êxodo 3: 1-3                            
                                              
INTRODUÇÃO

 A queima de uma sarça era algo comum no deserto, aquilo acontecia diariamente. Por causa do sol escaldante as sarças ardiam, e eram consumidas pelo fogo causado pela combustão espontânea.
Muitos pensam que a Obra de Deus é algo comum no meio deste mundo. Quando alguém entra numa igreja da Obra, às vezes pensa que está entrando numa igreja qualquer. As pessoas têm tido muitas decepções neste mundo, inclusive dentro de igrejas tidas como cristãs, e isso acontece porque  as coisas deste mundo consomem os homens e os destroem.
             
                                                                                                                              DESENVOLVIMENTO

Houve um dia, quando apascentava as ovelhas do seu sogro no deserto de Midiã, em que Moisés viu algo diferente acontecer; Ele viu uma sarça ardendo no meio do fogo, mas ela não se consumia. Ele então, se deteve em observar aquilo, e Deus começou a falar com ele, revelando o seu Projeto para sua vida.

A Obra do Senhor é algo totalmente diferente de tudo que se costuma ver neste mundo. A Obra arde no nosso coração, mas ela não nos consome nem nos destrói. Ela nos preserva, nos purifica e nos dá vida eterna. Quando o homem se detém em observar a Obra de Deus, ele ouve a voz do Senhor, e começa a conhecer o seu Projeto para sua vida.

Nós somos como sarças no deserto deste mundo. O fogo deste mundo, que são as lutas e problemas da vida, nos consomem. Mas o fogo do Espírito Santo, quando vem sobre nós, opera uma Obra de restauração, conservação e preservação para a vida eterna.

CONCLUSÃO

Todas as instituições humanas estão num processo de corrupção e decadência, mas a Obra do Espírito se conserva e não se consome. Nós somos provados, mas o fogo que nos prova, é o mesmo que nos consome.

Deus chamou Moisés para o ministério, não para lhe dar um presente, mas para que ele socorresse um povo aflito, que estava escravizado no Egito.


Visitar o túmulo de entes queridos é correto?

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Você pergunta: Minha mãe morreu faz cerca de 5 anos. Desde então eu tenho uma dúvida muito grande se é correto eu visitar o túmulo dela. Eu sou evangélico e tenho dúvida se isso seria algum erro de minha parte. Mas em alguns momentos me bate uma saudade dela e eu vou lá e me sinto muito bem em fazer isso. Existe alguma orientação na Bíblia a respeito disso? Podemos visitar o túmulo de pessoas que já morreram?
Caro leitor, sua pergunta é bem interessante. Eu gostaria de fazer algumas ponderações sobre esse assunto que, creio eu, te ajudarão (e também a outras pessoas) a refletir sobre as boas práticas a respeito da nossa postura diante dos que já morreram. E também refletirmos das más práticas que devemos manter longe de nós quando o assunto é a morte de entes queridos.
Visitar o túmulo de entes queridos que já morreram é correto?

Devemos visitar o túmulo dos que já morreram?

(1) Sabemos que quando uma pessoa morre seu destino eterno é selado. Não cabe a nós ficarmos debatendo se uma pessoa foi salva ou não. Isso é papel do soberano juiz, Deus (Hebreus 9:27). Sendo assim, podemos definir que visitar túmulos com qualquer objetivo de orar em favor do morto ou de tentar de alguma forma interceder por ele e seu destino eterno, é algo que vai contra o ensino bíblico.
A prática de oração por mortos vem da tradição católica e é pautada na tradição (dogmas) e em livros apócrifos como o livro de Macabeus (que nem nós e nem os judeus reconhecem como sendo inspirados). Mas sabemos que a Bíblia é clara quando nos ensina que a morte sela nosso destino eterno e que os vivos não podem fazer nada pelos que já morreram: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo…” (Hebreus 9:27). Sendo assim, visitar túmulos com esse tipo de objetivo não é correto biblicamente.

(2) Também considero errada a prática muito realizada no dia de finados, que é a de visitar túmulos com o objetivo de agradecer mortos por graças alcançadas ou mesmo fazer-lhes promessas como se pudessem de alguma forma realizar algo pelo vivos. Esse tipo de visita aos túmulos também é contrária ao que a Bíblia nos ensina: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5). Não há mediadores entre nós e Deus além de Jesus. Ele é o único.


(3) Esclarecidas essas formas erradas mais comuns de lidar com os que já morreram, creio que podemos encontrar visitas aos túmulos que não considero que firam qualquer ponto da palavra de Deus: Quando alguém visita um túmulo de um ente querido com o fim de deixá-lo cuidado, limpo, bem apresentável, não comete pecado. Cuidar do lugar onde foi enterrado nosso ente querido é uma prática digna e que honra a memória do falecido. Não há mal em fazer isso.
Ir a um túmulo com o objetivo de reflexão também não é errado. Muitas vezes o falecido deixou um grande legado. Ir até aquele local para reflexão sobre a própria vida, sobre os ensinos, sobre como anda nossa própria vida também não vai contra a palavra de Deus.
Dentro desse ponto, ainda creio que ir até o túmulo de um ente querido como uma forma de satisfazer o sentimento de saudade também não fere princípios da Palavra do Senhor. É uma forma saudável de lidar com a perda, com a dor do luto.


(4) Sendo assim, é preciso haver equilíbrio a respeito de como tratamos a morte. A Bíblia nos dá instruções claras sobre o que é incorreto fazer com relação aos que já morreram (orar por eles, buscar bênçãos através deles, mediação ou proteção deles), mas não nos proíbe de cuidar do local onde foram enterrados e nem de sentirmos saudades e refletirmos a respeito dos ensinos e da brevidade da vida. Nesse sentido, visitar o túmulo de entes queridos que já morreram não é pecado. Aliás, todos deveriam fazer isso de vez em quando, como Salomão nos ensinou: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, pois naquela se vê o fim de todos os homens; e os vivos que o tomem em consideração” (Eclesiastes 7:2).

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Esboçando Ideias

O que é o dia de finados? É bíblico?

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Você Pergunta: Todos os anos no Brasil temos o feriado do dia de finados. Sabemos que é um feriado religioso, mas gostaria de saber se ele existe na Bíblia e se é correto nós participarmos desse feriado. Você pode dar mais detalhes sobre o dia de finados e fazer uma análise bíblica?
Cara leitora, no dia 2 de Novembro oficialmente em nosso país é feriado. Trata-se do dia de finados. Alguma pessoas não tem ideia do que significa esse dia de finados, mas iremos neste estudo dar alguns detalhes interessantes.
O dia de finados também é chamado de “dia dos fiéis defuntos” ou “dia dos mortos”. Trata-se de uma data principalmente comemorada pela igreja católica e fundamentada na crença na oração que os vivos deveriam fazer pelos mortos para que estes pudessem alcançar certos benefícios onde quer que estejam após suas mortes.


O que é o dia de finados?

Essa crença é baseada [na tradição] e principalmente no livro de 2 Macabeus 12. 43-46:
“Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.” (2 Macabeus 12. 43-46 – Bíblia Ave Maria)

Leia também : Visitar o túmulo de entes queridos é correto?

O livro citado acima é considerado apócrifo para nós protestantes (e também para os judeus), ou seja, ele não faz parte do cânon bíblico aceito como inspirado por Deus. Os católicos crêem que os vivos têm a possibilidade de fazer algo pelos mortos, por isso acendem velas, oram por eles e até pedem perdão pelos seus pecados. Essa prática, porém, está definitivamente contrária ao que diz a palavra de Deus. Vejamos alguns textos:

“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo“ (Hebreus 9. 27). Fica claro neste texto que a morte sela todas as oportunidades dadas às pessoas. Não há como interferir na vida pós-morte. Se logo após a morte vem o juízo, como haveria possibilidade de orar para que alguém já morto fosse perdoado pelas suas faltas? Ele já não foi julgado? Orações em favor dos mortos são inúteis e não tem base bíblica.
“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Eclesiastes 12. 7). Não existem caminhos intermediários entre esta terra e Deus. Não existe purgatório, locais de purificação e nem novas oportunidades de salvação e perdão após a morte da pessoa. Esse ensino claro destrói qualquer tradição apoiada nesse tipo de prática.
A salvação é somente pela fé em Jesus Cristo. “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” (Atos 4. 12)Isso mostra que orações pelos mortos não tem validade para salvá-los, purificá-los ou mesmo perdoar os seus pecados. A salvação é pela fé em Jesus e isso acontece aqui enquanto temos vida para crer, para confessar Jesus, para se arrepender, para receber e acolher o evangelho.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1. 9)O perdão se dá através do arrependimento e da confissão dos pecados, o que os mortos não tem condições de fazer. A confissão é pessoal, de modo que eu não posso confessar os pecados de outro. Cada um responde pelos seus erros e só há oportunidade de confissão enquanto há vida: “Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12).
A obra de Jesus justifica totalmente os que Dele se aproximam através da fé. Não há meia salvação e nem meio perdão. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5. 1).
Como vimosas práticas realizadas nesse dia estão totalmente distantes do que diz a Bíblia.
O que, então, nós evangélicos fazemos no dia de finados? Bom, como o feriado já está proclamado mesmo, creio que o melhor que podemos fazer é lembrar-nos do legado que os nossos falecidos nos deixaram. Seus exemplos, sua sabedoria, seu carinho, seu amor. Ir ao cemitério e deixar os túmulos dos entes queridos honradamente bem cuidados não está contrário ao que a Bíblia diz. Fazer qualquer petição ou orar pelos mortos fere os princípios mais básicos da palavra de Deus, por isso, fazemos bem em nos afastar dessas práticas

Esboçando Ideias

A Santa Ceia

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Marcos 14: 22-26 

INTRODUÇÃO 

No dia da Páscoa, o Senhor Jesus e os discípulos cumpriram o que estava ordenado na Lei e comeram o cordeiro assado no fogo com pães asmos e ervas amargosas. Em seguida, o Senhor estabeleceu a Nova Aliança com os discípulos, usando como elementos simbólicos o Pão e o Vinho. 

DESENVOLVIMENTO


O primeiro elemento tomado por Jesus foi o Pão, o qual foi abençoado, partido e comido por todos que estavam ali com Ele.

O Senhor Jesus revelou naquele momento, que o Pão representava o seu Corpo que seria partido por amor a eles. O Corpo de Jesus também simboliza a Igreja Fiel, por isso Ele o abençoou. Comer o pão significa viver na comunhão do corpo, integrado nele e vivendo em função dele. Jesus disse que todo aquele que se alimentasse de sua carne viveria eternamente – Jo 6: 54. Isto quer dizer que a vida eterna se manifesta no corpo, que é a igreja do Senhor Jesus.

Antes de Jesus mandar os discípulos comerem o pão, Ele o partiu. Com isso, Jesus quis mostrar que eles o conheceriam não apenas exteriormente, mas interiormente. A partir daquele momento o Senhor estaria revelando à sua igreja a profundidade e as maravilhas da sua Obra, a sua intimidade e os seus mistérios – Salmo 25: 14 e Heb 8: 11.

Depois o Senhor tomou o cálice com Vinho e deu graças, então ordenou aos discípulos que tomassem dele.

O Vinho é tipo do Espírito Santo que foi derramado por nós pelo Sangue. Por isso Jesus deu graças por ele, porque o Espírito Santo seria enviado pelo Pai, para estar ao nosso lado e não nos deixar órfãos. O Senhor também disse: “Tomai dele todos” – de um único cálice.

Antigamente, quando duas ou mais pessoas faziam um acordo ou uma aliança, elas pegavam um cálice de vinho, e todos os participantes tomavam um gole dele. Isso significava que estavam de acordo com o que foi tratado e com suas consequências, quer fossem agradáveis ou não.


Ao tomar o cálice, Jesus mostrou aos discípulos que eles seriam participantes da Nova Aliança, e que estariam prontos a enfrentar todas as consequências dela. Beber o vinho significa participar do Espírito Santo, deixar-se dominar por Ele, morrer para este mundo por Jesus, para alcançar a vida eterna.

A Revelação no Corpo produz vida

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Daniel 2: 17-19

            "Então Daniel foi para casa, e fez saber o caso a Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério, a fim de que Daniel e seus companheiros não perecessem, juntamente com o resto dos sábios de Babilônia."

OBJETIVO – O fortalecimento do Jovem no Corpo (Daniel 2:17-19).

1 – INTRODUÇÃO

O Sonho Escapado – Os magos, astrólogos, encantadores e caldeus não puderam descobrir o sonho.

Solução da Religião – Razão, Filosofia (Conceitos humanos)


2 – O DECRETO DO REI - MORTE

Daniel é informado do decreto de que todos os sábios deveriam morrer.

Daniel toma a iniciativa de pedir um prazo ao rei e assume a responsabilidade de dar a interpretação do Senhor dentro do prazo.


3 – A BUSCA DA SOLUÇÃO NO CORPO

“Foi para sua casa...” - Fora do mundo - Santificação

“...fez saber o caso aos três companheiros ..." - Levar ao corpo.

Companheiro - "Koinonos, o que anda em comunhão"


4 – A REVELAÇÃO DO ENIGMA

v O Clamor – A busca da misericórdia.

v A Fé – A certeza da revelação do enigma.

v A Resposta“...sobre este segredo ..." (verso 18) Numa visão da noite Deus revelou o enigma.

“... para não perecer ...” - Sem a profecia há a corrupção.


5 – APLICAÇÃO

            Verso 1 – O Decreto – Morte
2 – O Corpo – Escape da morte
3 – Revelação (Dons) – Livramento, Vida.

1 Coríntios 12:7“... para um fim proveitoso”


6 – SIGNIFICADO DOS NOMES

1 - DANIEL = Deus é meu Juiz - Justiça Eterna Confiança
2 - HANANIAS = Jeová é Clemente - Misericórdia
3 - AZARIAS = A quem Jeová ajudou - Graça

4 - MISAEL = Quem é igual a Deus - Deus do lmpossíveI, Deus Onipotente

Dia da Reforma Protestante

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Hoje é o Dia da Reforma Protestante; conheça as 95 teses de Martinho Lutero

No dia 31 de outubro é comemorado por evangélicos de todo o mundo o Dia da Reforma Protestante. Em 1517, um dia antes da festa católica de “Todos os Santos”, o monge agostiniano Martinho Lutero pregou publicamente suas 95 teses (veja abaixo), na porta da Catedral de Wittenberg, na Alemanha. Seu apelo era por uma mudança nas práticas da Igreja Católica, por isso o nome “Reforma”.

A iniciativa teve consequências por toda a Europa, dividiu reinos, gerou protestos e mortes. E mudou para sempre a Igreja. Para alguns, Lutero destruiu a unidade do que era considerada a igreja, era um monge renegado que desejava apenas destruir os fundamentos da vida monástica. Para outros, é um grande herói, que restaurou a pregação do evangelho puro de Jesus e da Bíblia, o reformador de uma igreja corrupta.

O fato é que ele mudou o curso da história ao desafiar o poder do papado e do império, e possibilitou que o povo tivesse acesso à Bíblia em sua própria língua. A principal doutrina de Lutero era contra o pagamento de penitências e indulgências aos líderes religiosos. Ele enfatizava que a salvação é pela graça, não por obras.

Conta-se que muita coisa mudou dentro daquele monge até então submisso ao papa quando, em 1515, Lutero começou a dar palestras sobre a Epístola aos Romanos. Ao estudar as Escrituras se deparou com o primeiro capítulo de Romanos, que decretava “o justo viverá pela fé”. Desvendava-se diante dele o que é conhecida como “justificação pela fé”, ou seja, a justificação do pecador diante de Deus não é por um esforço pessoal, mas sim um presente dado àqueles que acreditam na obra de Cristo na cruz.


Porta da Catedral de Wittenberg, na Alemanha, onde Martinho Lutero pregou publicamente suas 95 teses





O movimento encabeçado por Lutero ocorreu durante um dos períodos mais revolucionários da história (passagem da Idade Média para o Renascimento) e mostra como as crenças de um homem pode mudar o mundo.

A controvérsia acabou sendo, segundo historiadores, maior do que Lutero pretendia ou imaginara. Porém, ao atacar a venda de indulgências por parte da igreja, acabou opondo-se ao lucro obtido por pessoas muito mais poderosas do que ele. Segundo Lutero, se era verdade que o Papa tinha poder de tirar as almas do purgatório, devia usar esse poder, não por razões egoístas, como a necessidade arrecadar fundos para construir uma igreja, mas simplesmente por amor, e devia fazê-lo gratuitamente. A idolatria aos santos também foi um dos grandes pontos de discórdia com os lideres católicos.

A maioria dos historiadores concorda que Lutero teria tentado apresentar seus argumentos ao Papa e alguns amigos de outras universidades. No entanto, as teses colocadas na porta da Catedral de Wittemberg e os muitos argumentos teológicos impressos e distribuídos por ele nos meses seguintes, acabaram se espalhando por toda a Europa, fazendo com que ele fosse chamado ao Vaticano para se retratar perante o Papa. A partir de então, entrou abertamente em conflito com a Igreja Católica.

Acabou excomungado em 1520, pelo papa Leão X. Alegava-se que ele incorria em “heresia notória”. Devido a esses acontecimentos, Lutero temendo a morte, ficou exilado no Castelo de Wartburg, por cerca de um ano. Durante esse período trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, resultando na impressão do Novo Testamento em setembro de 1522.

Legado de Lutero

O famoso pastor Charles Spurgeon escreveu:

“Lutero aprendeu a ser independente de todos os homens, pois ele lançou-se sobre o seu Deus! Ele tinha todo o mundo contra ele e ainda viveu alegremente.

Se o Papa excomungou, ele queimou a bula de excomunhão! Se o Imperador o ameaçou, ele alegrou-se porque se lembrou das palavras do Senhor: “Os reis da terra se levantam, e os príncipes dos países juntos. Aquele que está sentado nos céus se rirá” (Salmo 2).

Quando disseram-lhe: “Onde você vai encontrar abrigo se o Príncipe Eleitor não protegê-lo?”. Ele respondeu: “Sob o escudo amplo de Deus”. Lutero não podia ficar parado. Ele tinha que escrever e falar! E oh, com que confiança ele falou! Abominava as dúvidas sobre Deus e as Escrituras!”

Para algumas vertentes do catolicismo, os protestantes são hereges. Para outras, “irmãos separados”. O movimento originado por Lutero ficou conhecido como Protestantismo e seus seguidores como “protestantes”. O termo é pouco comum no Brasil, onde se prefere usar “evangélicos”.



As 95 teses:

1. Ao dizer: “Fazei penitência”, etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4. Por consequência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.

7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.

15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.

18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.

20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?


30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.

34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.

36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.

37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.

39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.

40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.

41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.

42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.

49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.


54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.

61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.

62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.

64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.

65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.

68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.

69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.

71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.

75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.

77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.

78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I Coríntios XII.

79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.

80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.

81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.

82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?

83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?

85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?

88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.

91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo “Paz, paz!” sem que haja paz!

93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo “Cruz! Cruz!” sem que haja cruz!

94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.

95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.

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Fonte: Wikipédia e Protestante Digital