PROCLAMANDO A VOLTA DO SENHOR JESUS!




"E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida” -Apocalipse 22:17



sábado, 3 de setembro de 2016

Fuja Crente: Tudo bem que a carne é fraca, mas quem disse que pecado é vitamina? 1/2


"A carne é fraca!"

Essa tem sido a desculpa que mais ouço diante de um crente satisfeito com o pecado.
Ninguém quer admitir que está satisfeito com o pecado, na verdade, dizem até que têm lutado, porém continuam nessa fuga de "a carne é fraca!" para não assumir a responsabilidade pelo ato cometido.

Podemos até fugir da responsabilidade, mas não podemos nos isentar das consequências do pecado.
Tudo bem que a carne é fraca! Mas quem disse que o pecado é vitamina?

"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca." (Marcos 14:38)

Jesus afirmou: ..."a carne é fraca."
Mas será que isso foi dito para que tivéssemos o direito de viver pecando? Claro que não!

Jesus deu uma orientação aos discípulos. Ele tinha se retirado para a oração pois estava muito triste, pois sua crucificação estava prestes a acontecer; pediu aos discípulos - Pedro, Tiago e João - que ficassem atentos e orassem enquanto Ele ia um pouco mais adiante para ficar em secreto(sozinho) com o Pai.

Quando Jesus voltou aos discípulos, ao invés de seguirem a orientação de Cristo sobre a vigilância e oração, eles estavam dormindo.

Acredito que a oração dos discípulos não impediria a crucificação, pois essa era a missão do Senhor Jesus. A oração seria como um fortalecimento para os próprios discípulos para enfrentar o horror da crucificação do Seu Mestre.
É possível que se Pedro tivesse seguido o conselho de vigilância e oração, ele não teria cortado a orelha de um dos soldados no momento da prisão...

Galera, a oração é algo muito importante em nossas vidas, pois determina a maneira com que vamos reagir diante das lutas e dificuldades na caminhada.

A presença do Senhor é real quando O buscamos na solitude de nossos quartos, em secreto. Quer encontrá-Lo? Feche a porta do quarto e adore-O!

"Se o machado está cego e sua lâmina não foi afiada,é preciso golpear com mais força; agir com sabedoria assegura o sucesso."(Ecl.10:10)

Para que possamos melhor entender, leia:

"Se eu tivesse oito horas para cortar uma árvore, passaria seis horas afiando o meu machado." (Abraham Lincoln)

Invista tempo em oração!
Sem investir tempo em oração o desgaste é certo!

A orientação de Jesus é que estejamos atentos e em oração sempre, pois o nosso espírito está pronto para se entregar a Deus, mas nossa carne tem inclinações pecaminosas que serão submetidas ao Senhor quando nos aproximamos d'Ele em oração.

Sou cheio de defeitos, só não me conformo com eles. Quero ser amanhã mais parecido com Jesus do que sou hoje. E se eu não conseguir, tento outra vez!

Abraço, galera!
Amo vocês!

http://www.fujacrente.com/2014/12/a-carne-e-fraca-mas-quem-disse-que.html

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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Onde seu nome será escrito?



Jeremias 17:13- “Ó SENHOR, Esperança de Israel! Todos aqueles que te deixam serão envergonhados; os que se apartam de mim serão escritos sobre a terra; porque abandonam o SENHOR, a fonte das águas vivas.”

                                              -- Versão Almeida Revista e Corrigida 


Deus nunca deixou demonstrar o seu amor e cuidado pelo o povo de Israel. Apesar que muitas das vezes o homem utilizando do seu direito de livre escolha queira andar em seus próprios caminhos. Isso aconteceu com Israel por inúmeras vezes e acontece também em nossos dias.

Os profetas que foram levantados por Deus tinha um propósito trazer a memória do povo a vontade de Deus e mostra as consequências das escolhas que são feitas.

É importante salientar que a Palavra de Deus tem o seu caráter profético que ultrapassa o tempo histórico e o leva a viver o tempo profético que é o tempo de Deus.

As palavras proferidas pelo o Profeta Jeremias tinha uma aplicação para a Israel naquele momento e também para os nossos dias que somos o Israel Espiritual.
“...os que se apartam de mim serão escritos sobre a terra...” Jeremias 17:13 c

Há uma conexão profética entre o velho Testamento e Novo Testamento. Esse texto descrito acima se trata de uma profecia onde a uma referência interessante há um fato ocorrido no ministério de Jesus.

 A mulher pega em adultério João 8:2.
Ao longo do texto de João 8:1- 11 podemos extrair inúmeros ensinamentos e revelações. Mas vamos nos ater a esse detalhe descrito na Palavra. “Ele (Jesus) escrevia na terra...”

Todos os atos do Senhor Jesus foram proféticos e apontavam para o projeto de Salvação para a vida do Homem.

 Acerca do texto há uma correlação profética entre os textos de Jeremias 17:13 "o nome dos que se apartam de mim será escrito no chão..." e com o texto de João 8:6.” ...Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra.”
Estivesse escrevendo no chão os nomes de cada um dali que não queria dele uma bênção, e se cumpriu a profecia, pois diz o evangelista que um a um iam deixando suas pedras e se afastando do local, ou seja, "se apartando de Jesus".

 A única que não se apartou dEle foi a mulher. E a esta Ele a recebeu e diz  “não peque mais.”
 Estes somos nós, que apesar de nossas falhas, não nos apartamos do Senhor, estamos no corpo de Cristo, e assim nossos nomes não são escritos na terra, que passará, mas no livro da vida, que é eterno! Somente aquela (aquele) que entende que seu caminho foi mudado, de morte para vida permanece com o Senhor.
 “Aquele que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora”. João 6:37

 Mas os que se apartarem do Senhor terão seus nomes escritos na terra. E como Jesus é onisciente e conhece todos os corações, já poderia escrever seus nomes um a um, enquanto iam se apartando. E como nós não nos afastamos do Senhor, o nosso nome não está escrito na terra, mas sim no livro da vida.


Pr. João Carlos Braga- RJ Envia por WhatsApp pelo Diácono Josenilson
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Fuja Crente: Tudo bem que a carne é fraca, mas quem disse que pecado é vitamina? 1/1

Fala, galera!

O assunto hoje é tenso...


Você sabe o que é hedonismo?

(Nem mesmo o dicionário do blogger identificou essa palavra e a considerou como errada, aparecendo aqui aquele sublinhado em vermelho...)

hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade" ) é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana.


"Fuja crente também é cultura!" Que nada, copiei do wikipédia...


Em outras palavras, o hedonismo se resume na frase: "Se dá prazer, então não é errado cometer!"


Por isso afirmo: Vivemos numa sociedade hedonista, onde a busca do prazer a qualquer preço e, principalmente, o uso do corpo alheio para saciar vontades e desejos se tornou algo "normal". Porém, considero isso uma aberração social, moral e emocional!


Assistindo ao "Encontro com Fátima Bernardes", vi uma dupla de sertanejos universitários  - que mal sabemos se realmente já foram universitários um dia - propagando o hedonismo em forma de canção. Vamos ler a letra que cantavam:



"A carne é fraca, não sou de lata
O corpo pede eu vou obedecer
É meu instinto tudo o que sinto
Eu vou em busca do que dá prazer"



É, galera, acho que tá tudo dominado... É "quadradinho de 8" pra piriguetes, "não importa se ela é novinha" pra pedófilos, enfim, tem pra todos os gostos...


Ir  "em busca do que dá prazer" é fácil, quero ver manter a paz depois!


Galera, nunca troque paz por prazer, pois sempre vai dar problema. Se para ter prazer você precisa negociar a sua paz, desista logo desse momento de prazer e seja pleno da Paz de Cristo!


Tentar justificar um comportamento promíscuo dizendo ser instinto, é brincadeira né!


Quem obedece instintos é animal que não possui algo chamado consciência. Na verdade, é isso que nos faz diferentes dos seres irracionais. As consequências do que fazemos como seres irracionais, sempre serão bem reais, portando, não podemos seguir o que a sociedade declara como correto, pois quando a consequência vier, garanto que nenhum sertanejo universitário ou não irá dividir a culpa e o alto preço conosco!


Nossos princípios e valores não podem ser, sequer, parecidos com esses do "corinho de fogo" citado acima. rsrs


Deixe-me mostrar qual deve nossa canção:

Escuta aí!







"Preciso ser o oposto do que o mundo é
Bater de frente com os meus desejos
Resistir o mal até o fim
Uma hora ele fugirá de mim

Preciso ser preservador de bons costumes
Evitar as más conversações
Me policiar quando meus impulsos
Ultrapassam o limite da emoção

Preciso guardar meu corpo
Lembrar que ele é um templo santo do Pai
Preciso ter atitude
Largar o meu assento e caminhar com Deus

Hoje é tempo de fortalecer a fé
Colidir com o mundo e ficar de pé
"Mais que conhecer"
Preciso viver a verdade revelada
Hoje é tempo de renunciar meu eu
Lembrar que numa cruz alguém por mim morreu
Hoje é minha vez
Agora sou eu
Vou morrer pro mundo e viver pra Deus . . ."


Valeu, galera!

http://www.fujacrente.com/2013/07/tudo-bem-que-carne-e-fraca-mas-quem.html
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Paralimpíada faz crescer busca por exercícios físicos

Antes sedentários, pessoas com deficiências passaram a buscar atividades depois de ver os paratletas pela TV

Paraplégico desde um ano de vida após ser atingido por uma bala perdida, Thiago Salustiano gostava de esportes, mas faltava um empurrãozinho. Ele veio em uma partida de basquete em cadeiras de rodas nos Jogos Paralímpicos do Rio no mês de setembro. Dias depois, procurou a Associação Desportiva para Deficientes (ADD) e hoje treina quatro vezes por semana a modalidade que via pela tevê. “A Paralimpíada é o sonho dos cadeirantes. Lá, a gente mostra que é capaz”, diz o estudante de 19 anos.

Com algumas variações, a história de Thiago está se repetindo. A Paralimpíada foi um estímulo para muita gente começar a praticar atividade física. Não se tratam de atletas de alto rendimento. Ainda não. São pessoas comuns, algumas sedentárias, que começam a sonhar com a rotina de atleta.

Foto: JF Diorio/Estadão

Paraplégico desde um ano, Thiago resolveu praticar basquete em cadeira de rodas depois de assistir aos Jogos Paralímpicos do Rio

Na ADD, a procura foi multiplicada por quatro. Entre janeiro a agosto, foram 37 pedidos de inscrição. Em setembro, exatamente após a Paralimpíada, o número saltou para 112 solicitações. Hoje, a entidade atende gratuitamente 270 participantes. No Centro Esportivo para Pessoas Especiais de Santa Catarina (CEPE), o aumento foi da ordem de 50%. “Os Jogos foram um divisor de águas. Muitas famílias nem sabiam que existiam determinada modalidade”, comemora Sileno Santos, coordenador da ADD.
Cristiana Carneiro Oliveira decidiu levar as duas filhas de uma vez, a Nicole, de 12 anos, e a Bianca, de oito, para a iniciação no atletismo.
O Comitê Paralímpico Brasileiro não possui estatísticas consolidadas, mas identifica um movimento tem escala nacional. O órgão abriu inscrições para voluntários para a próxima edição do Parapan Juvenis (Jogos Paralímpicos Panamericanos), que serão disputados entre 20 e 25 de março em São Paulo. Precisava de 150 voluntários, mas recebeu 650 inscrições de oito países. “Não aumentou apenas a procura pela prática esportiva, mas também o consumo e a participação nos torneios”, afirma Edilson Alves, diretor técnico do CPB.

Foto: JF Diorio/Estadão
Irmãs Nicole e Bianca começaram a treinar atletismo



Antes de participar de competições municipais e regionais, é preciso passar pela classificação funcional, ou seja, a divisão por classes de acordo com a capacidade física. Cada esporte possui a sua classificação específica, podendo ser oftalmológica (deficiência visual), funcional (física) e psicológica (intelectual). Essa categorização permite que disputas justas e equilibradas. A partir daí, vale o desempenho do atleta. O professor de natação Renato Bissolotti explica que só a natação possui 14 classes. “A Paralimpíada foi importante também pela construção do ídolo. As pessoas descobriram referências”, diz.
Falar em ídolo paralímpico é falar de Daniel Dias. Esse foi o nome mais ouvido pelo Estado nas entrevistas. Maior medalhista do Brasil em Paralimpíadas e dono de 10 recordes mundiais em piscina longa, Daniel Dias nasceu com má formação dos membros superiores e perna direita. A partir daí, percorreu o caminho que Thiago está começando. Descobriu o paradesporto ao assistir o nadador Clodoaldo Silva em Atenas/2004. Seu potencial foi identificado exatamente na ADD em um projeto voltado para a iniciação esportiva de crianças e adolescentes com deficiência. Hoje, é um ídolo.
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A carne é fraca, mas o pecado não é vitamina


Projetos, espinhas, cabelo, sociedade, andar na moda, pressões em casa, pressão na escola, vestibular, pré-vestibular, namoro, noivado, casamento, pressão no casamento, filhos, preocupações com os filhos, igreja, violência, vida.
Vida, você está nela e tem que vivê-la.
Uma vez Jesus disse assim: "Basta a cada dia o seu próprio mal". Muito tempo depois, um grupo de apoio exclamou: "Devemos viver um dia de cada vez". Após, um pensador disse: "Tenho que matar o leão de hoje, pois, se não o fizer, amanhã serão dois leões".
A vida é difícil de ser vivida, e não o é assim sem propósito, isso é pra nos fazer lembrar que somos peregrinos aqui. Mas existem dias de "cão" de "densas trevas" e quando você acha que não tem como piorar, PIORA!
Quando leio o texto de Salmos 42 dizendo que "um abismo puxa outro abismo" fico imaginando o abismo chegando a nossa vida e virando para outro abismo ao lado e falando: "ei, chega mais, aproveita e chama outros para virem também, vamos infernizar essa vida aqui!" UM ABISMO CHAMANDO OUTRO ABISMO.
E em dias assim, dias que você está fraco, desanimado, sem forças para continuar, se sentindo esquecido e rejeitado, questionando as promessas de Deus na sua vida e o tempo demora a passar, o pecado bate a sua porta. Ele sabe que você está fraco, e faz de tudo pra entrar. Em outros momentos você bateria a porta na "cara" do pecado e o escorraçaria dali, mas hoje, excepcionalmente hoje, você está tão carente, tão sozinho, precisando de algo que te faça esquecer por alguns momentos essa vida difícil que você está vivendo. O pecado bate a sua porta.
TOC TOC!
Você resiste. Vai atender, apenas para dizer a ele que não volte, mas ao abrir a porta o pecado não parece tão malvado, ele só quer te ajudar, te dar prazer. Num momento de desespero sem saber se fecha ou abre a porta, ele entra pela brecha e quando você menos percebe já está sentado no sofá dando ordens na sua casa.
Desanimado e enfraquecido por todas as dificuldades passadas, você não tem forças para mandar o pecado embora e ele acaba ficando ali.
Qualquer semelhança desta historinha com a vida real, não é mera coincidência.
Escrevo este texto hoje a você que está fraco, desanimado, pensando em desistir.
A carne é fraca, mas o pecado não é vitamina!
Assim como os abismos se unem para vir contra você, da mesma forma você precisa de ajuda. Não tente passar por tudo isso sozinho. Chame seus amigos, peça ajuda. Conte para alguém, peça socorro e claro fale com Deus. Diga para Ele tudo o que passa no seu coração, não poupe palavras. Não tente fazer uma oração bonita se o seu coração está cheio de dor e lágrimas, fale tudo, tire o nó da garganta, coloque pra fora. O Senhor quer te ouvir e te ajudar e seus amigos também.
Nós não entendemos a linha do tempo e por isso não vemos o amanhã, mas Deus vê e olhando pra você no futuro ele diz assim: "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais". (Jeremias 29: 11)
A diferença entre você e eu que estamos passando por provações e Abraão e Noé, é que eles já passaram e nós conhecemos o final, quanto a mim e a você o final ainda não chegou, mas fico pensando que ele possa ser tão lindo e abençoador quanto o de Abraão e Nóe... que tal ein?
Te convido nesta hora a fazer uma oração a Deus. A oração mais sincera que você já tenha feito. Falando com todas as letras aquilo que você pensa, sem medir palavras com Deus e depois disso, pedir a Ele ajuda e força para permanecer fiel e que mesmo que seus olhos não consigam ver, que pelo menos a fé não lhe falte para continuar.
Ore.
Na paz DAquele que sonda e conheces o mais íntimo do nosso coração e nos ama ainda mais, e terá o prazer de entrar em nossa casa e escorraçar o pecado de lá,

http://guiame.com.br/nova-geracao/se-liga/a-carne-e-fraca-mas-o-pecado-nao-e-vitamina.html
Felipe G. Heiderich Segundo é teólogo - formado pelo Seminário Unido do RJ -, pastor, escritor e atua na Primeira Igreja Batista de Engenho do Porto, Duque de Caxias (RJ). Escreve artigos e ministra palestras para jovens, promovendo reflexões sobre espiritualidade e cotidiano.
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Já a carne é fraca, mas o pecado não é vitamina! Diego Ribeiro



Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. Romanos 6:23

Existe algo importante que estamos nos esquecendo nesses últimos dias da igreja do Senhor nesta terra, é que Jesus voltará para nos buscar, e a esperança de muitas pessoas está sendo minada com duvidas, e pelo amor as coisas deste mundo. A motivação do cristão, ter um viver diferente é justamente à esperança de um dia ir morar com o Senhor nos céus, sem ela o cristão não tem forças para lutar, ficando assim vulnerável ao pecado. Olhando por esta ótica conseguimos entender por que muitos irmãos estão deixando a doutrina bíblica, e vivendo de uma forma que está desagradando a Deus, a pessoa não tem medo de pecar, pois o pecado já é algo constante em sua vida.
Quando o homem foi formado no jardim do Éden foi criado a imagem e semelhança de Deus, o homem era perfeito e nele não existia pecado algum, até desobedecer a ordem que Deus tinha lhe dado. O pecado entrou na raça humana afastando o homem do seu criador, justamente por que o homem não ouviu a voz de Deus. Ainda hoje o homem sofre as consequências desse ato de rebeldia, porém não aprendemos com o erro de Adão e Eva, o exemplo é que ainda hoje agimos do mesmo jeito! Assim entristecendo o coração de Deus com nossas atitudes.
Esperta é a pessoa que aprende com seus erros, mais sábia é aquela que aprende com os erros dos outros, e não anda pelo mesmo caminho para não cometer os mesmos erros. Como cristãos temos um sinal (semáforo) em nossa mente, é o Espirito Santo que sempre que estamos prestes a fazer alguma coisa errada Ele sinaliza o sinal vermelho para pararmos, o problema é que nem sempre damos atenção para Ele, e geralmente ultrapassamos este sinal! E no final sempre sofremos e ficamos vazios. Deus nos convida para voltarmos para Ele com choro e arrependimento, pois Ele não rejeita um coração quebrantado e um coração contrito.
Adão e Eva usaram uma coisa que até nos dias de hoje ainda usamos a tal da “desculpa”, dificilmente aceitamos nossos erros e confessamos, é comum  culpar alguém ou dar desculpas. Esquecemos que não é possível esconder nada da face de Deus, tudo Ele ver! Então querido (a) fique esperto uma das principais mentiras que o diabo usa para fazer você pecar será a mentira! Ele dirá em seu ouvido que ninguém ficara sabendo, porém lembre-se que Deus é Onipresente e Ele esta em todos os lugares ao mesmo tempo, quando estiver prestes a uma tentação clame pelo sangue de Jesus.
Pecado não é vitamina! A carne milita contra o espirito, quando pecamos merecemos o juízo de Deus que é a morte, cada vez mais que alimentamos a nossa carne estamos enfraquecendo no espirito e nos afastando de Deus. Pecar não ira deixar você mais forte, o que deixa você mais forte é sacrificar a carne através do jejum e da oração.
Não ceda, lute até o fim e quando não aguentar mais rogue pelas misericórdias do Senhor, pois tenho certeza de que Jesus virá socorrê-lo. Se você está sem força para lutar,  e constantemente cede  às tentações quero lhe convidar neste momento para estar lendo o que diz no livro de I João 2:1 “Filhinhos não pequeis, mais se pecar tens um advogado fiel! Jesus o justo”. Ele não desiste de você, pelo contrário quando todos se afastam de você e te condena Ele perdoa seus pecados, porém te diz: Vai e não pequeis mais.
Renove hoje sua aliança com o Senhor Jesus, rogue pelo seu perdão, pois Ele compreende tudo isso que você está passando todas as tentações e frustrações que a vida tem lhe causado.

Diego Ribeiro – “Eu quero é Deus”
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Como vencer a carne?


Todos os dias travamos uma batalha contra nós mesmos. Muitas vezes, fazemos o mal que não queremos, e não fazemos o bem que queremos (Rom. 7:19). E Jesus falou diversas vezes que o caminho é estreito, e que é difícil entrar no Reino de Deus!

Mas por que temos que vencer a carne? Por que não podemos desfrutar dos prazeres deste mundo?

“Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus,” (Rom. 8:8) e “se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão” (Rom. 8:13). Ou você vive para crucificar seus desejos – imoralidade sexual, impureza, egoísmo, inveja – ou você não herdará o Reino de Deus.

Não se engane – se você está vivendo uma vida em que seus desejos imorais não são crucificados dia após dia, você não herdará o Reino de Deus. Parece impossível? Para nós, realmente é. Mas para Deus não há nada impossível. É fato que nós pecamos todos os dias, mas isso é diferente de estar em pecado.

Qual a diferença entre pecar e estar em pecado?

Leia Romanos 6. É muito bom para explicar essa diferença.

Em resumo, estar em pecado é ser escravo do desejo.

Estar em Cristo (ou aceitar a Cristo) é morrer para o pecado.

Você vai continuar tendo pecados, mas esse não vai ser o seu estilo de vida, e o pecado não mais te dominará.

“Portanto, não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos.” (Rom. 6:12)

Jesus respondeu: “Digo-lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado. (João 8:34)

E agora vem a grande pergunta. Se fosse fácil não precisaria escrever sobre isso. Mas espero que estas dicas te ajudem na luta contra o pecado.

Como vencer a carne?
Em seu livro “Uma Vida Cheia do Espírito”, Charles Finney escreveu um capítulo Como Vencer o Pecado. Seus principais pontos são:

1. O pecado não é um movimento muscular ou um desejo involuntário. É um ato ou estado voluntário da mente.

Muitas vezes me iludi, falando pra mim mesmo, ‘minha carne é fraca, e incontrolável.’ Será? A Bíblia fala que o pecado não nos dominará, porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça. (Rom. 6:14) Isso significa que você pode até pecar, mas como você está debaixo da graça de Deus, você não vai se submeter à escravidão do pecado.

Sendo mais claro – se você, jovem, olhar para uma mulher com malícia, você está pecando. Mas você pode parar de olhar e falar pra Deus ‘me dá forças, pois não quero fazer isso.’ E então você para de olhar. E quando passa uma outra mulher, você não olha. Você não é um escravo desse desejo. Você é livre para não olhar.

E se você, moça, falar mal de sua colega por trás, com maldade em seu coração, você está pecando. Mas se você resolver parar de praticar a fofoca, se decidir não falar mal e odiar a ninguém, você está se libertando. Você não precisa estar na rodinha em que todas falam besteiras. Você é livre para não falar mal.

O pecado é voluntário. Só é escravo do pecado quem quer.


2. Todos os esforços dessa natureza para vencer o pecado são inúteis, e ainda em desacordo com a Bíblia

Você nunca vai vencer a carne se esforçando. É impossível ser santo sem depender do Espírito Santo. É impossível ser salvo sem confessar a morte e ressureição de Cristo.

Um exemplo – desde minha adolescência tinha a tendência de ser perfeccionista. Fazia o meu melhor possível nos estudos, no trabalho e na vida em geral. E quando caia em pecado, sempre me frustrava comigo mesmo, e não me perdoava. Tentava ser uma “pessoa melhor”. Não conhecia a plena graça de Deus, e me esforçava muito para ser um filho bom, e tinha muito medo em desagradar a Deus. Um dia, estava orando com um grupo de amigos, e senti Deus falando “você precisa se perdoar”. Eu não achei que fazia sentido nenhum, mas depois entendi. A graça de Deus é o que nos salva, não o fato de sermos perfeitos. Meus esforços para ser perfeito não faziam sentido. Jesus havia dado tudo por mim e o que eu precisava fazer era depender dele. Assim, descobri que poder de Jesus é maior até do que o peso do pecado.


3.  Nada, senão a vida e energia do Espírito de Cristo dentro de nós, pode salvar-nos do pecado

Leia essa passagem, que é demais:

Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam. Mas, se vocês são guiados pelo Espírito, não estão debaixo da lei. Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti, que os que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Gálatas 5:16-24

Conclusão

Como vencer a carne?



Pertença a Jesus, tome sua cruz, e você vencerá.

http://www.fujacrente.com/2013/10/como-vencer-carne.html
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Ateísmo, Amoralismo e Não-Racionalismo

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Em Abril de 2010, o eticista Joel Marks sentou-se em frente ao seu computador e escreveu uma confissão para os leitores da coluna “Moral Moments” na revistaPhilosophy Now. Sua confissão dizia que ele tinha feito algo imoral. Sua confissão era que ele não poderia ter feito qualquer coisa imoral, em qualquer momento de sua vida, pois não exista coisa como a moralidade. Ou, ao menos, isso foi o que ele concluiu. O autor de “Moral Moments” saiu do armário como um “amoralista”. Como ele mesmo coloca na primeira parte do seu “Manifesto Amoral”:
Esse filósofo tem há muito tempo trabalhado sob uma hipótese que nunca foi examinada, isto é, a hipótese de que existe uma coisa como certo e errado. Eu agora acredito que não existe.

Marks imediatamente passa a explicar o raciocínio por trás de sua “epifania chocante” (negrito acrescentado):
Em poucas palavras, eu me convenci que o ateísmo implica em amoralidade; e, uma vez sendo ateu, eu devo, portanto, abraçar a amoralidade. Eu chamo a premissa deste argumento de “ateísmo rígido” porque é análogo a uma tese em filosofia conhecida como “determinismo rígido.” Este último sustenta que se o determinismo metafísico é verdadeiro, então não existe tal coisa como livre arbítrio. Assim, um “determinista suave” acredita que, mesmo que o fato de você estar lendo essa coluna agora esteja seguindo a necessidade causal do Big Bang há quatorze bilhões de anos atrás, você ainda poderia ter livremente escolhido não lê-la. Analogamente, um “ateu suave ‘iria afirmar que alguém pode ser um ateu e ainda assim acreditar na moralidade. E, de fato, todos os que formam o grupo de Neo-Ateísmo … são  ateus “suaves”. Eu também era, até experimentar a minha epifania chocante de que os fundamentalistas religiosos estão corretos: sem Deus, não há nenhuma moralidade. Mas eles estão incorretos, eu ainda acredito, sobre a existência de um Deus. Por isso, eu creio que não há moralidade.

Você entendeu: os neo-ateus como Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Daniel Dennett e Sam Harris, são “ateus suaves”, porque eles negam a Deus mas ainda assim querem afirmar o realismo moral. O problema é que essa posição não é coerente nem estável, porque procura afirmar um fenômeno (neste caso, as normas morais objetivas) e ao mesmo tempo negar a estrutura metafísica que plausivelmente poderia explicar esse fenômeno. Marks resume como ele raciocinou o seu caminho do ateísmo “suave” para o “rígido”:
Por que eu agora aceito o ateísmo rígido? Bem, eu fiquei impressionado com os paralelos marcantes entre a religião e a moral, especialmente com o fato de que ambas valem-se de imperativos ou comandos que são destinados a serem aplicados universalmente. No caso da religião, e mais obviamente o teísmo, estes comandos emanam de um Comandante; “E a este todas as pessoas chamam de Deus”, como Aquino poderia ter escrito. O problema com o teísmo é, claro, são as razões instáveis para se crer em Deus. Mas o problema com a moralidade, eu afirmo agora, é que ela está em forma ainda pior que a religião neste respeito; pois se houvesse um Deus, Seus comandos fariam algum tipo de sentido. Mas se Deus não existe, como obviamente os ateus afirmam, então, que sentido poderia ser feito de haver comandos deste tipo? Em suma, enquanto os teístas assumem a existência óbvia de comandos morais como uma espécie de prova da existência de um Comandante, ou seja, Deus, eu agora tomo a não-existência de um Comandante como uma espécie de prova de que não existem comandos, ou seja, de que não existe a moral.

Em alguns aspectos, a confissão de Marks não é tão surpreendente. Afinal de contas, os teístas têm feito esse mesmo tipo de argumento (sem Deus, sem moral) por séculos. Além disso, um grande número de ateus influentes já fez a “boa confissão”: Friedrich Nietzsche, Jean-Paul Sartre, J. L. Mackie, e (mais recentemente) Alex Rosenberg.

Então eu não vou focar sobre o que acho que deve ser razoavelmente evidente para aqueles que refletiram sobre os fundamentos metafísicos da moralidade. Ao invés disso, quero me concentrar em alguns comentários que Marks faz na segunda parte do seu “Manifesto Amoral” que, embora tangencial às suas preocupações, creio ser bastante revelador e extremamente significativo. Pois o que Marks sugere nestas observações posteriores é que um ateu consistente deveria ser não só um amoralista que nega as normas morais objetivas, mas também um não-racionalista (i.e., alguém que nega a existência de normas racionais objetivas).

Ateísmo e Não-Racionalismo

Em uma seção intitulada “O que é a moralidade?”, Marks argumenta que, se (como ele acredita) o realismo moral é falso, devemos desistir de falar de “moralidade” de uma vez por todas (ao invés de, digamos, adotar uma posição de “como se fosse” ou então reequipar nosso vocabulário moral). A medida que ele explica as suas razões, observe a concessão que ele faz de passagem:
Eu sinto que o novo entendimento da moralidade como sendo mais mito que realidade é suficientemente importante para justificar a inconveniência de largar nossas maneiras habituais de falar e pensar sobre a Moralidade e aprender novas maneiras. Isso por duas razões. A primeira é o valor da própria verdade. Se é verdade que a moralidade metafísica não existe, então por essa razão apenas devemos acreditar que ela não existe. (Estritamente falando, eu deveria dizer: Se é racional acreditar que a moralidade metafísica não existe, então apenas por essa razão devemos acreditar).Observe que quando eu uso termos como “deveria”, “valor” e “garante” aqui, eu estou me referindo às normas epistêmicas, ou seja, aos padrões de conhecimento, e não às normas morais. Vou conceder que, no final, isso pode ser tanto uma questão de valor quanto de desejo subjetivo, pois algumas pessoas podem não se importar muito com a verdade (ou a racionalidade), ou pelo menos não colocam muita importância sobre ela, se, digamos , a alternativa seja a felicidade. Pense na pílula azul em Matrix. Logo, meu primeiro argumento se destina apenas para aqueles que tomariam a pílula vermelha.

Marks distingue aqui entre normas morais e normas epistêmicas. Brevemente definindo, as normas morais são padrões para o comportamento, enquanto que as normas epistêmicas são padrões para a crença; as normas morais estão conectadas com o comportamento correto, enquanto que as normas epistêmicas estão relacionadas ao pensamento correto. Quando falamos de “racionalidade” e “irracionalidade” estamos pressupondo que existem normas epistêmicas, assim como quando falamos de “moralidade” e “imoralidade” estamos pressupondo a existência de normas morais. Mas lembre-se que, como consequência de seu ateísmo, Marks agora nega que existam normas morais objetivas e reais. (“Por isso, creio eu, não há moralidade”.) Em vez de fazermos afirmações morais tradicionais, deveríamos apenas falar apenas de “valores ou desejos subjetivos”. Não existem verdades morais para debater ou aplicar em nossas vidas; tudo o que podemos adequadamente discutir são as nossas preferências e desejos pessoais.

Marks está ciente, no entanto, de que as normas morais e epistêmicas, apesar de distinguíveis, movem-se em órbitas semelhantes. Como o parágrafo anterior deixa claro, existem paralelos entre os dois tipos de normas, ainda que um tipo não possa ser reduzido ao outro. Assim, os motivos que Marks usa para negar a realidade das normas morais podem ser extrapolados (usando o mesmo fundamento) para negar a realidade das normas epistêmicas. Se você acha que falar de “moralidade” é realmente apenas “uma questão de valor ou desejo subjetivo”, o próximo passo natural é pensar que falar sobre “racionalidade” é “no final das contas … tanto uma questão de valor quanto de desejo subjetivo”. Em face disso, é difícil ver a razão pela qual, sob a cosmovisão ateísta, as normas epistêmicas existiriam enquanto que as normais morais não. Por que é que faria sentido falar em pensar corretamente mas não em agir corretamente? Por que haveriam padrões objetivos que governam nossas faculdades cognitivas mas não existiriam padrões objetivos que regem nossas outras faculdades? Para o ateu, existe uma linha muito tênue entre o amoralismo e o não-racionalismo.

Vamos nos aprofundar um pouco mais para estender o suporte para esta suposição. Por que o ateísmo convida o não-racionalismo? É comumente afirmado que o naturalismo metafísico é a cosmovisão ateísta mais consistente e parcimoniosa. De qualquer forma, eu acho que é seguro dizer que é a cosmovisão mais proeminente entre os intelectuais ateus de hoje. Como Alvin Plantinga observou, o naturalismo “é eminentemente atacável”:
Seu calcanhar de Aquiles (além de sua falsidade deplorável) é que não possui espaço para normatividade. Não há espaço, no naturalismo, para o certo ou o errado, o bom ou o ruim. (Alvin Plantinga, “Afterword,” in The Analytic Theist, ed. James F. Sennett (Eerdmans, 1998), p. 356.)

Eu acho que Plantinga está certo nesse ponto. Se o naturalismo implica que a única realidade é uma realidade cientificamente circunscrita (onde “ciência” é entendida em termos das ciências naturais: física, química e biologia). Tudo o que existe é suscetível às descrições e explicações científicas. No entanto, a ciência, por sua própria natureza, está restrita a afirmações descritivas. A ciência pode nos dizer qual é o caso, mas não pode nos dizer qual deveria ser o caso. A ciência não trata de afirmações normativas. Portanto, a ciência (e, por extensão, o naturalismo) não dá espaço para normas reais e objetivas da moralidade e racionalidade. “Não furtarás” não é uma afirmação científica. “Você não deve acreditar no que é logicamente inconsistente” também não é uma afirmação científica.

É certo que, apesar de o naturalismo ser a expressão mais natural do ateísmo, o ateísmo em si não implica no naturalismo. Existem alguns ateus não-naturalistas. De todas as maneiras, o ateísmo está, seguramente, comprometido com a ideia de que a realidade última (o que quer que ela seja) não é pessoal e é não-racional. Como tal, é difícil ver como uma cosmovisão ateísta poderia explicar a existência de normas epistêmicas objetivas, especialmente uma vez que ela já admite a ausência de normas morais objetivas.

LEVANTANDO AS OPÇÕES

Mas, novamente, vamos tentar ser mais específicos. Que tipo de opções o ateu tem quando se trata de compreender e explicar as normas epistêmicas? Aqui estão sete respostas possíveis; em cada caso, eu irei brevemente indicar a razão pela qual essa resposta não deve ser satisfatória para o ateu. (Nota: Não tenho a pretensão de dizer que estas opções são exaustivas ou mutuamente excludentes, apenas que elas são as únicas que se apresentam mais imediatamente).

Opção #1: As normas epistêmicas são apenas um subconjunto das normas morais. A partir desse ponto de vista, ser irracional é apenas ser imoral só que de uma maneira específica, isto é, ser intelectualmente irresponsável ou culpável. Esta é provavelmente a opção menos atraente para o ateu, porque isso significaria que o amoralismo implica no não-racionalismo. Qualquer dificuldade em explicar as normas morais sob o ponto de vista ateísta iria imediatamente aparecer nas tentativas de explicação das normas epistêmicas. (Existem outros problemas com esta opção, mas não irei tratar deles aqui).

Opção #2: As normas epistêmicas não são um subconjunto das normas morais, no entanto, são análogas. Isso não parece ser mais atraente para o ateu do que a primeira opção, uma vez que ainda conecta os dois tipos de normas de tal forma que elas tendem a permanecer juntas. Se os dois tipos de normas são análogos, então, presumivelmente, eles terão origens ou bases análogas. Mas se o ateísmo convida o amoralismo, então (por um argumento análogo) irá convidar o não-racionalismo também.

Opção #3: As normas epistêmicas são deontológicas na natureza; elas tratam de deveres ou obrigações intelectuais. Menciono isto como uma opção separada, embora eu suspeite que ela se reduz a #2 e #3. Em todo caso, essa não parece ser uma boa opção para o ateu. Deveres e obrigações só podem surgir em um contexto pessoal. Então quais são as pessoas que dão origem aos nossos direitos e obrigações intelectuais? Será que a raça humana como um todo de alguma forma impõe obrigações aos seus membros individuais? Ou alguns membros impõem obrigações a outros membros? Se assim for, com que autoridade? Por que eu devo isso a você ou a qualquer outra pessoa Porque devo usar minhas faculdades cognitivas de uma certa maneira? As funções intelectuais não parecem ser mais explicáveis, sob o ponto de vista ateísta, do que os deveres morais. Se um ateu poderia explicar último, presumivelmente, deveria explicar o primeiro. Mas não é esse precisamente o problema?

Opção #4: As normas epistêmicas são teleológicas na natureza; elas pertencem a finalidade ou função natural de nossas faculdades intelectuais.Eu acho que faz sentido entender algumas normas epistêmicas como teleológica na natureza. A epistemologia de função adequada de Alvin Plantinga é um caso em questão: pensar racionalmente é essencialmente usar as faculdades cognitivas da maneira que elas foram destinadas (leia-se: projetadas) a serem utilizadas, com a finalidade de adquirir crenças verdadeiras e evitar falsas. Mas, como Plantinga e outros observaram, enquanto que a epistemologia de função adequada se encaixa confortavelmente com o teísmo, ela não faz o mesmo com o ateísmo. É fácil perceber o porquê: o ateísmo não é amigo da teleologia na natureza. O apelo principal do darwinismo para os ateus é que ele pretende explicar a aparência de propósito e função na natureza sem qualquer apelo a causas finais (especificamente, sem qualquer causa final sobrenatural). Eu presumo que a única opção para um ateu aqui seria apelar para algum designer prévio dentro do universo natural, isto é, organismos não-humanos com consciência e inteligência (extraterrestres?) que de alguma forma despejaram sobre nós as nossas faculdades intelectuais. A falha em tal explicação é óbvia: ela só iria empurrar o problema um passo para trás. O que iria explicar as faculdades intelectuais desses organismos? Quais seriam os fundamentos de suas normas epistêmicas? (Aqueles que leram isso e acham que os teístas enfrentam o mesmo problema, não entenderam ainda as diferenças relevantes entre Deus e os organismos naturais).

Opção #5: As normas epistêmicas são de natureza subjetiva; elas estão fundamentadas em desejos, sentimentos, preferências, objetivos, ou algo humano nesse sentido. Deste ponto de vista, uma norma epistêmica como “a crença deve ser proporcional a evidência” é verdadeira por causa de certos estados psicológicos humanos (individuais ou coletivos). O problema, claro, é que essa posição é totalmente consistente com o não-racionalismo; que basicamente admite que não existem normas epistêmicas objetivas. O que estamos procurando aqui é uma explicação ateísta das normas epistêmicas objetivas. Essa opção está mais para uma rendição do que uma solução.

Opção #6: As normas epistêmicas são descrições de como nós normalmente pensamos. De acordo com essa resposta, ser racional é pensar normalmente, e ser irracional é pensar de forma anormal. O problema imediato aqui é a ambiguidade do termo “normal”. Isso pode significar simplesmente “comum” ou “regular” (como em “é normal haver trovoadas nesta época do ano”). Mas essa leitura não nos dará uma explicação adequada para as normas epistêmicas. Certamente não queremos dizer que ser racional é pensar da maneira que os seres humanos frequentemente ou regularmente pensam, como se o pensamento racional fosse apenas aquilo que é estatisticamente dominante. Isso seria confundir o descritivo com o prescritivo; confundir a epistemologia (como as pessoas devem pensar) com a psicologia (como as pessoas, de fato, pensam). Apenas considere o seguinte: se as pessoas regularmente formulassem suas crenças com base no achismo, isso faria o achismo ser algo racional?

Alternativamente, “normal” poderia significar “normativo”. Mas, então, essa resposta não seria nada mais que uma declaração vazia “as normas epistêmicas são descrições do que é epistemologicamente normativo”. A opção #6 desapareceria numa nuvem de tautologia, fazendo o ateu procurar outro lugar para uma explicação significativa das normas epistêmicas.

Opção #7: As normas epistêmicas são normas evolutivas, no sentido de que elas tem metas ou fins evolutivos; elas caracterizam operações e processos cognitivos que são vantajosos em termos evolutivos. Eu suspeito que muitos ateus irão gravitar em torno dessa opção pela mesma razão que eles gravitariam em torno de uma explicação evolutiva da moralidade. Na ausência de Deus, a pessoa tem pouca escolha a não ser buscar explicações puramente naturalistas do que somos, de onde viemos, e por que nos comportamos do jeito que nos comportamos. A Mãe Natureza e o Pai Darwin, em conjunto, entregarão as mercadorias.

A ideia básica, então, é que as faculdades cognitivas humanas evoluíram através de processos puramente naturais, com a seleção natural agindo sobre variações genéticas, e as normas epistêmicas caracterizam como essas faculdades cognitivas operam para nos dar verdadeiras crenças que servem ao propósito “final” de eficazmente se reproduzir e sobreviver. As operações ou processos cognitivos são racionais ou irracionais apenas no caso de tender a produzir, respectivamente, crenças verdadeiras ou falsas. As crenças verdadeiras promovem a sobrevivência. As falsas crenças dificultam a sobrevivência. Assim aquilo que é epistemologicamente normativo se reduz, em última análise, aquilo que é biologicamente vantajoso.

Existem vários problemas graves com esta explicação. Em primeiro lugar, a suposição de que a seleção natural tenderá a favorecer as faculdades cognitivas apontadas para a verdade é altamente questionável. Os organismos podem sobreviver eficazmente com falsas crenças assim como com crenças verdadeiras; na verdade, a maioria dos organismos do planeta se reproduzem e sobrevivem de forma muito eficaz, sem possuir qualquer tipo de crenças.

Além disso, como Plantinga e outros argumentaram, a evolução como um processo puramente naturalista seria totalmente cego ao conteúdo proposicional de nossas crenças e, assim, ao fato de elas serem verdadeiras ou falsas. (Veja, e.g., Alvin Plantinga, Where the Conflict Really Lies (Oxford University Press, 2011), pp. 316ff.) Dado o naturalismo, apenas as propriedades físicas dos nossos cérebros e as consequências físicas de nossos processos cerebrais poderiam ter qualquer influência causal sobre os resultados evolutivos. Em suma, a evolução não presta atenção ao que um organismo acredita que, apenas à maneira como ele se comporta. Como o filósofo Stephen Stich (entre outros) francamente admitiu, “a seleção natural não se preocupa com a verdade; se preocupa apenas com o sucesso reprodutivo”. (Stephen Stich, The Fragmentation of Reason (MIT Press, 1990), p. 62.)

Mas há um problema mais fundamental aqui. Mesmo se admitirmos que a evolução tenderia a favorecer faculdades cognitivas voltadas a crenças verdadeiras, uma explicação evolucionista das normas epistêmicas ainda seria aquém do esperado por esta simples razão: não há nada objetivamente normativo sobre os resultados evolutivos. A teoria evolucionista procura dar uma explicação naturalista sobre os organismos, de onde eles vieram e por que eles são do jeito que são. Mas é uma teoria descritiva – como deve ser quaisquer explicação derivada dessa teoria (como a explicação de nossas faculdades cognitivas). Do ponto de vista ateísta, não há nada objetivamente “certo” ou “errado” sobre o que a evolução produz. Os resultados da evolução não são objetivamente bons (ou objetivamente maus). Eles simplesmente são o que são.

O máximo que um ateu poderia dizer sobre a “bondade” ou o “acerto” de certos resultados evolutivos é que eles são subjetivamente bons: eles são bons porque nós mesmos os valorizamos (presumivelmente porque valorizamos coisas como nossa própria sobrevivência, crenças verdadeiras, experiências prazerosas, e assim por diante). Mas, nesse caso, a opção #7 entra em colapso com a opção #5 e o ateu não poderá seguir em frente. Da mesma forma, falar de “objetivos” ou “fins” evolutivos deve ser tratado como algo metafórico, uma vez que a evolução naturalista é, por definição, não direcionada e não intencional. Assim, se as “normas” epistêmicas devem ser explicadas em termos de tais “metas” ou “fins”, eles não podem ser tomados como literalmente normativos.

RESUMINDO


Como eu disse antes, eu não estou afirmando que essas são as únicas opções que o ateu poderia contemplar, mas elas parecem ser as principais. Sendo assim, eu diria que o ateu carrega o fardo da responsabilidade de indicar como as normas epistêmicas podem ser consistentemente explicadas sob um ponto de vista ateísta, especialmente se o ateu em questão já jogou as normas morais pela janela.

O que eu forneci aqui é pouco mais do que o esboço de um argumento. Mas a sua visão central pode ser simplesmente declarada da seguinte forma: dados os paralelos existentes entre as normas morais e as normas racionais, uma cosmovisão que luta para dar uma explicação consistente das primeiras também irá lutar para explicar as últimas.

Por conseguinte, eu afirmo que um ateu consistente deveria abraçar tanto o amoralismo (a negação das normas morais objetivas) quanto o não-racionalismo (a negação de normas epistêmicas objetivas). Ao menos os ateus que abraçaram abertamente o amoralismo também devem, por uma questão de coerência, defender o não-racionalismo, pois a lógica que leva do ateísmo ao amoralismo continua a avançar para o não-racionalismo. Alguns leitores podem levantar a questão de que eu não mostrei qualquer inconsistência lógica entre o ateísmo e a existência de normas epistêmicas objetivas. Isso é verdade, mas é igualmente irrelevante. O que temos aqui não é uma questão de consistência lógica rigorosa, mas sim de fundamento metafísico adequado.
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Tradução e adaptação: Erving Ximendes
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Wallace Oliveira Cruz

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