A destruição do Templo

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Mateus 24: 2

INTRODUÇÃO

Deus criou o homem para a adoração do seu nome. Por isso o homem sente no seu interior a necessidade de preparar um lugar de “adoração”.
Todos os servos do Senhor que tiveram uma experiência individual com Ele no passado, ergueram altares de pedras rústicas como sinal de sua adoração. Podemos observar esta atitude em Noé (Gên 8: 20), Abraão (Gên 12: 8), Isaque (Gên 28: 25) e Jacó (Gên 35: 7). Estes altares representavam os lugares de adoração, onde eles viveram suas experiências com o Senhor.

DESENVOLVIMENTO

Mais tarde Deus passou a se revelar a um povo – o povo de Israel – e requereu dele a construção de um local de adoração ao seu Nome. Este local era o Tabernáculo que foi erguido no deserto, quando Israel caminhava para a Terra Prometida.

 Ao tomar posse da Terra Prometida, Deus estabeleceu este povo como uma nação e um reino, e colocou no coração do rei Davi que construísse um Templo em Jerusalém, o qual foi edificado pelo seu filho, o rei Salomão.

 O Templo de Jerusalém passou a ser a glória de Israel, e o centro de sua vida espiritual. A existência do Templo, portanto, estava condicionada à fidelidade do povo ao Senhor seu Deus. Havendo fidelidade e consequentemente, uma vida de adoração ao Senhor, então o Templo tinha sua existência preservada. Mas se o povo se afastasse dos caminhos do Senhor, e falhasse na sua vida de adoração, então o Templo perdia a sua função e a razão da sua existência também.

 Ao longo da existência de Israel, o Templo de Jerusalém foi destruído duas vezes pelos seus inimigos, que o cercaram impiedosamente. A primeira delas no ano 587 a.C. por Nabucodonosor, rei da Babilônia, e a segunda vez no ano 70 d.C. pelo general romano Tito. No primeiro caso, o problema foi causado pela onda de pecados, idolatrias e iniquidades praticados pelo povo de Judá, que deixou, por isso, de adorar ao Senhor seu Deus. No segundo, Israel rejeitou e crucificou ao Filho de Deus, o Senhor Jesus, o qual foi enviado para salvar o povo dos seus pecados e levá-los à verdadeira adoração ao Senhor Deus.

Jesus foi a mais clara e profunda revelação do Pai ao povo de Israel e ao mundo, e Ele procurou mostrar a todos que aqueles lugares de adoração, na verdade, eram provisórios e temporários, figuras daquilo que Deus realmente queria revelar. Quando se encontrou com a mulher samaritana diante do Poço de Jacó, Jesus falou-lhe com toda clareza que o lugar de adoração não era em Jerusalém, no Monte Gerizim ou em qualquer outro lugar, mas que os verdadeiros adoradores adorariam o Pai em “Espírito em Verdade”. Jesus disse que Deus era Espírito, e que importava que seus adoradores o adorassem em Espírito e em Verdade (Jo 4: 21-24).

Mais tarde o apóstolo Paulo falou clara e abertamente que o nosso corpo era o Templo do Espírito Santo, o lugar de adoração ao Pai (I Co 3: 16, 17). Quando nós somos regenerados, este Templo é construído para ser morada do Espírito Santo e lugar de adoração ao Senhor. Desta forma o homem alcança a razão e o motivo da sua existência.

Quando, durante a sua existência, o homem não percebe este fato, ou não permite que o Espírito Santo transforme o seu coração num “lugar de adoração” a Deus, através de Jesus, então a sua vida fica sem razão de ser e a morte (destruição) se apresenta diante dele para o tragar. Quando não há fidelidade e verdadeira adoração no coração do homem, ele entra num processo de degeneração, pois o inimigo começa a cercá-lo e escravizá-lo com vícios e outras coisas que o levam à destruição. O homem foi criado para a adoração ao Senhor, mas se ele não alcançar este propósito a sua vida fica sem razão de existir.

Quando Jesus se referiu ao Templo e chorou sobre Jerusalém (Mt 24: 37-39), falou da destruição da cidade e de tudo que nela havia, pois seus habitantes falharam em reconhecê-lo e em  recebê-lo em seus corações, para adorá-lo como Deus. Israel foi destruído pelos romanos e espalhado pelo mundo todo até que reconheça que Jesus é o Senhor. O homem que tem vivido esta mesma situação, só pode se libertar dela se reconhecer que Jesus é o seu Senhor e Salvador, vivendo a partir daí, para adorá-lo.

Os primeiros adoradores de Deus, os patriarcas, eram homens rudes que erguiam seus altares com pedras rudes – eles tipificam as pessoas simples, muitas vezes sem cultura ou conhecimento – mas que vivem para adorar ao Senhor.

Os que adoraram ao Senhor no deserto, no Tabernáculo, são os que mesmo enfrentando dificuldades, lutas e provações, têm sido fiéis ao Senhor e o tem adorado nos seus corações.

Aqueles que adoravam no Templo de Jerusalém, com todo conforto e facilidades, numa estrutura bem montada, são os que dispõem de bens materiais, são mais cultos e beneficiados pelas oportunidades da vida, mas que igualmente precisam da bênção do Senhor em seus corações, para adorá-lo em Espírito e em Verdade.

CONCLUSÃO

Quando Jesus entrou no templo, expulsou os cambistas, os vendedores e os salteadores que havia ali, e purificou o templo que era a casa de oração e adoração ao Senhor. Da mesma forma, quando Jesus entra na nossa vida, começa a realizar uma obra de purificação e restauração, para que nos tornemos “lugar de adoração ao Pai”. Ele retira da nossa vida o pecado, os vícios, as opressões e tudo aquilo que fazia de nosso coração um “covil de salteadores”. Quando permitimos que Ele realize esta obra restauradora na nossa vida, o resultado é a vida eterna. Mas se não alcançarmos este Projeto de Deus, o resultado será o mesmo do templo de Jerusalém, que foi destruído até os dias de hoje.   
 
                                                                                                                                                         


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