A Eira de Araúna

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II Samuel 24: 24

INTRODUÇÃO

Certo dia o rei Davi ordenou a Joabe, o comandante do seu exército, para que este contasse o povo de Israel. Ele queria saber se poderia se sentir seguro e tranqüilo com o número de soldados à disposição de seu exército, e desta forma Davi demonstrou falta de confiança na providência e no poder de Deus para livrar Israel de seus inimigos.

Depois da contagem do povo o coração de Davi doeu, e ele confessou o seu pecado, pedindo que o Senhor traspassasse sua iniquidade.

DESENVOLVIMENTO

Pela manhã veio a palavra do Senhor ao profeta Gate, o qual foi enviado pelo Senhor a Davi, com três opções de juízos sobre o povo de Israel e sobre sua vida:

1.    Sete anos de fome sobre a terra;
2.    Três meses de perseguições dos inimigos;
3.    Três dias de peste sobre todo o povo.

Diante destas opções Davi disse: “Estou em grande angústia: porém caiamos nós nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu”.

A partir daquele dia veio a praga sobre o povo de Israel e Judá e caíram 70 mil homens, desde Dã até Berseba. Com a morte deste número tão elevado de homens, o exército de Davi se enfraqueceu, e ele entendeu com mais clareza, que deveria ter confiado no Senhor desde o princípio.

Quando o anjo do Senhor estendia sua mão contra Jerusalém, para a destruir, o Senhor se arrependeu daquele mal, e disse ao anjo: “Basta, agora retira a tua mão”. E o anjo estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.

Naquele mesmo dia, o profeta Gate veio a Davi, e disse-lhe: “Sobe, levanta um altar ao Senhor na eira de Araúna, o jebuseu”. Davi subiu, conforme a palavra do Senhor, e olhou Araúna ao rei que vinha e foi ao seu encontro, inclinando-se diante dele com o rosto em terra, e perguntando: “Por que vem o rei meu senhor ao seu servo?”. Davi respondeu dizendo que queria comprar a sua eira, a fim de edificar nela um altar ao Senhor, para que cessasse aquele castigo de sobre o povo.
Então Araúna respondeu ao rei, dizendo: “Tome e ofereça o rei meu senhor o que bem parecer aos seus olhos, eis aí bois para o holocausto, e os trilhos, e o aparelho dos bois para a lenha”. Porém o rei disse a Araúna: “Não, mas por certo preço to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocausto que me não custem nada”. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinquenta siclos de prata.

CONCLUSÃO

A experiência de Davi é a mesma vivida por toda a humanidade; O homem é levado naturalmente a confiar nos seus recursos, e tem a tendência de se apegar àquilo que tem à sua disposição. Ao agir assim, ele despreza o Senhor e deixa de confiar no seu amor, na sua providência e na sua proteção.

A partir desta predisposição em viver independente de Deus, toda sorte de pecados são cometidos, trazendo para o homem o juízo em forma de fome e sede espiritual, perseguições por parte do inimigo, além de enfermidades,angústias, falta de paz e morte.

Tudo que o homem tem sofrido hoje em dia, é consequência de sua escolha de viver longe do Senhor. No entanto, o Senhor foi misericordioso para com o homem, pois, numa iniciativa própria, fez cessar o juízo sobre todos nós, enviando seu Filho para oferecer sua própria vida em sacrifício e morrer no lugar de todos os pecadores.

Davi comprou a eira, os bois, os aparelhos e a lenha para o holocausto por cinquenta siclos de prata. Jesus foi vendido por trinta moedas de prata, e se fez o próprio sacrifício; Ele tomou a cruz como lenha, os cravos como aparelhos e o chicote dos soldados como trilhos, e assim edificou um altar e se ofereceu a Deus como holocausto, para que a praga da morte recolhesse a sua mão de sobre a humanidade.

Esse sacrifício se deu em Jerusalém, no mesmo lugar onde Davi ofereceu holocausto ao Senhor, na eira de Araúna, que mais tarde veio a se tornar o Calvário do Senhor Jesus. Muitos não reconhecem o valor do sacrifício de Jesus, e dizem que ele não custou nada. Mas Jesus ofereceu um verdadeiro e definitivo sacrifício ao Pai, tão valioso que Ele se deu por satisfeito e reteve o seu juízo sobre nós, livrando-nos da morte. 

Perseguidos por causa de Cristo?

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Os cristãos foram perseguidos pelos incrédulos e zombadores desde o primeiro momento em que começaram a dizer ao povo de sua época que Jesus de Nazaré, que havia sido rejeitado e morto pelos judeus, era, na verdade, o Filho de Deus. Sua morte na cruz era o único meio pelo qual Deus estava disposto a perdoar os pecados e conceder a vida eterna, tanto a judeus quanto a não-judeus. Basta uma leitura, ainda que rápida, pelo livro dos Atos dos Apóstolos e este fato ficará claro: a mensagem da cruz anunciada pelos primeiros cristãos, embora aceita por milhares na época, provocava reações violentas tanto em judeus quanto gregos. Para os primeiros, era escândalo, para os últimos, loucura (1Co 1:23).
Era de se esperar que os cristãos, perseguidos e odiados, caluniados e objeto de escárnio e zombaria, se sentissem tentados a reagir, retrucar, e a desenvolver um espirito de vitimização. Ou seja, a sentir pena deles mesmos e cultivar um espírito de justiça própria por estarem sendo alvo de perseguição da parte do mundo. Todavia, os apóstolos, os primeiros líderes e pastores daquela geração, logo perceberam o perigo de que a perseguição empurrasse os discípulos para uma atitude de reação ou vitimização. Assim, orientaram-nos a encarar a zombaria, a calúnia, a perseguição, a prisão e mesmo o martírio da forma correta, tendo sempre a Jesus Cristo como exemplo de mansidão e amor pelos inimigos.
Uma coisa em particular preocupava os apóstolos: a causa da perseguição. Era fácil um cristão pensar que toda e qualquer zombaria que ele sofresse era pelo fato dele ser crente em Jesus Cristo. Todavia, nem toda perseguição que os cristãos sofriam era por causa da cruz, por causa de Cristo, por causa da verdade.
O apóstolo Pedro exortou os cristãos a terem vida exemplar no meio do povo, para que ficasse claro que as coisas ruins que falavam contra eles não tinham fundamento (1Pe 2.11-12). Se eles tivessem que sofrer, que fosse porque faziam o bem e não o mal: que glória havia em ser esbofeteado por ter feito o mal? (1Pe 2.20-21). Eles seriam bem-aventurados se fossem esbofeteados por praticarem a justiça de Deus (1Pe 3.13-14). Pedro diz ainda: “se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal” (1Pe 3.17). E acrescenta:
“Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem- aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome” (1Pe 4.15-16).
Nem toda zombaria e deboche que um cristão recebe dos incrédulos é por causa de sua fidelidade a Cristo. Se alguém que se diz cristão for desonesto, avarento, mentiroso, preguiçoso, imoral ou hipócrita, e vier a sofrer as consequências destes atos, este sofrimento não é por Cristo. Ele não está sofrendo por ser cristão, mas por ser estas coisas. Como qualquer outra pessoa.
O apóstolo Paulo disse na sua primeira carta aos cristãos da cidade de Corinto que a mensagem da cruz é loucura para os incrédulos (1Co 1.18). Eles simplesmente não a entendem, se sentem ofendidos pela ideia da salvação mediante alguém que foi crucificado e acham ridícula a ideia de que o crucificado tenha depois ressuscitado de entre os mortos. E, naturalmente, zombam e perseguem quem crê e ensina isto. Mas, na mesma carta, Paulo ensina aos crentes de Corinto a que tomem cuidado para não dar aos incrédulos outro motivo, além da cruz, para os chamarem de loucos. Ele orienta, por exemplo, os irmãos a evitar falarem todos em línguas ao mesmo tempo e sem interpretação nos cultos públicos: “Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?” (1Co 14.23). Que nos chamem de loucos por causa da mensagem da cruz, mas não pela falta de sabedoria.
Infelizmente, muito do deboche e perseguição que os evangélicos experimentam hoje em nosso país não é por causa da pregação vigorosa, firme e clara da cruz de Cristo. Aliás, pouco se ouve dela, em meio aos decretos de prosperidade, promessas de vitória e pedidos de dinheiro. O que provoca a zombaria são práticas e costumes estranhos em nome do Espírito Santo, escândalos, ostentações de riquezas e busca descarada do dinheiro dos incautos em nome de Deus, e o engajamento infeliz de segmentos evangélicos numa guerra contra aqueles que deveriam ser objeto de nossa pregação sobre a cruz e não da nossa ira. Nem sempre os evangélicos sofrem no Brasil por serem cristãos sérios, firmes, verdadeiros e fiéis a Deus.
Até hoje a mídia secular não consegue ser justa e fazer a distinção entre evangélicos e evangélicos. Acaba sobrando para todos os que se identificam como crentes em Jesus Cristo. O caminho, me parece, não é rejeitar o título de “evangélico,” mas viver e pregar de tal forma que o único motivo da zombaria que nos sobrevier seja Cristo, e este crucificado.

Augustus Nicodemus Lopes

A destruição do Templo

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Mateus 24: 2

INTRODUÇÃO

Deus criou o homem para a adoração do seu nome. Por isso o homem sente no seu interior a necessidade de preparar um lugar de “adoração”.
Todos os servos do Senhor que tiveram uma experiência individual com Ele no passado, ergueram altares de pedras rústicas como sinal de sua adoração. Podemos observar esta atitude em Noé (Gên 8: 20), Abraão (Gên 12: 8), Isaque (Gên 28: 25) e Jacó (Gên 35: 7). Estes altares representavam os lugares de adoração, onde eles viveram suas experiências com o Senhor.

DESENVOLVIMENTO

Mais tarde Deus passou a se revelar a um povo – o povo de Israel – e requereu dele a construção de um local de adoração ao seu Nome. Este local era o Tabernáculo que foi erguido no deserto, quando Israel caminhava para a Terra Prometida.

 Ao tomar posse da Terra Prometida, Deus estabeleceu este povo como uma nação e um reino, e colocou no coração do rei Davi que construísse um Templo em Jerusalém, o qual foi edificado pelo seu filho, o rei Salomão.

 O Templo de Jerusalém passou a ser a glória de Israel, e o centro de sua vida espiritual. A existência do Templo, portanto, estava condicionada à fidelidade do povo ao Senhor seu Deus. Havendo fidelidade e consequentemente, uma vida de adoração ao Senhor, então o Templo tinha sua existência preservada. Mas se o povo se afastasse dos caminhos do Senhor, e falhasse na sua vida de adoração, então o Templo perdia a sua função e a razão da sua existência também.

 Ao longo da existência de Israel, o Templo de Jerusalém foi destruído duas vezes pelos seus inimigos, que o cercaram impiedosamente. A primeira delas no ano 587 a.C. por Nabucodonosor, rei da Babilônia, e a segunda vez no ano 70 d.C. pelo general romano Tito. No primeiro caso, o problema foi causado pela onda de pecados, idolatrias e iniquidades praticados pelo povo de Judá, que deixou, por isso, de adorar ao Senhor seu Deus. No segundo, Israel rejeitou e crucificou ao Filho de Deus, o Senhor Jesus, o qual foi enviado para salvar o povo dos seus pecados e levá-los à verdadeira adoração ao Senhor Deus.

Jesus foi a mais clara e profunda revelação do Pai ao povo de Israel e ao mundo, e Ele procurou mostrar a todos que aqueles lugares de adoração, na verdade, eram provisórios e temporários, figuras daquilo que Deus realmente queria revelar. Quando se encontrou com a mulher samaritana diante do Poço de Jacó, Jesus falou-lhe com toda clareza que o lugar de adoração não era em Jerusalém, no Monte Gerizim ou em qualquer outro lugar, mas que os verdadeiros adoradores adorariam o Pai em “Espírito em Verdade”. Jesus disse que Deus era Espírito, e que importava que seus adoradores o adorassem em Espírito e em Verdade (Jo 4: 21-24).

Mais tarde o apóstolo Paulo falou clara e abertamente que o nosso corpo era o Templo do Espírito Santo, o lugar de adoração ao Pai (I Co 3: 16, 17). Quando nós somos regenerados, este Templo é construído para ser morada do Espírito Santo e lugar de adoração ao Senhor. Desta forma o homem alcança a razão e o motivo da sua existência.

Quando, durante a sua existência, o homem não percebe este fato, ou não permite que o Espírito Santo transforme o seu coração num “lugar de adoração” a Deus, através de Jesus, então a sua vida fica sem razão de ser e a morte (destruição) se apresenta diante dele para o tragar. Quando não há fidelidade e verdadeira adoração no coração do homem, ele entra num processo de degeneração, pois o inimigo começa a cercá-lo e escravizá-lo com vícios e outras coisas que o levam à destruição. O homem foi criado para a adoração ao Senhor, mas se ele não alcançar este propósito a sua vida fica sem razão de existir.

Quando Jesus se referiu ao Templo e chorou sobre Jerusalém (Mt 24: 37-39), falou da destruição da cidade e de tudo que nela havia, pois seus habitantes falharam em reconhecê-lo e em  recebê-lo em seus corações, para adorá-lo como Deus. Israel foi destruído pelos romanos e espalhado pelo mundo todo até que reconheça que Jesus é o Senhor. O homem que tem vivido esta mesma situação, só pode se libertar dela se reconhecer que Jesus é o seu Senhor e Salvador, vivendo a partir daí, para adorá-lo.

Os primeiros adoradores de Deus, os patriarcas, eram homens rudes que erguiam seus altares com pedras rudes – eles tipificam as pessoas simples, muitas vezes sem cultura ou conhecimento – mas que vivem para adorar ao Senhor.

Os que adoraram ao Senhor no deserto, no Tabernáculo, são os que mesmo enfrentando dificuldades, lutas e provações, têm sido fiéis ao Senhor e o tem adorado nos seus corações.

Aqueles que adoravam no Templo de Jerusalém, com todo conforto e facilidades, numa estrutura bem montada, são os que dispõem de bens materiais, são mais cultos e beneficiados pelas oportunidades da vida, mas que igualmente precisam da bênção do Senhor em seus corações, para adorá-lo em Espírito e em Verdade.

CONCLUSÃO

Quando Jesus entrou no templo, expulsou os cambistas, os vendedores e os salteadores que havia ali, e purificou o templo que era a casa de oração e adoração ao Senhor. Da mesma forma, quando Jesus entra na nossa vida, começa a realizar uma obra de purificação e restauração, para que nos tornemos “lugar de adoração ao Pai”. Ele retira da nossa vida o pecado, os vícios, as opressões e tudo aquilo que fazia de nosso coração um “covil de salteadores”. Quando permitimos que Ele realize esta obra restauradora na nossa vida, o resultado é a vida eterna. Mas se não alcançarmos este Projeto de Deus, o resultado será o mesmo do templo de Jerusalém, que foi destruído até os dias de hoje.   
 
                                                                                                                                                         


A cura de Ezequias

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II Reis 20: 1- 7

“Por aquele tempo Ezequias ficou doente, à morte. O profeta Isaías, filho de Amós, veio ter com ele, e lhe disse: Assim diz, o Senhor: Põe em ordem a tua casa porque morrerás, e não viverás. Então o rei virou o rosto para a parede, e orou ao Senhor, dizendo: Lembra-te agora, ó Senhor, te peço, de como tenho andado diante de ti com fidelidade e integridade de coração, e tenho feito o que era reto aos teus olhos. E Ezequias chorou muitíssimo. E sucedeu que, não havendo Isaías ainda saído do meio do pátio, veio a ele a palavra do Senhor, dizendo: Volta, e dize a Ezequias, príncipe do meu povo: Assim diz o Senhor Deus de teu pai Davi: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas. Eis que eu te sararei; ao terceiro dia subirás à casa do Senhor. Acrescentarei aos teus dias quinze anos; e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e defenderei esta cidade por amor de mim, e por amor do meu servo Davi. Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos e ponde-a sobre a úlcera; e ele sarará”.  

INTRODUÇÃO

O homem está debaixo de um juízo de morte e não percebe isso. Ele está vivendo sua vida totalmente alheio a essa realidade, voltado exclusivamente para as coisas desta vida e deste mundo, não levando em conta sua temporalidade e sem se preocupar com o que vai lhe acontecer depois da sua morte. Ele está doente mas não percebe a gravidade da sua enfermidade; ela o levará à morte eterna mas ele não se preocupa com isso, acha que pode viver da forma que quiser e que tudo nesta vida é normal.

DESENVOLVIMENTO 

·       Por aquele tempo Ezequias ficou doente, à morte - Ezequias representa o homem que governa sua própria vida, e que está espiritualmente doente. Essa doença que acomete todo homem é o pecado na sua vida; é uma doença terrível, cujo salário é a morte, mas o homem não está preocupado com isso. Ele imagina que as coisas são assim mesmo. Ele pensa que tudo é normal.

·       O profeta Isaías, filho de Amós, veio ter com ele, e lhe disse: Assim diz, o Senhor: Põe em ordem a tua casa porque morrerás, e não viverás – O homem só desperta para sua real situação quando o Espírito Santo revela isso ao seu coração. O Espírito Santo foi enviado para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16: 8). Quando Ele revela a verdade ao coração do homem, em seguida mostra sua necessidade de ordenar a sua casa (sua vida - principalmente sua vida espiritual), pois a Palavra diz que depois da morte, segue-se o juízo (Heb 9: 27).

·       Então o rei virou o rosto para a parede, e orou ao Senhor... e chorou muitíssimo – Quando o Espírito Santo fala ao coração do homem e lhe mostra sua situação, ele deve tomar um outro rumo na sua vida. Ele deve dar um giro de 180º na sua caminhada, voltando-se para o Senhor e clamando por sua misericórdia. O caminho normal do homem é em direção à morte, mas ele pode tomar a direção oposta, encaminhando-se para a vida eterna pelo Caminho que é o Senhor Jesus. Ele deve se humilhar, chorar aos seus pés, e pedir ao Senhor que perdoe seus pecados e lhe conceda vida eterna, pois não deseja morrer e viver eternamente em meio ao sofrimento.

·       E sucedeu que, não havendo Isaías ainda saído do meio do pátio, veio a ele a palavra do Senhor, dizendo: Volta, e dize a Ezequias: Assim diz o Senhor Deus de teu pai Davi: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas. Eis que eu te sararei  - O homem precisa clamar ao Senhor enquanto há tempo (Isa 55: 6), enquanto o Espírito Santo ainda está na terra operando a Salvação, pois um dia Ele vai sair com a igreja fiel e para muitos será tarde demais. A Bíblia diz que há tempo para tudo debaixo do sol, mas o dia da salvação se chama hoje!

·       Acrescentarei aos teus dias quinze anos – Depois que o homem se volta para o Senhor, entregando sua vida nas suas mãos, ele é transformado em uma nova criatura e o Senhor lhe concede uma nova vida. Assim como Ezequias recebeu mais quinze anos de vida, o Senhor deseja dar uma vida nova a todos, uma vida trilhada nos seus caminhos e em comunhão com o seu Espírito. Nesta nova vida, o homem é liberto de todos os seus inimigos, pois o Senhor é quem lhe garante a vitória.

 CONCLUSÃO

·       Tomai uma pasta de figos e ponde-a sobre a úlcera; e ele sarará – Para que todas as Palavras do Senhor sejam cumpridas em benefício do homem doente e em vias de morte, é preciso que se coloque sobre a ferida causada pelo pecado, uma pasta de figos. A pasta de figos era usada para sarar feridas nos tempos bíblicos, e ela representa o Senhor Jesus (que era israelita – fruto de Israel – a figueira), o qual foi “ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados – Isa 53: 5.

Quando o homem se conscientiza da sua situação de pecador através do Espírito Santo, e se volta para Deus em atitude de humildade e reconhecendo os seus pecados, o Senhor também se volta para ele com Graça e Misericórdia, salvando sua vida e lhe concedendo uma vida nova através da Pessoa do seu Filho, o Senhor Jesus, que foi sacrificado para que gozássemos paz com Deus e vida eterna na sua presença.

Os quatro tipos de terrenos

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Texto: Lucas 8: 4 -15
INTRODUÇÃO: A Obra de Deus na vida do homem é realizada no coração (Heb 10:16), pois é do coração que procedem as saídas da vida (Pv 4:23), isto é, o homem reage de acordo com o que possui no coração. A resposta à Obra de Deus depende da condição de cada coração, e o Senhor Jesus mostrou através da parábola do semeador que existem basicamente quatro tipos de terrenos (corações) que também reagem de quatro maneiras ao receber a semente (Palavra de Deus). Vejamos estes quatro tipos de terrenos e suas respectivas reações:
  1. A SEMENTE À BEIRA DO CAMINHO, QUE FOI PISADA E COMIDA PELAS AVES ( Vs. 12 )
Trata-se do homem que está fora do caminho (Jesus), e que demonstra insensibilidade à Palavra de salvação. Ele não atenta para o Evangelho e o rejeita, despreza a boa semente e a pisa. Tudo que ouve é removido facilmente do seu coração pelos maus espíritos (aves) que operam na sua vida. Este tipo de coração é insensível (Isa 6: 9 e 10), é duro (Zac 7: 12) e insensato (Sl 53:1).
  1. A SEMENTE QUE CAIU ENTRE PEDRAS, NASCEU E DEPOIS SECOU-SE ( Vs. 13 )
São as pessoas que recebem a Palavra com alegria, com admiração e até alegria (emotividade), mas voltam atrás diante das tentações, das provas, de repressão da família, da atração do mundo, etc. porque não têm raízes (firmeza, definição e convicção). Este tipo de coração é emotivo (Tg 4: 8) e não está preparado para sofrer e compartilhar as aflições da cruz de Cristo (I Pe 4: 13), é fraco (Heb 12: 3), por isso desfalece e desanima facilmente.
  1. A SEMENTE QUE CAIU ENTRE OS ESPINHOS, CRESCEU MAS FOI SUFOCADA ( Vs. 14 )
É o que recebe a Palavra no coração, mas não quer renunciar àquilo que tem. Os cuidados e preocupações da vida (trabalho, família, bens, etc.), a busca de riquezas, os prazeres e deleites da vida (diversões profanas, praias, etc.) terminam sufocando a Palavra de Deus e impedindo o seu crescimento e frutificação no coração e na vida do homem. É o coração que quer servir ao Senhor mas ao mundo também (Mt 6: 24), é o coração cobiçoso (Luc 21: 34 ; I Tm 6: 9 e 10) e dobre (Tg 1: 8).
  1. A SEMENTE QUE CAIU EM BOA TERRA E DEU FRUTO EM ABUNDÂNCIA ( Vs. 15 ) 
É o homem que abre o coração totalmente para receber a Palavra do Senhor, deixando tudo por amor a Ele. A partir do momento que recebe a Palavra no coração não cessa de crescer no conhecimento do Senhor, andando no seu Projeto que é a Revelação, obedecendo e colocando as coisas do Senhor em primeiro lugar na sua vida. Este homem produz muitos frutos porque persevera diante das lutas e tentações que surgem, não se deixando levar pelas dificuldades da caminhada. Para o Senhor o importante é que a semente frutifique, a quantidade do fruto é de acordo com o grau de fertilidade de cada coração. O fato do terreno ser fértil não significa que não tenha pedras e espinhos. Isto quer dizer que aquele que tem um coração firme no Senhor, remove as pedras e espinhos para que a semente não sofra nenhum prejuízo no seu desenvolvimento e frutificação. O servo assim é aquele que tem o coração quebrantado (Sl 51: 17), puro (Sl 24: 3 e 4) e bom (Luc 6: 45).
CONCLUSÃO - Deus olha para o coração do homem, Ele sonda seu interior e conhece o que há dentro dele. Ele busca corações férteis, onde possa plantar a boa semente e operar pelo Espírito Santo a sua Obra e o seu Projeto, cujo propósito é fazer com que o seu Reino, isto é, sua Seara cresça e frutifique abundantemente, até a chegada do dia glorioso da colheita dos frutos, que é o arrebatamento da igreja.

A Igreja dos Tessalonicenses

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1 Tessalonicenses 1:1 - ¶ Paulo, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.

Todas as epístolas do Novo Testamento foram escritas com propósitos específicos. Além disso, elas possuíam destinatários certos e identificáveis no corpo do texto. Ao estudarmos um desses textos, devemos identificarmos claramente esses elementos para buscarmos uma exegese mais precisa. Se você observar a primeira e segunda carta aos Tessalonicenses, você perceberá algo peculiar: Paulo identifica como destinatário da epístola a IGREJA dos TESSALONICENSES.


O modo carinhoso é reflexo da profunda entrega desses crentes a doutrina do evangelho. A fé desses irmãos era tão contagiante que todo seu entorno os conheciam desse modo: a igreja dos tessalonicenses. Será que nós somos conhecidos desse modo também? A impressão que causamos é boa? A assinatura que estamos deixando no mundo é verdadeira? Que Deus nos ajude a sermos uma igreja modelo, individualmente e coletivamente.

Palavra Que Transforma - Pastor Sérgio Fernandes

"Quando se perde a confiança"

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Quem nunca cometeu nenhum deslize em um relacionamento, que atire a primeira pedra! De que deslize estou falando? Desde uma "simples" mentirinha á uma traição. Pisadas de bola funcionam como atentados violentos contra a confiança de um parceiro no outro.

Costuma haver uma relação direta entre o tamanho da pisada e o estrago na confiança, mas, às vezes, uma mentirinha aparentemente despretensiosa como "fiquei trabalhando até tarde", quando, na verdade, você estava era bebendo, ou jogando bola com os amigos, já é suficiente para que a confiança seja definitivamente abalada. Pois é, tem gente que não perdoa nada, acreditando que se o outro conta pequenas mentiras, é capaz de qualquer coisa. São os adeptos da tolerância zero, que costumam ser altamente exigentes consigo mesmos e, por isso, tratam seus parceiros com o mesmo rigor.

E tem quem faça vistas grossas a qualquer deslize do parceiro, para não correr o risco de perdê-lo. O excesso de permissividade, no entanto, é um tiro pela culatra, na medida em que vai minando a auto-estima. E sem auto-estima, não há relação que se sustente!

Como, então, reagir à traição da confiança?

Não possuo nenhuma fórmula milagrosa, que pudesse, de repente, ser aplicada a qualquer pessoa, indistintamente. O que sei, por experiência própria, é que a única forma de perdoar o outro é tentar se colocar no lugar dele. Se fosse você o mentiroso, por que deveria ser perdoado por seu parceiro? Você seria capaz de cometer a mesma traição que ele?

Se formos capazes de superar nosso orgulho e nossa raiva, é bem provável que consigamos nos identificar com o outro, reconhecendo que poderíamos cometer erro semelhante – ou até já o cometemos. Este é o primeiro passo para reconquistar a confiança perdida. Mas o assunto é dos mais delicados, pois todos somos seres imperfeitos e com uma boa dose de egoísmo e mesquinhez. Passar por cima de tudo isso e reconhecer que o parceiro arrependido merece uma segunda chance é um trabalho e tanto. Mais vale a pena!

Ore e confie no Senhor, pois somente ele é capaz de transformar um coração endurecido pela falta de confiança e falta de perdão. Pois ele é amor, e nos ama incondicionalmente.

Deus abençoe sua família em nome de Jesus!


Casamentos Restaurado em Cristo

Quem é o Pai?

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I Samuel 17: 55  - 58 - I Samuel 17: 55 - 58
  1. Quando Saul viu Davi sair e encontrar-se com o filisteu, perguntou a Abner, o chefe do exército: De quem é filho esse jovem, Abner? Respondeu Abner: Vive a tua alma, ó rei, que não sei.
  2. Disse então o rei: Pergunta, pois, de quem ele é filho.
  3. Voltando, pois, Davi de ferir o filisteu, Abner o tomou consigo, e o trouxe à presença de Saul, trazendo Davi na mão a cabeça do filisteu.
  4. E perguntou-lhe Saul: De quem és filho, jovem? Respondeu Davi: Filho de teu servo Jessé, belemita.
1- Introdução
Havia uma grande batalha travada entre os Israelitas e os Filisteus. No meio da peleja Davi se dispõe a decidir a guerra pelo lado de Israel. Era um costume nas guerras na antiguidade, dois representantes dos povos beligerantes decidirem a vitória nas guerras desta forma.
Davi havia se disposto a lutar com Golias e chegou  até a se apresentar ao rei Saul. Este inclusive tentou colocar suas armas sobre Davi para pelejar contra Golias, porém Davi as rejeitou porque ele era adestrado em outros tipos de armas, quais sejam: cajado, funda, etc. Mas a grande vitória de Davi foi o fato de ele ter confiado no Senhor, e o Senhor lhe deu vitória. “Mas eu vou a tí em nome do Senhor Deus dos exércitos”.
Davi vence o gigante Golias e traz sua cabeça nas mãos como prova da grande vitória alcançada. Todos ficaram admirados com aquele ato heróico de Davi e queriam saber, portanto, de onde vinha aquela capacitação.
2 - Quem era o pai de Davi?
Saul, queria saber quem era o pai de Davi. Era uma pergunta natural naqueles dias, quando a sociedade era formada pelo sistema de família patriarcal. Era a preocupação de se saber a descendência da pessoa, sua genealogia. Sua origem.
Abner era general dos exércitos de Saul, portanto autoridade no assunto de guerra, mas não conhecia nada sobre o pai de Davi.
A grande preocupação em saber de quem Davi era filho, era porque os filhos naqueles dias recebiam diretamente dos pais toda a instrução que possuíam. Aquilo que Davi manifestara possuir ali, era uma prova de que seu pai era muito mais poderoso do que ele, porque lhe ensinara aquilo.
3 - Davi conhecia muito bem a seu pai

“Sou filho de Jessé, o belemita”. Esse era o testemunho que Davi dava de seu conhecimento do pai. Belemita: nascido em Belém. Davi estava dizendo com isso que também era belemita, pois era filho de Jessé.
4 - Quem é o pai ?
O pai é aquele que:    
•             dá um nome para a família
•             dá a identidade da família
•             deixa uma herança para a família
•             traz segurança para a família
•             dá o sustento à família
•             Nota: a figura do pai aqui é no sentido profético, ou seja: apontando para Deus, o pai celestial.
5 - Davi: tipo do Senhor Jesus no VT
Jesus conhece bem o Pai:          
• Jesus nasceu em Belém ( Belém: casa do pão), por isso só Ele podia dizer: “Eu sou o pão da vida”
• Quando nos ensinou a orar, foi assim: “Pai nosso que está nos céus...” Mandou-nos pedir as coisas ao PAI.
• Desde os 12 anos de idade, quando os seus pais terrenos o deixaram para trás na cidade de Jerusalém, na festa da páscoa: “...negócios de MEU PAI ?”
• Quando ele promete uma salvação eterna para os seus discípulos: “Na casa de MEU PAI há muitas moradas...”
• Por fim, sua identidade era exclusivamente com o Pai: “Eu e o PAI somos um”.
6 - A igreja fiel de Jesus também conhece o Pai
• Quando Jesus dirige-se aos seus discípulos, tratando-os como criança, ele diz: “Não vos deixarei órfãos,... mas rogarei ao pai e ele vos mandará outro Consolador.”
• Abner e Saul representavam um grupo de pessoas que não conheciam o Pai de Davi. Há também um grupo de pessoas que não têm conhecimento do Pai, Todo Poderoso, aquele que dá a vitória aos seus servos.
• As grandes vitórias da igreja se dão porque ela tem a herança de um Pai, Todo Poderoso, de quem ela tem recebido todos os recursos da vitória nas suas lutas. Com quem ela está perfeitamente identificada como filha. ”Sou filho de Jessé, o belemita”
• Havia alguns irmãos de Davi que pertenciam ao exército, mas nenhum deles despertara o desejo nas pessoas de conhecer o Pai. O que fez as pessoas desejarem conhecer o pai, foi a prova que Davi tinha nas mãos da grande vitória que alcançara do Pai celestial.
7 - A alma do homem tem sede de um encontro com o Pai
• A maior alegria do filho pródigo, foi quando ele se encontrou com o pai, porque a partir dali, lhe foi restituída toda a herança e toda a identificação com o pai.
• Em tudo que fizermos na vida, devemos despertar nas pessoas o desejo de conhecer o nosso Pai, e isso só será possível com uma vida de santificação e obediência ao Senhor.
Wallace Oliveira Cruz