Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; João 5:39

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

OS RELIGIOSOS E SEU ÓDIO POR CRISTO


Pode parecer um paradoxo o que esse título acima sugere. Herdamos uma bagagem de 17 séculos de informação histórica, que nos remete à conclusão de que ser religioso e ser um bom cristão parecem ser situações gêmeas. No entanto, esse mesmo retrospecto histórico nos revela o grande abismo existente entre a prática de vida dos fariseus religiosos de Israel, e os seguidores do pensamento cristão, a partir da observação do comportamento desses fariseus, que eram religiosos praticantes da lei mosáica, e o comportamento do próprio Cristo que, sendo também um sacerdote judeu, reconfigurou as leis de Moisés, sintetizando os dez mandamentos do Sinai em apenas dois: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Cristo surgiu em meio a uma sociedade israelita conturbada, cativa dos interesses de Roma, e regida internamente por leis de conveniência e vingança, transmitidas por Moisés e tão conhecidas por consolidar o regime do "olho por olho, dente por dente". Uma sociedade que, apoiada pela religião, assassinava as mulheres adúlteras; não admitia que se trabalhasse nos sábados, e nem se prestasse misericórdia nesse dia; permitia religiosamente o assassinato sumário dos homicidas e não tolerava o furto, punindo com a amputação da mão o crime de latrocínio.
Em meio a essa avalanche de pesados conceitos religiosos, surge na contra-mão da sociedade israelita um Cristo que pregava o amor e o perdão. Suas ações eram um escândalo social sem precedentes: Cristo perdoou publicamente uma adúltera; promoveu curas em dias de sábado; declarou que os pecadores e meretrizes teriam prioridade acima dos religiosos no reino dos céus; ensinou que devemos amar nossos inimigos e orar pelos que nos perseguem; mandou oferecer a outra face a quem nos bate em uma delas; a caminhar duas milhas com quem nos impõe apenas uma; enfim, Cristo era a encarnação do que mais suscitava a ira dos religiosos, aos quais a conveniência das leis deixadas por Moisés era um desabafo, diante do vexame e humilhação que sofriam por serem explorados pelo Império Romano.
Ao ódio dos religiosos contra Cristo e seus seguidores, seguiu-se uma brutal perseguição e matança desenfreada, que se arrastou por quase três séculos, incentivada ou ignorada pelos impérios, até que o imperador romano Constantino resolveu demonstrar a magnitude do seu poder, ordenando a suspensão da perseguição aos cristãos e também mandando publicar sua conversão ao cristianismo. Segue-se sob seu comando a estratégica conexão entre a Igreja Romana e o Estado Romano, introduzindo no mundo a prática de um cristianismo estatizado, que logo se revelaria até como um mecanismo eficiente de controle de pressão social. Ou seja, os marginais propensos à criminalidade, que ameaçavam a paz social da classe dominante, eram sutilmente isentos da censura e do infortúnio, se fossem adeptos e cumpridores dos preceitos de piedade da religião oficial de Roma. O cristianismo do Imperador.
As classes dominantes passam a encontrar respaldo, para seu domínio soberbo do povo, na religião oficializada. As virtudes da religiosidade passam a ser observadas nas classes dominadas, porém cinicamente dissimuladas nas classes dominantes. Permanece em surdina essa prática até os dias de hoje.
Avaliando a essência do cristianismo genuíno de Cristo, em Israel, foram justamente os líderes da religião que, incomodados com uma possível mudança na ordem social e política vigente, a partir da aceitação popular do pensamento perdoador de Cristo em prejuízo das pesadas leis mosáicas, resolveram crucifica-lo e assim interromper seus discursos de amor ao próximo e perdão de pecados. Foram os religiosos que simulando misericórdia a favor de Barrabás, no íntimo se satisfizeram ao erguerem suas mãos concordando para que Cristo fosse logo pendurado no madeiro e morresse sem misericórdia, da forma mais dolorosa e humilhante possível.
Os religiosos mataram Cristo, em nome da preservação da RELIGIÃO.
Esses fariseus ainda predominam até os dias de hoje, infiltrados dentro das próprias igrejas cristãs.
Seu interesse não é a defesa do pensamento de Cristo, mas da intocabilidade moral do grupo social em que estão incluídos. Estão a serviço de sua religião, e não do Deus de sua religião.
São facilmente identificáveis pelas ações sociais notórias praticadas para conhecimento público. Praticam as boas obras, o que é uma virtude, mas deixam de ser virtuosos quando acreditam que isso lhes atribui o direito de fazerem julgamento de pecadores. Os fariseus-cristãos insistem em excluir o que lhes incomode no seu conceito particular do que seja moral. Recusam-se à prática da fé, do amor ao próximo, da misericórdia e do perdão dos pecados, que foram as ações mais comuns e freqüentes no ministério do Jesus Cristo de Nazaré.
Fazem questão de manter, principalmente nas igrejas protestantes históricas mais corporativas, as chamadas “assembléias extraordinárias”, onde realizam algo que lembra tristemente os julgamentos cruéis da igreja inquisidora medieval: a exclusão de membros pecadores. São nessas sessões, abertas à participação coletiva, que esses fariseus costumam fazer suas aparições solenes, para defender enfaticamente seu zelo pela religião, constrangendo, humilhando e lançando os pecadores à fogueira de suas suposições. Erguem suas mãos religiosas para sinalizar voto de exclusão de pessoas.
Cumpre-nos refletir se não seriam as mesmas mãos sanguinárias que foram erguidas para crucificar Cristo, mas que tentavam fazer-se notar pela caridade que praticavam com Barrabás.
O pensamento claro de Cristo acerca dos religiosos fica evidente quando o Mestre resolve narrar a parábola do fariseu e do publicano, registrada no Evangelho de Lucas 18 a partir do verso 9. Neste trecho bíblico Cristo revela com clareza sua resistência moral aos religiosos, porque conhecia seus mais íntimos interesses, e neles não via lugar para a misericórdia e o perdão.
Religiosos são, portanto, a oposição à pregação de Cristo, e são a grande fraude que herdamos do cristianismo de Roma e seu Concílio de Nicéia, onde o cristianismo foi combinado e ajustado ao cruzamento de interesses entre o Império e a Igreja: o interesse do Império em fortalecer-se a partir da unificação do credo religioso, e o interesse da Igreja em garantir seu estabelecimento universal, usando a força do Império Romano para exceder-se nas ações inquisidoras.
Para ambos os fins, a Igreja e o Império contaram com a ajuda dos religiosos.
Cabe a cada um de nós uma reflexão acerca de quem somos: fariseus ou publicanos; religiosos ou pecadores, carentes do perdão de Cristo.
Cabe a cada um de nós não permitir que sejamos inseridos num contexto religioso que busca apenas um controle de pressão social. Essa é uma função do Estado que ele covardemente repassa para a religião.
Cabe a cada um de nós repensar: a religiosidade excluidora de pecadores, que nos foi transmitida pelo cristianismo durante estes 17 séculos, é uma imposição de Cristo ou da religião?
Cabe a cada um de nós decidir se devemos erguer nossas mãos para excluir pecadores, ou para perdoá-los por misericórdia, como se fôssemos nós mesmos sendo julgados.
Esse é o grande desafio do verdadeiro ensino de Cristo: conviver com pecadores e usar o amor para levá-los ao arrependimento. Amar e perdoar sempre, como Cristo o fez, se necessário perdoar até 70 x 7! Até porque as meretrizes e os pecadores estão muito mais próximos do reino dos céus, do que os fariseus religiosos. São palavras de Jesus Cristo, de cujo nome se originou a expressão: cristianismo.
Sergio Lopes

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

JOÃO 3:13 NEGA A DOUTRINA DA ELEIÇÃO?

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Por Dr. Sam Storms 


O significado deste texto, que talvez seja o versículo mais conhecido da Bíblia, tem frequentemente sido obscurecido por intérpretes que, infelizmente, falharam em situá-lo no contexto maior que as Escrituras como um todo dizem a respeito do amor de Deus.

O que dizer, então, de João 3.16? Como é possível, muitos perguntariam, que Deus ame o mundo inteiro, mas escolha somente alguns para herdar a vida eterna? Será que o amor de Deus pelo “mundo” também deve ser entendido à luz dessa distinção entre a vontade secreta de Deus e sua vontade revelada? Isso é possível, mas não provável, em minha opinião.

Com frequência, a interpretação de João 3.16 começa com o termo mundo, pois se acredita que aqui reside a chave para uma apreciação adequada das dimensões do amor divino. “Apenas pense”, nos dizem, “nas multidões de homens e mulheres que já passaram, passam agora e ainda passarão por toda a face da terra. Deus ama a todos eles, a cada um deles. De fato, Deus os ama tanto que deu o seu Filho unigênito para morrer por cada um deles. Ó, como deve ser grande o amor de Deus para conter em seus braços essas multidões incontáveis de pessoas”.

É isso o que João — ou Jesus, conforme registrado por João — tinha em mente? É inegável que seu propósito é apresentar-nos o incomensurável amor de Deus. Mas, somos capazes de perceber quão imensurável é o amor de Deus medindo o tamanho do mundo? Penso que não. O que é a soma finita da humanidade quando comparada à infinitude de Deus? Seria como medir a força de um ferreiro levando em conta sua habilidade de suportar o peso de uma pena na palma de sua mão! A força primária desse texto está, certamente, em exaltar a qualidade e a majestade infinitas do amor de Deus. Mas tal fim jamais pode ser alcançado pelo cálculo da extensão ou do número de seus objetos. Será que, em qualquer grau, exaltamos o valor da morte de Cristo verificando a quantidade daqueles por quem Ele morreu? É claro que não! Se Ele tivesse morrido por um único pecador, o valor do seu sacrifício não seria menos glorioso do que se Ele tivesse sofrido por dez milhões de mundos!

Em vez disso, façamos uma pausa para considerar o contraste que o apóstolo pretende que vejamos. Certamente, João deseja que reflitamos em nossos corações acerca do caráter incomensurável de tão grande amor, e que o façamos contrastando, face a face, Deus e o mundo. O que isso revela? O que pensamos a respeito de Deus quando pensamos em seu amor pelo mundo? E em que pensamos a respeito do mundo quando ele é visto como o objeto do amor de Deus? O contraste é que Deus é um só e no mundo há muitos? O seu amor é exaltado porque Ele, como um, amou o mundo, composto por muitos? Mais uma vez, certamente não.

Esse amor é infinitamente majestoso porque Deus, sendo santo, amou o mundo pecador! O que nos impressiona é que Deus, que é justo, ama o mundo que é injusto. Esse texto se enraíza em nossos corações porque declara que aquele que habita em luz inacessível se dignou a entrar no reino das trevas; que aquele que é justo se entregou pelos injustos (1 Pe 3.18); que aquele que é totalmente glorioso e desejável sofreu uma vergonha infinita por criaturas detestáveis e repugnantes, que, sem a sua graça, respondem apenas com hostilidade merecedora do inferno! Assim, como disse John Murray:

Aquilo que Deus amou no tocante ao seu caráter é que põe em perspectiva o incomparável e incompreensível amor de Deus. Encontrar qualquer outra coisa como pensamento regente diminuiria a ênfase. Deus amou o que é a antítese de si mesmo; essa é a sua maravilha e grandeza.

Quando lemos o evangelho de João (e suas epístolas), descobrimos que o “mundo” não é visto, fundamentalmente, em termos de eleitos nem em termos de não eleitos, mas como um organismo coletivo: pecador, distante, alienado de Deus, permanecendo sob sua ira e maldição. O mundo é detestável porque é a contradição de tudo que é santo, bom, justo e verdadeiro. O mundo, então, é o contrário de Deus. Ele é sinônimo de tudo que é mau e pernicioso. Ele é aquele sistema da humanidade caída visto não em termos de seu tamanho, mas como um reino controlado satanicamente e hostil ao Reino de Cristo. A qualidade daquilo que Deus amou, não a sua quantidade, é que lança uma luz tão gloriosa sobre esse atributo divino. Em resumo, não posso fazer melhor do que mencionar a explicação de B. B. Warfield:

A maravilha… que o texto nos apresenta é apenas aquela maravilha acima de todas as outras maravilhas deste nosso mundo maravilhoso — a maravilha do amor de Deus pelos pecadores. E essa é a medida pela qual somos convidados a medir a grandeza do amor de Deus. Não é que ele seja tão grande que é capaz de estender-se por todo um grande mundo: ele é tão grande que é capaz de prevalecer sobre o ódio e a aversão ao pecado do Deus Santo. Nisto está o amor, em Deus poder amar o mundo — o mundo que jaz no maligno. Esse Deus que é totalmente santo, justo e bom amou tanto este mundo que deu a ele o seu Filho unigênito, para que Ele pudesse não julgá-lo, mas salvá.

A definição de Warfield do termo mundo precisa ser examinada cuidadosamente:

Ele é, aqui, um termo não tanto de extensão quanto de intensidade. Sua conotação primária é ética, e o objetivo do seu emprego não é sugerir que o mundo é tão grande que é necessária uma grande quantidade de amor para abraçá-lo totalmente, mas que o mundo é tão mau que é necessário um tipo de amor grandioso para sequer amá-lo, e muito mais para amá-lo como Deus o amou quando lhe deu o seu filho. Todo o debate acerca de o amor aqui celebrado ser dado a todo e qualquer homem que está no mundo ou estar restrito somente aos eleitos que foram escolhidos no mundo, está, assim, fora do escopo imediato da passagem e não fornece qualquer chave para a sua interpretação. A passagem não foi concebida para ensinar — e, certamente, não ensina — que Deus ama todos os homens igualmente e visita a todos de modo semelhante, manifestando igualmente Seu amor; tampouco foi concebida para ensinar, ou ensina, que seu amor está confinado a alguns poucos indivíduos especialmente eleitos, selecionados no mundo. Ela foi concebida para despertar em nossos corações uma percepção da maravilha e do mistério do amor de Deus por um mundo pecaminoso — concebido, aqui, não quantitativa, mas qualitativamente, tendo em vista sua característica distintiva: ser pecaminoso.

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FonteSam Storms
Tradução: Abertos para reforma
Via: Abertos para reforma 

http://bereianos.blogspot.com.br/2014/08/joao-316-nega-doutrina-da-eleicao_11.html#.U-tbb-NdUld

domingo, 12 de agosto de 2012

IGREJA & DINHEIRO: À LUZ DA BÍBLIA

Igreja & Dinheiro: à luz da Bíblia
 
O dinheiro está no âmago de muitos problemas das igrejas. Algumas delas enchem seus cofres, exigindo dízimos de seus membros para financiar estilos de vida extravagantes dos dirigentes da igreja. Muitos usam o dinheiro da igreja para construir grandes empresas. É isto que Deus quer? Aqueles que verdadeiramente procuram seguir Jesus precisam buscar sua vontade no Novo Testamento. Ali encontramos tanto instruções dadas por apóstolos inspirados, como exemplos de como as igrejas obtinham e usavam o dinheiro no serviço do Senhor.
O que a Bíblia diz sobre as finanças da igreja:
Ao entrarmos neste estudo, será útil lembrarmos de dois princípios básicos sobre as igrejas do Novo Testamento: No plano de Deus, a igreja é um corpo espiritual, com uma missão espiritual. Muitos dos problemas das igrejas modernas, relacionados com dinheiro, são resultado de decisões humanas de deslocar o centro das atenções de sua missão espiritual para os interesses sociais, políticos ou comerciais. No Novo Testamento, as igrejas locais eram autônomas, cada uma servindo independentemente sob a autoridade da palavra de Cristo. O Novo Testamento não fala de nenhum tipo de estrutura de organização ligando as igrejas locais. As hierarquias enormes das denominações, tão comuns nestes dias, nunca são encontradas no Novo Testamento.
Como as igrejas do Novo Testamento recebiam dinheiro?
Normalmente, das contribuições dos cristãos.

As igrejas, geralmente, recebiam seu dinheiro de contribuições voluntárias dos membros. "Quanto à coleta para os santos, fazei vós também como ordenei às igrejas da Galácia. No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for." 1Co 16:1-2. "Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade."At 4:34-35.
Paulo ensinava que os cristãos deveriam dar voluntariamente e com alegria:"Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria." 2Co 9:7.

Em casos excepcionais, de outras igrejas. Em casos de necessidade, tal como aquela causada por severa fome na Judéia, as igrejas pobres receberam assistência financeira das congregações mais prósperas de outros lugares (Atos 11:27-30). É por isso que Paulo enviou instruções à igreja Coríntia (também mencionadas em Romanos 15:25-32) sobre as doações para ajudar os irmãos pobres de Jerusalém (1Co 16:1-4; 2Co 8).
Como as igrejas do Novo Testamento usavam seu dinheiro?
Para ensinar o evangelho.

Desde que a missão principal da igreja é espiritual (1Tm 3:15), não é surpresa que as igrejas do Novo Testamento usassem seu dinheiro para espalhar o evangelho. Exemplos deste emprego dos fundos arrecadados incluem o sustento financeiro de homens que pregavam o evangelho (1Co 9:1-15; 2Co 11:8; Fp 4:10-18), e dos que serviam como presbíteros (1Tm 5:17-18). Para acudir os santos necessitados. Quando os cristãos pobres necessitavam de assistência, o dinheiro da oferta era usado para acudir àquelas necessidades (Atos 4:32-37; 6:1-4).

Aplicações:O que Deus autorizou para nossos dias? Desde que a Bíblia registra tudo o que precisamos saber para servir a Deus de modo aceitável (2Pd 1:3; Judas 3; 2Tm 3:16-17), aqueles que hoje procuram servir ao Senhor praticarão somente o que é autorizado no Novo Testamento. Deus não nos deu permissão para tentar melhorar seu plano. O modelo do Novo Testamento pode parecer muito simples, e não sofisticado, às pessoas que estão rodeadas por imensos empreendimentos multinacionais, mas os fiéis precisam contentar-se em fazer a obra de Deus à maneira de Deus. Nossa missão não é juntar grande riqueza ou construir enormes organizações. Nossa missão é servir Jesus e mostrar a outros como fazer o mesmo. Os verdadeiros cristãos não estão interessados em competir com o mundo, mas simplesmente procuram agradar a Deus. As igrejas que seguem o modelo do Novo Testamento receberão seu dinheiro de contribuições voluntárias dos cristãos. Nos casos em que há mais irmãos pobres do que a congregação é capaz de ajudar, elas podem também receber assistência de outras congregações. Então, este dinheiro será dedicado à obra que Deus autorizou.
A principal missão da igreja sempre será espiritual, alcançando os perdidos e edificando os salvos. Os recursos financeiros da igreja serão usados para cumprir sua missão de proclamar a pura mensagem do evangelho. Quando há casos de necessidade entre os discípulos, a igreja pode usar o dinheiro ofertado para dar assistência. Quando as igrejas mais prósperas sabem de tais necessidades nas congregações mais pobres, elas podem fazer como as igrejas da Galácia, Macedônia e Acaia fizeram, ou seja, enviar dinheiro para ajudar seus irmãos mais pobres (veja 1Co 16:1; 2Co 8:1-4; 9:1-2). Mais aplicações:O que Deus não autorizou para os dias atuais? Já examinamos o modelo encontrado nas Escrituras. E o que se nota é que as igrejas de hoje estão autorizadas a receber e usar seu dinheiro do mesmo modo que as igrejas do Novo Testamento, e não têm permissão de Deus para fazer mais do que isto. Aqueles que vão além da palavra de Cristo, para fazer o que não foi autorizado, pecam contra ele (1Co 4:6; 2Jo 9).
Em resumo, basta dizer que podemos fazer o que Deus permitiu, e nada mais. Mas algumas práticas se tornaram tão comuns que é fácil presumir que elas estão certas, ainda que não tenham base nas Escrituras. Seria impossível fazer uma relação de todos os abusos do plano de Cristo, mas podemos examinar alguns exemplos para desafiar cada leitor a examinar tudo o que sua igreja pratica. Paulo disse: "Julgai todas as cousas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal" 1Ts 5:21-22. Aqueles que amam o Senhor não temerão uma investigação aberta e honesta de suas práticas, e abandonarão alegremente qualquer coisa que Deus não aprovou.
Examinemos alguns exemplos de práticas que a Bíblia no Novo Testamento não autoriza exigir dízimo.

Muitas igrejas pregam que o dízimo é necessário hoje, e sugerem que aqueles que não dão 10% não serão abençoados por Deus. Eles deixam de fazer a distinção que Jesus e os apóstolos fizeram entre o Velho e o Novo Testamento.
O dízimo era parte da Lei de Moisés, dada por Deus aos israelitas. Passagens tais como Malaquias 3:10, que é usada freqüentemente para exigir o dízimo atualmente, foram escritas para os judeus alguns séculos antes que Cristo morresse para completar essa lei. Não estamos sob essa lei (Gl 3:23-25; 5:1-4; Rm 7:6).

Não há uma única passagem no Novo Testamento que autorize as igrejas a exigir dízimo.
Igrejas proprietárias de negócios. Longe da ênfase espiritual da igreja primitiva, algumas igrejas possuem e operam tudo, desde redes comerciais de televisão até lojas de roupas. O dinheiro contribuído pelos membros é investido em negócios, e os lucros então são usados para sustentar os demais programas da igreja. Este pode ser um modo eficaz de aumentar as rendas, mas não é bíblico. A mudança de foco de coisas espirituais para coisas políticas e sociais. É claro que cada seguidor individual de Cristo tem responsabilidade de praticar a justiça e ajudar aqueles que estão em necessidade (Ef 4:28; Tg 1:27). Além disto, a igreja tem responsabilidade de ajudar cristãos necessitados (2Co 8:1-4; etc).
As igrejas do Novo Testamento não eram instituições sociais que tentavam sustentar todo o mundo, nem era seu trabalho ganhar poder político ou providenciar divertimento ou escolas. As igrejas do Novo Testamento se dedicavam claramente a uma missão bem mais importante: a salvação e preservação das almas eternas. Continuemos nesta dedicação! Substituindo o plano de Deus pelas organizações e planos humanos. O plano da Bíblia é simples. A igreja local é suficiente para cumprir a obra que Deus lhe deu para fazer. Nada encontramos no Novo Testamento sobre sociedades missionárias, instituições educacionais ou sociais sustentadas pela igreja, etc. Não encontramos igrejas planejando grandes obras e depois pedindo fundos de outras congregações para completar seus planos. Cada igreja local era suficiente para cumprir sua missão dada por Deus.
Fazendo a obra de Deus à maneira de Deus. Quando buscamos servir o Senhor nas igrejas locais, vamos nos contentar em fazer a obra de Deus como ele instruiu. Cada esforço para "melhorar" o plano de Deus mostra falta de fé nele e na absoluta suficiência de sua palavra. Vamos confiar nele e vamos amá-lo o bastante para obedecê-lo (Jo 14:15).

Dennis Allan
www estudosdabiblia.net 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O SENHOR É O MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ...’


INTRODUÇÃO:

A partir do momento que o casal teve uma experiência com o Senhor, eles sabem que em primeiro lugar tem o Senhor na vida deles, e nós não poderíamos deixar de bendizer e exaltá-lo pela união da vida deles.

DESENVOLVIMENTO:

O salmo fala de experiência de um homem com o Senhor ( Davi ), esse homem foi como nós um trabalhador, foi também um homem que teve o privilégio de conhecer o Senhor. Neste salmo ele narra a sua experiência pessoal com o Senhor, então ele diz:

‘O Senhor é meu pastor e nada me faltará’

Ele diz o Senhor ‘O Senhor é meu’, ou seja, o Senhor é quem dirigi o Senhor é quem governa a minha vida, e ele usa a expressão ‘Nada me faltará’, depois iremos entender porque esta expressão.
‘Deitar me faz’, o deitar fala de descansar, ou seja, o Senhor governando a vida d homem como governou a vida de Davi, ele vai poder descansar, e não é só deitar e dormir é descansar em tudo, nos negócios, no casamento, em tudo, Davi sabia em quem confiava, em quem servia.
‘Guia-me pelas veredas’, o guiar fala de dirigir, da direção, ele também queria dizer que o Senhor sendo o meu pastor, ele não teria que se preocupar com nada, porque ele vai guiar os meus passos, por onde quer que eu vá o Senhor vai estar comigo.
Nós temos aqui o casal, que hoje começa uma vida nova, e eles também vão precisar desse descanso no Senhor, da direção do Senhor pra suas vidas.
Davi ainda usa a expressão:
‘Ainda que eu andasse pelo vale da sombra e da morte não temeria mal algum’
Sabe porque, porque casamento tem suas lutas. E quem não tem luta? Todos nós temos e Davi também teve em seu casamento, porque nós citamos que ele era um pai de família.
‘Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte’, não vai ser os dias, os anos, a posição social, os filhos, posteriormente a idade, que irá separar o casal da presença do Senhor.
Porque: ‘Ainda que eu andasse pelo vale da sombra e da morte não temeria mal algum porque tu estás comigo’.
‘Tu estás comigo’, é o companheirismo do Senhor para conosco, pois casamento é companheirismo, é vida a dois, ambos estarão juntos, mãos dadas, braços dados, vida a dois, relacionamento perfeito, casamento é isso, companheirismo. O esposo é a estrutura da esposa e vice-versa.
‘Não temeria mal algum, porque tu estás comigo a tua vara e teu cajado me consola’.
A vara fala da correção e o cajado a direção do Espirito Santo. Hoje para um casamento dar certo, precisa da direção do Senhor, precisa da correção do Senhor, precisa do conselho de Deus. Infelizmente existe muitas decepções, casais se separando, e isso acontece porque não tem o conselho, da correção de Deus, o homem começa a confiar em si mesmo. Mas Davi disse: ‘A tua vara e teu cajado me consola’ porque o único que tem o consolo e o conforto para nossas vidas é o Senhor.
‘Preparas uma mesa perante mim, na presença dos meus inimigos’.
Casamento tem seus limites, o inimigo do casamento é a incompatibilidade de  gêneros, a razão a causa da separação de muitos, é a situação financeira, desemprego. Mas Davi diz:
‘Unges a minha cabeça com óleo e meu cálice transborda’
Um homem que tem a cabeça no espírito, na presença de um Deus vivo, não importa a luta que vier ele sabe em quem confiar, porque a confiança dele estar no Senhor.
O casamento não vai se desmanchar, ele vai permanecer, porque o homem que tem o Senhor como seu pastor, ele vai a presença do Senhor, ele toma conselho de uma pessoa espiritual, e assim este casamento dará certo. Mas muitos buscam conselhos de pessoas erradas, e o homem não tem a cabeça no lugar. Deus não criou o homem para casar uma, duas ou três vezes, mais o casamento é uma instituição criada por Deus.
A família é a célula mãe, e o casamento é profético, pois o casamento mostra o arrebatamento da igreja, pois Jesus está representado na figura do esposo, e a igreja fiel, na figura da noiva, e é um relacionamento perfeito, tem que ser um relacionamento perfeito, pois quando a igreja se refere a Jesus ela diz: ‘Eu sou do meu amado e meu amado é meu’, e Jesus por sua vez chama a igreja de ‘amiga minha, pomba minha, Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, formidável como exército e com bandeira’  portanto a Davi diz:
‘Preparas uma mesa perante mim na presença de meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo e meu cálice transborda’.
O transbordar  é benefício, porque o casamento é beneficio, porque um casamento bem estruturado, edificado com o Senhor, haverá os benefícios.
Aquele filho que tem um lar bem estruturado, o pai ao lado da mãe, ele será mais equilibrado, posteriormente bom aluno, bom profissional, pois o lar é a estrutura do filho.
A palavra diz: ‘E meu cálice trasborde’, casamento é testemunho.
‘ Certamente que a Bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida’. Porque Davi usa essa expressão: ‘O Senhor é o meu pastor e  nada me faltará’. É interessante que o pastar de ovelhas, é ele que guia sua ovelhas, e as ovelhas o seguem porque conhece a sua voz.
Davi disse: ‘O Senhor é o meu pastor, mas a bondade e a misericórdia me seguirão, é por isso que Davi disse que nada lhe faltaria.
O Senhor na frente, Davi no meio e atrás a bondade e a misericórdia, nada vai faltar. É o caso do casal, o Senhor à frente, ambos no meio, e atrás a bondade e a misericórdia. Bondade do Espirito Santo e a misericórdia de Jesus é a trindade presente, o pai, o filho e o Espirito Santo, nada vai falar na vida deles.
‘Todos os dias da minha vida’, pois o casamento é para sempre. ‘E habitarei na casa do Senhor por longos dias’ pois estamos aqui de passagem, vale a pena.

CONCLUSÃO:

Coloquemos o Senhor a nossa frente, como nosso pastor, nos coloquemos logo após o pastor e deixemos que atrás nos acompanhe a bondade e a misericórdia.



     Wallace Oliveira Cruz
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