A peleja contra Amaleque

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Êxodo 17: 8-13

“Então veio Amaleque, e pelejou contra e Israel em Refidim. Pelo que disse Moisés a Josué: Escolhe-nos homens, e sai, peleja contra Amaleque; e amanhã eu estarei sobre o cume do outeiro, tendo na mão a vara de Deus. Fez, pois, Josué como Moisés lhe dissera, e pelejou contra Amaleque; e Moisés, Arão, e Hur subiram ao cume do outeiro. E acontecia que quando Moisés levantava a mão, prevalecia Israel; mas quando ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. As mãos de Moisés, porém, ficaram cansadas; por isso tomaram uma pedra, e a puseram debaixo dele, e ele sentou-se nela; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado e o outro do outro; assim ficaram as suas mãos firmes até o pôr do sol. Assim Josué prostrou a Amaleque e a seu povo, ao fio da espada.”

INTRODUÇÃO

Israel havia deixado o Egito, após 430 anos de escravidão, e iniciado uma longa caminhada para tomar posse de uma herança prometida pelo Senhor a Abraão. Apenas algumas semanas após o Êxodo, os judeus foram atacados por Amaleque no Vale de Refidim, e na ocasião Moisés ordenou a Josué que escolhesse homens e saísse à peleja contra os inimigos. Enquanto isso Moisés estaria no cume do monte com o Cajado de Deus na mão. A intervenção de Deus, mediante as intercessões de Moisés e a peleja de Josué e dos israelitas, resultaram numa grande vitória.

DESENVOLVIMENTO

Os amalequitas eram descendentes de Esaú - Amaleque era seu neto. Eles atacaram Israel quando saía do Egito, ferindo os que estavam na retaguarda, matando os fracos e cansados, e não temendo a Deus (Deut 25: 17-19).

Um dos três mandamentos exigidos de Israel ao se estabelecerem na terra foi a obliteração de Amaleque. O mandamento “deverás apagar a memória de Amaleque” – ainda é válido até hoje e é um preceito que tem que ser cumprido antes que a redenção final possa ser atingida. Superficialmente, pode parecer que o mandamento é um ato de vingança por um selvagem ataque à traição, mas uma análise mais profunda da situação deixa claro que Amaleque é a própria encarnação do mal na terra e que o ataque no deserto não era mais que um sintoma, um indício de uma enfermidade espiritual incurável. Foi por esse motivo que Deus ordenou que a semente de Amaleque fosse totalmente apagada da face da terra (Êx 17: 14).  

Enquanto o povo lutava no vale de Refidim, Moisés, Aarão e Hur subiram no outeiro para estar na presença do Senhor em intercessão. Quando as mãos de Moisés eram levantadas, segurando a vara, Israel prevalecia na batalha; mas quando ele as abaixava, Amaleque prevalecia (vs. 11).

Havia momentos em que as mãos de Moisés se tornavam pesadas demais, e ele as abaixava, por isso Aarão e Hur tomaram uma pedra e a puseram debaixo dele, para assentar-se sobre ela, e em seguida seguraram suas mãos, firmando-as até o por do sol. Assim Josué desfez Amaleque ao fio da espada (vs. 12 e 13).

A igreja do Senhor tem enfrentado a cada dia muitas lutas na sua caminhada por este mundo, assim como aconteceu com Israel na sua peregrinação pelo deserto. Há nesta hora um ataque consciente contra a igreja que caminha para a eternidade, e o objetivo deste ataque é impedir a sua entrada na Terra Prometida - a eternidade. Os amalequitas atacaram no vale; eles usaram a emboscada, o ataque sutil e de surpresa, abatendo inicialmente, os que se encontravam fracos e cansados, que se atrasaram na caminhada pelo deserto. Hoje em dia o mal tem se espalhado por todo este mundo, de forma sorrateira, atingindo os fracos na fé, os negligentes e desavisados, que subestimam os perigos rondantes, e que não se preocupam com a santificação de suas vidas. A igreja fiel, no entanto, está atenta e em luta constante contra estas coisas, para não ser atingida pelos ditames mundanos do presente século. Ela precisa estar vigilante em relação a determinados modismos que o mundo tenta impor, se possível, até aos servos do Senhor. O alvo principal é aquele que é fiel, principalmente os jovens, pois a Palavra diz a respeito dos mesmos: “Eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e já vencestes o Maligno” – I Jo 2: 14.

Nesta hora os Ministérios (a mão do Senhor) da Obra precisam estar fortalecidos e de pé, pois Deus os têm usado para, através do seu Espírito Santo, orientar a igreja e conceder-lhe a vitória contra todos os perigos do vale. A vitória depende da posição do Ministério, isto é, de o Ministério estar bem ajustado e ordenado de acordo com a orientação do Espírito (o cajado, a vara), de um governo exercido na revelação (mãos erguidas). Nesta posição, a igreja será vitoriosa. Porém, se o ministério enfrentar dificuldades e vacilar em erguer as mãos, a igreja será derrotada na luta contra o mundo.

CONCLUSÃO

O ministério é composto de homens que estão sujeitos a fraquezas e falhas. A posição da igreja, principalmente a do Grupo de Obreiros e do Grupo de Intercessão, é de ajudar o ministério (Pastor), clamando e intercedendo pela sua vida e colocando-o sobre a Pedra de Descanso (o Senhor Jesus). A igreja na comunhão deve orar pelo Pastor, segurando-lhe as mãos, pois sua vitória depende da vitória do Pastor. Enquanto as mãos do Pastor estiverem erguidas a igreja será vitoriosa lá embaixo no vale (mundo), nas lutas do seu dia a dia, até que o mal seja totalmente erradicado e a vitória final decretada, no dia do arrebatamento.


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