Seis inimigos do ideal apologético

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O mundo evangélico hoje sofre de uma anemia apologética. Apesar do fato das Santas Escrituras convocarem os Crentes a dar razão da esperança que nós temos em Cristo (1 Pedro 3.15; veja também Judas 3), falta-nos uma voz pública no mercado de ideias para a verdade e a razão.[1] Nós não temos uma presença intelectual forte na cultura popular ou acadêmica (embora algumas áreas, tal como a filosofia, sejam mais influenciadas por evangélicos que por outros). As razões para esta anemia são multidimensionais e complexas.

Três livros recentes exploram a falta de uma “Mente Cristã” no evangelicalismo contemporâneo, e eu fortemente recomendo tais livros. O livro de Mark Noll, The Scandal of the Evangelical Mind (Eerdmans, 1994), explora as raízes históricas do antiitelectualismo evangélico. O livro Fit Bodies, Fat Minds (Baker Books, 1994), de Os Guinness, discute alguns dos problemas históricos e também esboça o que a mente cristã deve ser. Por fim, o livro Love Your God with all of Your Mind(Navpress, 1997), de J.P. Moreland, explica porque os Cristãos não pensam, não desenvolvem uma teologia bíblica da mente,[2] e oferecem argumentos e estratégias apologéticas úteis para capacitar intelectualmente a igreja.

Meu modesto propósito neste texto é fornecer brevemente seis fatores que inibem ilegitimamente o compromisso apologético hoje. Se estas barreiras forem removidas, nosso testemunho apologético poderá se transformar naquele que seria de Cristo.

1. Indiferença

Muitos cristãos não parecem se importar que o Cristianismo seja rotineiramente ridicularizado como ultrapassado, irracional e tacanho em nossa cultura. Eles podem queixar-se que isto os “ofende” (assim como todo mundo reclama que uma coisa ou outra os “ofendem”), mas eles fazem pouco para combater as acusações por oferecer uma defesa da cosmovisão cristã em uma variedade de ambientes. No entanto, a Escritura ordena que todos os Cristãos têm uma razão para a esperança que está dentro deles e ordena apresentá-la com mansidão e respeito ao incrédulo (1 Pedro 3.15). Nossa atitude deveria ser aquela do Apóstolo Paulo que ficou “muito angustiado” quando viu a sofisticada idolatria em Atenas. Este zelo pela verdade de Deus levou-o a um encontro apologético frutífero com os pensadores reunidos para debater novas ideias (Cf. Atos 17). Deve também ser para nós. Assim como Deus “amou o mundo” e que enviou Jesus para nos reconciliar com Deus (João 3.16), os Discípulos de Jesus também deveriam amar o mundo que eles se esforçam para alcançar os perdidos apresentando-lhes o Evangelho e respondendo objeções à Fé Cristã (João 17.18).

2. Irracionalismo

Para alguns Cristãos, fé significa crer na ausência de evidência ou argumentos. Pior ainda, para alguns fé significa crer apesar da prova em contrário. [Quanto mais] irracionais nossas crenças, melhor – mais “espirituais” elas são. Embora Paulo ensine em 1 Coríntios 1 e 2 que Deus tornou tolice “a sabedoria deste mundo” (porque ela é falsa sabedoria), a Revelação de Deus não é irracional; nem deve a crença nela ser sustentada irracionalmente.[3] Deus não exige de nós a suspensão de nossas faculdades críticas a fim de crer naquilo que tem dado a conhecer. Por meio do profeta Isaías, Deus declara a Israel: “Vinde e arrazoemos” (Isaías 1.18). Jesus nos ordenou a amar a Deus com toda a nossa mente (Mateus 22.37). Quando Cristãos optam pelo irracionalismo, eles apenas se tornam mais uma “opção religiosa” e são classificados ao lado [de religiões] como Heaven’s Gate [Portão do Céu] ou a Flat Earth Society [Sociedade da Terra Plana] e outros grupos intelectualmente deficientes. No rastro do suicido deHeaven’s Gate, as mais importantes revistas como a Esquire, Newsweek e US News and World Report afirmaram que a fé daqueles que acabaram com suas vidas de acordo com a religião da ficção científica Marshall Applewhite não seria estranho para Cristãos que também acreditam em coisas ridículas. Infelizmente, o comportamento de alguns Cristãos dá impulsos a tais acusações.

3. Ignorância

Muitos Cristãos não estão conscientes dos enormes recursos intelectuais disponíveis para defender a “fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Isso porque muitas das principais igrejas e organizações paraeclesiásticas praticamente ignoram a Apologética. Um dos principais ministérios no campus [universitário], com uma ótima história e um excelente programa, de qualquer forma não oferece material para auxiliar aos estudantes a lidar com a descrença que emana de seus professores seculares. Poucos sermões evangélicos quase nunca abordam temas sobre as evidências da Existência de Deus, a Ressurreição de Jesus, a Justeza do Inferno, a Supremacia de Cristo ou os problemas lógicos com as visões não-Cristãs. Bestseller Cristãos, com raras exceções, entram em especulações apocalípticas infundadas, exaltam celebridades cristãs (cujos personagens frequentemente não se encaixam com tal notoriedade) e deleitam-se com métodos “faça você mesmo”. Você pode dizer muito sobre um movimento pelo que lê e pelo que não lê.

4. Covardia

Em uma cultura pluralista, uma atitude “viva e deixe viver” é a norma, e ceder a apelos da pressão social assombra o evangelicalismo, drenando as suas convicções. Muitos evangélicos também estão mais preocupados em serem “bacanas” e “tolerantes” do que serem bíblicos ou fiéis ao Evangelho exclusivo encontrado em suas Bíblias. Não basta aos evangélicos estarem dispostos a apresentar e defender sua fé em situações difíceis, seja na escola, trabalho ou ambiente público. A tentação é de privatizar a fé, separá-la e isolá-la inteiramente da vida pública. Sim, somos Cristãos (em nossos corações), mas temos dificuldades de envolver alguém no que cremos e por que cremos. Isto não é nada menos que covardia e traição do que dizemos crer. Considere a exigência inspirada de Paulo para a oração e sua admoestação a nós: “Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso; para que o manifeste, como me convém falar. Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Colossenses 4.2 – 6).

Nós podemos esperar rejeição, mas Jesus chama a aqueles que são perseguidos por amor de seu nome de “bem-aventurados”: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mateus 5.11, 12).

O Apóstolo Pedro ecoa as palavras de seu Mestre: “Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (1 Pedro 4.14)

Por outro lado, quando o Espírito Santo abençoa nossos esforços, as pessoas respondem com interesse e, até mesmo, com fé salvadora (Romanos 1.16). Nunca devemos esquecer que Jesus tem toda autoridade no céu e na terra, e que ele nos comissionou a declarar e defender seu Evangelho (Mateus 28.18 – 20).

5. Arrogância e Vaidade Intelectual

No outro extremo do espectro de erro, está a arrogância do “apologista sabe-tudo” que está mais interessado em mostrar seu arsenal de argumentos do que defender a verdade de maneira piedosa.

O pecado que assedia a apologética é o orgulho intelectual, e deve ser evitado a todo custo. A verdade que defendemos é um dom da graça, não de nossa conquista intelectual. Desenvolvemos nossas habilidades apologéticas para nos santificar na verdade, conquistar almas para Jesus, e glorificar a Deus. Nós devemos “falar a verdade em amor” (Ef. 4.15). Verdade sem amor é arrogância; amor sem verdade é sentimentalismo.[4]

Arrogância também ocorre quando alguns apologistas acusam outros crentes sem prova suficiente. Paulo disse aos líderes da igreja que eles deveriam esperar heresias no meio da igreja e estarem em guarda contra elas (Atos 20.28 – 31). Deveríamos fazer o mesmo. Todavia, devemos estar atentos para não difamar companheiros Cristãos ou assumir o pior sobre eles. Sei deste erro na própria pele, tendo sido acusado uma vez de ser um adepto da Nova Era porque um crítico horrivelmente interpretou mal uma porção de um de meus livros anti-Nova Era, Unmasking the New Age! Não vamos gastar nossas energias apologéticas atacando outros crentes quando hereges reais e incrédulos clamam por refutação e correção.

6. Técnicas Superficiais e Apologética Capenga

Alguns que ficam animados com apologética podem se tornar contentes com respostas superficiais às questões intelectuais difíceis. Nossa cultura se contenta com respostas rápidas a muitas coisas, e a técnica está dominando. Alguns Cristãos memorizam respostas prontas para questões apologéticas – tais como o problema do mal ou a controvérsia Criação-Evolução – que eles dispensam sem um tratamento adequado das questões e sem uma preocupação empática pela alma que levanta a questão. Uma vez vi um pequeno livro com um título como algo do tipo “The Handy, Dandy Evolution Refuter”. Sim, a macro-evolução é falsa, e bons argumentos têm sido trazidos contra ela, tanto da Natureza, quanto das Escrituras, mas o assunto não é tão simplista como o título do livro faz parecer.[5] Apologética deve ser feita com integridade intelectual.

O moto apologético de Francis Schaeffer era que deveríamos dar “respostas honestas para questões honestas”. Primeiro, devemos realmente ouvir a questão perguntada ou a objeção levantada. Devemos entrar na mente daqueles que estão apresentando razões para não seguir a Cristo. Cada pessoa é diferente, não importa o quão comum algumas objeções céticas possam parecer. Não reduza as pessoas a clichês.

Segundo, responda o que você ouviu. Não responda questões que não foram perguntadas. Tal abordagem superficial não vai impressionar o incrédulo que pensa. Se no momento você não pode oferecer uma resposta sólida para a objeção, não tente ocultar sua ignorância ou incapacidade. Honestamente admitir suas limitações é melhor que dar uma resposta fajuta. Fale para a pessoa que este é um bom ponto e que você precisa pensar mais sobre isso. O Cristianismo é absolutamente verdadeiro; mas isto não implica absolutamente que qualquer Cristão possa tratar com toda objeção levantada contra ele. Deveríamos evitar técnicas apologéticas e, em lugar disso, desenvolver recursos intelectuais e cultivar um diálogo real com os descrentes.[6]

Walter Martins disse corretamente que a igreja evangélica era um gigante adormecido e ele esforçou-se poderosamente para despertar todo o seu potencial dado por Deus para apresentar o Evangelho e defendê-lo contra objeções céticas e cultuais. Com seu legado em mente, possamos reavivar esta visão e encontrar paixão e sabedoria para por em prática por meio do poder do Espírito Santo (Atos. 1.8).

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Notas:
[1] Se o autor fala isso de seu contexto, o que diremos de nosso contexto brasileiro? [Nota do Tradutor]
[2] Em compasso com a filosofia da mente, área de interesse do Dr. Moreland, com livros e artigos acadêmicos publicados. [Nota do Tradutor]
[3] Para explicação das passagens bíblicas que, supostamente, ensinam que a fé não é racional, veja J.P. Moreland, Love God With All of Your Mind (Colorado Springs, CO: NavPress, 1997), 57-61.
[4] Sobre isto, veja Douglas Groothuis, "Apologetics, Truth, and Humility," Christian Research Journal (Spring 1992), p. 7.
[5] Para uma forte introdução a este assunto, veja Philip Johnson, Defeating Darwinism by Opening Minds (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1997). Nota do Tradutor: Este livro encontra-se em português, Como Derrotar o Evolucionismo com as Mentes Abertas (Editora Cultura Cristã, 2000).
[6]  Veja Dialogical Apologetics by David Clark (Grand Rapids, MI: Baker Books, 1993).

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Sobre o Autor: O Dr. Douglas Groothuis (N.T – pronuncia-se Grote–Hice) é um filósofo Cristão, Professor de Filosofia no Denver Seminary. Também é pregador do Evangelho e Escritor. Autor de onze livros, sendo um deles Christian Apologetics – A Comprehensive Case for Biblical Faith (InterVarsity Press, 2011). Suas áreas de especialização em Filosofia são Ética e Cultura Contemporânea, História da Filosofia Moderna e Filosofia da Religião. Especialista em Blaise Pascal, Dr. Groothuis possui muitos outros livros sobre Cultura, Filosofia, Tecnologia e Apologética. Atualmente ele é o responsável pelo programa de Apologética Cristã e Ética no Denver Seminary. Visite seu site: The Constructive Curmudgeon.

Fonte: Six Enemies Of Apologetic Engagement
Traduzido por: Rev. Gaspar de Souza. (Agradeço ao Dr. Groothuis a autorização para tradução desta importante advertência aos apologistas.)

Começando pelo Eu

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Abraão, seu pai; e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?

Introdução

Deus pediu um sacrifício a Abraão, o sacrifício do seu filho. Abraão obedeceu. Ao terceiro dia ele avistou o monte Moriá. O terceiro dia fala de morte e ressurreição, que é o projeto de Deus para salvação do homem. Jesus ressuscitou ao terceiro dia.

Desenvolvimento

Na subida do monte, Isaque que conhecia também acerca do sacrifício, perguntou a Abraão onde estava o cordeiro para o holocausto?
Abraão respondeu pela fé: Deus proverá para si o cordeiro, meu filho.
Abraão chegou ao local do sacrifício, preparou a lenha, amarrou Isaque, mas não viu o cordeiro que iria substituir Isaque. Ele só viu o cordeiro, quando Deus falou com ele.
Foi aí que ele levantou os olhos e viu um carneiro detrás dele, preso por suas pontas (chifres) num mato.
Nós só enxergamos o cordeiro quando Deus fala conosco, porque ele tem de ser revelado pelo Espírito Santo.
Foi a experiência de João Batista. Ele descobriu que Jesus era o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo porque Deus Falou com ele.
João, na ilha de Patmos, teve um arrebatamento e foi levado ao céu. Ao ver um livro com sete selos que ninguém era digno de abri-lo, chorou. Mas foi necessário um anjo lhe mostrar o leão da tribo de Judá, que também era o cordeiro, que estava assentado no trono. Ele era digno de abrir o livro e receber o louvor da eternidade.
Quando Jesus ressuscitou, o mundo não o viu mais como ele disse. E os olhos dos discípulos estavam encobertos para reconhecê-lo. Só quando Jesus se revelou pelo Espírito Santo, os seus olhos foram abertos, e eles viram Jesus, o cordeiro que ressuscitou. Foi assim com os dois discípulos a caminho de Emaús, com Maria Madalena no sepulcro e com os discípulos na ultima pescaria maravilhosa.

Conclusão

Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Mas ele só é descoberto pela revelação do Espírito Santo.

Pr. Elcio- Belo Horizonte-MG

A subida para Jerusalém

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"Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;" Lucas 2:41
"E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa." Lucas 2:42

Introdução:

Palavra de Deus descreve um momento especial na vida da família de Jesus, que era a Festa da Páscoa onde os Israelitas subiam com as suas famílias para irem a Jerusalém para adorar a Deus.
        O aspecto que abordaremos é mostrar a caminha da igreja para Jerusalém Celestial.

Desenvolvimento:

Como é a caminhada da Igreja Fiel para Jerusalém Celestial:

Ir a festa da Páscoa;

É a valorização do sacrifício de Jesus na cruz do calvário por amor as nossas vidas para nos conceder Salvação.

Os seus pais levaram Jesus;

Esse detalhe mostra que a Salvação em Jesus não pode ser esquecida, mas lembrada todos instantes de nossas vidas. Só subiremos a Jerusalém se tivermos Jesus em nossas vidas.

Jesus tinha 12 anos quando subir  a Jerusalém;

Na simbologia bíblica o número 12  fala da doutrina dos apóstolos, ou seja, a doutrina revelada pelo o Espírito Santo. A Igreja só caminha se estiver firmada e  vivendo essa doutrina.

Subir a Jerusalém;

        A caminhada da igreja tem um propósito definido que de chegar a Jerusalém Celestial. Sabemos de onde viemos, onde estamos e para onde iremos.

Os salmos de subida entoados na caminhada para Jerusalém?

        Os Salmos 120 até 134 eram entoados nas caminhadas das famílias quando subiam para adorar em Jerusalém. Por isso, estes quinze salmos são conhecidos como Canção de Degraus, de Peregrinação, subidas ou Cânticos de Romagem. Estas peregrinações aconteciam três vezes ao ano, nas festas da Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos.

        Podemos  ver a  caminha da igreja profética baseada desses 15 salmos de subida:

1- Clamando ao Senhor: Salmos 120

O primeiro cântico de peregrinação começa com uma oração pedindo ajuda de Deus nas angústias da vida. O ponto de partida é o clamor pelo o Sangue de Jesus. Onde alcançamos o perdão e desfrutamos dos seus benefícios de diários na caminhada.

2- Olhando para os montes: Salmos 121

Quando chegavam à estrada a avistavam as montanhas, então os viajantes se preocupavam com assaltos e perigos. Não sabiam o que havia além das montanhas, mas a confiança em Deus era sua esperança de que tudo vai dar certo.
Precisamos aprender a viver pela fé (Romanos 1.17), não olhando para as circunstâncias, mas para Deus que nunca nos abandonará.

3- Alegria de ir para a casa de Deus: Salmos 122

Estamos em uma caminhada dinâmica e nos alegrando porque almejamos chegar na casa de Deus, na nossa morada Celestial..

4- Olhando para o céu: Salmo 123

A jornada  na igreja desse mundo passamos por lugares sombrios e profundos (Salmos 23.4), O solo é rochoso. Muito quente durante o dia e muito frio à noite.
Não podemos olhar para trás nem para as dificuldades senão desanimamos de continuar. Precisamos prosseguir para o alvo em Cristo Jesus.

5- A gratidão pelos livramentos: Salmos 124

Durante a longa caminhada, o povo recebe vários livramentos de Deus. O deserto é lugar de feras, serpentes e espinhos. Aconteciam muitos assaltos aos peregrinos na época (Lucas 10.30).
a Igreja é grata pela grande Salvação  e por os livramentos que o Senhor tem nos dado ao longo da caminhada.

6- A confiança no Senhor: Salmo 125

Vendo de longe as fortalezas da cidade, no alto do monte Sião, as pessoas ficavam admiradas com a grandeza. Mas sabiam que sua maior proteção estava em Deus e não nas pedras ou no homem.
Deus está ao nosso redor para nos proteger. O amor de Deus é maior que as dificuldades e aflições dessa vida.

7- Consolo para as dificuldades: Salmo 126

Mostra que o Senhor nos tirou do cativeiro e trouxe para a sua presença.
Em sua caminhada, sempre que passa por uma dificuldade, o Espírito Santo te ajuda porque Ele é o seu Consolador (João 14.16). Jesus promete que “enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 21.4).

8- Proteção para a família: Salmos 127

Durante a viagem todos pediam proteção de suas residências e cidades que deixaram para trás.
A família e todos que amamos são fonte nossas maiores preocupações. Mas devemos confiar em Deus sabendo que “Ele cuida de nós” (I Pedro 5.7).

9- Oração pela família: Salmo 128

A nossa família é abençoada por Deus. Que maravilha sabermos que o nosso Deus tem ouvido as nossas súplicas e por sua infinita misericórdias  tem suprido as necessidades do nossos lares.Todas as famílias têm problemas, mas aos pés do Senhor alcançamos as vitórias

10- Louvor pela libertação: Salmo 129

Deus quer libertar vidas através de sua Palavra (João 8.32). Não existe coisa pior que ser preso. Em nossa caminhada com Deus, somos libertos tudo aquilo que nos aprisionava. Somos um povo que foi  liberto  para servir a Deus.

11- O reconhecimento que somos falhos e pecadores: Salmo 130

Precisamos nos humilhar diante de Deus, reconhecer os pecados e confessar ao Senhor sabendo que o Senhor “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1.9).

12- Entrega sem reservas ao Senhor : Salmo 131

 Nosso coração não foi feito para acumular rancores e ansiedades, mas para ser entregue a Deus, que nos enche de amor.

13- Confiar nas promessas de Deus: Salmo 132

Mesmo que as dificuldades sejam grandes, nunca esqueça que a Palavra de Deus é fiel , “não voltará vazia” (Isaías 55.11). Tudo pode mudar, mas as promessas de Deus permanecem. Confie nas promessas de Deus!

14- A Comunhão no Corpo : Salmo 133

Já no alto do monte, entrando em Jerusalém, todos estavam juntos para celebrar. Tudo isso era motivo de alegria pela união do povo de Deus.

15- Adoração na casa de Deus: Salmo 134

Chegamos ao término na caminha chegamos a Jerusalém no templo ( é o Arrebatamento da Igreja). Todos estão juntos adorando a Deus para todo o sempre.

                         CONCLUSÃO:

Chegar a Jerusalém Celestial é objetivo da igreja fiel de estar com o seu Salvador e louva-lo eternamente.
Muitas foram os empates, as dificuldades enfrentadas, mas o nosso Deus nos concedeu as condições para concluirmos a caminhada e estarmos na Jerusalém Celestial para todo o sempre.

Josenilson Félix

O que a voz de Deus é capaz de fazer

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"Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não podemos compreender." Jó 37:5

*INTRODUÇÃO*

Em meio a um momento tão difícil, algo precisava ser dito: DEUS TEM COISAS MARAVILHOSAS A FAZER NA TUA VIDA.

Eliú, diferente dos outros amigos de Jó, estava o confortando e dizendo a Jó o que Deus poderia fazer na sua vida. Meus irmãos, diferente do que o mundo, o homem e a vida noz diz, o Espírito Santo está nos dizendo esta noite: EU IREI FAZER COISAS MARAVILHOSAS EM TUA VIDA, se você der ouvidos a minha voz.

*DESENVOLVIMENTO*
O mundo não tem descoberto o segredo que a igreja fiel, aquela que entra no Santo dos Santos tem descoberto: O PODER DO SANGUE DE JESUS.

Enquanto o homem natural, a religião, a ciência tem apenas a bíblia como um livro comum, a igreja OUVE a voz do Senhor. O conhecimento bíblico sem o sangue de Jesus não tem poder nenhum na vida do homem, não causa nenhum efeito. Sem o sangue de Jesus o homem só tem acesso a história, nada mais. Sem o sangue de Jesus, o homem não ouve a voz do Senhor.

O que o homem precisa ter uma experiência em OUVIR a voz do Senhor e dar ouvidos a sua voz(atendê-la). O papel do Espírito Santo hj é o mesmo de Eliú com Jó, levar o homem a ouvir e atender a sua voz. Hoje vemos um evangelho onde as pessoas se preocupam com tudo (evangelho social, responsabilidade social, prosperidade...). Isso é tudo é bom, nada contra. Porém não se tem uma preocupação em ouvir a voz do Senhor, e o resultado disso são igrejas ocas, sem experiências com Deus, crentes vazios, fracos, ignorantes. O homem precisa ouvir e atender a voz do Senhor.

*O que acontece quando o homem dá ouvidos a voz do Senhor?*

Quando o homem ouve e atende a Sua voz, então a voz de Deus TROVEJA em sua vida. Não terá só o conhecimento bíblico, mas a Palavra de Deus terá uma ação maravilhosa em sua vida. Toda sua vida é transformada, tudo em sua vida passa a ser em função da Palavra de Deus, ele logra êxito em tudo, vê a ação do Espírito Santo através da sua Palavra em tudo em sua vida. É o TROVEJAR da voz de Deus.

Esta palavra TROVEJAR vem

Ouviu e não deu ouvidos?
Conhecimento bíblico

Ouviu e deu ouvidos?
A voz de Deus TROVEJA

*O que faz a voz de Deus TROVEJAR na vida do homem?*

O que faz a voz de Deus trovejar na vida do homem é O PODER DO SANGUE DE JESUS. O sangue é o responsável pelas operações do Senhor através da Palavra. O sangue de Jesus é o seu Espírito Santo. Ele é o agente, é o q faz a voz de Deus trovejar, a transformação do homem acontecer, o q faz o homem nascer de novo, o q faz a cura acontecer, o milagre, o perdão, a libertação e tudo aquilo que é humanamente impossível acontecer.

O poder do sangue de Jesus é como um ESTRONDO...UMA BOMBA...UM TROVÃO que dissipa todas as trevas, todo mal, toda barreira, toda incredulidade. Nada fica de pé diante desta ação da voz de Deus.

Ouviu e não atendeu a voz do Senhor? Nada acontece

Ouviu e atendeu a voz do Senhor?
A voz TROVEJA em sua vida pela acão do poder sangue de Jesus.

Não basta ouvir a voz do Senhor, ela tem que trovejar em sua vida.

Ela irá te mostrar os mistérios de Deus, aquilo que não compreendemos com a razão.

"Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam." 1 Coríntios 2:9

-Foi essa voz que trovejou no túmulo de Lázaro

-Foi essa voz que trovejou na vida de Saulo e fez a sua cair por terra e o transformou num homem usado por Deus

-Foi essa voz que trovejou na vida de Elias o tirando da caverna

-Foi essa voz que trovejou dando a Abraão a provisão quando ele iria sacrificar Isaque

-Foi essa voz que trovejou fazendo João cair como morto quando ele ouviu "...não temas! EU SOU o primeiro e o último"

*CONCLUSÃO*

Somente a voz de Deus tem a capacidade de levar o homem a conversão e a compreender as coisas espirituais. Nunca compreenderemos este tão grande Amor de Deus por nós que todos os dias nos cerca com tantos benefícios. Isto só ocorre devido ao trovejar de Deus em nossas vidas que é através do poder do sangue.

(http://bibliaapalavradedeus.blogspot.com.br/2016/06/o-que-voz-de-deus-e-capaz-de-fazer.html)

O Poder do Sangue: Algo que você precisa saber!

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O clamor pelo sangue de Jesus é uma doutrina inventada pela Igreja Cristã Maranata?

Estimado irmão a resposta é um retumbante NÃO !!!

Deus sempre guiou e guiará os seus servos no caminho que lhe apraz, sem interferências humanas. Deus é soberano.

Em todas as congregações de crentes fiéis (independente de placa denominacional) nunca faltou da parte de Deus uma resposta aos anseios da alma. As repostas recebidas foram configurando a doutrina cristã ao longo da história. Assim temos louvores maravilhosos nos hinários das diversas denominações e também sermões extraordinários que viraram livros.  Os hinos e os sermões nos contam estas experiências, as quais são frutos da vida real de pessoas que viveram diante do altar de Deus.

Existem louvores clássicos dentro da história da igreja evangélica que mencionam o ato, a busca do cristão, exaltando e tomando sobre si a ação viva e notável do sangue de Jesus. Tais louvores expressam a consciência de um ato profético.

A igreja evangélica brasileira conhece muito bem o louvor clássico “Alvo Mais Que a Neve” da Harpa Cristã, outros o conhecem através do Cantor Cristão. Vejamos alguns trechos do louvor:

“Bendito seja o cordeiro que na Cruz por nós padeceu,
Bendito Seja o seu sangue que por nós ali ele verteu...
Alvo mais que a neve....
Se nós a ti confessarmos e seguirmos na tua luz,
Tu não somente perdoas, purificas também oh Jesus! ....”

Amamos este louvor, tanto que o mesmo faz parte da coletânea de louvores da ICM. O louvor enaltece o poder do sangue de Cristo e a ação dele sobre os fiéis.

Existem muitos louvores deste tipo, que enaltecem o poder do sangue de Cristo: “O teu pecado tu queres deixar” do Cantor Cristão e outros inumeráveis hinos de domínio público, os quais foram compostos em tempos de dura perseguição à igreja (e não é mera coincidência).

Algum cristão sincero poderia afirmar que tais louvores estão errados, ou arrancaria as páginas do Cantor Cristão ou da Harpa Cristã?
Quando os cantamos estamos rezando? Estamos fazendo algo repetitivo ou estamos proclamando os atos de justiça do Senhor?

Eu particularmente amo a Harpa e o Cantor Cristão. O primeiro louvor que eu aprendi a cantar foi lendo o Cantor Cristão em 1987 (eu era criança) e participava da escola dominical da Igreja Pentecostal do Brasil em Lagoa Santa - MG.

Dizer que o clamor pelo sangue de Jesus, conforme praticado pelos membros da Igreja Cristã Maranata é uma heresia, soa para mim como falta de temor a Deus e mais que isto, tais palavras não podem ter saído da boca de alguém que ama a Cristo!

Existem algumas biografias e sermões da história do cristianismo que denotam que Deus sempre encaminhou os seus fiéis aos tesouros escondidos da sua palavra e a ação viva do sangue de Cristo é um dos temas abordados. Vejamos:

D. L. Moody é um dos 20 homens de Deus descritos no livro “Heróis da Fé” da CPAD, escrito por Orlando Boyer. Vejamos um sermão do próprio Moody e a sua sinopse sobre a ação continua do sangue de Cristo na vida do fiel:

 
O livro O Sangue (D. L. Moody) do Projeto Spurgeon trata sobre a salvação através do sangue. Foi lançado recentemente em formato digital.


SINOPSE DO LIVRO/SERMÃO "O SANGUE - MOODY (1837-1899)

“Toda pessoa deveria poder dar a razão da esperança que existe nela; e não creio que exista homem algum que possa dar razão de sua esperança mais além da tumba e que seja estranho ao sangue de Cristo. Existem os que me dizem que eu apresento o plano de salvação demasiadamente fácil, e que é uma loucura dizer aos homens que eles podem ser salvos simplesmente confiando em Seu sangue expiatório. Não quero que ninguém creia no que eu digo, mas sim no que está em conformidade com as Escrituras; e a melhor maneira de aclarar isso é abrir a Bíblia e observar o que ela diz.”  D. L. Moody.

No tempo de D.L Mody (século XIX) a Igreja Cristã Maranata não existia (inicio em 1968), mas aquele homem de Deus demonstra que conhecia e vivia claramente, debaixo do poder do sangue de Cristo. Ele conhecia as ações do sangue em sua vida e na vida da sua igreja. Todas as denominações evangélicas tanto as tradicionais, como as pentecostais consideram que Moody foi, além de um grande homem de fé, um pastor exemplar e autêntico servo de Deus do século XIX.


SINOPSE DO LIVRO - “O PODER DO SANGUE” MAXWELL WHITE - 1973

“Deus nos deu o dom da vida, e quando Ele mandou Seu Filho Jesus Cristo, que por amor a nós, derramou Seu Sangue na cruz do Calvário, Ele nos deu a maior arma que uma pessoa pode ter para se defender de todo mal e obter uma vida de vitórias. Muita coisa pode mudar na vida de uma pessoa quando ela passa a conhecer o verdadeiro Poder do Sangue de Jesus e como usá-lo. Através da leitura deste livro você aprenderá: Como obter o livramento através do Sangue de Jesus Como clamar pelo Sangue de Jesus Como aplicar o Sangue de Jesus na sua vida Como receber a cobertura do Sangue de Jesus Como obter a proteção de todo mal através do Sangue de Jesus”.

A Maranata organizou-se como igreja em 1968, o livro escrito em 1973relata algumas experiências com o clamor pelo sangue de Jesus nas ilhas britânicas, por volta do ano de 1907.

Desta forma aprendemos que o Espírito Santo nunca esteve sujeito às limitações humanas. A obra que Deus faz nunca esteve presa a quatro paredes. Deus opera onde os homens dão lugar à atuação do Espírito dele e ELE nunca respeitou as regras e os LIMITES teológicos estabelecidos por critérios humanos!

Alguém poderá dizer... A Igreja Maranata copiou DELES ...

Definitivamente, Não!

A inspiração contida nos louvores citados acima, vem do mesmo Espírito Santo que está agindo nos corações dos pregadores de Cristo no decorrer dos séculos, e aqueles que tem a vida no altar alcançam fielmente os mistérios de Deus. Assim cumpre-se o que discípulo amado (JOÃO) disse:

“E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo. E a unção que vósrecebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis” - I João 2.20,27.


A mesma benção de Cristo certamente estava agindo em outro lugar em 1984, nos Estados Unidos da América quando a Christian Literature Crusade Fort Washington lançava o livro “THE POWER OF THE BLOOD OF JESUS” de Andrew Murray. O livro, desconhecido para a maioria cristã, foi traduzido para a língua portuguesa, alguns anos mais tarde, mas nunca poderemos dizer que Andrew Murray copiou a Igreja Cristã Maranata, pois sabemos (como ele certamente sabia também) que o sangue de Cristo liberta de todo pecado e quando clamamos por este sangue uma atmosfera de glória é criada à nossa volta e os ministros, anjos de Deus saem para deter a oposição e proclamar os atos de justiça do Todo-Poderoso. A nossa alma exulta, quando sentimos a ação do Espírito Eterno de Jesus dando sentido à nossa pobre vida. Da alma remida pelo sangue de Cristo brota o louvor do qual Deus se agrada e até o mais humilde camponês tornar-se-á o maior de todos os poetas naquele simples ato.

Como é que você acha que surgiram os louvores mais marcantes de toda a história do Cristianismo? Foi no calor duro da prova, quando os valentes de Deus não quiseram recuar diante do inimigo, então o céus responderam com glória e fogo.

Logo chegaremos à conclusão que o clamor pelo sangue de Jesus é uma necessidade, uma arma espiritual, um meio de graça, que Senhor tem colocado à nossa disposição. Mas devemos considerar que nem todas as coisas que estão bem patentes na história do Cristianismo são do conhecimento de todos, pois o apóstolo Paulo questiona em um trecho, no final do livro de Atos dos apóstolos:

“E, como ficaram entre si discordes, despediram-se, dizendo Paulo esta palavra: Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías, dizendo: Vai a este povo, e dize: De ouvido ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; E, vendo vereis, e de maneira nenhuma percebereis” Atos 28:25-26.

 
O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança.  Salmos 25:14.

A ação do sangue de Jesus é um segredo para crentes fiéis, independente da placa da igreja em que congregam.


MARANATA!!! ELE VEM!!!
Que Deus nos abençoe!
Cordiais saudações em Cristo! 

Por Marco Elias

Consulta ao Senhor pela Palavra: Conceito e prática

13:03 0 Comments A+ a-






Por Marco Elias


O assunto foi dividido em 12 pequenos tópicos para melhor compreensão:

1 - O CONSELHO DE DEUS SEMPRE ESTEVE À DISPOSIÇÃO DO HOMEM
2 - HOMENS DE MUITAS PERGUNTAS E UM DEUS DE MUITAS RESPOSTAS
3 - ALGUMAS LIÇÕES QUE PRECISAMOS APRENDER
4 - DAVI: UM HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS
5 - A AUTENTICAÇÃO DADA POR CRISTO
6 - OS APÓSTOLOS ERRARAM NA ESCOLHA DE MATIAS?
7 - DEUS AINDA FALA COM OS HOMENS NOS DIAS ATUAIS?
8 - A MULTIFORME GRAÇA DE DEUS
9 - O QUE É A CONSULTA À PALAVRA DE DEUS?
10 - INVENÇÃO DE HOMENS OU UM MEIO DE GRAÇA GENUÍNO?
11 - DEUS NÃO TRABALHA COM COINCIDÊNCIAS
12 - ALGUMAS EXPERIÊNCIAS COM A CONSULTA À PALAVRA



PRIMEIRO PRECISAMOS COMPREENDER O CARÁTER DE DEUS

“Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” – (Malaquias   3:6).

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” – (Lamentações 3:22).



 
1 - O CONSELHO DE DEUS SEMPRE ESTEVE À DISPOSIÇÃO DO HOMEM

“E apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o Senhor; conforme a sua palavra sairão, e conforme a sua palavra entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação”. (Números 27:21).

A bíblia nos conta a história de homens e mulheres de Deus que sempre buscaram o conselho dele, para a tomada das decisões mais importantes de suas vidas. Tais pessoas nunca deixaram de conhecer os segredos de Deus, afinal os segredos dele   sempre estiveram reservados para aqueles que o temem.  (Salmos 25:14).



2 - HOMENS DE MUITAS PERGUNTAS E UM DEUS DE MUITAS RESPOSTAS

O diálogo de Deus com os homens permeia toda a história da humanidade desde o Éden até ao cumprimento (em um futuro próximo) das últimas palavras do Apocalipse.

Poderia citar diversos personagens bíblicos, que com a humildade dos que precisam perguntar (por necessidades físicas ou por aflição da alma) experimentaram um perfeito diálogo com o Eterno. O que dizer de Abraão, Isaque, Rebeca, Jacó, José, Rute, Samuel, Ester, Daniel, Paulo, Pedro, João e tantos outros que compõem a nuvem de testemunhas fiéis do Senhor?

Vejamos um pouco daquele diálogo entre Deus e os Homens:

Abraão - Quando soube que Sodoma seria destruída apresentou-se diante do Senhor para saber se seriam preservados os justos que porventura habitassem naquela cidade. Depois de muitas perguntas e respostas, Abraão ficou satisfeito com daquele encontro, pois sabia que a família de Ló, seu sobrinho, seria preservada.

Rebeca - Não entendendo o que sucedia em seu ventre, durante a gestação de Jacó e Esaú, foi perguntar ao Senhor por que isso estava sendo assim e a resposta dele foi que dela procederiam duas nações. Assim sucedeu.

Gideão - Alguns séculos mais tarde o povo de Israel estava na terra prometida, mas   estava cercado pelos inimigos, por conta de sua desobediência a Deus, mas ele levantou um homem chamado Gideão para liderar o povo em sua guerra de libertação. Vejamos o diálogo (através da oração) entre Gideão e o Deus de Israel e a forma diferente como Senhor lhe respondeu:

“E disse Gideão a Deus: Se hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste, eis que eu porei um velo de lã na eira; se o orvalho estiver somente no velo, e toda a terra ficar seca, então conhecerei que hás de livrar a Israel por minha mão, como disseste. E assim sucedeu; porque no outro dia se levantou de madrugada, e apertou o velo; e do orvalho que espremeu do velo, encheu uma taça de água. E disse Gideão a Deus: Não se acenda contra mim a tua ira, se ainda falar só esta vez; rogo-te que só esta vez faça a prova com o velo; rogo-te que só o velo fique seco, e em toda a terra haja o orvalho. E Deus assim fez naquela noite; pois só o velo ficou seco, e sobre toda a terra havia orvalho”. – (Juízes 6:36-40)

Note que em toda a bíblia as respostas de Deus são dadas de forma muito variada e conforme cada necessidade: Nas passagens acima citadas, Ele respondeu a Abraão pelo “método de Deus” (Justiça e fidelidade). A conversa dele com Rebeca é semelhante ao diálogo de um pai de família com a sua filha (tem todas as respostas para instruir). Na resposta para Gideão ele usou o método de Deus e o método dos homens, uma vez que Gideão ofereceu o método e Deus apenas o aceitou, dando a garantia de que a guerra que ele havia planejado não era um “investimento de risco”.

Mas por que Deus aceitou o método de Gideão?
As ações de Gideão tornaram-se proféticas. Vejamos: O Senhor lhe respondeu a primeira vez com o velo molhado, o qual foi espremido e encheu uma taça, mas a terra estava seca. Esse ato nos aponta para Cristo derramando a sua vida no calvário e enchendo o nosso cálice com a sua salvação, mas a terra estava seca, semelhante ao coração do homem sem Deus e ao mundo sem Cristo.  Mas no dia seguinte a terra em redor estava molhada e o velo estava seco; “ele foi ferido pelas nossas transgressões e o castigo que nos traz a paz estava sobre ele”, Cristo se entregou pelo pecador e pelo sacrifício dele, toda a terra se encheu do “conhecimento da glória de Deus, como as águas cobrem o mar”. O orvalho bendito de Deus desce todos os dias sobre os nossos corações, que já não estão secos, mas regados com a benção da graça do Espírito Santo que nos alcançou sem medida.

Vejamos a confirmação disso pela boca do Senhor Jesus Cristo:“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” João 5:39. Ao usar o termo“Escrituras” o nosso Mestre referia-se ao antigo testamento.

Até aqui compreendemos que os homens possuem muitas perguntas e sempre precisam perguntar, mas Deus possui todas as respostas:buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”. (Jeremias 29:13).




3 - ALGUMAS LIÇÕES QUE PRECISAMOS APRENDER



O livro de Josué conta a história do engano dos gibeonitas, um episódio em que o povo de Israel não consultou ao Senhor para fazer aliança com um povo desconhecido e portanto arcou com os prejuízos da sua própria decisão: “Então os homens de Israel tomaram da provisão deles e não pediram conselho ao Senhor”. (Josué 9:14).

Os relatos bíblicos mostram que os prejuízos aconteciam sempre que o povo do Senhor consultava (pedia conselhos) a ele com ídolos no coração. O ídolo no coração é a predisposição humana de se fazer a própria vontade, mesmo que o Senhor fale o contrário. A consulta era feita, neste caso, apenas para desencargo de consciência. Quando isso acontecia, o Senhor respondia conforme o ídolo no coração daquele que consultava, e o prejuízo era certo (Leia Ezequiel 14: 4). Observemos o que aconteceu com o povo de Israel quando consultou ao Senhor, perguntando quem subiria contra os benjamitas para vingar a mulher de um levita, que fora violentada (Juízes 20: 18, 23, 26-28). Note que no capítulo 20, o Senhor permitiu que subissem à guerra repetidas vezes, nas quais derrotaram a tribo de Benjamim, essa era a dura vontade deles, mas note que isso trouxe um grande problema, o qual está narrado no capítulo 21. Qual era o ídolo que os israelitas traziam no coração? A sede de vingança.

Muitas pessoas negam a existência, em nossos dias, dos métodos de consulta a Deus, talvez por que tiveram uma decepção ou por que defendem um ponto de vista tradicionalmente estabelecido. Não nos cabe julgar as pessoas e expô-las publicamente (ainda mais quando se trata de irmãos em Cristo). Entretanto, vou citar dois homens que foram contemporâneos, os quais se sucederam no trono do reino de Israel: Saul e Daví. Ambos foram instrumentos nas mãos do Deus de Israel para que o povo obtivesse grandes vitórias nos confrontos com seus inimigos, porém aqueles homens cometeram falhas graves durante os respectivos reinados (os homens são imperfeitos). Saul rebelou-se contra Deus e a bíblia nos conta que o Senhor já não falava mais com ele, seja por Urin e Tumim (método usado no antigo testamento) ou através dos profetas. Saul terminou a história de seu reinado longe de Deus e envolvido com a feitiçaria. Davi permaneceu fiel a Deus, apesar das suas muitas falhas. Quando lemos a história dos dois reis em paralelo, notamos Saul lutando para permanecer no poder a qualquer custo, o bem maior dele era esse: reinar sobre Israel. Quando visualizamos a história de Davi percebemos que ele lutava com Deus para permanecer em sua presença, queria que o Senhor dos exércitos continuasse no governo da sua vida. não retires de mim o seu Espirito Santo” (Salmo 51). O caro leitor percebeu a diferença?

A pergunta que sempre precisamos fazer para nós mesmos todos os dias: Quais ídolos me impedem de ouvir a voz de Deus e dialogar com ele?

Se você não crê, não deve consultar a Deus. “Aquilo que não é por fé, é pecado” Romanos 14:23b. A manifestação dos atos de justiça de Deus na vida de qualquer pessoa requer santificação, algo que destoa do evangelho midiático atual, o qual está cada vez mais racional e menos dependente de Deus.

Mas o apelo de Deus continua ecoando e muitas pessoas o estão ouvindo: “Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis. Portanto eu os entreguei aos desejos dos seus corações, e andaram nos seus próprios conselhos. Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos! Em breve abateria os seus inimigos, e viraria a minha mão contra os seus adversários. Os que odeiam ao Senhor ter-se-lhe-iam sujeitado, e o seu tempo seria eterno. E o sustentaria com o trigo mais fino, e o fartaria com o mel saído da rocha”. (Salmos 81:11-16).



4 - DAVI: UM HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

“E consultou Davi ao Senhor, dizendo: Irei eu, e ferirei a estes filisteus? E disse o Senhor a Davi: Vai, e ferirás aos filisteus, e livrarás a Queila. Porém os homens de Davi lhe disseram: Eis que tememos aqui em Judá, quanto mais indo a Queila contra os esquadrões dos filisteus. Então Davi tornou a consultar ao Senhor, e o Senhor lhe respondeu, e disse: Levanta-te, desce a Queila, porque te dou os filisteus na tua mão”. ( I Samuel 23:2-4).



Vejamos outros textos sobre Davi consultando ao Senhor para ir à guerra:
Davi persegue e destrói os amalequitas que saquearam Siclague (I Samuel 30: 7,8);
Davi vence os filisteus após ser ungido rei de Israel (II Samuel 5: 18-25).
Qual foi o método utilizado por Davi para consultar ao Senhor?
Provavelmente ele se utilizou do método recebido por Moisés em números 27:21. Note que ele pede que o sacerdote Abiatar lhe trouxesse o Éfode a vestimenta sacerdotal utilizada no momento da consulta. Não se sabe como era o processo, a prática da consulta, mas é inegável que havia um método preciso e a última palavra sobre ir ou não ir, fazer ou não fazer, pertencia ao Deus de Israel.



5 - A AUTENTICAÇÃO DADA POR CRISTO

Nota-se que a palavra do Senhor sempre serviu de guia e de bússola para o povo de Deus no decorrer da sua história. Nosso mestre Jesus afirmou: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”- (João 5:39)Jesus deu o seu selo de autenticidade ao antigo testamento e também levantou homens que fossem ministros das palavras de um novo testamento, não na forma da lei, pois agora ele estava inaugurando o tempo da graça.

Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor. E ensinava nas suas sinagogas, e por todos era louvado. E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos. E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José?” (Lucas 4:14-22)



Cabe aqui uma pergunta, a qual o leitor deverá responder com a devida honestidade. Aquele acontecimento estava no plano profético de Deus para aquele momento descrito na narrativa de Lucas ou trata-se de mera coincidência?



Poderíamos nos ater à sua ou à minha opinião, entretanto, se o leitor permitir, ficaremos com as palavras do próprio mestre para encerrar a questão: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”. Esse“hoje” é determinante, tal qual aquele “hoje” dito ao ladrão da cruz (Lucas 23:43): “hoje estarás comigo no paraíso” - aquele era o momento no qual o verbo vivo de Deus se fazia presente, diante de centenas de testemunhas, para dar um novo rumo na história do pecador, esperando deste a decisão de aceitá-lo ou rejeitá-lo. O ladrão foi mais sensato do que a multidão que assistia ao espetáculo.

A expressão “hoje se cumpriu esta escritura” determina que aquele era um momento pertencente à economia de Deus, e que todos os atos dele foram previamente arquitetados pelo projetista da criação, que agora estava revelando aos homens o projeto da redenção.



6 - OS APÓSTOLOS ERRARAM NA ESCOLHA DE MATIAS?

Antes de responder a pergunta, leiamos o que o Senhor Jesus havia falado durante o seu ministério: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18:18-20) - “Tome outro o seu bispado”. (Atos 1:20).



Nota-se que os apóstolos possuíam autoridade legítima, dada por Cristo, para efetuarem a escolha do décimo segundo apóstolo, uma vez que Judas estava morto, mas mesmo assim não decidiram de si mesmos, colocaram o assunto diante do Senhor. Primeiro eles fizeram uma seleção com base nas características e pré-requisitos que aprenderam do próprio Senhor: ter convivido com o Senhor Jesus desde o batismo de João até o dia da ascensão, e ter testemunhado a ressurreição. Isso restringiu as possibilidades a apenas dois candidatos. Um deles chamava-se Matias e o outro era chamado de Barsabás, o justo. Note que um daqueles homens (Barsabás) possuía uma notável reputação entre os irmãos da igreja primitiva, note pelo adjetivo “justo” que o qualificava. Se a escolha fosse minha ou sua, não é óbvio que escolheríamos o justo? Definitivamente Deus não pensa como os homens. Matias foi o escolhido. Isso nos lembra o caráter da salvação de Deus na vida do Homem, isto é, a salvação é pela graça e não pelas obras. “Pela graça sois salvos por meio da fé e isso não vem de vós; é dom de Deus”.

Mas lançar sortes não é anti-bíblico?

No antigo testamento era comum as pessoas lançarem sortes para se obter uma resposta da parte de Deus (estou falando do Deus de Abraão, Isaque e Jacó). O antigo testamento autorizava essa prática, e esse era também um dos métodos utilizados para se tomar decisões com o conselho de Deus. Note o texto de Provérbios 16:33 "A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda a sua disposição". Esse método foi usado em todo o período do antigo testamento. Veja alguns textos:



Confira: Números 26:56, I Cronicas 26:14, Josué 19:17, Josué 19:24, Provérbios 18:18, Provérbios 16:33, I Cronicas 25:8, I Samuel 14:40-42.

“Disse mais a todo o Israel: Vós estareis de um lado, e eu e meu filho Jônatas estaremos do outro lado. Então disse o povo a Saul: Faze o que parecer bem aos teus olhos. Falou, pois, Saul ao Senhor Deus de Israel: Mostra o inocente. Então Jônatas e Saul foram tomados por sorte, e o povo saiu livre. Então disse Saul: Lançai a sorte entre mim e Jônatas, meu filho. E foi tomado Jônatas”. (1 Samuel 14:40-42).

Os homens passam, os métodos mudam-se, mas o caráter de Deus permanece imutável, tal qual ele mesmo avisou ao profeta: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos” - Malaquias 3:6 Em outro lugar o profeta reconhece: As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” – (Lamentações 3:22).

Mudou-se a lei (o antigo testamento foi substituído pelo novo), mudou-se o sacerdócio, Cristo foi feito (pelo Pai) sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque. Mas quando examinamos as escrituras (a bíblia como um todo) percebemos que o caráter de Deus permanece imutável. Por isso Cristo disse a respeito do uso do antigo e do novo testamento pela igreja: “(...)todo o escriba instruído acerca do reino dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mateus 13:52)Leia também João 5:39.




7 - DEUS AINDA FALA COM OS HOMENS NOS DIAS ATUAIS?

Deus continua sendo consultado e continua respondendo pelos métodos dele, seja pelas orações respondidas diretamente ao que ora, ou pela multiforme graça de Deus descrita no novo testamento bíblico. Deus tem os métodos dele e não costuma consultar os teólogos para saber o que deve ser feito. Ele continua dando   graça aos humildes e resistindo aos soberbos. Depois que o véu do templo se rasgou de alto a baixo (não foi de baixo para cima) os fariseus não poderão nunca mais impedir o acesso do povo a uma experiência real com Deus. Muitos até tentam, mas são detidos pela glória daquele que desprezou o selo do império romano posto na porta do túmulo de Cristo, quando o ressuscitou dentre os mortos para ser Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Ele dirige todas as coisas com a força do seu poder. Ele não respeita os limites da minha “TEOLOGIA”! ELE é DEUS com toda a essência real e soberania que esta palavra consiga expressar e todos os dias eu preciso aprender novamente, que tudo o que eu sei não serve para ele, mas ele me AMA!

Isso é simplesmente maravilhoso!  

O REI E EU ANDAMOS NA ESTRADA DA VIDA ...


8 - A MULTIFORME GRAÇA DE DEUS

Vamos entender alguns conceitos:

Meios de Graça: São os diversos meios e operações da multiforme graça de Deus utilizada pelos cristãos sob a orientação do Espírito Santo para aprofundar no relacionamento e na comunhão com Deus. Dentre eles podemos citar o louvor, a oração, o jejum, a consulta à palavra e outras formas diversas que nossos irmãos em Cristo (independente de placas de igrejas ou denominações) utilizam para obter comunhão e edificar a igreja de Cristo.

“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. (1 Pedro 4:10).

Compreenda o termo: Multiforme - mul.ti.for.me - adj (lat multiforme1 Que tem muitas formas ou aspectos; polimorfo. 2 Que se manifesta de várias maneiras.

O texto nos leva ao entendimento que a operação dos diversos meios de graça manifesta-se das mais variadas formas. Tomemos como exemplo o louvor. A bíblia no diz que Deus habita nos louvores (SL 22:3), portanto o louvor torna-se um meio de graça quando Deus por ele opera livramentos em favor do seu povo. Vejamos o seguinte: o rei Jeosafá foi a uma batalha e enviou o grupo de cantores à frente da peleja (isso é loucura para qualquer homem racional) se ele fosse agir pela lógica humana (racionalismo) ele deveria enviar à frente os melhores homens do exército. Quando trocamos a nossa lógica pela revelação de Deus, Ele opera, pois não mente, não empenha sua palavra em vão, ele não te convida para a peleja e vai embora te deixando sozinho para ser derrotado pelo inimigo. Quando os   cantores começaram a entoar o louvor, Deus entrou na peleja e o resultado foi uma bela vitória de um povo que não tinha chance alguma diante do massacre anunciado. (II Crônicas 20). Deus tem pelejado as nossas batalhas.
Paulo e Silas cantavam louvores e perto da meia noite, Deus abriu as portas da prisão. Partiram-se as algemas, pois o louvor (que é um meio de graça) criou um ambiente propício para à manifestação da multiforme graça de Deus.  Se Paulo e Silas estivessem murmurando ou reclamando entre si que não mereciam estar ali, será que Deus teria operado aquele milagre? (Atos 16).


Podemos citar o Jejum (Atos 13:1 e 2), a oração (Atos 4:31), dentre outros. De forma que as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (2 Coríntios 10:4).

Não são carnais, não são concepções humanas que os homens aprendem assentados nos bancos das faculdades de teologia, embora os cursos sejam muito bons e sejam úteis de alguma forma, mas não formam cidadãos para o reino dos céus. O que forma cidadãos para o reino dos céus é a ação viva do Espírito Eterno De Cristo nos corações dos homens e a obediência à sua palavra.

9 - O QUE É A CONSULTA À PALAVRA DE DEUS?

A expressão “consulta à palavra” refere-se ao método pelo qual alguns cristãos evangélicos buscam respostas de Deus para a tomada de decisões importantes. O método se dá através da oração a Deus, pedindo uma resposta através da bíblia. Para este ato deve-se considerar que a pessoa que faz a consulta preencha os seguintes requisitos:

É do nosso conhecimento que irmãos de outras denominações também fazem esse procedimento, vou mencionar apenas o modo usado pela Igreja Cristã Maranata e as condições para que aconteça.


A pessoa que consultará determinado assunto deve:
1 - Ser um servo (a) de Deus, estar em comunhão (intimidade) com o Senhor.
2 - Estar apto(a) a obedecer a Deus.
3 - Usar o clamor pelo Sangue de Jesus (libertação).
4 - Apresentar o assunto diante do Senhor e pedir que ele responda pela sua palavra.
5 - Sobre o que se deve consultar a palavra: Sobre dons Espirituais, visitas, serenatas, direção para o culto, viagens de passeio, compra de algum bem, assuntos particulares, etc.



10 - INVENÇÃO DE HOMENS OU UM MEIO DE GRAÇA GENUÍNO?



Um fato que precisa ser notado e considerado é que o modo de vida apresentado e vivido por uma igreja é fruto das vivências e experiências espirituais de seus membros. Assim a consulta à palavra surgiu como fruto das experiências de homens e mulheres de Deus que experimentaram uma forma de vida em total dependência de Deus e da sua palavra. Esse meio de graça (não é uma doutrina – é um método de busca a Deus) foi legitimado no meio evangélico por um único motivo: Ele sempre funcionou na vida daqueles que o praticam como forma de obediência a Deus“Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele” - (2 Crônicas 16:9)Em contrapartida, a utilização da consulta à palavra sem a comunhão necessária com o Senhor ou não crendo na eficácia dela é no mínimo um equívoco e pode tornar-se um desastre, pois não haverá resposta, ou se houver provavelmente se cumprirá o que o senhor disse ao profeta em Ezequiel 14:4.

A história das igrejas de Cristo, principalmente as pentecostais, nos demonstra que os homens e mulheres de Deus que quiseram buscá-lo com maior ousadia e maior entrega, sempre alcançaram mais graça (refiro-me à manifestação dos dons sobrenaturais de Deus nas igrejas). Esse alcance não se deu por serem melhores que os demais, mas por serem mais dependentes, por buscarem maior intimidade com o altar da graça de Cristo. Vejamos um exemplo mencionado por Orlando Boyer: “Não há história que comova e inspire tanto quanto a daqueles anos de luta da viúva, mãe de Dwight”. (Livro: heróis da fé – editora CPAD).


Boyer estava certo, a biografia de Dwight Moody relata que Betsy Moody (sua mãe) ficou viúva estando grávida de gêmeos e tendo ainda outros sete filhos, sendo Moody o sexto. Recebeu vários conselhos para dar os filhos a outras famílias. Ela não gostava que falassem nisso. Betsy sempre orava ao Senhor e conseguiu com muito esforço criar todos os filhos em seu próprio lar. Todas as noites ela colocava os filhos para dormir e certificando-se que realmente estavam dormindo, ela caia de joelhos aos pés do Senhor. Uma de suas filhas por vezes levantava no meio da noite e sempre encontrava a mãe de joelhos orando.
Veja um trecho do livro “Seara em Fogo - A vida de Moody”, capitulo 1, página 9 - Editora CPAD,  7ª Edição 2001: “Quanto a Betsy Moody o que lhe restava fazer era mourejar de madrugada, por na cama aquela imensa ninhada que Deus lhe dera, cobrir o rosto com as mãos e chorar horas a fio. Certa noite enxugou o seu rosto, agarrou a bíblia e abriu-a para ler. Caíram-lhe os olhos no verso 11 do capitulo 49 de Jeremias “Deixa os teus órfãos, eu os guardarei em vida; e as tuas viúvas confiarão em mim” Jeremias 49:11”.



Este texto a sustentou sempre desde aquela noite. Mais tarde descobriu-se que esse versículo estava circulado em sua bíblia, como se ela temesse perdê-lo por alguma infelicidade. (Confira o capítulo 1 da obra que acabamos de citar).



Voltemos às palavras do próprio Moody: "Pode-se esperar outra coisa a não ser que os filhos ficassem ligados à mãe e que crescessem para se tornarem homens e mulheres que conhecessem o mesmo Deus que ela conhecia?” - Assim se expressou Dwight, ao lado do ataúde quando ela faleceu com a idade de noventa anos.  (...) Ao contemplar o êxito de Dwight L. Moody, somos constrangidos a acrescentar: - Quem pode calcular as possibilidades de um filho criado num lar onde os pais amam sinceramente ao Pai celestial (...)? (Trecho extraído do livro “Heróis da Fé” de Orlando Boyer, editora CPAD).

Vejamos o trecho de um artigo de Norbert Lieth - Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional:

(...) "É claro que o Senhor pode falar de forma muito pessoal conosco por meio de uma palavra qualquer; provavelmente todo cristão pode testemunhar que isso acontece, alegrando-se com esse fato. Ainda assim não podemos aplicar os versículos bíblicos de forma aleatória e tola à nossa própria situação. Um exemplo: há algum tempo precisei ir com urgência à cidade de Hannover para conduzir um funeral. A previsão do tempo era a pior possível, havia alerta de tempestade, fortes nevascas, as ruas estavam escorregadias e os voos estavam muito atrasados ou eram até cancelados. Alguns irmãos na fé aconselharam-me a não voar de jeito nenhum; seria muito melhor se eu viajasse com o trem noturno. Quanto mais eu prestava atenção aos amigos e ao meu próprio amedrontamento, mais inseguro ficava. Naquela noite tivemos uma reunião de oração. Alguns minutos antes do início abri minha Bíblia na esperança de, talvez, encontrar uma resposta ali. Meu olhar caiu sobre Lamentações 1.1-2“...Tornou-se como viúva... Chora e chora de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console...” Lembrei da minha esposa – e fiquei ainda mais inseguro. Será que eu deveria viajar de avião? Conversei com ela em casa e ela disse que, em sua opinião, eu deveria voar despreocupadamente, pois voltaria são e salvo para casa. E, graças a Deus, foi o que aconteceu.

Essa insegurança pode surgir quando arrancamos as passagens de seu contexto. É preciso estar atento para que tudo aquilo que ensinamos, pregamos ou aprendemos em nossa “hora silenciosa” corresponda ao fundamento bíblico e não seja arrancado de seu contexto". (...). (o destaque vermelho é nosso).

Note que o autor não conseguiu discernir o contexto da mensagem, mas sua esposa prontamente o alertou para o verdadeiro sentido do texto e o propósito de Deus para a sua vida naquele momento.

As vezes somos surpreendidos com o relato de irmãos em Cristo de outras denominações evangélicas que fazem uso (de acordo com o método deles) da consulta à palavra. Pois como nós, eles também creem que o texto de Hebreus 4:12 continua bem atual. A palavra é viva e o autor dela que vive também tem um compromisso com ela.

Podemos concluir que a consulta à palavra não é uma invenção de uma denominação evangélica especifica, mas sim, uma experiência vivenciada por servos de Deus que alcançaram e descobriram esse método (revelado pelo Espírito Santo) e o utilizam como um dos possíveis meios da multiforme graça de Deus. As respostas acontecem por um motivo nobre, isto é, o dono da multiforme graça, não segue padrões humanos, mas tem prazer em compartilhar os seus segredos com aqueles que o temem e sabem honrar o nome DELE!

"Porque a minha mão fez todas estas coisas, e todas estas coisas foram feitas, diz o Senhor; mas eis para quem olharei: para o pobre e abatido de espírito e que treme diante da minha palavra" Isaías 66:2
  
Podes crer, se a consulta à palavra não funcionasse a igreja não a utilizaria!

11 - DEUS NÃO TRABALHA COM COINCIDÊNCIAS



O termo “coincidência” é utilizado para se referir a eventos com alguma semelhança, mas sem relação de causa e consequência. A soberania de Deus não trabalha com coincidências. Cada arvore produz o seu fruto pertinente. Cada ação da Igreja terá os seus resultados.

Para o povo de Israel Deus abriu o mar, mas recolheu Moisés antes de abrir o rio Jordão para Josué. Para Elias e Eliseu Deus tornou abrir o Jordão, mas Cristo simplesmente andou por sobre as águas. Pedro não quis ficar fora daquele grande momento e acabou sendo o único homem que caminhou com Cristo sobre as águas - os demais ficaram no barco. Há crentes que facilmente esquecem que Deus nos abriu um novo e vivo caminho e que não precisamos ficar na mesmice daquela teologia apagada que não produz vida. Quando estivermos dispostos a dizer “fala Senhor que o teu servo ouve” como fez o menino Samuel que virou profeta, haverá também uma resposta de Deus: “Eis que vou fazer uma coisa nova...” – Deus estava retirando o sacerdócio de um homem experiente, porém infiel e transferindo o futuro de seu povo a um menino! – Isso vai contra a lógica humana.

A igreja reunida tem a permissão de Cristo para estabelecer regras, estabelecer seu próprio estatuto e cumpri-lo, desde que ele esteja de acordo com a sã doutrina da Bíblia sagrada. Foi o mestre que disse:

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. (Mateus 18:18-20).

Parece que é por isso que a consulta à palavra de Deus continua funcionando em nossas igrejas e em nossos lares e o nosso Deus permanece magnífico em suas respostas. Entretanto pode-se dizer que este método nunca funcionará com os críticos da internet, pregadores de cessacionismo e semeadores de contendas entre irmãos, por motivos óbvios, vejamos:

“Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos(1), língua mentirosa(2), mãos que derramam sangue inocente(3), O coração que maquina pensamentos perversos(4), pés que se apressam a correr para o mal(5), A testemunha falsa que profere mentiras(6), e o que semeia contendas entre irmãos(7)”. – (Provérbios 6:16-19). 

Alguém poderá afirmar que o texto faz referência a irmãos de sangue e não aos membros da igreja. Absolutamente correto. Porém o sentido do texto será alterado à luz do novo testamento: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” – (João 1:12) - Se são filhos, logo são todos irmãos.

Se Deus considera abominável o ato de semear contendas entre irmãos de sangue, apreciará porventura aqueles que semeiam contenda entre os irmãos que foram comprados com o sangue precioso de seu filho e adquiriram o direito de serem irmãos em Cristo?

Deus não nos deu o direito de fazer guerra na internet, expondo o evangelho de Cristo à vergonha.

Pergunta final: A consulta à palavra funciona?
Resposta final: Leia o texto de Isaías 66:2 e Hebreus 4:12 e tire suas conclusões.




12 - ALGUMAS EXPERIÊNCIAS COM A CONSULTA À PALAVRA

Observação: Não temos o hábito de citar nomes de pessoas, pois aprendemos que toda a glória deve ser dada a Cristo.

Experiência 1 - Uma senhora não cria na consulta à Palavra, e uma noite sonhou que se encontrava num barco, perdida no meio do mar, em uma tempestade. Na ocasião ela passava por um momento difícil na sua vida. No sonho ela via junto ao timão do barco, uma Bíblia aberta, e o vento virava suas páginas e quando ela lia o que estava escrito, descobria as manobras que deveria dar no barco, e depois de várias viradas de páginas, ela conseguia sair daquela tempestade e chegar em um lugar seguro. A partir desse dia passou a crer e a viver a consulta à Palavra.

Experiência 2 - Um irmão no Rio de Janeiro procurava um terreno para comprar para a igreja, descobriu um, mas não conseguiu localizar o proprietário. Estava quase desistindo quando consultou se deveria fazê-lo. O Senhor respondeu: “Entra neste negócio, porque ele te pertence por herança”. O irmão insistiu e descobriu num cartório antigo, numa rua estreita, que o terreno era de um parente seu que havia morrido a muito tempo, e que ele era o legítimo herdeiro daquele terreno.

Experiência 3 - Certo irmão queria vender seu carro que estava batido. Para melhorar o aspecto do carro, mandou fazer um serviço rápido e mal feito, e o colocou à venda. Outro irmão apareceu interessado em comprá-lo, mas ele com a consciência pesada, consultou ao Senhor para ver se devia vender o seu carro àquele irmão. O texto tirado foi Ezequiel 15: 5 - “Se estando inteiro para nada servia, quanto mais agora que está quebrado”.

Experiência 4 – Certo irmão resolveu comprar uma carga de ovos. Mas ao consultar ao senhor pela palavra descobriu que os ovos estavam estragados. Deus não deixa o fiel enganado. (Jó 6: 6).

Experiência 5 - O diácono que era responsável pelas viúvas da igreja consultou ao Senhor para deixar de fazer aquele trabalho. Veja a resposta em Isaías 1: 17. Ele continuou realizando seu trabalho.

São apenas algumas entre milhares de experiências que o nosso povo tem alcançado por meio da consulta à palavra. Tais experiências denotam que servimos a um Deus de repostas, rico e poderoso. Os homens mudam, os céus e a terra irão passar, Ele, todavia nunca mudará.


Você já o conhece, tal qual ELE quer que você o conheça?



MARANATA!!! JESUS VEM!!!