A alma católica dos evangélicos no Brasil

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Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (“cosmovisão”). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior – segundo o IBGE, seremos 40 milhões neste ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica. É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados “em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.9-11), sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã. Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo, somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?

1) O gosto por bispos e apóstolos – Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.

2) A idéia de que pastores são mediadores entre Deus e os homens – No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações. Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com poucas mudanças. Até nas igrejas chamadas históricas, os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles e como se os pastores funcionassem como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo, a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.

3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados – O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras, semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso, entre setores evangélicos, do uso de copo d’água, rosa ungida, sal grosso, pulseiras abençoadas, pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos, oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.

4) A separação entre sagrado e profano – No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça, idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica. Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades coexistentes, antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano, que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado de forma estanque. É a mesma atitude dos evangélicos. Faltanos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países, os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que, além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e o profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e freqüentemente antagônicos, não há como uma visão integral surgir e prevalecer, a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.

5) Somente pecados sexuais são realmente graves – A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável. Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito ou de que teria sido reeleito por uma margem tão grande. Nas igrejas evangélicas – onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira, preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na alma dos evangélicos?

O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão entre os mais anticatólicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica), o Brasil é um dos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anticatolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2 Co 10.4-5).

Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neocatolicismo tardio que surge e cresce em nosso país, onde até os evangélicos têm alma católica. 

http://bereianos.blogspot.com/2012/07/alma-catolica-dos-evangelicos-no-brasil.html

Fonte: [ Editora Fiel ]

Por Augustus Nicodemus Lopes

Martinho Lutero e o anti-semitismo

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Muito tem sido dito acerca de Lutero, desde a Reforma Protestante. Alguns o admiram e outros o odeiam de forma voraz. Tudo isso, devido a iniciativa surpreendente do monge agostiniano de fixar na porta da Igreja do castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517, as conhecidas 95 teses.

Ao seguir em rota de colisão contra Roma e contra o astuto Johann Tetzel, vendedor de indulgências a mando do arcebispo Alberto, Lutero desencadeia a Reforma que há muito já vinha sendo travada por outros, a exemplo de John Wycliff, Jerônimo de Praga, Jerônimo Savonarola, João de Wessália, João Wesselus, Jan Hus etc.

Diferentemente do que alguns têm afirmado, Lutero não é idolatrado pela igreja reformada, mas relembrado por ter sido um instrumento de Deus, usado para confrontar as distorções doutrinárias e éticas do catolicismo romano. Dessa forma, ao confrontar, por exemplo, a venda de indulgências, Lutero ataca diretamente os planos do papa Leão X, que utilizava parte do dinheiro arrecadado com a venda de perdão para a construção da basílica de São Pedro, conhecida hoje como Vaticano. Ainda, levanta outro inimigo, o arcebispo Alberto, que recebia a outra metade do dinheiro arrecadado através da exploração do povo por meio da venda descarada da salvação, já que Tetzel pregava não ser necessário arrependimento para o perdão de pecados, mas apenas a compra de indulgências, válidas inclusive em nome dos que já haviam morrido.

Nesse sentido, a tese 82 diz o seguinte:

Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas–, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?

Com isso, percebemos que as 95 teses atacam diretamente o coração do catolicismo romano, e por isso Lutero despertou tanto ódio e perseguição contra si mesmo, inclusive nos dias de hoje.

Então, quando tratamos da figura do reformador alemão, estamos lidando com uma história de perseguição, acusações, ódio, calúnia e difamações, e diante do que foi exposto podemos entender os motivos que levam a isso. Dr. Sam Storms afirma que “após a reforma começar, Lutero foi frequentemente difamado por seus oponentes católicos romanos. Em particular, foi dito que a mãe de Lutero manteve relações sexuais com o diabo e que Martinho era sua prole!” [1].

Uma das acusações recorrentes contra Lutero diz respeito ao seu anti-semitismo. Um dos trechos muito conhecido e utilizado é este:

Em primeiro lugar, suas sinagogas deveriam ser queimadas [...] Em segundo lugar, suas casas também deveriam ser demolidas e arrasadas [...] Em terceiro, seus livros de oração e Talmudes deveriam ser confiscados [...] Em quarto, os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar, sob pena de morte [...] Em quinto lugar, os passaportes e privilégios de viagem deveriam ser absolutamente vetados aos judeus [...] Em sexto, eles deveriam ser proibidos de praticar a agiotagem [cobrança de juros extorsivos sobre empréstimos] [...] Em sétimo lugar, os judeus e judias jovens e fortes deveriam pôr a mão na debulhadeira, no machado, na enxada, na pá, na roca e no fuso para ganhar o seu pão no suor do seu rosto [...] Deveríamos banir os vis preguiçosos de nossa sociedade [...] Portanto, fora com eles [...]

Contudo, poucos se referem ao escritos de Lutero, no início da Reforma, a exemplo deste:

Talvez eu consiga atrair alguns judeus para a fé cristã, pois nossos tolos, os papas, bispos, sofistas e monges [...] até agora os têm tratado tão mal que [...] se fosse judeu e visse esses idiotas cabeças-duras estabelecendo normas e ensinando a religião cristã, eu preferiria ser um porco a ser cristão. Pois esses homens trataram os judeus como cães, e não como seres humanos. [2]No início de sua caminhada Lutero defendia e respeitava os judeus, porém com o passar dos anos as coisas começaram a mudar. Então, como conciliar dois escritos tão diferentes?

Primeiramente, precisamos compreender que o fato de ser usado por Deus não pode servir de pretexto para se pensar que é perfeito ou isento de erros.

Então Lutero errou?

Sim, nesse aspecto, certamente errou!

Em sua concepção posterior, 20 anos após a Reforma, Lutero adquiriu um pensamento distorcido sobre os judeus, mas isso não põe em cheque as suas ações iniciais sobre a Reforma. Na verdade, os princípios adotados pela igreja Reformada devem ter por base a Escritura Sagrada. Assim sendo, sempre que alguém desejar buscar a verdade entre o cristianismo verdadeiro e o catolicismo romano deve buscar nas páginas da Sagrada Escritura – A Bíblia, e não nas 95 teses, pois um dos princípios da própria Reforma é Sola Scriptura, ou seja, somente a Bíblia é inspirada, infalível, inerrante e suficiente. As 95 teses foram um escrito que expuseram erros do catolicismo romano, mas nunca foram tratadas como inerrantes, infalíveis, inspiradas ou suficientes para a vida cristã.

Se por um lado Martinho Lutero teve o seu valor como Reformador Protestante, por outro não podemos atribuí-lo o título de infalível nem inerrante. Quem faz isso são os católicos acerca do papa. Na igreja reformada não temos papa, apenas o Senhor.

Portanto, mais uma vez, não se pode julgar os princípios da Reforma com base nos erros de um homem. Os princípios devem ser julgados à luz da Bíblia Sagrada. Então, nesse aspecto, discordamos de Martinho Lutero e reconhecemos isso publicamente, diferentemente do catolicismo romano que continua a encobrir os erros da própria religião.

Utilizar os erros de Martinho Lutero para rejeitar os princípios bíblicos da Reforma é uma insensatez e válvula de escape que beira a desonestidade, porque – como já foi dito – os princípios da Reforma devem ser julgados a luz da Bíblia Sagrada e não a luz das ações de Lutero ou de qualquer outro reformador.

Jan Willem van der Hoeven [3] nos apresenta a seguinte explicação, em seu artigo [4]:

Portanto, em seus últimos anos de vida, Martim Lutero pode ter abortado o efeito da Reforma que ele mesmo havia iniciado, por causa de seu ódio e de seus discursos amargos contra o mesmo povo que nos legou as Escrituras, que trouxe ao mundo os apóstolos e profetas e através do qual veio até nós o Messias – Jesus, nosso Senhor.
Tudo isso é extremamente triste e deve nos servir de alerta, pois o que ocorreu a um homem tão poderosamente usado por Deus pode acontecer com qualquer um de nós, no que se refere aos judeus – o povo de Deus.
Lutero deveria ter prestado mais atenção às palavras de Paulo em sua Epístola aos Romanos (como todos nós devemos), que ele conhecia tão bem: "Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! [...] Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo..." (Romanos 11.1,25-26).
Portanto, talvez a arrogância e a cegueira que se verificam nos dias de hoje em relação ao plano e propósito final de Deus para com Seu povo, os judeus, sejam piores que a cegueira e o anti-semitismo da maior parte dos membros da igreja no passado, inclusive de Lutero, pois, enquanto eles viveram no período da dispersão dos judeus, nós vivemos no período da reunião de Israel.

Agora, se os católicos utilizam como argumento os erros de Lutero para reprovar e comprometer a Reforma Protestante, deveriam rejeitar o catolicismo também, pois se Lutero errou, e errou mesmo, o catolicismo romano tem errado muito mais no decorrer de séculos com este mesmo povo, os judeus.

Em um artigo que escrevei há alguns anos atrás, intitulado “Pio XII, O Papa Anti-semita de Hitler” [5] isto fica bastante claro.

O pesquisador e escritor John Cornwell [6] disse o seguinte:

Hitler declarou, escrevendo para o Partido nazista, em 22 de julho: "O fato de o Vaticano estar concluindo um tratado com a nova Alemanha significa o reconhecimento do Estado nacional-socialista pela Igreja católica. Esse tratado comprova para o mundo inteiro, de maneira clara e inequívoca, que a insinuação de que o nacional-socialismo é hostil à religião não passa de uma mentira [7].

Quatro dias após ser eleito papa, Pacelli, envia uma carta à Adolf Hitler, com o seguinte conteúdo:

Ao Ilustre Herr Adolf Hitler, Führer e chanceler do Reich Alemão! No início de nosso pontificado, desejamos lhe assegurar que permanecemos devotados ao bem-estar do povo alemão, confiado à sua liderança. (...) Durante os muitos anos que passamos na Alemanha, fizemos tudo ao nosso alcance para consolidar relações harmoniosas entre a Igreja e o Estado. Agora que as responsabilidades de nossa função pastoral aumentaram as oportunidades, rezamos com muito mais fervor para alcançar esse objetivo. Que seja uma realidade a prosperidade do povo alemão e seu progresso em todas as áreas, com a ajuda de Deus! [8]

Então, diante dos fatos históricos documentados, se torna no mínimo curioso o fato de alguns questionarem as raízes bíblicas do Protestantismo quando desconhecem os fatos acerca, por exemplo da santa Inquisição, que assassinou 60 mil pessoas no ano de 1209, em Beziers (França); queimou 400 pessoas vivas no ano de 1211, em Lauvau (França); assassinou 10.200 protestantes entre os anos de 1420-1498, sob o comando do frade Torquemada; matou cruelmente 31.912 cristãos, martirizou 291.450 pessoas e baniu 2.000.000 de seres humanos da Espanha; matou 50.000 cristãos entre os anos de 1500 e 1558, sob o comando de Carlos V; exterminou 100.000 anabatistas entre os anos de 1566 e 1572, a mando de Pio V; assassinou covardemente 70.000 protestantes franceses em uma única noite, em 24 de agosto de 1572, sob as ordens de Gregório XIII; eliminou 200.000 hugenotes no ano de 1590 e exterminou cerca de 15.000.000 de pessoas entre os anos de 1578 e 1637, sob o comando de Fernando II.

E, o que dizer – então – de uma religião que é capaz de organizar um exército de elite chamando-os de missionários evangelizadores, catequizadores membros da “Companhia de Jesus” (Jesuítas), cujos membros estão dispostos a fazer o seguinte juramento:

Prometo ensinar a guerra lenta e secreta contra os protestantes e maçons... queimar vivo esses hereges, usar o veneno, o punhal ou a corda de estrangulamento. ..farei arrancar o estômago e o ventre de suas mulheres e esmagarei a cabeça de seus filhos contra a parede, a fim de aniquilar a raça!...Se eu for perjuro, as milícias do papa poderão cortar meus braços e minhas pernas, degolar-me, cortando minha garganta de orelha a orelha, abrir minha barriga e queimá-la com enxofre, etc.! – Assino meu nome com a ponta deste punhal molhado no meu próprio sangue. [9]

Com tudo isso, podemos extrair várias lições que poderão nos servir para a vida, mas dentre elas a mais importante é esta: Sempre alicerce as suas convicções naquilo que a Escritura Sagrada disser. Se algum homem falar de acordo com o Texto Sagrado, o seu escrito deve ser respeitado, mas se falar aquilo que a Escritura não diz deve ser rejeitado imediatamente.

Portanto, somos gratos a Martinho Lutero pelo que ele fez de bíblico, mas rejeitamos qualquer ensino ou prática que esteja em desacordo com a Sagrada Escritura, a Bíblia.

_______________________

1. A Vida de Martinho Lutero. Disponível em: . Acesso em 04 jan 2013.
2. Martinho Lutero: That Jesus Christ was born a Jew [Que Jesus Cristo Nasceu Judeu], reimpresso em Frank Ephraim Talmage, ed. Disputation and Dialogue: Readings in the Jewish-Christian Encounter (Nova York: Ktav/Anti-Defamation League of B’nai B’rith, 1975), p. 33.
3. Jan Willem van der Hoeven é diretor do International Christian Zionist Center.
4. Por Que Lutero Tornou-se um Anti-Semita?. Disponível em: . Acesso em: 04 jan 2013.
5. Pio XII, O Papa Anti-semita de Hitler. Disponível em:
6. CORNWELL, John. O Papa de Hitler. Imago, 2ª Edição, pág. 147.
7. SCHOLDER, K. The Churches and the Third Reich. Vol. 1, 1933, págs. 488-522.
8. Actes et Documents Du Saint Siège reletifs à La Seconde Guerre Mondiale (Atas e Documentos da Santa Sé relativos à Segunda Guerra Mundial), Vaticano, 1965-1981. Ii, pág. 420.
9. Congregacional de Relatórios. pág. 3262.

Sobre o Autor: Robson Tavares Fernandes é casado com Maria José Fernandes e pai de Isabela. É Pastor auxiliar na Igreja Cristã Nova Vida em Campina Grande, onde lidera a Secretaria de Ensino. Graduado em Teologia pelo STEC e pelo IBRMEC e Mestrando em Hermenêutica e Teologia do Novo Testamento pelo Betel Brasileiro. Tem se dedicado desde 1998 ao ensino e pesquisa na área de Hermenêutica, Apologética, História, Teologia e Fé e Ciência. É escritor e co-autor do livro “Apostasia, Nova Ordem Mundial e Governança Global” (em co-autoria com Augustus Nicodemus Lopes, Russell Shedd, Norman Geisler, Uziel Santana e Norma Braga). Professor de Teologia e Apologética e um dos fundadores da VINACC, tendo feito parte da primeira diretoria e posteriormente servido como pesquisador e consultor teológico.

Fonte: http://bereianos.blogspot.com/2013/02/martinho-lutero-e-o-anti-semitismo.html

Dica do Rev. Solano Portela, via Facebook.

Por Robson T. Fernandes

Contribuição para Estudo Bíblico dos Jovens - 17.09.2016

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CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO BÍBLICO DOS JOVENS

1- Unidade do corpo

Para que todos sejam um,como tu,ó Pai e es em mim,e eu em ti;que também sejais em em nós,para que o mundo creia que tu me enviaste. V:21

*"Eu neles,e tu em mim,para que eles sejais perfeitos em unidades"*V:23

*"Eu dei-lhes a glória que a em mim me deste,para que sejais um,como nós somos um"*v:22

*Obs:*Jesus afirma ao Pai ter dado a sua glória para que a igreja seja uma.

Santificação: Santifica-os na verdade;a tua palavra é a verdade.v:17

2- Prestação de conta:


"Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste" V:6

*"Porque lhes deu as Palavras que em deste;eles as receberam e tem verdadeiramente conhecido que daí de ti,e creram que me enviaste."*v:8

"Dei-lhes a tua Palavra,e o mundo o odiou,porque não são do mundo,assim como eu não sou do mundo." V:14

"Eu eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho parei conhecer mais,para que o amor com que me tens amado estejais neles e eu neles esteja."  V:26


3-As citações que o Senhor Jesus fala que muito importante,é sobre a palavra,de nos ter dado a palavra como fonte de conhecimento e como a verdade.Além disso o Senhor Jesus interceder a Deus por nós,ele retrata sobre a importância da Palavra na vida do servo.Ele ainda nos diz: Santifica-os na verdade; a tua Palavra é a verdade,através da Palavra somos santificados e não somente da letra, mais da revelação da Palavra "Porque a letra mata,e o Espírito vivifica." A Palavra opera salvação "pela sua palavra hão de crer em mim." v:20
O Senhor Jesus mostra a importância da união do corpo,como o Senhor e um "Eu e o pai somos um",ele quer que sejamos um só corpo. "Que também eles sejam um em nós".v:21

"Porque ,assim como o corpo é um e tem muitos membros,sendo muitos são um corpo só,assim é Cristo também. 1 coríntios 12:12

Quando a necessidade maior da igreja:
Ser separado
,santificado!

Sara Pimenta- Montes Claros

A morte na panela

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II Reis 4: 38-41

INTRODUÇÃO

Houve uma fome em Israel, nos dias do profeta Eliseu, e ela era o resultado de um juízo de Deus sobre o povo por causa dos seus pecados.
Naqueles dias Eliseu voltou a Gilgal e encontrou ali os filhos dos profetas, que se  assentaram na sua presença e esperaram uma providência da parte do servo de Deus.

DESENVOLVIMENTO

O mundo hoje vive um grande momento de fome espiritual, e as pessoa lançam mão de tudo que encontram pela frente, com o propósito de suprir suas necessidades espirituais. No entanto, o que vemos é a permanência da fome, pois as coisas do mundo não atendem a essas necessidades da alma.
A igreja nesta hora tem descansado na presença do Senhor Jesus, pois ela sabe que Ele é poderoso para suprir todas as suas necessidades, e que a sua providência sempre vem na hora certa.

Eliseu mandou seu moço colocar a panela grande ao lume (fogo), e sem seguida ordenou que preparasse um caldo de ervas para que todos pudessem se alimentar. Feito isso, todos os filhos dos profetas saíram ao campo em busca de ervas, para com elas prepararem o caldo. Um deles, no entanto, se afastou demais na sua busca por ervas, e encontrou um tipo de planta venenosa e tóxica, chamada coloquíntidas (um tipo de pepinos bravos), e inadvertidamente colheu uma boa quantidade e veio e lançou tudo na panela grande, junto com as outras ervas. Quando o caldo foi servido, todos começaram a se sentir mal, e alguém gritou: “Há morte na panela!”.

O alimento do povo de Deus é a Doutrina Revelada e preparada pelo Espírito Santo para ser distribuída no corpo. A Palavra Revelada é o nosso alimento, o qual sacia nossa fome em tempos de escassez como os de hoje. Somente o Senhor sabe como preparar esse alimento, e Ele sabe também aquilo de que precisamos nos alimentar.
Deus tem usado o Ministério (tipo do moço de Eliseu) para transmitir a Palavra revelada que vai alimentar a igreja. Tudo tem que ser feito na panela grande (o coração cheio da graça) e no fogo (comunhão do Espírito Santo).

Toda a Doutrina da Obra tem sido revelada no corpo, o qual tem se alimentado e vivido dela. Nada é feito fora do corpo, pois o que vem de fora do corpo, pode trazer grandes prejuízos para o corpo e seus membros. Quando alguém se afasta do corpo, perde a comunhão e o discernimento, e termina absorvendo coisas estranhas, do mundo, da religião, de livros, etc. trazendo depois para dentro da igreja, causando mal estar e morte aos que provarem delas. Não podemos trazer as coisas da religião, seus métodos, dogmas, usos e costumes, etc. para o nosso meio, pois essas coisas (aparentemente inofensivas) podem contaminar a muitos, principalmente os novos na fé, causando-lhes graves prejuízos espirituais.
           
            CONCLUSÃO

O profeta Eliseu ordenou que se trouxesse farinha e se colocasse dentro da panela com o caldo venenoso, a fim de que a morte fosse retirada.
Quando surgem coisas prejudiciais no meio da igreja, coisas do homem, da religião, ensinos que podem ser danosos às vidas das pessoas, é necessário a presença e a revelação do Senhor Jesus, pois Ele é o trigo que foi moído por nós (farinha), para nos curar de todos os nossos males. Assim como a farinha absorveu a morte que havia na panela, Jesus absorveu em seu corpo a morte em nosso lugar, para nos dar a vida eterna.

Quando a igreja passa por momentos de perigo, pela infiltração de ensinos não revelados pelo Espírito Santo e outras coisas que trazem prejuízo, é necessário a busca de uma comunhão mais profunda com o Senhor Jesus (madrugadas, jejuns, vigílias, ceia) para que a morte seja suplantada e afastada do corpo (igreja), para que todos possam continuar se alimentando e vivendo na presença do Senhor.

A pessoa que se afasta da sã doutrina, torna-se indisciplinada e não há lugar para pessoas indisciplinadas no Corpo do Senhor Jesus (Heb 12: 4-9).


A mente

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Salmo 139: 23-24

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”.

1 – INTRODUÇÃO

Meus irmãos, nós não precisamos falar muito sobre o autor deste salmo que foi o rei Davi, porque na verdade, todos os salmos de Davi, falam de uma necessidade da alma, porque essa necessidade era vivida por Davi. Essa necessidade era a relação dele com Deus; ele precisava sentir isso e a sua vida, apesar das grandes lutas, dos grandes embates, estava sempre voltado para o Senhor. O lugar que Davi tinha para chorar as suas aflições, suas mágoas, era diante do Senhor. Ele era rei, ele tinha poder sobre todas as coisas, ele tinha seus generais, valentes, mas ele não dependia tanto do consolo e do conforto de seus valentes; ele não precisava dos recursos materiais, mas ele tinha suas aflições. Ele chorava; e a sua grande luta, na verdade, era a sua relação com Deus. Nos momentos do afastamento do Espírito de Deus na sua vida (e ele sentia esse afastamento) porque ele era um homem ligado as coisas de Deus.

2 - “SONDA-ME, Ó DEUS, E CONHECE O MEU CORAÇÃO...”

Às vezes, nós nos esquecemos, trocamos as coisas de Deus por muitas de nossas vidas. Até mesmo os sacerdotes, profetas, servos do Senhor se esqueceram do Senhor. A vida espiritual, a caminhada espiritual do servo de Deus, não é uma caminhada simplesmente material e humana. A grande necessidade do homem é vista e sentida quando paramos e olhamos para dentro de nós e concluímos a grande necessidade espiritual. Se você parar e remover tudo em sua vida, tudo que está em sua volta, você diz uma única coisa: Se é que existe em sua vida uma conversão verdadeira; concluirá que toda a sua necessidade é espiritual.

Muitas pessoas, e até grupos que foram rotulados de servos, ficaram na caminhada. Deus deu a eles bens, prosperidade, deu-lhes tudo aquilo que qualquer pessoa podia ter na vida; mas eles não souberam usar isto. Eles se esqueceram de que Deus é o centro de sua vida, que um dia fizeram uma opção, especialmente aqueles que conhecem essa obra. Eles fizeram uma opção, e nós, de maneira nenhuma, podemos trocar os valores desta opção que foi feita por aquilo que é a nossa vida no passado.

Quando o salmista fala aqui sobre sua necessidade, ele está falando da necessidade que tem de vitórias sobre um grande inimigo. Davi tinha muitos inimigos e como nós também temos: inimigos que estão do lado de fora que perturbam a nossa vida, são constantes e comuns e alguns até naturais, como o trabalho, a competição, diversos compromissos que estão gravados em nossa mente, de tal forma grudados que entram e não saem que, transformam a salvação em um objeto, um elemento que se tornou apenas parte da nossa vida como soma aos nossos interesses. Se eu me interesso por um detalhe, por uma pessoa, por uma amizade, aquilo ficou somente nisso. Se as outras pessoas não são da minha amizade, elas se tornam minhas inimigas. Eu os vejo como inimigos. Eu fico pensando: “ele vai me trair agora. Não, da próxima vez eu vou ser traído...” Então nós começamos a criar, dentro de nós, da nossa mente, uma luta. As maiores lutas do homem estão na sua mente. A mente é a sede dos grandes conflitos do homem, e o interessante é que nesses conflitos, nós ficamos pensando que eles vão atingir os outros e, na verdade, só atingem a nós mesmos. Nós somos as vítimas. Nós nos tornamos vítimas dos nossos próprios conflitos; e é por isso que nós devemos lembrar de uma coisa: Jesus disse assim: “Vinde a mim vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei e encontrareis descanso para as vossas almas”.

Às vezes, nós não encontramos descanso para a noite. Nós deitamos e não temos descanso porque a mente começa a trabalhar: “O que vai ser amanhã, o trabalho, o serviço, eu vou ter que enfrentar a luta; vou ter que enfrentar a prova; vou ter que enfrentar o professor...” Então, são aquelas lutas. Por outro lado, são aquelas guerras de família, de casa, aquelas coisas que ferem, há sempre alguém para nos dizer aquela palavra fora de hora, para nos acusar, para falar coisas que não poderíamos ter dito e são essas coisas que nos ferem. E nós nos esquecemos de uma coisa, é de que quando nós fomos salvos, nós fomos salvos para termos uma mente firme no Senhor. Por isso, a nossa mente começa a balançar, começa a perder a estrutura. Daí a um pouco nós estamos envolvidos em tudo que está em volta. Isso acontece com todas as pessoas. Todos nós estamos sujeitos a esses embates destas lutas e somos reféns da mente.

Quando Deus nos chamou para essa obra, Ele nos chama para nós conhecermos os valores estabelecidos no projeto eterno e nós, paramos nos projetos terrenos, que são os nossos projetos. Eu não estou dizendo aqui daquelas pessoas que trabalham, daquelas pessoas que estão construindo os seus projetos materiais. Não é isso. Nós estamos falando aqui do projeto de salvação que não tem nada a ver com aquilo que você está produzindo com sua mente, com seu trabalho, com seu vigor, com sua maneira de ser, nada disso absolutamente. Isso é até nobre. Nós estamos falando sobre as coisas que não deveriam estar na nossa mente estão e nos destroem.

3 - “...PROVA-ME E CONHECE OS MEUS PENSAMENTOS...”

Nós temos experiências. Nesta caminhada de obra nós conhecemos pessoas que foram muito fiéis em muitas coisas do Senhor. Pessoas que construíram e que ajudaram a construir essa grande Obra, e muitos ficaram na caminhada. Mas nós não sabíamos onde estava o problema. Então, daí a um pouco, o tempo mostrou onde estava o problema: na mentira, no ódio, na tristeza, na decepção... Nós não podemos ter isso, não podemos gastar tempo nessas coisas delicadas porque nós gostamos dela. Há coisas em nossa mente que nós guardamos com muito carinho que é o ódio, a vingança no coração. Quando nós pensamos em tirar isso do coração é um sofrimento. O Senhor fala que quando Israel, na luta pela terra, quando Judá foi possuir uma determinada área, o Senhor limpou, tirou os inimigos dali, da montanha, mas ficaram os carros ferrados.

Nós recebemos uma libertação. Deus vem, nos abençoa e é o momento de salvação. Muitas coisas saem da nossa mente. Estou livre, estou liberto, mas os carros ferrados ficam”. Aquilo que nós não queremos tirar. Uma coisa o Senhor fez, afastou os inimigos, mas nós deixamos os carros ferrados. Aquelas coisas que estão lá dentro, no nosso interior e está no lugar mais precioso da criação do homem que é a mente. É na mente que a grande riqueza do homem se forma. São os nossos pensamentos: é a tristeza, é o engano; são os pensamentos obsessivos que a gente fala assim: “eu acho que fulano não gosta de mim”. Às vezes, nunca conversou com aquela pessoa: “Não falou comigo”. Aí não dorme aquela noite porque a pessoa não falou aquela noite. Eu não vou falar aqui sobre o casamento, porque o casamento tem algumas coisas estranhas. “Hoje estamos fazendo bodas de ouro, mas eu me lembro do primeiro dia em que fulano me tratou mal, fez cara feia...”. Então veja só, as pessoas tem “chulé” na mente. Elas guardam até o mau cheiro das coisas, são como carros ferrados, é como coceira e tem gente que gosta de coçar. A mente é assim. Ela envasilha o mal, ela dá contorno ao mal e ela emoldura o mal. Para você entrar ali tem que tirar a moldura tem que virar de cabeça para baixo e meter muita “solda caustica”.

4 - “...VÊ SE HÁ EM MIM ALGUM CAMINHO MAU...”

O salmista fala: “sonda-me ó Deus”. Nós não podemos entender hoje que esta Obra vai caminhar deste jeito. Deste jeito que nós estamos pensando. Entramos, sentamos, saímos, pregador pregou, acabou... Não, não vai ser assim. Nós entramos num momento em que a mente deve ser trabalhada pelo Senhor. Nós já temos todos os recursos para vencer. O que me adianta estar pensando numa palavra agressiva, pensando a noite toda sobre uma palavra de uma pessoa agressiva? Eu tenho que guardar aquilo por causa de quê?

A palavra que nós temos hoje é a seguinte: é a mente firme no Senhor. É a limpeza da mente. Se você começar a fazer essa limpeza todo dia na sua vida, você vai mudar. Lute contra a sua mente, derrube esse gigante que às vezes investe inveja, maledicência, maldade. Nós não podemos entender, por exemplo, que um pastor não goste de uma ovelha por pior que ela seja, que ele crie um obstáculo para aquela ovelha, que ele se envergonhe, que ele se confronte, em hipótese alguma, por traz da mente. Quando as pessoas agem assim é porque há um defeito na mente. A mente está doente. Eu estou falando isso e parece que estou falando novidade. Não é uma novidade isso, mas é uma abordagem que nós devemos levar em conta. Hoje o Senhor me trouxe, me convocou para dar essa palavra aqui e todas as aberturas daqui para frente serão sobre essa palavra. Ou nós mudamos a mente todo dia e firmamos a mente no Senhor ou nós vamos ser derrotados. A obra não vai ser derrotada, nós é que vamos ser derrotados, porque nós vamos nos permitir nas coisas que estão em volta. É o envolvimento. É natural. Você saiu aqui e o carro bateu ali, foi ali, uma pessoa o tratou mal; você foi deitar e uma notícia ruim, é a família, são os filhos... Não é que você vai sublimar tudo. As coisas têm que ser levadas em conta, dar solução às coisas que você tem que dar, mas tem que descansar no Senhor. Eu contei no Domingo passado uma experiência de uma cliente minha, e aí nós estávamos conversando e ela disse: “o senhor não sabe das minhas grandes lutas, dos meus grandes sofrimentos. Perdi minha mãe, perdi meu pai, meu esposo, perdi meu filho mais velho e depois perdi meu filho mais novo. Eu me sentia a pessoa mais infeliz do mundo. E houve um dia em que eu disse assim: Senhor, eu não posso mais conviver com isso. Ou eu vou morrer ou o Senhor vai me libertar, e naquele dia o Senhor me deu uma benção em que eu nunca mais esqueci, nunca mais chorei; não é que eu não tenha saudades deles, pois eu tenho, mas eu recebi uma libertação na minha mente. Uma libertação que eu não sabia se eu teria essa libertação. Eu não sei se eu conseguiria de mim mesmo, nem ela se libertar”. Mas nós temos o recurso que é o clamor pelo sangue de Jesus; e clamar pelo sangue de Jesus não é dizer: fica ali, vai para cá, vai para lá... Não, o clamor pelo sangue de Jesus é a nossa entrega, é a nossa entrega da mente ao Senhor”.

Às vezes, a gente gosta de uma música, ouve uma música, e a música vem e faz uma impregnação na nossa mente, e é até uma música que desagrada ao Senhor, porque a mente não está firme no Senhor. Então a coisa vem. Fulano de tal, coloca uma coisa na sua cabeça. Mas para entender, eu não preciso odiar meu irmão, eu não preciso ter restrições a pessoas, eu não preciso ter inveja, de ter ciúmes... Eu não preciso ter isso para viver. Eu preciso ter uma mente firme no Senhor, e nós precisamos entender uma coisa: o homem que Deus chama para esta Obra, ele chama para viver e conhecer valores estabelecidos no projeto eterno da salvação. Este projeto de salvação conflita freqüentemente com o ensino e a prática do projeto da vida terrena. O projeto de salvação entra em conflito com tudo o que é terreno. Algumas coisas nós podemos excluir, outras nós não podemos, especialmente aquelas que estão impregnadas na nossa mente. Os anos se passaram, 30 anos e ele diz: Eu bem lhe disse. Então, passaram 30 anos pensando numa coisa que não adiantou nada. Se nós parássemos agora e começássemos a ver, e hoje é isso que o Senhor quer de nós, quanto lixo tem na nossa cabeça, nós iríamos ver que não vale a pena carregar essa lixeira na cabeça, que é um peso muito grande, é algo que está nos adoecendo, os irmãos estão ficando doentes. Há pessoas que morrem antes do tempo, porque, às vezes, a mente fica tão carregada, tão cheia de coisas que nós pensamos que não vamos suportar. Agora, fazer força para tirar da mente ninguém consegue. Somente uma operação do Espírito Santo e se não for do Espírito Santo, é uma luta que você está travando de forma desigual. Nós dizemos: “Senhor carrega o nosso fardo”, mas não existe fardo pior do que a nossa mente. Hoje é possível que o Senhor dê uma libertação em muitas coisas aqui, mas os carros ferrados, alguns vão ficar ainda. E o vício? O vício é o pensamento vicioso da doença da mente. No tempo de Sodoma e Gomorra, foi atingida a carne e hoje está sendo atingida a mente. A operação do adversário é em cima da mente porque é a coisa mais nobre do homem, que é a sede de todos os conflitos. Você só é vitorioso quando a sua mente está nas mãos do Senhor. Não é uma tarefa fácil. Nós sabemos que nós vamos lutar muito com isso. Nós vamos lutar por muito tempo porque é aquilo que nós herdamos de nossos pais.

A mente, quando ela começa a trabalhar nas coisas do Senhor, o problema vira para os outros, o problema se converte, você se liberta e uma mente livre é sede da grande operação do poder de Deus. Nós hoje temos homens e mulheres com dons espirituais, mas eles ficam limitados. Os dons espirituais ficam limitados. Os dons ficam somente na calota craniana. Para baixo, nada. O cérebro fica todo ali. Sabe por que? Porque o resto está sujo. O dom que deveria ser usado em projeto de cura, maravilhas, fica aqui, não entra. Nós temos que entender uma coisa: o Senhor nos chamou foi para uma obra e não para uma religião. Como religião, não tem nenhuma pior do que a nossa, porque aqui a carne não pode funcionar. Na religião, a carne tem todos os valores e aqui, não. Então como religião, essa aqui é a pior que existe, porque não tem lugar para a carne.

Conquistar o reino é descobrir os segredos de Deus. Para as lutas deste momento, libertar a mente daquilo que está escravizando-a. Às vezes nós ficamos escravos por uma coisa de nada. Uma bobeira entra na nossa mente, ficam uns 50, 60 anos e só sai quando nós morremos. Será que vai continuar sendo assim? Você tem vergonha de dizer que mentiu e carrega aquilo. Carrega o lixo da vida, da mente. Eu acho que não preciso falar mais nada porque cada um sabe de suas necessidades, mas a nossa preocupação é mudar a mente para uma mentalidade de Obra a partir de todos nós, sem exceção. Aqui não existe ninguém que nunca sofreu as agressões da mente, aqui não tem “santinho” não. O Senhor quer isso como norma para a Obra.

5 - “...E GUIA-ME PELO CAMINHO ETERNO.”

O salmista dizia: “sonda-me ó Deus”. Quando nós clamamos pelo sangue de Jesus, o Espírito Santo deve ter lugar para sondar.

Quando os irmãos começarem a ver a operação da mente liberta, os irmãos vão começar a entender o processo da salvação (que é o caminho eterno), como ele se renova na nossa vida. Nós, às vezes, ficamos impregnados de teorias, posições, de serviços que prestamos, de ocupações, de coisas que fazemos até para o Senhor, de oração, de leitura de Bíblia, de mensagens e está tudo certo! Mas o que Deus quer para nós é a mente firme nele, a mente firme no Senhor e isso é fundamental.

Quando alguma coisa vem e ela vem só para te prejudicar. O pensamento ele não prejudica a outra pessoa, o ato prejudica, aquilo que você executa depois do pensamento prejudica o outro, mas você é o mais prejudicado porque você se destrói a si mesmo. A tristeza, a aflição, a angústia... O mundo está cheio disto e nós não podemos viver assim. Temos os nossos pertences, aquilo que é nosso, que nós herdamos e a culpa nós colocamos nos nossos pais, mas a culpa é nossa mesmo porque nós é que somos pais. Nós temos que pedir a Deus, e hoje nós vamos dar início a uma nova fase nesta Obra com uma preocupação fundamental: pensamentos. Como é difícil tirar a preocupação. “Amanhã, depois de amanhã, o ano que vem, daqui a 10 anos, como será o governo do ano que vem?” Mas meus irmãos, nós temos que vencer: são os inimigos que estão em volta. A mente tem que estar firme no Senhor.  A mente tem que está liberta.

6 – CONCLUSÃO

“...sonda-me, ó Deus...”


O salmista diz assim: “sonda-me ó Deus”. Às vezes nós fazemos coisas, o pensamento envasilha o mal e nós pensamos que está certo, mas o Senhor vem e nos mostra. Quando nós abrimos a Palavra, quando nós consultamos sobre a vida dos outros o Senhor vem e nos mostra o nosso pecado. Quem quiser, pode consultar sobre a vida dos outros, mas saiba de uma coisa: o Senhor vai mostrar o seu pecado para você acertar a sua vida. O Senhor está disposto a libertar a sua mente. Nós temos o clamor pelo sangue de Jesus, nós temos a mente firme no Senhor. Toda vez nós temos que lembrar: a mente firme no Senhor. Hoje é um dia de libertação aqui para todos nós porque o Senhor é onisciente, ele conhece a nossa mente. Um coração livre das coisas desse mundo é um coração liberto para ser usado nas coisas do Senhor, nos dons espirituais. O Espírito Santo está aqui para libertar, mas nós não podemos deixar os carros ferrados na nossa mente porque sabemos qual será o fim? Você sai da obra, começa a falar mal da obra, de todo mundo e perde tudo. Por isso, nesta manhã, nós vamos deixar o Espírito Santo operar nas nossas mentes.