Casamento Resistente

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Amor Resistente – Amor Resiliente
Já observou o que acontece com uma vara de salto em altura no momento em que o atleta a usa para impulsioná-lo? Pois é. Libera energia e após a envergadura volta ao estado normal.
Na engenharia, a resistencia do aço é testada até o limite. Na construçao de uma grande estruturua, por exemplo, uma super carga é posta sobre a mesma e o esperado é que o aço resista e volte ao estado normal. E isso é técnicamente chamado de resiliência: a capacidade de um material voltar ao seu estado inicial após sofrer tensão.
Esse conceito apreendido da física se aplica muito bem a necessidade humana de resistir e superar dificuldades. Na década de 70, foram observadas as reações de pessoas submetidas a altos níveis de estresse e, alguns dos participantes da pesquisa, não adoeceram como seria o esperado. Daí entendeu-se que há pessoas capazes de reagir positivamente quando nada é favorável. Diz-se que o Brasileiro não desiste, nunca; se isso é verdade, então, o brasileiro é resiliente. Supera os próprios fracassos e renova as expectativas. Acredita que o recomeço é possível e assim o faz com um sorriso no rosto.
Com isso em mente, quero pensar em resiliencia para os relacionamentos.
Na vida a dois, mais do que em qualquer outra situação, é fundamental ser resistente as dificuldades – elas existem, mas não pressupõem o fim dos sonhos.
As frustrações são inevitáveis: o príncipe e a princesa, no dia-a-dia, são homem e mulher com todas as limitações inerentes ao ser humano. Diante dessa constatação, nos resta incluir na lista base dos preparativos de um casamento ou na construção de um relacionamento a percepção da necessidade de tolerar e resistir. As diferenças, as incompatibilidades em vez de ser o fim podem ser a vara para um salto mais alto e um estresse causador da descoberta de que esse relacionamento é de aço e suporta o peso dos conflitos. O que você tem encarado como um perigo do amor acabado pode ser visto como uma razão de superação aos desafios.
Não perca de vista que o termo resiliência foi adaptado ao comportamento humano para definir a nossa capacidade pessoal de superar dificuldades, vencer adversidades e se recompor de uma situação difícil ainda mais forte. E essa definição se associa ao casamento de uma forma muito direta: é possível e imperativo para a restauração das emoções e resgate do amor a reação positiva diante do estresse da convivência.
Talvez, você precise suportar um pouco mais, tolerar um pouco mais as debilidades do outro.
Menos exigências, mais paciência e mais perdão.
Os conflito fazem parte da relações humanas, mas os casais devem alcançar maturidade suficiente para dar menos crédito ao que é menos importante e muito mais crédito a aquilo que mais importa.
Não estou falando de anular-se ou de negar a crise, não. Estou falando de ser flexível, tolerante e tolerável até o limite da dignidade. Estou dizendo da atitude inteligente de recomeçar e casar quantas vezes forem necessárias com a mesma pessoa e com todos os desafios que ela ofereça. Essa vida conjugada pode dar certo, pode voltar ao estado normal mesmo tendo sido tão envergada e quase tocar o chão da separação.
O estadista britânico Winston Churchill em um dos seus discursos mais marcantes disse com autoridade sobre a decisão necessária para vencer:

“ Nunca desistir, nunca, nunca, nunca, nunca, em nada, grande ou pequeno, importante ou trivial, nunca desistir, exceto a convicções de honra e bom senso.”
É importante saber que todas as relações enfrentam crises, inseguranças, desgostos, … mas isto não significa necessariamente a morte do amor. Ainda pode haver uma perene busca de renascimento e reconstrução da vida. A idéia é não desistir, nunca. Não ser enganado pelo aparente impossível. Há casais enganados quando dizem que não se amam mais. Há homens e mulheres enganados pelos sentimentos. Mas sentimentos são vulneráveis e só o amor suporta a prova. Amor é principio.
Salomão, rei de Israel, viveu um grande amor com a princesa Sulamita. Na história dos dois destacam-se muitos eventos e entre eles, exatamente, a qualidade da superação frente às crises.

Certa vez, Salomão volta para casa e quer muito encontrar a mulher amada. Ela por sua vez, se recusa a recebê-lo. Ele insiste, mas não sendo atendido, vai embora. Ela se dá conta do que fez e o procura declarando a quem queira saber que de tanta saudade e culpa, ficou doente de amor. (Cantares 5 e 6)
Porém, essa crise não foi suficiente para causar ressentimentos, mas para fortalecer. Isso fica bem claro quando ela reconhece: “Eu sou do meu amado e o meu amado é meu”. Ele com amor resiliente declara que “entre todas as rainhas ela é a mais querida”.
Os dois olham com admiração um para o outro. Há romance, respeito, intimidade. Não há acusações. Não há mágoas. Não há separação.

“Eu sou do meu amado, e ele me tem afeição” – Esse é o amor resiliente; o amor que supera crises. O amor que não desiste de ser eterno. O amor que jamais acaba.
“As muitas águas näo podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo…”
Está difícil, errado e infeliz? Há uma nuvem que cobre qualquer possibilidade de enxergar saída? Não desista agora. Antes, tenha certeza que já fez tudo para não sucumbir às águas. Nem mesmo as águas amargas ou as ondas provocadas pelas terríveis tempestades, podem matar o amor quando você decide ser resiliente como o aço. O verdadeiro amor é forte.
“Tudo crê, tudo espera e tudo suporta.”
@darleidealves
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Salve meu casamento

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Restaurar o casamento, recomeçar, voltar ao primeiro amor. Há pessoas dispostas a dar tudo que tem para ver seu casamento nascer de novo. Há pessoas sofrendo terrivelmente com a dor de ver uma história de amor morrendo. Mas o Senhor tem um milagre pra realizar; Ele quer fazer vinho novo, no final da festa, quando tudo parece ter acabado.
Antes de tudo importa saber que a cada dia estamos mais longe da árvore da vida e, por isso, certamente, temos adoecido. Nossa alma, nossa mente, nossos sentimentos então doentes… o amor de muitos de nós está frio. Não é de nos admirarmos que alguém que prometeu amar para sempre deixe de amar de repente. Toda cabeça está enferma, todos estão carentes do milagre, do resgate.
Resgate exige plano, estratégia, sacrifício, conhecimento, esforço em nome da vida. E a palavra de Deus nos diz que para o resgate de Deus há um só caminho que devemos seguir o caminho da porta estreita.
“porque larga é aporta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; e porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mateus 7:13-14).
O caminho da porta estreita é o caminho que também é estreito, apertado, difícil…

Poucos irão andar por ele, poucos estão dispostos a viver esse sacrifício, mesmo sabendo que ao final dele há a recompensa. A vida moderna tem nos ensinado que nós não podemos nos permitir sofrer, que importa o que eu quero, o que eu penso, o que eu sinto, o que eu sou… tudo eu!

Mas essa forma de viver baseado no eu não me permite enxergar que esse eu precisa seguir a voz que diz: “Esse é o caminho andai por ele.”
Que caminho?

O caminho da porta estreita. O caminho da dificuldade, da prova, da renúncia do eu.

Isso é uma decisão racional. Escolher o caminho a seguir. Aliás escolher é a prova mais dificil que o Senhor nos oferece por que Ele nos deixa livres. E essa nossa liberdade nos prende mais do que liberta. Ela nos prende a nossos desejos mais humanos e isso significa dizer que são eles que nos distanciam da experiência divina de escolher o que é correto muito mais do que escolher o que fácil.
A proposta do Senhor é:
“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho

proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à Sua voz, e achegando-te a Ele; pois Ele é a tua vida, e o prolongamento dos teus dias…” (Deuteronômio 30:19-20).

Escolher viver é escolher obedecer. Deus propõe bênção e maldição e parece impossível que alguém escolha a maldição, mas escolhe. Há milhares e milhares de pessoas escolhendo a maldição. Já pensou nisso? Escolhe a maldição quando escolhe desobedecer a Deus, quando escolhe fazer a própria vontade, quando escolhe ouvir os desejos da carne em vez de ouvir a voz do Espírito. Escolhe maldição quando escolhe abandonar a fé no Deus do impossível, a família, o casamento, o amor que prometera ser eterno.
Mas Deus é grande em misericórdia. As misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã e duram para sempre. E para você que está vivendo um tempo de sombra em seu casamento lembre-se que o Bom Pastor anda no vale da sombra da morte para dar alento a ovelha cansada. Enquanto atravessa esse vale não tenha medo, não pense em desistir, não creia na derrota, mas creia na palavra que diz:
“Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus e que são chamados segundo o Seu propósito.” (Romanos 8:28).
É necessário amar a Deus para que tudo coopere para seu bem. A questão que estamos interessados que tudo coopere para me fazer bem, mas não me dou conta que essa promessa é para os que amam a Deus.
Quero te perguntar: Você ama a Deus e anda conforme o chamado dEle para sua vida? Há devoção pessoal? Há busca do poder de Deus? Você teme ao Senhor e obedece a Sua palavra? Há busca pelo poder do Espírito Santo?
Sim. Na hora da provação, seja ela qual for: no casamento, na igreja, no trabalho, na família… o que importa é se achegar ao Senhor.
Seu casamento está ruindo? Busque ao Senhor. Seu marido não lhe dá o afeto que você precisa? Apegue-se ao Senhor. Ele é Deus forte e suficiente para suprir tuas necessidades e cooperar para o teu bem.
Aconteça o que acontecer, se você ama ao Senhor, a tua aflição será para o teu bem.

Não pergunte como. Apenas viva a experiência do deserto e espere atravessar o mar sob o comando poderoso do Senhor.

Se Deus, no Egito, houvesse perguntado a Moisés se ele queria ir ao deserto para viver 40 anos se preparando para aprender a conviver naquele ambiente inóspito com a missão de depois retornar ficar mais outros 40 anos acompanhando o povo hebreu, é certo que ele diria: não Senhor. Não posso. Não tenho condições de suportar…
Mas, Moisés conseguiu viver no deserto, aprender a viver sob circunstancias difíceis, e adquiriu experiência para ser o chefe, o líder na libertação do povo.
As provas nos tornam experientes, nos tornam fortes, quando enfrentadas e vencidas nos fazem melhores.
Esse deserto é, também, a sua aflição. É o seu casamento sem vida, sem água, sem amor.
O sábio Salomão diz que “com a tristeza no rosto se faz melhor o coração.”
“Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo

fogo, se ache em louvor, e honra, e glória” (1 Pedro 1:6-7).

Casamento é coisa séria e sagrada. É plano de Deus. Projeto que saiu das mãos do Criador.
“Deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne”. Assim não são mais dois, mas uma só carne.
“E Jesus confirma o que foi dito no principio e acrescenta: Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:5-6).
E enquanto muitos casam crendo que se não der certo separa e está tudo certo a palavra declara o contrário:
“Porque o Senhor, o Deus de Israel, diz que odeia o divórcio, (…) portanto guardai-vos em vosso espírito e não sejais desleais” (Malaquias 2:16).
Há alguém interessado em que seu casamento acabe no cartório. Ele é o Diabo, Satanás. É ele quem planta a discórdia. É ele quem insinua que assim como está não dá, que é melhor separar, que não tem jeito, não tem amor que resista…
Ele é “o ladrão que vem para roubar, matar, e destruir. Já o Senhor Jesus veio para dar vida com abundância” (João 10:10).
Seu casamento foi feito na presença de Deus, com testemunhas, com festa, com aliança… não permita que as flechas inflamadas do diabo queime seus sonhos.

Não permita que ele roube os sonhos dos seus filhos, da sua família, dos seus amigos… que ele envergonhe a aliança que fora feita com Deus.

“Resisti ao Diabo e ele fugirá de vós.”
Temos nos esquecido que o Senhor nos deu a chave da vitória sobre as ciladas do mal: resistir. Resistir e não desistir. Crer no impossível.
Parece impossível que seu casamento mude. Parece, mas em nome de Jesus tudo é possível para o que crê.
O mais difícil é que você pode estar tentando sozinho (a), só você quer recomeçar, só você quer tentar novamente e restaurar seu casamento. Sim é difícil, mas creia:
Deus é o Deus do impossível.
Esta é a vitória que vence o mundo – nossa fé” (1 João 5:4)“Quanto ao Senhor, Seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com Ele.” (2 Crônicas 16:9).
Ou seja, a proposta é: Para resgatar meu casamento vou buscar a Deus de corpo e alma. Vou confiar que Ele tem a restauração, a transformação, o vinho novo. Não vou desistir de fazer valer na minha vida o poder de JEsus. Eu sei que Ele pode. Tudo se trasforma quando Jesus é chamado para ser a prioridade em nossa vida. Ele é quem nos ensina a amar e perdoar. Ele nos conduz em um relacionamento saudável ou nos orienta quanto a possibilidade de deixarmos um relacionamento doentio.
Os casamentos estão acabando por que está faltando o temor do Senhor.Homens que ferem e traem a esposa. Mulheres que também traem e não vivem o poder do amor.Pessoas frias tornam a vida do outro uma dor sem fim… onde iremos parar? a minha proposta é que pare aos pés de Jesus e encontre aos pés do Salvador a saída. Ele nos propõe perdão, nos propõe crer no recomeço. Ele nos diz para crer nEle e renovar as forças. Ele nos diz que pode fazer ressuscitar o que já está morto e fazer seu casamento ter novo sentido.
Há pessoas que já leram esse artigo esperando encontrar uma receitam mas aqui está apenas a indicação de que sofrer não é o fim e que o que resiste às lutas recebe o mérito da vitória.Isso não significa que as vítimas devem continuar vítimas, mas que as vítimas podem recorrer ao Senhor para sentir o rio da graça e da água da vida banhando sua história de poder e transformação.
“Pedi e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis…” (Mateus 7:7).
Peça e busque. Reclame o cumpriemnto dessa promessa na sua vida. Deus nunca falha!
Darleide Alves

Produtora e Apresentadora – Tv Novo Tempo


Dawkins: Quando os ateus defendem a fé cristã

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Em um raro momento de fraqueza ateísta (e sinceridade epistemológica) o papa dos ateus, Richard Dawkins, afirmou (certamente a contragosto) que o Cristianismo - veja lá - é um baluarte contra algo pior, em tempos de crescimento do terrorismo islâmico.

Em sua versão de apologista cristão Dawkins afirmou: "Não há cristãos, tanto quanto eu sei, explodindo edifícios". "Não tenho conhecimento de quaisquer ataques suicidas cristãos. Não tenho conhecimento de qualquer grande denominação cristã que acredita que a pena para a apostasia é a morte".

Dawkins reconheceu que os ensinamentos de Jesus Cristo não levam a um mundo de terror, enquanto que os seguidores do Islã perpetram atrocidades que ele lamenta.

Embora o texto seja de 2010 (como me passou despercebido à época?) somente agora ganhou repercussão na internet. Porém, nunca é tarde demais para avaliar uma preciosidade dessas, principalmente vinda de Dawkins.

Isso me recorda outro ateu que também reconheceu os benefícios sociais do Cristianismo: Alain de Botton. Em seu livro Religião para ateus ele sugere que o ateísmo deve tomar como exemplo várias estratégias e concepções da religião em geral e do Cristianismo em particular para se tornar algo palatável, ser compreendido e aceito no ambiente social.

Botton afirma que seus pares ateus não estão dispostos a considerar a cultura secular de forma suficientemente religiosa, como fonte de orientação. Com relação à educação, diz ele, enquanto aqueles que tentam fundamentar a educação na cultura secular (e não nas Escrituras) tem sérias dificuldades para justificar-se como algo relevante e útil, o cristianismo olha para o propósito da educação a partir de outro ângulo, na qual somos desesperados, frágeis, vulneráveis, pecadores, mais bem-informados que sábios, sempre à beira da angústia, aterrorizados com a morte e, acima de tudo, necessitados de Deus.

A partir dessa perspectiva, “o cristianismo se ocupa desde o início com nosso lado interior e confuso, declarando que nenhum de nós nasce sabendo como viver; somos, por natureza, frágeis e caprichosos”, de modo que a educação tem um papel primordial nesse processo de instrução do homem. Com efeito, segundo Botton, o “cristianismo está focado em ajudar uma parte de nós que a linguagem secular tem dificuldade até mesmo de nomear (...)” “(...) tem sido a tarefa essencial da máquina pedagógica cristã cultivar, tranquilizar, confortar e guiar nossas almas”.[1]

Ele afirma:

“Por mais que possamos discordar da visão do cristianismo com relação àquilo de que nossa alma necessita, é difícil invalidar a provocativa tese subjacente, que não parece ser menos relevante no domínio secular que no religioso – a tese de que temos em nós um núcleo perigoso, infantil e vulnerável, que deveríamos nutrir e cuidar ao longo de sua turbulenta jornada pela vida”[2].

Alain de Botton captou o pressuposto pelo qual a educação possui uma posição de destaque no Cristianismo. A doutrina da Queda e da depravação humana explicam a natureza do homem e ao mesmo tempo exige um processo pedagógico de constante instrução acerca da Lei de Deus. Caído, o ser humano carece de educação permanente, a fim de ajudá-lo no desenvolvimento do conhecimento, habilidades e atitudes que contribuam para que possa glorificar e agradar melhor a Deus[3].

O que Alain de Botton e Richard Dawkins não perceberam é que não é possível utilizar um pressuposto cristão para encaixá-lo numa cosmovisão naturalista. O que eles pretendem é pegar emprestado uma ferramenta teísta para utilizar em sua visão de mundo ateísta. Em outras palavras: eles querem andar de carona nos pressupostos cristãos.

Mas, uma visão de mundo, para ser coerente, deve guardar correspondência com seus pressupostos estruturantes. Quando isso não ocorre, tendo que recorrer aos fundamentos de outra cosmovisão, evidencia-se que a cosmovisão professada na verdade é falha, pois não consegue explicar toda a realidade, incluindo a natureza humana.

É isso o que ocorre com o ateísmo de Botton e de Dawkins. No fim das contas, eles simplesmente expõem a incoerência de descrença que professam, cujas premissas não conseguem dar sentido à existência humana e promover pacificação social.


Notas

[1] BOTTON, Alain. Religião para ateus. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2011, p. 89.
[2] BOTTON, Alain, 2011, p. 91.

[3] HUGHES, John In; MACARTHUR, John (org). Pense Biblicamente. São Paulo: Hagnos, 2005, p. 377.

Impeachment, crise moral e a Bíblia

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O Brasil está passando por um momento delicado, diante de um cenário de instabilidade política, corrupção generalizada e recessão econômica. Nunca antes na história desse país tivemos um cenário tão escandaloso como o que agora se vê.

O mais recente capítulo dessa crise moral que abala a nação é o possível impeachment da presidente Dilma Roussef. Depois de um jogo de ameaças nada republicano, envolvendo interesses diversos, o presidente da Câmara Eduardo Cunha acatou um dos pedidos contra a Presidente, referente a denúncia das chamadas “pedaladas fiscais”, um tipo de “empréstimo” dos bancos ao governo, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em virtude desse contexto tão nebuloso que pode acarretar a perda do mandato eletivo da Presidente da República, alguns irmãos indagam se, à luz das Escrituras Sagradas, poderíamos, como cristãos, apoiar o impeachment, afinal de acordo com Romanos 13.1 todas as autoridades foram constituídas por Deus.

Antes de dar uma resposta teológica a esta indagação, precisamos compreender o que é, de fato, o processo de impeachment.

De plano, é preciso dizer que esta palavra “impeachment” não consta em nossa Constituição Federal. De origem inglesa, a palavra tem o significado de “impedimento” ou “impugnação” contra a autoridade governamental acusada de infringir os seus deveres funcionais. No Brasil, a expressão é usada em referência ao processo que apura crimes de responsabilidade, isto é, infrações político-administrativas.

Nesse sentido, o art. 85 da Constituição de 1988 estabelece que são crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra: I - a existência da União; II - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; IV - a segurança interna do País; V - a probidade na administração; VI - a lei orçamentária; e VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.

De acordo com o constitucionalista Pedro Lenza, recepcionada em grande parte, pela Constituição Federal de 1988, a Lei n. 1.079/50, que estabelece as normas de processo de julgamento dos crimes de responsabilidade, foi alterada pela Lei n. 10.028/2000, que ampliou o rol das infrações político-administrativas, especialmente em relação aos crimes contra a lei orçamentária.

Ao contrário, portanto, daquilo que apregoa a histeria governista-esquerdista, oimpeachment não é um instrumento de golpe político, mas sim um processo legítimo, legal e democrático para a apuração de crimes de responsabilidade do Presidente da República. Cabe lembrar que o mandato eletivo conquistado nas urnas não possui caráter absoluto e inquestionável, mas comporta exceções que ocasionam a perda do mandato, especialmente nas hipóteses de comprovado abuso de poder político, econômico ou dos meios de comunicação.  Com efeito, ainda que excepcional, o impeachment é também outra ferramenta constitucionalmente legítima de desconstituição do poder outorgado pelo povo. Do contrário, teríamos que considerar a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo igualmente como um meio de golpe;  o que, de fato, é contraditório.

Golpe político consiste em meio antidemocrático da tomada de poder. Enquanto isso, o processo de impeachment garante a legitimidade do poder, concedendo ao acusado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Quanto ao que Paulo escreve aos Romanos no capítulo 13, precisamos ter em mente um princípio bíblico basilar que advém, antes de tudo, das palavras do próprio Jesus: “Dai a César o que é César, e a Deus o que é Deus”(Mt 22.21). Ao comentar essa passagem, Francis Schaeffer (p. 208) recorda que Jesus não quis dizer Deus e César, em uma posição de igualdade, lado a lado; mas Deus e César, numa posição de superioridade divina.

Ao mencionar Romanos 13 Schaeffer enfatiza: “Deus estabeleceu o Estado como autoridade delegada; ele não é uma autoridade autônoma. O Estado deve ser um agente de justiça para restringir o mal, punindo o malfeitor, e para proteger os bons na sociedade. Quando ele faz o inverso, não tem autoridade legítima. Ele se torna uma autoridade usurpada e, como tal, se torna ilegal e tirana” (p. 208).

Desse modo, ele propõe que a desobediência civil, às vezes, é uma atitude necessária ao cristão, especialmente quando a lei do Estado destoa da Lei de Deus (cf. Atos 5.19). Ele escreve: “A certa altura, existe não somente o direito, mas o dever de desobedecer ao Estado” (p. 209).

Todavia, antes de desobedecer ao Estado, a própria Constituição do país estabelece mecanismos de desconstituição daquele que desborda do seu poder. Afinal, nos estados democráticos, a maior autoridade não é o ocupante do poder, mas a própria Constituição. Ela é a Carta Magna. Logo, temos que a autoridade delegada por Deus é a própria Constituição. Assim, quando o governante a contraria, caso ela seja justa e em sintonia com a Lei de Deus, então o governante está contrariando a autoridade do próprio Deus, podendo, portanto, ser destituído.

A possibilidade jurídica de impedir a manutenção de governantes corruptos no poder advém, aliás, de pressupostos judaico-cristãos, a par da doutrina bíblica da falibilidade e depravação do homem. Jónatas Machado nos recorda que o direito constitucional moderno “tem subjacente a ideia de que nenhum ser humano, tal como nenhuma autoridade política ou religiosa, pode pretender para si um estatuto de infalibilidade. Daí que ninguém pode reclamar o poder absoluto ou uma liberdade absoluta. De acordo com esse entendimento, só Deus pode reclamar a infalibilidade” (p. 41,42).

Segundo Machado, “a defesa de um governo limitado por direitos fundamentais, do princípio da separação de poderes e da existência de controlos internos e externos à actuação estadual pressupõe a verdade das afirmações judaico-cristãos da corrupção da natureza humana” (p. 43). Assim, “o reconhecimento da legitimidade e da necessidade do combate à corrupção, ao arbítrio, à prepotência, à criminalidade, à poluição do ambiente, etc, aí está para demonstrar que o Estado Constitucional parte do princípio de que nem todos os comportamentos humanos são igualmente valiosos e legítimos” (p. 43).

Essa é a razão pela qual os cristãos são convocados a lutar contra os desmandos governamentais e denunciar todo e qualquer tipo de corrupção, seja no Executivo, Legislativo ou Judiciário (Dt 16.19,20; Sl 82.2-5; Is 1.23; ), e até mesmo no seio da comunidade cristã, em face daqueles que se afirmam irmãos na fé. Nesse sentido, o profeta Isaías vaticinou: “Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades, para privar da justiça os pobres, e para arrebatar o direito dos aflitos do meu povo, despojando as viúvas, e roubando os órfãos! Mas que fareis no dia da visitação, e da assolação, que há de vir de longe? A quem recorrereis para obter socorro, e onde deixareis a vossa glória, sem que cada um se abata entre os presos, e caia entre os mortos?” (1.:1-4).


Bibliografia

LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 13a. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
MACHADO, Jónatas. Estado constitucional e neutralidade religiosa: entre o teísmo e o neoateísmo. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2013.

SCHAEFFER, Francis. A igreja no século XXI. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

O anúncio da volta do Senhor Jesus

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Texto: Malaquias 3:1-6

“Eis que envio o meu mensageiro que preparará o caminho diante de mim...”

1. Introdução
Observamos que o tempo da vinda do Senhor se aproxima.
O profeta Malaquias, cujo nome em hebraico significa “meu mensageiro”, é usado  para transmitir ao povo de Israel as profecias concernentes à vinda do Senhor

2. Desenvolvimento

Vs1. “Eis que eu (O Pai), envio o meu mensageiro, (O Espírito Santo), que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor” (O Senhor Jesus).
Fica clara a operação da trindade no projeto da vinda do Senhor.
“De repente”. Em  Mat:24:27 observamos que será assim. “Porque assim como o relâmpago sai do oriente e mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.”
“A quem vós buscais”: A igreja fiel tem buscado conhecer mais e mais o Senhor Jesus, nos cultos, nas madrugadas, nas vigílias, nos seminários,  até encontrar.
“A quem vós desejais “, o desejo da igreja é encontrar-se com o Senhor Jesus.
“Eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos.”  O “Vem” é o grito da igreja fiel. Quem diz “Vem”  é o  Senhor dos Exércitos. “O Espírito e a noiva dizem Vem”. O anseio pela volta do Senhor é mútuo.

Vs2: “Mas quem pode suportar o dia da sua vinda?”
Ai dos ímpios! Ai dos Infiéis! O Senhor virá e exercerá o seu juízo.
“Porque ele será como fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.”
“Fogo de ourives”. O fogo provará qual seja a obra de cada um, se permanecer, (se for de ouro, prata, pedras preciosas),  esse receberá galardão, caso contrário,  sofrerá detrimento.
“Sabão dos lavandeiros” O sabão serve para purificar, para limpar o pecado, pois sem santificação ninguém verá a Deus.
O Senhor tem preparado uma igreja pura, sem mancha para se encontrar com o esposo por isso a necessidade de estarmos limpos.

Vs3. “Assentar-se, afinando e purificando a prata; e purificará os filhos de Levi.”
Fala da purificação pelo sangue de Jesus dos que serão arrebatados pelo Redentor. Os filhos de Levi são  aqueles que cuidam da Obra, trazendo suas ofertas de justiça ao Senhor.

Vs4 “A oferta de Judá (Louvor) será suave ao Senhor”.
“A oferta de Jerusalém (Habitação da Paz) Jerusalém terá Paz e isso será suave ao Senhor.
Como nos dias antigos, e como nos primeiros anos; como na criação.”

Vs5. “Chegar-me-ei para juízo” . Nesse momento será clara a diferença entre o servo e o ímpio.
O Senhor será contra os feiticeiros, adúlteros todos os que não temem o Senhor dos Exércitos.

3. Conclusão

VS6 “Porque eu o Senhor não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó,  (Suplantador), não sois consumidos”.
O Senhor fala a um povo que não tinha direito, mas lutou no ventre, lutou durante a sua vida, lutou até com o Anjo e mudou sua caminhada com o toque,  mas venceu.
O Senhor fala conosco (Gentios) para permanecermos lutando, buscando, desejando a sua presença  e gritando “Vem, Amado meu” .
Vem buscar a sua igreja fiel !
Vem; para não sermos consumidos. Vem.          Carlos Caetano

A Igreja Evangélica Assembléia de Deus não é uma seita

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 Amado irmão em Cristo, a Paz do Senhor! Confesso que fiquei preocupado com sua dúvida, pois, partindo do pressuposto que este fórum e reservado a professores, sua dúvida, para um ensinador, é preocupante ao extremo. A Igreja Evangélica Assembléia de Deus NÃO É UMA SEITA, por que não se comporta com característica sectárias. Para entendermos isto, consideremos o seguinte: A) O SIGNIFICADO DE SEITA: A palavra “seita” deriva-se do grego “hairesis”, de onde surgem duas palavras: HERESIA e FACÇÃO. A Assembléia de Deus repudia toda forma de Heresia e sentimento faccioso no Corpo de Cristo. B) COMO SURGE UMA SEITA: Via de regra, surge da presunção de líderes ou pessoas “doentes” espiritualmente que, nutridas por sentimento faccioso, pregam uma “nova visão”, que os demais não têm, arrebanhando assim, certo número de incautos e néscios atrás de si. A Assembléia de Deus surgiu no Brasil, no ano de 1911, quando do derramamento do Espírito Santo ocorrido pela pregação de Daniel Berg e Gunnar Vingren em cultos na Igreja Batista em Belém do Pará. Assustados com o acontecido, alguns poucos irmãos batistas (sem más intenções, diga-se de passagem...), promoveram a exoneração dos irmãos simpáticos a este movimento. NOTE QUE NÃO FORAM ELES QUE SAÍRAM. FORAM CONVIDADOS A SAIR. C) COMO SE COMPORTA UMA SEITA: (1) Utilizam outra fonte de autoridade além da Bíblia. Enquanto que os cristãos admitem apenas a Bíblia como fonte de conhecimento verdadeiro de Deus, as seitas adotam outras fontes. Algumas forjaram seus próprios livros; outras aceitam revelações diretas da parte de Deus; outras aceitam a palavra de seus líderes como tendo autoridade divina. Outras falam ainda de novas revelações dadas por anjos, ou pelo próprio Jesus. E mesmo que ainda citem a Bíblia, ela tem autoridade inferior a estas revelações. A Assembléia de Deus tem a BÍBLIA como ÚNICA REGRA DE FÉ E CONDUTA. (2) Minimizam a pessoa de Cristo e Seu Poder Salvador. Embora muitas seitas falem bem de Jesus Cristo, não o consideram como sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nem como sendo o único Salvador da humanidade. Reduzem-no a um homem bom, a um homem divinizado, a um espírito aperfeiçoado através de muitas encarnações, ou à mais uma manifestação diferente de Deus, igual a outros líderes religiosos como Buda ou Maomé. Freqüentemente, as seitas colocam outras pessoas no lugar de Cristo, a quem adoram e em quem confiam. A Assembléia de Deus prega, há quase cem anos neste país e no mundo, O GENUÍNO EVANGELHO DE NOSSO SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO. (3) Ensinam a salvação pelas obras. Essa é uma característica universal de todas as seitas. Por acreditarem que o homem é intrinsecamente bom, pregam que ele pode acumular méritos e vir a merecer o perdão de Deus, através de suas boas obras praticadas neste mundo. Embora as seitas sejam muito diferentes em sua aparência externa, são iguais neste ponto. Algumas falam em fé, mas sempre entendem a fé como sendo um ato humano meritório. E nisto diferem radicalmente do ensino bíblico da salvação pela graça mediante a fé. A Assembléia de Deus incentiva a prática das boas obras como conseqüência, NÃO COMO CAUSA, da Salvação Graciosa e Gratuita que os Cristão receberam. (4) Pregam o Exclusivismo Salvacionista. Pregam que somente os membros do seu grupo religioso poderão se salvar. Enquanto que os cristãos reconhecem que a salvação é dada a qualquer um que arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como Salvador (não importa a denominação religiosa), as seitas ensinam que não há salvação fora de sua comunidade. A Assembléia de Deus condena o JULGAMENTO DE IRMÃOS que não sirvam a Jesus Cristo em outras Igrejas, reservando-se apenas, a repudiar Falsas Doutrinas que neguem a eficácia de Cristo. (5) Consideram-se, via de regra, Uma “Tábua de Salvação” dos últimos tempos. Elas ensinam que receberam algum tipo de ensino secreto que Deus havia guardado para os seus fiéis, perto do fim do mundo. É interessante que ao nos aproximarmos do fim do milênio, cresce o número de seitas afirmando que são o grupo fiel que Deus reservou para os últimos dias da humanidade. A Assembléia de Deus prega a Bíblia e tem suas práticas cultuais públicas. Somos uma “verdadeira Carta Aberta”. Portanto, depois nascido no Evangelho, aos 43 anos de idade e Pastor da Assembléia de Deus, posso assegurar-lhe que NÃO HÁ A MENOR POSSIBILIDADE DE A ASSEMBLÉIA DE DEUS ser relegada à desprezível condição de movimento sectário. Espero que tenha ajudado. DEUS TE ABENÇOE!


Duas mentiras do Diabo

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O diabo é astuto como uma serpente e destruidor com um dragão. Em suas teias de mentiras, destaco duas: Na primeira mentira, diz para você que o pecado é inofensivo. Depois que o induz ao pecado vem a segunda mentira: diz para você que o pecado não tem solução. Você não deve pecar, pois o pecado é maligníssimo. Mas, se você pecar, existe uma saída: o sangue de Jesus, nos purifica de todo o pecado. Não ande debaixo da canga da culpa. Há perdão em Cristo Jesus.