Não ser Pastor seria muito mais fácil

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Seria mais fácil ter uma rotina menos puxada. 

Seria mais fácil ter mais tempo pra mim, pra minha família, pra viajar, curtir, fazer as minhas vontades. 

Seria mais fácil não precisar estar metido em conflitos de relacionamentos amorosos, familiares e tantos outros que nos chamam para mediar. 

Seria mais fácil não precisar ouvir tantas críticas. E mais fácil ainda não precisar dar a vida por algumas ovelhas que em forma de agradecimento jogam no lixo tudo que você ensinou e devolvem com críticas e palavras duras que você sabe que nunca precisaria ouvir se não tivesse escolhido essa dura e por vezes ingrata vocação. 

Seria mais fácil não precisar tomar cuidado com cada palavra dita, cada foto postada, cada atitude. 

Seria mais fácil não ter tanta visibilidade e não precisar pensar até antes de respirar. 

Seria mais fácil não ouvir a dor do outro, até porque aqui dentro já tem outro ser humano com dores suficientes falando alto. 

Seria mais fácil não precisar lidar com a ingratidão de tantos que você amou, orou, aconselhou e nem se quer consideraram que foram servidos gratuitamente todo esse tempo. 

Seria mais fácil ter horário de trabalho delimitado, chegar em casa e poder desligar o telefone tranquilo, sem a preocupação de receber um áudio de 5 minutos de alguém chorando e pedindo ajuda. 

Seria mais fácil poder viajar de férias por um longo período de tempo, sem precisar conviver com uma constante pressão interior, mais conhecida como uma preocupação sincera com a igreja e cada ovelha. 

Seria mais fácil não precisar contribuir financeiramente na igreja e gastar meu dinheiro com coisas que fizessem bem somente pra mim. 

Seria mais fácil não precisar medir as consequências e fazer o que der na telha por livre e espontânea vontade. 

Seria mais fácil não viver uma vida de sacrifícios, embalada por lágrimas e um genuíno esforço para negar cada pecado que insiste em bater na porta. 

Seria mais fácil pensar só em mim e ter como referência alguém que não se esvaziou da sua glória para morrer numa cruz. 

Seria mais fácil, mas, sem dúvida, menos gratificante, nobre, digno e especial. Um dia todos juntos cantaremos que valeu a pena cada lágrima e gota de suor derramados em prol da edificação do Reino de Deus nessa terra.

Seria mais fácil, mas só SERIA ...porque desse chamado eu não largo mão até o fim dessa vida...

Uma palavra de consolo! 

Por: Pr. Heber Aleixo

Felicidade conjugal não é um acidente – 4/6

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Cinco decisões que podem estabelecer sua felicidade conjugal e familiar
Terceira Decisão – Encare o espelho (O que ele tem a ver com isso?)
Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante
do espelho da sua alma para reconhecer seus erros
e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas
sementes no terreno de sua inteligência.
Augusto Cury
Uma das coisas mais difíceis para uma pessoa adulta é decidir-se por uma mudança pessoal de hábitos no comportamento e atitudes. E se a necessidade dessa mudança for apontada por outra pessoa, ou requisitada, aí é que a mudança encontrará ainda maior resistência.
No entanto, quando acontece uma autoconfrontação, quando alguém vê os próprios defeitos, as próprias falhas e os próprios erros, aí se abre uma oportunidade para que as coisas sejam alteradas e encaradas de frente. Portanto, a terceira proposta de mudanças que farei a você tem a ver com como vemos a nós mesmos, já que alguns de nós não dão importância àquilo que outros dizem a nosso respeito.
A terceira decisão, então, é: Decida levar a sério a lei do espelho.
Quem não leva a sério a lei do espelho não pode entrar no processo de transformação, mas seguramente está no processo de deformação.
Veja o que Jesus disse:
Por que vês o cisco no olho de teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tens uma trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do olho; e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho de teu irmão. (Mateus 7.3-5)
Quem já sofreu com um cisco no olho? Praticamente todos nós. Lembra-se de quando o cisco entrou no seu olho? Foi horrível, pois os olhos não foram feitos para suportarem um objeto estranho a eles. Então, se você estava sozinho, precisou recorrer a um espelho. Só recorrendo a um espelho é que podemos ver o que está em nosso próprio olho.
Podemos ouvir o que falamos, podemos acessar nossos ouvidos e tirar algo que nos incomode, podemos limpar o nosso nariz, mas os olhos são os órgãos dos sentidos mais delicados e de difícil acesso caso sejam incomodados por um objeto estranho. Por isso, precisamos de um espelho.
Mais uma pergunta: resolve termos o espelho sem que exista luz? Não! E se o espelho estiver sujo? Também não ajuda muito.
Então, são três as coisas fundamentais que precisam existir nesse ponto: luz, espelho e limpeza. De nada adianta eu querer ser espelho para a minha esposa se não tenho praticado aquilo que estou querendo corrigir nela. O contrário também é verdadeiro: não adianta a minha esposa querer ser espelho para mim se ela tem sido um espelho sujo. Como também não adianta um querer ser espelho para o outro se a luz de Deus não estiver brilhando em casa.
E esse é o grande e recorrente problema que tenho visto acontecer com os casais. As pessoas querem corrigir as outras quando, na verdade, não sabem como elas mesmas são nem como se comportam, não veem os próprios defeitos, as próprias falhas: precisam de espelho. Ninguém melhora se não tiver espelho limpo e luz que facilitem visualizar a própria imagem. É preciso ver-se, ter autocompreensão a respeito de quem somos e de como agimos antes de querer corrigir os outros.
É comum perceber que quando alguém aponta erros em outros está, na verdade, enxergando os próprios erros. Quando alguma coisa feita pelo cônjuge incomoda, muitas vezes aquela atitude incômoda é a mesma praticada por nós. E quando vemos outros fazendo o mesmo que nós, sentimo-nos desconfortáveis e investimos no sentido de fazê-los mudar. Um bom espelho, limpo e com luz, mostraria que nós mesmos estamos fazendo aquilo que temos condenado nos outros. É o que Jesus está dizendo no versículo que mencionei há pouco.
Já imaginou se todos nós fôssemos para o trabalho pela manhã e saíssemos de casa sem olhar no espelho? Como é que você sairia na rua? Já pensou como estariam os cabelos de alguns de nós? Como estaria a roupa de alguns de nós? Mas não se preocupe, pois todos querem mostrar sempre uma boa imagem. Por isso é que vamos logo cedo à frente de um espelho e nos cuidamos para mostrar uma boa aparência.
O espelho ajuda-nos no processo de melhoramento, de mudança, de transformação. Ao mostrar aquilo que está errado, ele nos incentiva a corrigir, melhorar, mudar a imagem desequilibrada ou desajustada. Alguém poderia pensar: que bom se eu pudesse contar também com a ajuda de um bom espelho espiritual e emocional, talvez um espelho comportamental e de personalidade, limpo e bem iluminado!
Deus é o nosso espelho através da sua Palavra.
Deus é nosso espelho, usando nosso cônjuge em nosso favor.
Deus é o nosso espelho, usando nossos filhos em nosso favor.
Deus é o nosso espelho, usando os amigos em nosso favor.
Espelho limpo, debaixo de luz, não mente! E aquilo de que nós mais precisamos são pessoas que falem a verdade para nós a partir do que diz a Palavra de Deus. Pessoas que sejam usadas por Deus, pessoas neutras, que não ajam com interesses que não sejam os mesmos interesses de transformações a serem realizadas pelo Espírito do Senhor!
Precisamos de pessoas que carinhosamente digam assim: “Você está muito gordo. Você vai ter problema no coração. Você vai ter problema no seu casamento. Desse jeito, você não irá muito longe. Você já percebeu que está comendo muito açúcar? Está comendo muito carboidrato? Você tem tomado um litro de refrigerante no almoço? Preste atenção! Você está cavando sua sepultura com a própria boca”.
Alguém já falou a verdade dessa maneira a você? Precisamos de pessoas que digam ainda: “ Já percebeu que você tem dado mais valor às coisas do que às pessoas?”. Ou então: “Eu nunca vi você brigar pelo seu filho como você está brigando por causa de um risquinho no carro”.
E vou adiante. Temos tido carência de pessoas que digam: “Vem aqui, meu irmão. Vamos orar juntos”.
Precisamos estar próximos de pessoas que digam isso.
Quem tem dito a verdade a você? Precisamos ter por perto alguém que possa nos chamar a atenção quando necessário, alguém interessado em nosso crescimento. A autonomia humana não é tão saudável quanto querem nos fazer crer. Aliás, a autonomia humana está na base da maioria dos pecados que vemos nas páginas da Bíblia. O homem não pode agir isoladamente, sem consultar a Deus ou ter uma clara noção da Sua vontade, e não convém a ninguém agir sem que antes tenha consciência dos conselhos de outras pessoas: “Quando não há uma direção sábia, o povo cai, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11.14, ênfase acrescentada).
Precisamos estar próximos de pessoas que tenham abertura para dizer: “A irmã não acha que a sua roupa está revelando um coração orientado por um espírito de sensualidade exagerado? Nunca lhe falaram que a sua roupa está levando muitos homens ao pecado?”.
Quem é que fala a verdade a você dessa forma?
Os irmãos precisam de alguém que os chame e diga: “Nunca disseram que você tem sido estúpido? Que você tem sido muito grosso? Que pelo seu modo de tratar as pessoas à sua volta ninguém suporta ficar ao seu lado?”.
Quem fala a verdade assim a você?
Ultimamente, ando à procura de gente que fale a verdade para mim porque o famoso tapinha nas costas não muda a nossa vida. Só elogios não nos transformam em pessoas melhores porque os elogios nem sempre são a expressão de uma situação real e concreta: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, disse Jesus.
Sempre recordo o dia em que terminei de pregar uma mensagem, na Assembleia de Deus do Bom Retiro, e logo em seguida uma senhora me chamou à parte e disse: “Pastor Josué, o senhor é um palestrante educado, muito polido em sua postura, mas o senhor usou uma expressão ao contar uma história que me deixou chocada. É uma expressão que não cabe na boca de um homem como o senhor! Pastor Josué, se for possível, não use mais essa frase, pois estraga a beleza do seu sermão!”.
Eu a abracei e disse: “Obrigado. Nunca mais alguém me ouvirá dizer esta frase quanto eu estiver dando uma palestra. Nunca mais!”.
Um dia, na pressa para resolver algumas questões do meu dia a dia, atender a uma pessoa aqui e outra ali, não me dei conta de que o dia seguinte era uma data importante para minha esposa e para a minha nora, e eu estava ocupando este dia com reuniões que estavam sendo agendadas. Na correria, eu ia me esquecendo, deixando passar. Então, considerando meu filho como meu espelho, liguei para ele e conversamos.
– Douglas, o que você acha disso e daquilo?
– Pai, o senhor vai ferir o coração da mãe. Talvez a Valéria – minha nora – não entenda o seu descuido. Pai, verifique se é possível mudar a data das suas reuniões.
– Meu filho, não havia pensado nisso; obrigado. Vou mudar tudo agora mesmo. Não haverá reunião amanhã. Vou desmarcar a visita também. Vamos preservar o coração da mãe e o coração da nora.
Ele é meu espelho!
As situações nas quais fazemos algo simples e corriqueiro que fere o coração das pessoas próximas são inúmeras. Pode ser uma simples pescaria com os amigos, mas que não é marcada para um dia ou momento certo para sua esposa; para ela, pode ser uma simples e rotineira ida ao shopping center ou algo assim, mas o seu coração será ferido se for em um momento errado para você.
Precisamos de espelho para enxergar o cisco no olho – espelho limpo e iluminado. Sozinhos não conseguiremos enxergar todas as coisas adequadamente. Precisamos de auxílio como também precisamos ser humildes o suficiente para ouvir e aceitar a imagem que estamos deixando à vista. Nós não a vemos, por isso precisamos saber como temos sido vistos.
Qual foi o dia em que você reuniu sua família, sentou entre eles e perguntou: “Eu quero saber de você, meu filho, que nota você dá para mim como pai?”. E, então: “Minha filha, que nota você dá para mim como seu pai?”. E ainda: “Meu bem, que nota você dá para mim como seu marido?”.
Você precisa olhar-se “no espelho”.
Quando foi a última vez que você chamou sua filha para ir a uma sorveteria e lhe disse: “Filha, eu chamei você só para perguntar uma coisa: em que você acha que o papai precisa melhorar?”. Ou com o seu filho: “Filho, em que você acha que o papai precisa melhorar?”.
Essa relação precisa ser desenvolvida de maneira mais acertada em nossa família. Precisamos trabalhar melhor as questões como “sinceridade” e “cumplicidade”. Essas virtudes funcionam como blindagem contra os acessos que o mundo lá fora procura a fim de entrar na privacidade da nossa vida e da nossa casa. Esse exercício de “espelhar” nossa vida entre as pessoas próximas promove a cura e fecha as brechas, impedindo a invasão e o saque dos tesouros do coração na família.
E o mesmo vale para o casal especificamente. Casais que não se blindam ficam vulneráveis a invasão. Há esposas que preferem afastar-se de seus maridos quando uma “invasora” aproxima-se dele. E por que ela faz isso? Para testá-lo. Para ver até onde ele vai. Essa não é a melhor maneira de agir como espelho. É preciso manter-se por perto e ser sincera sem agredir. E o marido precisa ouvi-la, pois ele nem sempre vê o que ela vê.
Converso sempre com meu filho Douglas e lhe pergunto o que ele acha de determinadas coisas nas quais estou envolvido. Ele é meu espelho e fala realmente aquilo que eu preciso ouvir. Da mesma foram, pergunto muitas coisas para a minha esposa, que é meu espelho para outros assuntos que não são do campo do Douglas. E minha esposa fala mesmo. Ela é meu espelho e fala aquilo que eu preciso ouvir.
Quem é o seu espelho?
Não desperdice cada opinião que pode promover reflexão sobre você e sobre sua família, sua vida profissional e outras áreas mais. Uma boa voz a ser ouvida é a das crianças: elas não mentem. As crianças são sinceras a toda prova e têm uma maneira peculiar de ver aquelas coisas que os adultos não veem.
Quem é o seu espelho? Quem é que tem liberdade, com amor, para lhe dizer as verdades que trarão melhorias na sua vida? Sem ouvir nem considerar a verdade, nós vamos vivendo com a sensação de que somos seres absolutos e as pessoas devem nos acompanhar, seguir e submeter-se à nossa vontade. Não é assim que devemos viver.
A família pode ser um agente eficaz de Deus para o crescimento, não para servir de apoio para delírios e insanidades. E uma das maravilhas que a família pode proporcionar é ser um laboratório para a melhoria de cada um de seus membros, um ambiente para o aperfeiçoamento da nossa maneira de ser como pessoas, cristãos e cidadãos.
Devemos ansiar por não continuar como somos, pois o cristão precisa ser como a luz da aurora, que vai brilhando, brilhando, brilhando… até ser dia perfeito.
Eu estou no Twitter, uma rede social bastante frequentada, e tenho mais de 28.000 seguidores. É inevitável conversar com muita gente por ali. E certa vez, uma irmã que eu não conhecia pessoalmente, mas que estava conectada como minha seguidora, insistiu: “Pastor, passe o seu MSN, passe para mim seu MSN porque eu estou com um problema muito sério, muito grave, e preciso falar com o senhor”.
Pensando em ajudar essa irmã, com a intenção de responder ao pedido de conselho e ajuda dela, passei o endereço de MSN. Mas eu não frequento as redes sociais escondido da minha família. Tanto o Twitter, como meu email, MSN ou Facebook são todos abertos a todos de casa, não há nada a esconder.
Quando passei o MSN a ela, quem estava próximo a mim, acompanhando-me? Meu espelho, o meu filho Douglas! E ele viu que eu havia passado o endereço de MSN para aquela irmã. Imediatamente ele me alertou.
– Pai, o senhor não percebe que o comportamento dessa mulher não é prudente? Vou lhe dar um conselho: desligue o seu contato com essa mulher. Pela insistência dela no Twitter, a impressão que me dá é que ela não está atrás de um conselho, mas atrás do conselheiro.
– Meu filho, eu não me atentei para isso. Se você sentiu isso e percebeu as coisas dessa maneira, já estou desligando – e foi o que fiz. Não aceitei o pedido de conexão com o MSN vindo dela. Ele é meu espelho e reflete, mostra aquilo que não consigo ver com meus próprios olhos.
Como você reage quando seu filho diz: “Pai, acho que não é prudente aquilo que o senhor está fazendo”?
Se você responde que “está no controle”, você está em perigo. Foi assim que Sansão caiu, quando pensou que tinha o controle nas mãos. É aquilo que eu disse há pouco sobre a autonomia: agir individualmente, desprezar o conselho, insistir em agir por conta própria. Nenhum grupo, igreja, empresa, família, nem mesmo um casal, pode subsistir quando um dos membros toma seu rumo individualmente, autonomamente. Muitas vezes, Deus usa os nossos filhos para corrigir em nós o que precisa ser corrigido. Muitas vezes, Deus usa uma filha para corrigir em nós, marido ou esposa, o que não temos visto por conta própria. Quando sua filha lhe disser “Ei mãe! A senhora não percebe que daqui a pouco o pai vai abrir mão de você? Mãe, a senhora tem sido muito chata”, acorde, irmã. Acorde, irmão.
Eu preciso ter a minha esposa como meu espelho, meus filhos como meus espelhos e meus amigos como meus espelhos. E prefiro que eles me falem a verdade, pois quando olho para o espelho, vejo a minha barriga crescendo. O espelho não diz: “Você está lindo!” quando na verdade estou feio.
Quando olho para o espelho, o espelho dá o relatório “nu e cru”: “O seu cabelo está horroroso! Você precisa fazer a barba”.
Quando eu olho para o espelho, ele mostra exatamente como sou e como estou: “Olha, você tem vestígio de creme dental no canto da boca. Você vai sair de casa assim? Você tem um fiapo de lã do cobertor pendurado no cabelo. Vai deixá-lo aí?”.
Quem é que fala a verdade para você?
Assim, decida levar a sério a lei do espelho, pois é a maneira mais rápida e eficaz de ouvir coisas a nosso respeito, coisas que não podemos alcançar por conta própria.

Pr. Josué Gonçalves é terapeuta familiar, pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça - Assembleias de Deus em Bragança Paulista – SP, bacharel em teologia, com especialização em aconselhamento pastoral e terapia de casais, exerce um ministério específico com famílias desde 1990.

Felicidade conjugal não é um acidente – 3/6

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Cinco decisões que podem estabelecer sua felicidade conjugal e familiar
Segunda Decisão – Já ouviu falar sobre “facilitar”?
Um homem não está acabado quando enfrenta a derrota. Ele está acabado quando desiste. (Richard Nixon)
Você já ouviu a famosa frase “por que facilitar se eu posso complicar?”. É impressionante, mas há pessoas que pensam que essa é uma atitude que se possa adotar nos relacionamentos pessoais, e elas agem assim no seu dia a dia. Não entrarei nos detalhes que fazem algumas pessoas serem assim, mas quero indicar uma reflexão que deve ser feita quando pensamos no quanto podemos ajudar aos outros com simples gestos. Claro que eu poderia mencionar diversas passagens da Bíblia, mas optei por uma só que está na oração do Pai Nosso: “Perdoa-nos assim como…”. Medite no “assim como”. Assim como perdoamos, somos perdoados; se não perdoamos, não somos perdoados.
Deus nos ama e sempre quer o melhor para nós, porém ele estabelece suas próprias leis. “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7b). Por isso as Escrituras nos aconselham a ser sempre misericordiosos (Tg 2.13). Jesus nos disse: “Com a medida com que medirdes vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada” (Mc 4.24). Vamos optar por semear misericórdia em nossa casa, para colhermos misericórdia mais adiante; vamos plantar tolerância, para que não sejamos maltratados quando errarmos; vamos semear simpatia e colher o amor que tanto desejamos.
Portanto, a segunda decisão que deve ser estabelecida no seu relacionamento conjugal e familiar para buscar a felicidade no seu lar é: “Decida ser um facilitador”. Seja um facilitador ou uma facilitadora para a vida dos que vivem com você.
A Bíblia diz em Lucas 15.20: “Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se ao seu pescoço e o beijou”.
Veja como esse pai impressiona por sua atitude generosa. A tradição judaica nos tempos de Jesus dizia ser indigno a um senhor correr publicamente. Eles cultivavam a serenidade e a tranquilidade, e a impressão causada por ver um idoso correndo era inadequada. Mas quando o pai, já idoso, viu seu filho aproximando-se de casa, ele saiu correndo a encontrar o jovem a fim de facilitar a sua aproximação. E não foi só isso o que aconteceu.
Primeiro, quando o filho voltava para casa, o pai, que estava ao redor da propriedade, avistou-o e não deixou que ele voltasse sozinho. Correu ao seu encontro e facilitou a volta para a reconciliação.
O irmão mais velho estava do lado de fora da casa e não quis entrar. Ele também não teve interesse, mais à frente, de participar da festa que foi promovida para celebrar o retorno do irmão mais novo. Quem, então, foi conversar com aquele irmão mais velho que estava em crise? O empregado? Não! O tio? Não! A tia? Não! O avô? Não! O pai foi, pois esse pai era um facilitador.
Seja um facilitador dentro da sua família. Seja uma mãe facilitadora, seja um pai facilitador, seja uma filha ou um filho facilitador. Seja um genro facilitador. Seja uma nora facilitadora. Mas faça disso uma atitude sua, pessoal: você deve ser e não apenas ter uma ou outra atitude facilitadora. Faça disso uma disposição interior, uma maneira de agir voluntariosa, espontânea. Tome isso como uma meta e implante no seu coração essa virtude que deve ser cultivada, preservada e mantida.
Seja um facilitador do diálogo na sua casa. Sempre há alguém disposto a desculpar-se, rever os erros, recompor uma situação de crise, mas uma postura inflexível impede o diálogo e a aproximação. Do contrário, quando as pessoas sabem que somos facilitadores, elas são encorajadas, a aproximação e a reconciliação são promovidas e o ambiente se renova. Mas isso não acontece se não houver quem facilite as coisas. Seja você a pessoa por onde essa mudança entrará em sua família, em sua casa, no seu casamento.
Seja um facilitador das soluções que precisam acontecer. Seja você um facilitador do perdão na família. Seja um facilitador que colocará as coisas complicadas no seu devido lugar: fora do seu ambiente conjugal, longe do seu ambiente familiar. Assuma a disposição de facilitar o relacionamento, e a felicidade irá aproximar-se de você e da sua família.
Não atrapalhe: ajude. Não seja uma pedra de tropeço que derruba pessoas próximas. Seja uma ponte e construa acessos para ligar pessoas distantes. Viabilize soluções, renove a sua mente e seja criativo. Se não puder ajudar, não atrapalhe, mas procure ser um facilitador. Pense de maneira diferente, como Paulo diz que devemos pensar: “… sede transformados pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).
Fazendo isso, você ajudará na reconstrução de relacionamentos e no processo de restauração das relações quebradas, facilitando o encontro de quem está distante e promovendo o banquete para que dois possam sentar-se juntos na presença de Deus. E Deus reconstruirá o que foi destruído.
Acredito em ações como essa e as tenho ensinado aos casais que aconselho, aos ouvintes que participam de nossos encontros e palestras, e sabemos o resultado que vem do comprometimento com passos dados nesse sentido. Não há nada de fantasioso nem excessivamente exigente; são passos simples, que podem encontrar resistência não no modo de realizar, mas na disposição do coração, pois exigem que cada um baixe suas defesas, guarde suas armas e incline o coração para uma atitude de renovação e humildade diante de uma causa maior – aliás, duas: o estabelecimento da vontade de Deus no seu lar e o amor dentro da sua família.

Pr. Josué Gonçalves é terapeuta familiar, pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça - Assembleias de Deus em Bragança Paulista – SP, bacharel em teologia, com especialização em aconselhamento pastoral e terapia de casais, exerce um ministério específico com famílias desde 1990.


Felicidade conjugal não é um acidente – 2/6

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Cinco decisões que podem estabelecer sua felicidade conjugal e familiar
1. Comece por você
Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos. Eduardo Galeano
Ao que tudo indica, o pensamento original foi de Platão, que disse: “Tente mover o mundo, : o primeiro passo será mover a si mesmo”. A partir de um pensamento como esse, muitas frases surgiram com o mesmo intuito de mostrar a mesma verdade: não adianta querer mudar os outros se quando nós mesmos precisamos de mudanças. E o resultado da nossa própria mudança é que as pessoas notarão que não somos mais como antes e perceberão que elas mesmas também precisam de uma “reciclagem”. É assim que as mudanças acontecem.
Aplicando essa máxima ao nosso tema, quero formular a primeira decisão que devemos tomar para estabelecer a felicidade dentro do nosso quadro conjugal e familiar: decida ser um agente de mudanças na sua família.
O que estou propondo é um plano de em longo, longo prazo. Decida ser, não apenas estar temporariamente promovendo uma mudança aqui, outra ali… Decida ser, definitivamente,mente, permanentemente, como resultado de uma mudança na sua disposição interior, mental, emocional, volitiva. Isso é mais consistente do que ter um comportamento aqui outro acolá; isso é mais consistente do que fazer uma coisa certa hoje e outra amanhã. Decida ser e ser sempre uma pessoa em constante processo de melhoria e não espere pelo que isso fará na vida do outro; concentre-se em você, foque numa transformação que irá melhorará a sua condição, as suas disposições, o seu estado permanente consigo, com Deus e com o próximo. Decida ser.
Diante de um momento decisivo frente ao numeroso povo de Israel, a palavra de Josué foi radical no sentido que estou propondo aqui: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Guarde esta frase no seu coração: Seja o modelo de da mudança que você quer ver na sua família. Que as pessoas vejam em você a mudança que você espera ver na sua família.
Não espere as mudanças acontecerem aqui ou acolá por livre obra do destino. Não, as mudanças começam em nós, internamente, lá no mais íntimo do nosso próprio ser, depois de muita reflexão, depois de muitos conflitos internos e pessoais, depois de muita relutância, silenciosa, mas frutífera, positiva e desejável.
Não imagine que as grandes mudanças na vida das pessoas acontecem num em um estalar de dedos. Quando alguém toma uma decisão de mudar a si mesmo, ela sempre é precedida de uma erupção interior. Depois é que vemos o resultado, pronto, acabado, e ficamos fascinados; mas o processo interior é uma obra que nós testemunhamos.
Veja como foi o processo de mudança no contexto social de Josué. Como aquela multidão foi levada a tomar uma decisão acertada diante do Senhor? Começou com a decisão do próprio Josué. Primeiro começa conosco, – e eu e a minha casa. Então, mais adiante, essa decisão irá influenciará aos aqueles que estiverem à nossa volta. Não espere a mudança no outro sem que antes ela tenha acontecido ema você; comece a mudar para que você se torne um agente de mudança.
As mudanças interiores em nós acontecem, mas elas podem ter início quando observamos o que está além de nós. Por isso, esteja aberto para aprender com outras pessoas, com pessoas que sabem mais do que você e podem acrescentar virtudes a à sua vida, ao seu modo de pensar, ao seu comportamento.
Eu costumo ficar muito atento a isso. Lembro-me que há um tempo fiquei hospedado em Manaus, na casa de um pastor, por uns dez ou doze dias. O Douglas e a Letícia eram pequenos e o Pedro nem era nascido. Eu fiquei impressionado com aquela família que nos hospedou. Que delicadeza daquela mãe com a sua família. Que serenidade daquele pai. Que postura daquela família diante de nós, das pessoas, do seu dia a dia. Fiquei impressionado!
Quando hospedamos alguém por um ou dois dias, se há algo para ser escondido, é possível esconder; dois dias passam rápido. Dá para mostrar só “a fachada”, como dizemos. Mas quando alguém fica exposto por três, quatro, cinco dias, uma semana, não dá para enganar todo mundo por muito tempo.
Eu percebi que aquela família era daquele jeito, e não tinha assumido um papel; eles não “representavam”.
Eu chamei à parte o pastor que nos hospedou e disse: “Rapaz, que família maravilhosa, que ambiente agradável, que casa abençoada. Passa para mim a receita? O que você fez para ter um casamento assim? O que você fez e faz para ter filhos assim?”.
O respeito dos filhos para com o pai e com a mãe era exemplar. A confiança dos filhos também. O jovem enfrentava uma crise com a sua namorada, e o pai é quem deu conselhos a ele.
Ele Aquele pastor atendeu ao meu pedido. Sentamo-nos e ele começou a me ensinar. Ele disse: “Josué, eu vou dizer para você como eu criei os meus filhos!”. E aos poucos ele foi passando a receita de como ter uma família com aquele nível de respeito, de integridade, de relacionamento maduro e amoroso.
Eu peguei aquelas lições para mim e pensei: “Eu vou ser o primeiro a praticar isso”. E falei com a minha esposa. Eu disse a ela: “Nós vamos praticar isso e a nossa família será diferente”. Hoje nós vemos os resultados. O Brasil todo vê os resultados, graças a Deus.
Por isso, eu afirmo com segurança no que faço: Tenha sede de aprender com quem sabe mais do que você.
Se você, leitor, for um marido, aproveite: Quando encontrar um marido que inspira algo bom, pague um almoço a ele e pergunte: “Ensina para mim qual é o seu segredo?”.
Se você, leitora, for uma esposa, quando encontrar outra esposa que inspire você em algo positivo, convide-a para um chá e “parta para o ataque”. P; pergunte: “Qual é o seu segredo?”.
Se vocês são pais e querem ver o relacionamento com seus filhos mudarem, quando encontrarem pais que inspiram a vocês, chame-os, passem meio dia, um dia inteiro com eles e digam: “Ei! Ensinem-nos como é que vocês conseguiram esse nível de relacionamento e compromisso de com seus filhos?”.
Tenha fome de aprender, porque é aprendendo com as experiências de outros que nós mudamos a nossa maneira de ser, e é assim que somos transformados. O contato social com pessoas, com famílias, grupos e culturas diferentes da nossa enriquece a nossa própria experiência e modela o nosso modo de agir. É por meio desse contato, e do conhecimento de ações que estão dando certo, que passamos por transformações pessoais.
Quando eu observo o modo de agir de uma pessoa que faz coisas semelhantes às minhas, percebo o resultado que ela está obtendo e posso comparar se o modo adotado pela outra pessoa dá mais resultados que o meu modo de fazer as coisas. Aqui está o ponto: as pessoas orgulhosas não conseguem admitir que outras façam coisas com melhores resultados do que elas. As pessoas soberbas não reconhecem a necessidade de mudar o seu próprio jeito de agir, de falar, de conduzir a sua própria vida em função de uma melhora que poderá beneficiá-las e beneficiar a sua própria família.
Se esses forem problemas que você enfrenta, vença o orgulho! Vença a soberba! Vença a presunção! Vença a mania de pensar que você sabe mais que todos à sua volta!
O grande filósofo grego Sócrates disse: “Tudo que sei é que nada sei”. Quem pensa que sabe tudo, não sabe como convém saber! Então, comece a mudança por você!
O que está em jogo aqui é a sua felicidade, a felicidade conjugal que você espera e a felicidade da sua família. Não estamos tratando de coisas de pouco valor, nem de coisas efêmeras, passageiras. Na pauta estão você, seu cônjuge e sua família de um lado e, do outro lado, a felicidade que poderá permear a vida de vocês para sempre. Toda mudança vale a pena quando temos diante de nós a possibilidade de sermos felizes e de levarmos felicidade para a vida dessas pessoas amadas.

A nossa resistência a mudanças ocorre quando não temos segurança sobre o melhor que está por vir. Resistimos ao desconhecido, e isso é natural a todo ser humano. Mas resistir a à possibilidade de ser feliz não é uma atitude normal para o ser humano, nem mesmo aos animais, se permite a comparação. Você e sua casa serão mudados, transformados, você e sua casa viverão dias melhores, você e sua casa serão felizes, mas a mudança começa por você.
Pr. Josué Gonçalves é terapeuta familiar, pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça - Assembleias de Deus em Bragança Paulista – SP, bacharel em teologia, com especialização em aconselhamento pastoral e terapia de casais, exerce um ministério específico com famílias desde 1990.

Felicidade conjugal não é um acidente – 1/6

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Cinco decisões que podem estabelecer sua felicidade conjugal e familiar

“Lar é onde habita o coração”, já dizia Plínio, o moço. E nada pior que morar na tristeza. Na família, cada membro tem uma importância única e insubstituível. O pai deve ser o provedor, o protetor e o professor que chega em casa no final do dia cansado de sua labuta e, ao passar pela porta de entrada, encontra uma recepção de general que chegou vitorioso da batalha.

A esposa é pérola raríssima. Mulher competente, que investe sua vida e seus talentos em alguns poucos. Quantos mortais gostariam de ter aquela benção por perto, mas somente alguns poucos – marido e filhos – a possuem. Ela deve ser valorizada, elogiada e amada. Seu trabalho pede reconhecimento, seus olhos, gratidão e cuidado, e seus braços precisam de abraços e dengos. Grandes executivas, ao serem entrevistadas, segredaram seu desejo mais oculto de preparar um jantar para o marido e filhos e desfrutar do que a maioria das filhas de Eva desfrutam diariamente.

Os filhos devem ser vistos pelos pais como únicos e preciosos. Em meio a sete bilhões de habitantes, Deus escolheu aquela família para cuidar dessas crianças. É um privilégio único alimentar, proteger, educar e amar um outro ser. Eles se parecem muito com os pais, que se surpreendem ao ver nos pequenos seus traços mais característicos.

A família é oásis no deserto da vida. O pai, mesmo que tenha uma profissão sem nenhum glamour na sociedade é, naquele ambiente, o herói de todos. A mãe, que raramente se parece com as modelos produzidas das revistas, é recebida em casa como a mais bela das mortais. Os filhos são apoiados, têm suas habilidades desenvolvidas e suas limitações trabalhadas. Queridos incondicionalmente, repreendidos e abraçados, treinados e alimentados, levam consigo a continuação do nome da família e dos ideais culturais e espirituais pelos quais os pais tanto prezam.

Ah, família, lugar de descansar e recobrar as forças. Espaço para recuperação das doenças e desfrute dos anos que passamos na terra. Mas nem sempre tudo funciona tão bem, não é verdade? Cada membro tem suas limitações, seus pecados, suas fraquezas e suas manias. Como liderar uma casa? Como educar os filhos? Como amar o cônjuge? Estas são perguntas que precisam de resposta, sem as quais não haverá felicidade.

Felicidade não é fruto do acaso, mas resultado de trabalho concentrado e embasado em princípios deixados pelo Criador, pelo Fabricante, que realmente deseja e está empenhado em fazer da sua casa o melhor lugar do mundo para se estar.

Sintetizar e concentrar. Simplificar e facilitar. Estes têm sido os desafios do Pr. Josué Gonçalves. Falar de família, para ele, é fácil, já que prega, aconselha, escreve e respira família há mais de 30 anos. Seu desafio neste volume é traduzir para qualquer leitor os princípios poderosos da Bíblia que, se colocados em prática, promoverão a chegada da paz, a permanência da prosperidade e a presença da tão desejada felicidade.

Se obedeceres ao mandamento que hoje te ordeno, de amar o SENHOR, teu Deus, de andar nos seus caminhos e de guardar os seus mandamentos, seus estatutos e seus preceitos, então viverás e te multiplicarás, e o SENHOR, teu Deus, te abençoará na terra em que estás entrando para possuir. Mas, se o teu coração se desviar, e não quiseres ouvir, e fores seduzido para adorar e cultuar outros deuses, declaro-te hoje que certamente serás destruído. Não prolongarás teus dias na terra em que entrarás para possuir, depois que atravessares o Jordão. Convoco hoje o céu e a terra como testemunhas contra ti de que coloquei diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Portanto, escolhe a vida, para que vivas, tu e tua descendência, amando o SENHOR, teu Deus, obedecendo à sua voz e te apegando a ele, pois ele é a tua vida e a extensão dos teus dias; para que habites na terra que o SENHOR prometeu com juramento dar a teus pais Abraão, Isaque e Jacó. (Dt 30.16-20)

Nossa história de vida é marcada por decisões. Na raiz dos nossos sucessos e fracassos lá estão elas, as decisões que tomamos em algum momento. Se estávamos com a cabeça quente ou serenos, se estávamos apressados ou tranquilos, se fomos bem influenciados ou não, se agimos por impulso ou se refletimos sobre a situação, todos esses elementos exerceram algum tipo de pressão sobre as decisões que tomamos. Por esta breve relação de agentes que nos influenciam, o leitor pode perceber que não devemos menosprezar o clima que envolve a tomada de uma decisão, qualquer que seja a decisão.

O clima no qual estamos envolvidos quando tomamos decisões interfere diretamente sobre o que decidimos, mas nós não podemos atribuir ao ambiente a responsabilidade por uma decisão errada da nossa parte: a decisão é nossa. Até mesmo se identificarmos uma pessoa próxima a nós, cujo conselho tenha nos levado a uma decisão desastrosa, em última instância a palavra final de quem foi? Foi nossa.

Pense em uma pessoa que decide por uma profissão qualquer. Ela planeja seus estudos na faculdade por quatro ou cinco anos. Talvez faça uma especialização por mais um ano, seguida de uma pós-graduação que dura mais dois anos. Forma-se. Entra em um programa para trainees e começa a sua carreira. Dali a um tempo, percebe que aquela não era bem a profissão que ela deveria ter escolhido. Veja quanto tempo, quanto dinheiro, quanto esforço empregado sem um resultado positivo, sem um momento de satisfação, de realização. Vem a frustração, que é seguida pelo desânimo, que se transforma às vezes em depressão. Tudo teve início em uma única decisão, mal tomada por sinal.

Com esse roteiro fictício, que representa inúmeras situações reais, quero mostrar a importância das decisões. Em muitos casos, as coisas são ainda piores, acredite. Eu poderia montar aqui o quadro dentro de outros cenários como a compra de um imóvel em uma vizinhança problemática, a compra de um carro com problemas mecânicos, o financiamento de algum bem a longo prazo, o começo de uma sociedade comercial com um sócio desonesto ou mesmo um namorico, sem maiores pretensões, que se transforma em algo sério e leva a um casamento indesejado, com filhos, com a interferência da família, com uma situação financeira precária. São muitas as possibilidades, todas elas dependentes de uma única decisão. Uma só.

Se uma decisão errada pode arruinar a vida de uma ou mais pessoas, o contrário também é verdadeiro: uma decisão acertada pode levar você a lugares espaçosos, a delícias que jamais imaginou provar, a sensações de grande alegria e gozo que podem ser divididas com as pessoas que você ama e para as quais você quer o melhor. E, novamente, lá está ela, a decisão, a sua decisão!

Do mesmo modo, eu poderia montar aqui um quadro de como uma decisão feliz e acertada pode mudar a vida de pessoas, de famílias, de igrejas, cidades e até mesmo um país. Não faltariam exemplos em nenhuma área para demonstrar isso a você: da filantropia ao negócio mais rentável, do Terceiro Mundo à biografia do homem mais rico do planeta, das missões cristãs no século I às atuais transmissões de TV em full HD. Se hoje sofremos com os problemas do pecado, foi pela decisão de alguém, a decisão deliberada de desobedecer à Palavra de Deus; mas por outro lado, até mesmo a salvação de todo aquele que crê em Jesus e a esperança que temos hoje a respeito da vida eterna também podem ser atribuídas a uma única decisão: Deus amou o mundo e decidiu dar seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Que maravilha é ter consciência de que podemos contar com o Senhor na orientação dos nossos passos, das nossas decisões. É o que lemos nos versículos que abrem esta Introdução. Há quarenta e dois anos, o Senhor havia tirado o seu povo do Egito, onde era escravo e estava sendo oprimido pelo sofrimento imposto pelo faraó. O Senhor organizou a remoção do povo que saiu do Egito e foi dirigido por Ele à Terra Prometida, Israel. Isso aconteceu há mais de 3 mil anos. Pouco antes de aquela multidão apossar-se da terra herdada, o Senhor usou Moisés para aconselhar o povo nos passos seguintes.

Quando Moisés reuniu os milhares de Israel, disse que a terra seria para eles uma herança eterna, pois era o cumprimento de uma promessa que não pode falhar. O povo, porém, poderia tomar o caminho que quisesses, contanto que assumisse as consequências. O caminho bom e o caminho mal estavam diante do povo de Israel, e o Senhor aconselhou o seu povo a escolher o caminho que leva à vida.

Reconheço que tomar decisões não é tarefa fácil, mas podemos confiar no cuidado de Deus que nos acompanha e guia em nossas decisões. Ele deseja ver seu povo acertando e sempre escolhendo a vida.

Neste livro, reuni parte da experiência que tenho na área de decisões úteis para uma família, desde o relacionamento de um casal até a composição de uma família. São cinco decisões que podem fazer com que a sua vida como parte de um casal ou de uma família tome um rumo melhor. Há situações que vemos como imutáveis, monstruosas, mas que podem ser transformadas para melhor com uma decisão acertada. Por isso, quero compartilhar com você essas cinco áreas que interferem decisivamente no estabelecimento da felicidade entre marido e esposa, e sua família.

Espero que você seja beneficiado com a leitura, que a mão do Senhor ajude nas decisões que você precisa tomar, e que elas sejam as mais acertadas possíveis.



Pr. Josué Gonçalves é terapeuta familiar, pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça - Assembleias de Deus em Bragança Paulista – SP, bacharel em teologia, com especialização em aconselhamento pastoral e terapia de casais, exerce um ministério específico com famílias desde 1990.

Jesus perante Pilatos

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Mateus 27: 11-24

INTRODUÇÃO

Os quatro Evangelhos foram escritos e destinados a povos específicos, e apresentam o Senhor Jesus com quatro características diferentes:

1.O Evangelho de Mateus foi escrito aos Judeus e apresenta Jesus como Rei;
2.O Evangelho de Marcos foi escrito aos Romanos e apresenta Jesus como Servo;
3.O Evangelho de Lucas foi escrito aos Gregos e apresenta Jesus como Homem Perfeito; e
4.O evangelho de João foi escrito a todo o mundo e apresenta Jesus como Filho de Deus.

DESENVOLVIMENTO

Pilatos foi um homem que teve um dos maiores privilégios, e a maior oportunidade que alguém poderia ter de conhecer o Senhor Jesus com profundidade. No entanto, ele não soube aproveitar esta oportunidade. Sua mulher até falou-lhe de um sonho que tivera com o Senhor Jesus, dizendo que tivesse cuidado com o que iria fazer com Ele, mas nem isso ajudou Pilatos a receber uma bênção para sua vida.

Na conversa que teve com Jesus, Pilatos reconheceu que Ele era:
           
1. Rei – Mateus 27: 11
2. Servo – Mateus 27: 14                                    
3. Homem Perfeito – Mateus 27: 24

Pilatos só não reconheceu que Jesus era Filho de Deus, por isso o entregou para ser torturado e depois crucificado pelos soldados romanos. Pilatos não fez caso do Senhor Jesus; ele o ignorou e o rejeitou, e depois lavou as mãos diante da multidão, querendo dizer com isso que estava inocente do sangue e do destino que ele mesmo deu ao Salvador da humanidade. No entanto ele foi conivente e culpado pela morte do Senhor, juntamente com os religiosos de Jerusalém e a multidão que pediu a sua crucificação e mandou que Barrabás fosse posto em liberdade.

Quando o homem tem a oportunidade de conhecer Jesus, e não o reconhece como Filho de Deus, enviado para dar sua vida em sacrifício pelos nossos pecados, mesmo que o veja como Rei, Servo de Deus ou alguém que nunca pecou, ele termina por rejeita-lo, não o recebendo em seu coração como Salvador.

CONCLUSÃO

Um dia Jesus perguntou aos discípulos o que eles diziam a respeito dele, e Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Depois deste reconhecimento, Jesus disse que Pedro era bem-aventurado, pois ele havia alcançado a revelação de que Jesus era o Filho de Deus.
Muitos hoje em dia têm tido a oportunidade de conhecer o Senhor Jesus, mas continuam agindo como Pilatos, que viu nele apenas uma pessoa majestosa, humilde e inocente, mas não o viu como Filho de Deus; e para alcançar a salvação e a vida eterna o homem precisa crer e abrir o coração para o Filho de Deus, como fizeram Natanael, Tomé e um dos ladrões que foram crucificados com Jesus.